< Portugiesische Sprichwörter >

Deus está no céu.

Deus está sempre do lado dos mais fortes.

Deus faz nascer o sol sobre os bons e os maus.

Deus faz o que quer, e o homem, o que pode.

Deus fecha uma porta e abre um cento.

Deus fecha uma porta, mas abre dez janelas.

Deus inventou o futebol, mas o diabo o treinador.

Deus julga o que conhece, os homens, o que não conhecem.

Deus julga o que conhece,os homens, o que não conhecem.

Deus lhe dê uma boa hora.

Deus livre minhas colmeias do que não gosta de mel.

Deus mais tem para dar que o diabo para tirar.

Deus manda o frio conforme o cobertor.

Deus manda trabalhar, não manda adivinhar.

Deus me dê contenda com quem me entenda.

Deus me dê paciência e um (pano/paninho) para a embrulhar.

Deus me dê paciência e um pano para embrulhar.

Deus me dê pai e mãe na vida e, em casa, trigo e farinha.

Deus me dê pai e mãe na vila e, em casa, trigo e farinha.

Deus me defenda do amigo, que do inimigo me defendo eu.

Deus me livre daquele que estudou num livro só.

Deus me livre de justiças novas e chaminés velhas.

Deus me livre de maus vizinhos ao pé da porta.

Deus me livre do homem de um livro só.

Deus me livre dos bons, que dos outros me livrarei eu.

Deus me livre dos sonsos, que dos outros me livrarei eu.

Deus mede o vento à ovelha tosquiada.

Deus mo deu, Deus mo tirou.

Deus mora na igreja, não sai de casa e, inda por cima, se tranca dentro do sacrário.

Deus não come nem bebe, mas julga o que entende.

Deus não come nem bebe,mas julga o que entende.

Deus não dá a uma pessoa uma cruz maior do que a ele pode carregar.

Deus não dá asa a cobra.

Deus não dá asas à cobra.

Deus não dorme.

Deus não é de vingança, mas castiga pela mansa.

Deus não fez o mundo num dia.

Deus não fia toucas que tira a uma e dê a outras.

Deus não lê nas caras, e sim nos corações.

Deus não manda nem cozido nem assado.

Deus não queira nas minhas colmeias abelha que não coma mel.

Deus não quis saber de irmãos.

Deus não se pôs na cruz por um só.

Deus não se queixa, mas o que é seu não deixa.

Deus não se queixa, mas o seu não deixa.

Deus no fogo em palheiro velho.

Deus nos dá o boi e não o chifre.

Deus nos guarde de ano que entra com abade e sai com frade.

Deus nos livre de bocas abertas e pessoas mal certas.

Deus nos livre de bocas abertas, homens de mau recado e de mulheres que correm fado.

Deus nos livre de inimizades de amigos.

Deus nos livre de maus vizinhos de ao pé da porta.

Deus nos livre de moça adivinha, de mulher ladina, de hora minguada e de gente que não tem nada.

Deus nos livre de moça adivinha, de mulher latina, de hora minguada e de gente que não tem nada.

Deus nos livre de peste fome e guerra e bispo na terra.

Deus nos livre de quem mal nos quer e bem nos fala.

Deus nos livre de tratar com fraca mulher.

Deus nos livre do etcétera de escrivão e do quiproquó de boticário.

Deus nos livre do mau vizinho dó pé da porta.

Deus nos livres de bocas abertas e pessoas mal certas.

Deus nunca fecha uma porta que não abrisse outra.

Deus nunca fechou um porta que não abrisse outra.

Deus nunca fechou uma porta que não abrisse outra.

Deus o dá, Deus o leva.

Deus o deu, Deus o levou.

Deus os fez, Deus os juntou.

Deus os fez, e o diabo os ajuntou.

Deus paga a quem em maus passos anda.

Deus pediu, e não serviu.

Deus por todos, e cada um por si.

Deus protege os bêbedos.

Deus protege os inocentes.

Deus que te assinalou, algum defeito te encontrou.

Deus quer, o homem pensa e a obra nasce.

Deus querendo, água fria é remédio.

Deus sabe o que faz.

Deus sabe o que nos está melhor.

Deus se manifestará, e tudo medrará.

Deus só dá milho a quem não tem jirau.

Deus tarda, mas não falha.

Deus tarda, mas não falta.

Deus te ajude lavrador não estou com gente meu senhor.

Deus te dê em dobro o que me desejares.

Deus te dê o bem e casa em que o tenhas.

Deus te dê o que te falta, que é o fole e a gaita.

Deus te dê ovelhas e filhos para elas.

Deus te dê saúde e gozo, casa com quintal e poço.

Deus te guarde de pena, de dano e de homem descuidado.

Deus te guarde de perda, de dano e de homem denodado.

Deus te guarde do párrafo de legista, o infra de canonista, e etcétera de escrivão, e do récipe de mata-são.

Deus te guarde do párrafo do legista, e do infra do canonista, e do etcétera do escrivão, e do récipe do charlatão.

Deus te mate, filho, e o povo ao meu inimigo.

Deus te veja vir, com as pernas a bulir.

Deus tudo pode.

Deus vê o que o diabo esconde.

Deus venha com a fartura que a fome ninguém a atura.

Deus, assim como dá a doença, dá o médico.

Deus, quando dá filhos, não é fiado nos pais.

Deus, quando fez o dinheiro redondo, foi para ele rodar.

Deus, quando tarda, vem chegando.

Deus, que dá a doença, dá o remédio.

Deus, que o marcou, alguma coisa nele achou.

Devagar com o andor que o santo é de barro.

Devagar com o andor, que o santo é de barro.

Devagar com o andor, que o santo quer mijar.

Devagar e manso se desata qualquer enliço.

Devagar e sempre se chega lá.

Devagar e sempre.

Devagar nunca mais lá se chega.

Devagar nunca se chega.

Devagar pensa e age depressa.

Devagar pensa e obra depressa.

Devagar que tenho pressa.

Devagar se chega atrasado.

Devagar se vai ao longe, e quem depressa caminha se consome.

Devagar se vai ao longe.

Devagar também é pressa.

Devagar, que tenho pressa.

Deve seguir o dar nas ancas do prometer.

Deve temer a muitos aquele a quem muitos temem.

Deve tomar-se o dinheiro por aquilo que ele vale.

Devemos dar, como queremos receber.

Devemos procurar a mulher antes com os ouvidos que com os olhos.

Dever é honra; pagar é brio.

Dever só é ruim para quem deve.

Dever, só a alma a Deus.

Deve-se confiar alguma coisa ao acaso.

Deve-se dançar conforme a música.

Deve-se dar o seu a seu dono.

Deve-se fugir de quem nos louva e aturar quem nos ofende.

Devo, não nego; pagarei quando puder.

Devo, não nego; pagarei quando tiver.

Dia a dia, morreu minha tia.

Dia bom, mete-o em casa.

Dia comprido é o que se passa sem comer.

Dia de muito, véspera de nada.

Dia de muito, véspera de pouco.

Dia de purga, dia de amargura.

Dia de S. Martinho, lume castanhas e vinho.

Dia de S. Silvestre (31 de Dezembro), não comas bacalhau que é peste.

Dia de S. Silvestre, quem tem carne que lhe preste.

Dia de Santo André o porco faz qué qué.

Dia de são nunca, de tarde.

Dia de tosquia, dia de sangria.

Dia em dia, casarás Maria.

Dia em que não me enfeitei, veio a casa quem eu não cuidei.

Dia frio e dia quente fazem andar o homem doente.

Dia grande tem véspera.

Dia nenhum sem bem algum.

Dia perdido nunca é preenchido.

Diabo, diabo, tanto pica a pega, que quebra o bico.

Dias de maio dias de amargura mal amanhece logo noite escura(entre namoros).

Dias de muito, véspera de pouco.

Dias de tudo vesperas de nada.

Dias passados, fogueiras mortas; quem os recorda, revolve cinzas.

Diferença há de Pedro a Pedro.

Difícil de fazer é calar depois de ouvir e ver.

Diga minha vizinha, e tenha eu meu saco de farinha.

Diga-me com quem andas e lhe direi quem és.

Digna de nome e fama é a mulher que não tem fama.

Digo danado o cão que me quer mal.

Digo uma e digo outra, quem não fia, não faz touca.

Digo uma, digo outra, quem não fia, não tem touca.

Digo-o a vós nora para que me entendais sogra.

Digo-te filha, entende-me nora.

Dinheiro achado não é roubado.

Dinheiro adiantado, mal parado.

Dinheiro amuado, barco de carreira parado.

Dinheiro assim como vem, vai.

Dinheiro atrai dinheiro.

Dinheiro chama dinheiro.

Dinheiro compra tudo.

Dinheiro dá senhoria.

Dinheiro de contado ganha soldado.

Dinheiro de ladrão não engorda cristão.

Dinheiro de onzena com seu dono come à mesa.

Dinheiro de padre e brasileiro não chega a terceiro.

Dinheiro de pobre é igual a sabão: pega na mão, escorrega.

Dinheiro de pobre parece sabão: quando ele pega, escorrega da mão.

Dinheiro de tolo é patrimônio do avisado.

Dinheiro de trouxa é farra de sabido.

Dinheiro é a medida de todas as coisas.

Dinheiro é chave que destranca toda porta.

Dinheiro e estrume, só presta espalhado.

Dinheiro e fruta só serve para se comer.

Dinheiro e fruta só servem para se comer.

Dinheiro e mulher bonita é quem governa este mundo.

Dinheiro e mulher, mostrado está em véspera de ser roubado.

Dinheiro é que faz dinheiro.

Dinheiro é que faz guerra.

Dinheiro é remédio para todos os males.

Dinheiro é remédio, fiado só amanhã.

Dinheiro é remédio.

Dinheiro é sangue.

Dinheiro e saúde só têm valor depois que se perde.

Dinheiro é saúde, fiado só amanhã.

Dinheiro em cobre é para pobre; dinheiro em ouro, a quem o tem causa bom agouro.

Dinheiro em fundo de baú é que nem mijo de ovelha: não serve nem arremedeia.

Dinheiro emprestado não seja mais reclamado.

Dinheiro emprestado parte rindo e volta chorando.

Dinheiro emprestado parte rindo, mas volta chorando.

Dinheiro emprestado, dinheiro arriscado.

Dinheiro emprestado, inimigo ganhaste.

Dinheiro emprestado, mal parado.

Dinheiro emprestaste, inimigo ganhaste.

Dinheiro espalhado é mais difícil de ajuntar do que égua de lote de arribar.

Dinheiro faz batalha, que não braço longo.

Dinheiro faz o mar chão.

Dinheiro ganha dinheiro.

Dinheiro guardado dura muito tempo.

Dinheiro guardado dura muito.

Dinheiro haja!.

Dinheiro mal ganhado, água o deu, água o levou.

Dinheiro muito, fartura de poucos.

Dinheiro na mão é vendaval.

Dinheiro não atura desaforo.

Dinheiro não cai do céu.

Dinheiro não compra felicidade.

Dinheiro não compra tudo.

Dinheiro não dá em árvore.

Dinheiro não deita cheiro.

Dinheiro não é capim.

Dinheiro não nasce nas árvores.

Dinheiro não tem cheiro.

Dinheiro não tem dono.

Dinheiro não traz felicidade, dê-me o seu e seja feliz.

Dinheiro não traz felicidade, ele manda entregar na sua residência.

Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer com conforto.

Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda a sofrer em Paris.

Dinheiro não traz felicidade, mas ajuda.

Dinheiro não traz felicidade, mas ser um pobre feliz é bem difícil.

Dinheiro não traz felicidade, sobretudo quando é pouco.

Dinheiro não traz felicidade.

Dinheiro nunca é demais.

Dinheiro pouco é que nem barata em terreiro de galinha.

Dinheiro sobre penhor e sobre palavra, e, tendo, pela fralda.

Dinheiro tinha o menino, quando moía o moinho.

Dinheiro, assim como veio, assim vai.

Dinheiro, e não conselhos.

Dinheiro, o rei verdadeiro.

Dinheiro, se fosse piolho, todo mundo podia ter.

Dinheiros de sacristão, cantando vêm, cantando vão.

Diogo é bom amigo, mas mente de contínuo.

Discípulo com cuidado e mestre bem pago.

Discreta perseverança tudo alcança.

Discreto como os bois de João Afonso, que fogem da relva para a serra.

Discrição sem condição, dá-la ao demo.

Discutamos muitas vezes, mas não disputemos nunca.

Discutamos muitas vezes, não disputemos nunca.

Dispensa argúcias a defesa da boa causa.

Disposição para brigar, a ocasião é que dá.

Disse a caldeira à sertã: tir-te lá, não me luxes.

Disse o escaravelho aos filhos: vinde cá, minhas flores.

Disse o leite ao vinho: venhas em boa hora, amigo!.

Dissimular é virtude de reis e criados de quarto.

Disso nos podeis despedir, como a galinha aos dentes.

Distingue o tempo e concordarás o direito.

Dita alcança, que não braço longo.

Ditados velhos são evangelhos.

Dito de criança e repente de mulher, aproveite-o quem quiser.

Dito e feito.

Dito e feito: aqui te pilho, aqui te mato.

Dito sem feito não traz proveito.

Ditos ocos, ouvidos moucos.

Ditosa a casa em que só um gasta.

Ditosa a casa onde só um gasta.

Ditoso de quem experimenta em cabeça alheia.

Ditoso é quem experimenta em cabeça alheia.

Dívida de jogo é sagrada.

Dívida velha não se paga, dívida nova deixa-se ficar velha.

Dividas e pecados quem os faz paga-os.

Dívidas velhas não se pagam.

Dívidas velhas, pecados velhos.

Dívidas velhas, velhos pecados.

Divide e impera.

Divide para dominar.

Dividir para conquistar.

Dividir para governar.

Dividir para reinar.

Diz a abelha: traze-me cavaleira, dar-te-ei mel e cera.

Diz a boca o que o coração sente.

Diz a caldeira à sertã: sai para lá, não me enfarrusques.

Diz a caldeira à sertã: tira-te para lá, não me enfarrusques.

Diz a caldeira à sertã: tir-te lá, não me luxes.

Diz a cara com a careta.

Diz mal das cartas e joga com dois baralhos.

Diz o asno ao mulo: tira-te daqui, orelhudo!.

Diz o asno às couves: "Pax vobis".

Diz o corvo à pega: chega-te para lá, que és negra.

Diz o coveiro, não queremos que ninguém morra só queremos que a nossa vida corra.

Diz o prior da aldeia: Quem fez os borrões, que os leia.

Diz o rifão: Terra negra dá bom pão.

Diz o roto ao nu: Por que não te coses tu?.

Diz o roto ao nu: Por que não te vestes tu?.

Diz o roto ao nu: porque não te vestes tu.

Diz o são ao doente: Deus te dê saúde.

Diz o tacho à caldeira: sai para lá, não me enfarrusques.

Diz o tacho à caldeira: tira-te para lá, não me enfarrusques.

Diz o tacho à sertã: tira-te para lá, não me mascarres.

Diz o tacho para a panela: sai daqui não me enferretes.

Diz um verso acostumado: quem quer fogo, busque a lenha.

Dize a quem acompanhas, dir-te-ei quais são as tuas manhas.

Dize ao amigo segredo, pôr-te-á os pés no pescoço.

Dize ao doido, mas não ao surdo.

Dize-lhe que é formosa, tornar-se-á doida.

Dizem e dirão que a pega não é gavião.

Dizem e dirão que narceja não é gavião.

Dizem em Roma que a mulher fie e coma.

Dizem os antigos, gente rude e sincera: Nunca passou por mau tempo a chuva da primavera.

Dizem os filhos ao soalheiro o que ouvem a seus pais ao fumeiro.

Dizem os sinos de Santo Antão que por dar dão.

Dizem os sinos de Santo Antão, por dar dão.

Dizem que três mães boas dão à luz três filhas más: da verdade, o ódio; da muita conversação, o desprezo; da paz, a ociosidade.

Dize-me com quem andas e eu te direi as manhas que tens.

Dize-me com quem andas e eu te direi quem és.

Dize-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

Dize-me com quem lidas, dir-te-ei as manhas que tens.

Dize-me com quem vais, dir-te-ei o que farás.

Dize-me do que blasonas, dir-te-ei do que precisas.

Dize-me mentira, descobrirás verdade.

Dize-me o que comes, dir-te-ei quem és.

Dize-me o que lês, dir-te-ei quem és.

Dize-me o que tens e onde o tens, dir-te-ei quanto vales.

Dize-me quanto tens, dir-te-ei quanto vales.

Dize-me quem são teus pais, dir-te-ei a quem sais.

Dizemos muito, falando pouco, quando nos expressamos bem.

Dizendo e fazendo.

Dizendo-se as verdades, perdem-se as amizades.

Dizer a verdade nua e crua.

Dizer bem por diante e roer por detrás.

Dizer cobras e lagartos.

Dizer com todas as letras.

Dizer de alguém o que não disse Mafoma do toucinho.

Dizer e fazer não comem à mesma mesa.

Dizer é uma coisa, fazer é que são elas.

Dizer em bom português.

Dizer mentira por tirar verdade.

Dizer não custa: fazer é que custa.

Dizer nas barbas de alguém.

Dizer nas bochechas de alguém.

Dizer quanto lhe vem à boca.

Dizer uma coisa por outra.

Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.

Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.

Diz-me com quem andas e dir-te-ei que se for de carro eu quero uma carona.

Diz-me com quem andas e ficas sem a miúda.

Diz-me com quem tu andas que eu te direi quem tu és.

Do acaso te digo que tem seu perigo.

Do adulador, quanto mais longe melhor.

Do alto cai quem alto sobe.

Do amigo não esperes aquilo que tu puderes.

Do amigo que não ralha e de faca que não talha, não me dês migalha.

Do amigo sem sangue, guarda-te não te engane.

Do amigo, bem; do inimigo, nem bem nem mal.

Do amigo, do vinho, do café, o mais antigo melhor é.

Do amigo, o que te quiser dizer.

Do bem alheio todos somos generosos.

Do bem ao mal vai um quarto de real.

Do bom é fazer bem.

Do bom logo, bom fogo.

Do bom vinho, bom vinagre.

Do bom, bom fiador, e do mau, nenhum penhor, nem nenhum fiador.

Do bom, sem penhor, e do mau, nenhum penhor, nenhum fiador.

Do bom, sem penhor.

Do bom, tudo, e do ruim, nada.

Do cabelo ou do sangue da besta que te faz a mordedura, farás a cura.

Do caldo requentado nunca bom bocado.

Do capão a perna, da galinha a titela (carne do peito).

Do capão, a perna, e da galinha, a titela.

Do casar e do morrer, sempre houve que dizer.

Do contado come o gato.

Do contado come o lobo.

Do couro saem as correias.

Do couro sai a correia.

Do couro sairão as correias.

Do couro se tiram as correias.

Do curral alheio, nunca bom cordeiro.

Do destino não se foge.

Do dinheiro e da verdade, a metade da metade.

Do dinheiro faz valer o efeito, e nunca perderás teu direito.

Do dito ao feito há grande diferença.

Do dito ao feito vai grande diferença.

Do dito ao feito vai grande eito.

Do dito ao feito, grande distância via.

Do dizer ao fazer, há muita coisa a ver.

Do dizer ao fazer, vai muita diferença.

Do dizer ao fazer, vai muito.

Do erro alheio tira o prudente conselho.

Do faminto avarento o mundo ri, pois nada do que junta é para si.

Do fogo te guardarás, e do mau homem não poderás.

Do fogo te guardarás; do homem, não poderás.

Do homem agradecido todo o bem é crido.

Do homem agradecido todo o bem é querido.

Do homem assinalado, sê desconfiado.

Do homem dissimulado, guarda-te como do diabo.

Do homem é errar, e da besta, teimar.

Do homem é errar, e das bestas, teimar.

Do homem é o errar, da besta, o teimar.

Do homem é o errar, e da besta, o teimar.

Do homem, a praça; da mulher, a casa.

Do indigente ninguém é parente.

Do indigente ninguém quer ser primo nem parente.

Do irado foge um pouco, e do inimigo, de todo.

Do irado pouco te desvia, e do praguento, toda a tua vida.

Do jeitinho do passarinho, assim é o ninho.

Do jeito que tocar, eu danço.

Do limão e do vilão, o que tiver.

Do linho arestoso faz camisas a teu esposo.

Do lodo sai, no arroio cai.

Do mal guardado come o gato.

Do mal o menos.

Do mal que faz o lobo, apraz-se o corvo.

Do mal que fizeres, não tenhas testigo, ainda que seja amigo.

Do mal que o homem foge, desse morre.

Do mal, o menor.

Do mal, o menos.

Do mar se tira o sal, e da mulher, muito mal.

Do mar se tira o sal, e da mulher, o mal.

Do mau corvo, mau ovo.

Do mau pagador, em farelos.

Do mundo nada se leva.

Do nada, nada se faz.

Do nariz à boca a distância é pouca.

Do néscio, às vezes bom conselho.

Do nosso inimigo, às vezes a maldade é a origem da nossa felicidade.

Do ouro e do ferro, tudo é um peso.

Do pão do meu compadre, grande fatia a meu afilhado.

Do pão do meu compadre, grossa fatia ao afilhado.

Do pão do nosso compadre, grande fatia ao afilhado.

Do pão do nosso compadre, grande fatia para o nosso afilhado.

Do perdido perca-se o sentido.

Do pouco saber vem o muito ousar.

Do pouco, pouco, e do muito, muito.

Do pouco, pouco, e do muito, nada.

Do poupar vem o ter.

Do prato à boca perde-se a sopa.

Do prato à boca se perde a sopa.

Do prato à boca se perde muitas vezes a sopa.

Do prudente é cuidar, do néscio é dizer: "Não cuidei".

Do prudente é mudar de conselho.

Do que diz que não bebe mel, livre Deus minhas colmeias.

Do que é novo gosta o povo.

Do que está cheio o coração, disso fala a boca.

Do que faço, disso me guardo.

Do que não heis de comer, deixai-o bem colher.

Do que uns não querem enchem outros a barriga.

Do que vires e do que não vires, não te admires.

Do rabo do porco, nunca bom virote.

Do rei e do sol, quanto mais longe, melhor.

Do rei, ou muito perto, ou muito longe.

Do rico é dar remédio, e do velho, conselho.

Do rio manso me guarde Deus, que do bravo eu me guardarei.

Do ruge-ruge da multidão se faz a revolução.

Do ruge-ruge se fazem os cascavéis.

Do saber nascem cuidados.

Do saber vem o ter.

Do sábio é mudar conselho.

Do soldado que não tem capa, guarda a tua na arca.

Do sorriso da mulher nasceram as flores.

Do tanto que tens, guarda sempre um vintém.

Do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça.

Do trabalho e experiência, aprendeu o homem a ciência.

Do traidor farás leal, com bom falar.

Do traidor farás leal, com teu falar.

Do trovão escapei e no relâmpago dei.

Do vinho e da mulher, livre-se o homem, se puder.

Dobra a língua sete vezes, antes de proferir qualquer palavra.

Dobra a língua.

Dobrada é a falsidade feita com cor de verdade.

Dobrada é a maldade feita com a cor da verdade.

Dobrado tem o perigo, quem foge do inimigo.

Doce é a guerra para quem não anda nela.

Doce é a guerra para quem não andou nela.

Doce é o tormento que traz após si contentamento.

Doce é o tormento que traz contentamento.

Doença bem tratada poucas vezes é demorada.

Doença comprida em morte acaba.

Doença de tordo, rosto magro, corpo gordo.

Doença vem a cavalo e volta a pé.

Doente perigoso torna o médico piedoso.

Dói a cabeça, doem os membros todos.

Doidos e porfiados fazem grandes sobrados.

Dois a um banco, um sai manco.

Dois a um, metem-lhe a palha peco cu.

Dois aleivosos bastam para condenar um justo.

Dois amigos de uma bolsa, um canta e outro chora.

Dois bicudos não se beijam.

Dois bicudos não se bicam.

Dois carneiros chifrudos não bebem do mesmo cocho.

Dois carneiros chifrudos não bebem numa cumbuca.

Dois carneiros de chifre não bebem numa tigela.

Dois duros não levantam muro.

Dois é bom, três é demais.

Dois erros não fazem um acerto.

Dois galos não cabem num poleiro.

Dois galos não cantam no mesmo terreiro.

Dois galos não cantam num só terreiro.

Dois galos num poleiro, dois pardais numa espiga, não fazem liga.

Dois gênios iguais não fazem liga.

Dois lobos a um cão, bem o comerão.

Dois muitos e dois poucos fazem cedo uma pessoa rica.

Dois narigudos não se beijam.

Dois olhos enxergam mais que um só.

Dois olhos vêem mais do que um só.

Dois pardais na mesma espiga nunca fazem liga.

Dois pardais numa espiga nunca fazem boa liga.

Dois pardais numa espiga nunca fazem liga.

Dois pardais numa espiga nunca ligam.

Dois pardais numa espiga, nunca fazem liga.

Dois pássaros empoleirados no mesmo ramo não fazem boa farinha por muito tempo.

Dois pés não cabem num sapato.

Dois pesos, duas medidas.

Dois pobres a uma porta não fazem negócio.

Dois proveitos não cabem num saco.

Dois proveitos num saco, só se dando um nó no meio.

Dois sacos não se têm em pé.

Dois sacos vazios não ficam em pé.

Dois sacos vazios não param em pé.

Dois sacos vazios não se têm em pé.

Dois sobre um asno, sinal de bom ano.

Dois sóis não cabem no mundo.

Dois sóis não cabem num mundo.

Dois tatus-machos não moram num buraco.

Dois ursos não podem viver na mesma jaula.

Domar potros, porém poucos.

Donas em sobrado, rãs em charco, agulhas em saco, não podem estar sem deitar a cabeça de fora.

Donde és, homem? Donde é minha mulher.

Donde esperança não se tem, às vezes nos chega o bem.

Donde esperança o homem não tem, às vezes daí lhe vem o bem.

Donde esperança o homem não tem, às vezes lhe chega o bem.

Donde fogo não há, fumo não se levanta.

Donde menos se espera, daí é que vem.

Donde menos se espera, salta a lebre.

Donde não se cuida, salta a lebre.

Donde não se espera, daí é que sai.

Donde não se espera, daí vem.

Donde não se espera, vem o bem.

Donde o clérigo canta, daí janta.

Donde o sandeu se perdeu, o bom siso aviso colheu.

Donde perdeste a capa, daí te guarda.

Donde saiu a cabra, entra o cordeiro.

Donde se perdeu o sandeu, o sisudo aviso colheu.

Donde se tira e não se bota, cedo chega-se ao fundo.

Donde se tira e não se bota, não pode durar muito.

Donde se tira e não se põe, cedo se vê o fundo.

Donde se tira e não se põe, míngua faz.

Donde te querem, aí te convidam.

Donde tiram e não põem, cedo chegam ao fundo.

Donde tiram e não põem, faz falta.

Donde vais mal? Onde há mais mal.

Donde veio a Pedro falar galego?.

Donde veio o asno, virá a albarda.

Donde vem a excomunhão, de lá vem a absolvição.

Donde vem a Pedro falar galego?.

Donde vem o asno, vem a albarda.

Donde vindes, aranha? De casa da minha cunhada.

Doninha matreira não cai na ratoeira.

Donos o dão, servos o choram.

Donzela honesta, ter o que fazer é sua festa.

Dor alheia não diz nada para quem não a tem.

Dor de barriga não dá uma vez só.

Dor de barriga não dói uma vez só.

Dor de cabeça minha e as vacas nossas.

Dor de cotovelo e dor de marido, ainda que doa, logo é esquecido.

Dor de mulher morta dura até a porta.

Dor de parente, dor de dente.

Dor e desgraça, para quem a passa.

Dores com pão são menores.

Dores compartilhadas são menores.

Dorme bem quem tem a consciência tranqüila.

Dorme sem ceia, acordarás sem dívidas.

Dormir com janela aberta, constipação quase certa.

Dormir de touca.

Dormir é meia mantença.

Dormir no chão para não cair da cama.

Dormirei, boas novas acharei.

Dormirei, dormirei, boas novas acharei.

Dos amigos me guarde Deus, que dos inimigos me guardarei eu.

Dos amigos, o que é possível.

Dos arrependido é o reino do céu.

Dos bem acutilados se fazem os experimentados.

Dos bem escarmentados se fazem os arteiros.

Dos bons é pagar mal com mal.

Dos bons, bom penhor; dos maus, não fiador.

Dos cheiros o pão e do sabor o sal.

Dos cheiros o pão, e dos sabores o sal.

Dos cheiros, o pão; dos sabores, o sal.

Dos descuidados comem os escrivães e os rendeiros.

Dos enganos vivem os escrivães.

Dos escarmentados saem os arteiros.

Dos escarmentados saem os avisados.

Dos escarmentados se fazem os arteiros.

Dos escarmentados se fazem os avisados.

Dos feridos se fazem os mestres.

Dos filhos, o que falta, esse mais se ama.

Dos fracos não reza a história.

Dos homens, e não das pedras, se fazem bispos.

Dos mal-agradecidos está o inferno cheio.

Dos males o menor.

Dos males, o menor.

Dos maus costumes nascem as boas leis.

Dos meninos se fazem os homens.

Dos quarenta para cima, não te cases, nem emigres, nem molhes a barriga.

Dos que não comem mel, livre Deus minhas colmeias.

Dos quinze para os dezesseis, raparigas, vós bem sabeis.

Dos ruge-ruge se fazem os cascavéis.

Dos Santos ao Advento, pouca chuva e pouco vento.

Dos Santos ao Natal é Inverno geral.

Dos Santos ao Natal, é bom chover e melhor nevar.

Dos Santos ao Natal, Inverno natural.

Dos tolos comem os avisados.

Dou um boi para não entrar na briga, mas dou uma boiada para não sair.

Dourar a pílula.

Doutrina de Frei Tomás: façam o que ele diz e não o que ele faz.

Doutrina que só se recebeu ao ouvido, é banquete que só se comeu em sonho.

Doze galinhas e um galo comem como um cavalo.

Duas aves de rapina não se guardam companhia.

Duas bandas de boi não fazem um boi.

Duas brasas é que fazem faísca.

Duas cabeças e uma só carapuça.

Duas cabeças pensam melhor do que uma.

Duas cabeças pensam melhor que uma.

Duas ceias más num ventre cabem.

Duas coisas matam de repente: vento pelas costas e a sogra pela frente.

Duas crias más num ventre cabem.

Duas espadas não cabem na mesma bainha.

Duas mortes sofre quem por mão alheia morre.

Duas mudanças equivalem a um incêndio.

Duas mudanças equivalem a um roubo; três, a um incêndio; quatro, a uma devastação.

Duas mudanças valem por um incêndio.

Duas mulheresfazem um mercado 4 uma feira.

Duas orelhas, uma língua, ouve duas vezes por cada vez que falas.

Duas pedras ásperas não fazem farinha.

Duas pedras duras não fazem farinha.

Duas verdes, com uma madura.

Duas vezes é moléstia.

Duas vezes é perdido o que ao ingrato é concedido.

Duas vezes é tolo quem faz mal e o apregoa.

Duas vezes tolo é quem faz o mal e o apregoa.

Dum espinho nasce a rosa, e desta, outro espinho.

Dum lado chove, de outro venta.

Dum pau torto sempre se faz um arrocho.

Dum sim e dum não nasceu a questão.

Duma cajadada matou dois coelhos.

Duma faísca se queima também uma vila.

Duma fraca toca nasce um bicho bom.

Dura a mentira enquanto não chega a verdade.

Dura é a lei, mas é lei.

Dura pouco o tratar do asno.

Dura pouco, quando dura, o que pouco custou a alcançar.

Dure o que durar, como colher de pau.

Dure pouco a festa, mas bem pareça.

Duro com duro não dá bom muro.

Duro com duro não faz bom muro.

Duro com duro não levanta muro.

Duro como a sepultura é o ciúme.

Duro de cozer, duro de comer.

Duro é deixar o costume.

Duro é deixar o usado.

Duro é, de mau grado, deixar o usado.

Duros feitos com brandos rogos se vencem.

Duvidar é mais filosófico que decidir.

É a beleza o principal dom que a natureza nos outorga e o primeiro que nos arrebata.

É a dificuldade que prova a amizade.

É a fome e o frio que põe a lebre a caminho.

É a intenção que faz a ação.

E a sombra para poucos.

É a última gota que faz transbordar o copo.

É andando que cachorro acha osso.

É ao mau pastor que o lobo dá louvor.

É apenas um passo do sublime o ridículo.

É assim neste mundo: um selado, outro corcunda.

É bastante rico, quem nada deve.

É batendo na cangalha que o burro entende.

É bem casada a que não tem sogra nem cunhada.

É bem infeliz quem de seu mal é a razão.

É bem o que acaba bem.

É bem raro acordar-se a razão com o sentimento.

É bem vindo quem vier por bem.

É bem-aventurado quem com o perigo alheio se faz precatado.

É boa e honrada a viúva sepultada.

É bom esperar, mas também conseguir.

É bom ladrão quem ladrão rouba.

É bom ladrão quem rouba a ladrão.

É bom mentir, mas não tanto.

É bom não ir mais depressa que a música.

É bom o pão duro, quando não há nenhum.

É bom ser o que se pretende parecer.

É bom ser o que se quer parecer.

É bom ter amigos, até no inferno.

É bom, às vezes, calar, para discórdias evitar.

É bom, como o bom melão.

É brasa coberta de cinzas.

É cobra comendo cobra.

É cobra criada.

É coisa bem sabida: o esterco fede mais quando é mexido.

É com a carga cheia que a carruagem anda.

É com mel que se pega abelha.

É como a carne da pá, que não é boa, nem má.

É como burro da nora: tanto ri, como chora.

É como cão-de-fila: não come e não deixa comer.

É como o burro de Vicente, que em cada feira vale menos.

É como tirar doce de uma criança.

É culpado o que vai à horta como o que fica à porta.

É da proibição que nasce a tentação.

É da têmpera velha.

É dando que se recebe.

É de cheirar e guardar.

É de louco o falar muito, e não o falar pouco.

É de manhã que se conhece o bom dia.

É de pequenino que se torce o pepino.

É de pequeno que se faz grande.

É de pior sorte a traição do fraco que a valentia do forte.

É de temer a fortuna onde falta a prudência.

É de tirar o chapéu.

É dificil agradar a Gregos e Troianos.

É difícil agradar gregos e troianos.

É ditado da cutia: o sol se pôs, acabou-se o dia.

É ditado da raposa: o sol se pôs, inda se faz muita coisa.

É do malho ou do malhadeiro?.

É doce de gozar o que é duro de ganhar.

É doce de lembrar o que é duro de passar.

É doce morrer pela pátria.

É doido e a família não sabe.

É doido varrido.

É doido, mas não queima dinheiro.

É doido, mas não rasga dinheiro.

É doido, mas tem juízo.

É dos carecas que elas gostam mais.

É dos tais que "assado não gosto" e "cozido não como".

É dos tais que "Deus fez a noite para se dormir e o dia para se descansar".

É dourado, avisado e formoso como as trempes.

É duas vezes tolo o que faz o mal e o apregoa.

É duas vezes tolo quem faz o mal e o apregoa.

E durma-se com um barulho desses.

É errando que se aprende.

É evidente até para um cego.

É fácil andar a pé, quando se tem o cavalo pelas rédeas.

É fácil chorar no domingo o que ri na sexta-feira.

É fácil criticar; difícil é fazer.

É fácil educar os filhos dos outros.

É fácil falar; difícil é fazer.

É fácil o criticar, porém sempre difícil o imitar.

É fácil ser prudente depois do acontecimento.

É falar com mouco, dar razão a quem não entende.

É falar com uma arca encourada.

É falar que a gente se entende.

É falso como manta de retalhos.

É feito de pedra e cal.

É fogo de monturo.

É fraqueza entre ovelhas ser leão.

É freqüente o riso na boca de quem não tem siso.

É grande fadiga não fazer nada.

É grão saber, calar e comer.

É hora da onça beber água.

É inútil chover no molhado.

É inútil levar água ao mar.

É levar água ao mar.

É leve o fardo no ombro alheio.

É ligeiro dos cascos ou tem fraca cachimônia.

É loucura gastar dinheiro para comprar arrependimento.

É má a ave que em seu ninho caga.

É má a ave que seu ninho suja.

É má carne.

É maior o arruído que as nozes.

É maior o gastar e pior o falar.

É mais abjecto que o miserável, quem lhe insulta a desgraça.

É mais conhecido que cão ruivo.

É mais difícil conservar que juntar.

É mais difícil guardar uma mulher que um saco de pulgas.

É mais dispendioso sustentar um vício que dois filhos.

É mais fácil aconselhar do que ajudar.

É mais fácil aconselhar que ajudar.

É mais fácil aconselhar que praticar.

É mais fácil bem dizer do que bem contradizer.

É mais fácil chegar-se um touro a um mourão do que um estúpido à razão.

É mais fácil construir duas chaminés que conservar uma quente.

É mais fácil demolir que edificar.

É mais fácil descer que subir.

É mais fácil destruir que construir.

É mais fácil dizer que fazer.

É mais fácil encontrar a fortuna que retê-la.

É mais fácil esquecer um favor que uma ofensa.

É mais fácil ganhar que guardar.

É mais fácil levar um boi ao mourão que um ignorante à razão.

É mais fácil meter a faca no boi do que a unha na pulga.

É mais fácil o pano romper que o coser.

É mais fácil para o burro perguntar que para o sábio responder.

É mais fácil passar um camelo pelo fundo duma agulha do que um padre salvar-se.

É mais fácil pegar um mentiroso do que um coxo.

É mais fácil pensar que dizer.

É mais fácil pensar que fazer.

É mais fácil presumir que saber.

É mais fácil prometer do que dar.

É mais fácil prometer que dar.

É mais fácil rasgar que costurar.

É mais fácil reprimir a primeira fantasia do que satisfazer a todas que vêm depois.

É mais fácil ridicularizar uma boa ação que imitá-la.

É mais fácil tomar que restituir.

É mais fácil um boi voar.

É mais fácil um burro criar asas e voar.

É mais fácil um burro voar.

É mais fácil vender que comprar.

É mais fácil você com uma arma na mão do que dentro de um caixão.

É mais forte quem vence a si do que quem vence cidades.

É mais leal dar que receber.

É mais leal dar que tomar.

É mais nobreza ter para dar.

É mais seguro receber conselhos que dá-los.

É manha de açougue: quem muito fala, pior ouve.

É manha de Portugal comer bem e dizer mal.

É manha de Portugal comer, beber, e dizer mal.

É manha de Portugal: comer bem, beber bem e dizer mal.

É mau ser aborrecido, pior ser desprezado.

É mau ter mais olhos que barriga.

É meio dote, uma cara bonita.

É melhor andar a pé do que montar em burro magro.

É melhor bastante que muito.

É melhor burro vivo que doutor morto.

É melhor calado do que cantar desafinado.

É melhor deitar sem ceia que levantar com dívidas.

É melhor dizer "bem fiz eu" do que "se eu soubera".

É melhor enfrentar o perigo que viver tremendo.

É melhor errar com muitos do que acertar com poucos.

É melhor evitar um mal do que ter de remediá-lo depois.

É melhor fome com pão do que sem pão.

É melhor não cutucar onça com vara curta.

É melhor não mexer o arroz, ainda que cheire a esturro.

É melhor não soltar rojão antes do tempo.

É melhor ouvir "fala, rapaz!" do que "cala-te, rapaz!".

É melhor pedir do que roubar.

É melhor pensar e falar, do que falar e pensar.

É melhor perder por carta de menos do que por carta de mais.

É melhor perder um amigo que uma resposta merecida.

É melhor prevenir do que remediar.

É melhor prevenir que remediar.

É melhor ser alegre que ser triste.

É melhor ser bispo do que andar nisto.

É melhor ser bom que de boa raça.

É melhor ser cabeça de lagarto que rabo de dragão.

É melhor ser estilingue que vidraça.

É melhor ser invejado que lamentado.

É melhor suar que gemer.

É melhor um inimigo declarado do que um falso amigo.

É melhor um sim tardio que um não vazio.

É melhor uma boa morte que uma ruim sorte.

É melhor uma má acomodação do que um boa questão.

É melhor uma má acomodação que uma boa questão.

É melhor uma ruim acomodação que uma boa questão.

É melhor uma ruim composição que uma boa questão.

É melhor verde no seu papo do que maduro no do gato.

É melhor verde no seu papo, do que maduro no do gato.

É melhor vergonha em casa que mancha em coração.

É melhor viajar no mar largo e fundo, do que viver das más línguas na boca do mundo.

É mesmo que espada em mão de caboclo.

É mesmo que um burro espiando um palácio.

É meu amigo o que mói no meu moinho.

É minha pátria onde me dou bem.

É mister não tardar, nem muito cedo chegar.

É muita honra para um pobre marquês.

É muita honra para uma pobre marquesa.

É muito difícil estimar os outros como eles querem ser estimados.

É muito fácil ser soberbo; dificílimo ser humilde.

É muito mau de contentar quem quer sol na eira e chuva no nabal.

É muito melhor estragar sapatos do que lençóis.

É muito o pouco, se com Deus havemos.

É na adversidade que se conhece a amizade.

É na adversidade que se conhece o amigo.

É na ausência do senhor que se conhece o servidor.

É na ausência que se conhece a falta.

É na barba dos tolos que os barbeiros aprendem.

É na cara dos pobres que os barbeiros aprendem.

É na desgraça que se conhecem os amigos.

É na desventura que se conhece o amigo.

É na intenção que está o valor da ação.

É na luta que os heróis se conhecem.

É na necessidade que se conhecem os amigos.

É na sela que o burro conhece o cavaleiro.

É na tempestade que se conhece o marinheiro.

É necessário coxear com os coxos.

É necessário não fazer mal feito aquilo que à noite se faz.

É necessário poder muito, para honrar pouco, e basta poder pouco, para afrontar muito.

É necessário ser justo, antes de ser generoso.

É no fim que tudo acaba.

É no perigo que se conhecem os bravos.

É nos tempos maus que se conhecem os amigos bons.

É nos tempos maus que se conhecem os bons amigos.

É o amor que faz o mundo girar.

É o começo do fim.

É o comer que faz a fome.

É o mundo um vasto templo dedicado à discórdia.

É o parto da montanha.

É o que se leva deste mundo.

É o roto falando do esfarrapado, e o sujo do mal lavado.

É o roto falando do esfarrapado.

É o roto falando do rasgado.

É o sujo falando do mal lavado.

É o tolo querendo ensinar padre-nosso ao vigário.

E o vento levou.

É oito ou oitenta.

É ouro sobre azul.

É para a frente que se anda.

É parvo de apanhar a cinza e derramar a farinha.

É pau para toda colher.

É pau para toda obra.

É pela barriga que melhor se governa o mundo.

É pela garra que se conhece o diabo.

É pelas beiradas que se come o angu fervente.

É pelas beiradas que se come o mingau.

É pelo estômago que se governam os homens.

É pelo rastro que se conhece o tamanho da onça.

É pelo saber que vem o ter.

É perdida a palavra que não é ouvida.

E pereu peu peu pardais ao ninho.

É pior a emenda que o soneto.

É pobre como Jó.

É preciso acender uma vela a Deus e outra ao diabo.

É preciso agarrar a ocasião pela calva.

É preciso agarrar a ocasião pelos cabelos.

É preciso amar para ser amado.

É preciso arte e manha pra comer o que outro ganha.

É preciso cortar o mal pela raiz.

É preciso dar nome aos bois.

É preciso dar tempo ao tempo.

É preciso gente de todo o tipo para fazer um mundo.

É preciso pensar bem antes de abrir a boca.

É preciso receber o bem, conforme ele vem.

É preciso saber esperar para se vingar.

É preciso separar o joio do trigo.

É preciso ser honesto e parecer honesto.

É preciso ser velho cedo para o ser muito tempo.

É preciso ser vidraça ou estilingue.

É preciso um pouco de tudo para formar um mundo.

É preciso ver para crer.

É presente de grego.

É provérbio de fidalgo: antes roto que esfarrapado.

É prudente desconfiar de quem é desconfiado.

É quase sempre mentiroso quem vem de muito longe.

É raro o siso na prosperidade.

É redondo o mundo; quem não sabe nadar, vai ao fundo.

É renda de prado, economia de boca.

É rico quem está com Deus.

É rico quem pouco precisa.

É rico quem tem amigos.

É sábio quem aprende à custa dos outros.

É saco roto.

É semear na areia, o cantar a um surdo.

É sempre alegre o tolo, por não conhecer as razões da pena.

É sempre feliz e abastado quem dá útil emprego ao seu tempo.

É sempre mau o caldo que muita gente tempera.

É sempre o burro que fala.

É seu canto de cisne.

É tão bom, que o papam moscas.

É tão certo como dois e dois são quatro.

É tão feio, que espanta jumento em beira de estrada.

É tão freqüente adorar os príncipes, como é raro amá-los.

É tão sandeu meu compadre, que me julga homem capaz de me convencer com razões.

É tarde na economia, quando a bolsa está vazia.

É tarde para economia, quando a bolsa está vazia.

É tiro e queda.

É trabalhando que o homem vai subindo.

É tudo farinha do mesmo saco.

É um cabeça de bagre.

É um cesto roto.

É um mão aberta.

É um mãos rotas.

É um ninguém.

É uma alma de cântaro.

É uma grande habilidade saber encobrir a habilidade.

É virtude o trabalhar, como também o guardar.

É visível até para um cego.

Economia barata, roubo das bolsas.

Economia barata, roubo de bolsas.

Edificar castelos no ar.

Égua cansada o prado acha.

Égua cansada prados acha.

Eixo ensebado, carro calado.

Ela dança conforme o que tem na pança.

Elas por elas.

Ele a dar-lhe e a burra a fugir.

Ele a dar-lhe, e a burra a mijar para trás.

Ele acende a fogueira e depois grita contra as chamas.

Ele bem quer voar, mas não tem asas.

Elefante grandioso de pequerruchinho cresce.

Eles a nós às pedradas, nós a eles às terroadas.

Eles mataram, de nós, quatro, e nós furtamos-lhes um saco.

Eles são brancos, que lá se entendam.

Elevai-vos devagar, chegareis ao alto sem cansar.

Elogio de inimigo, ouro sem liga.

Elogio em boca própria é vitupério.

El-rei Dom Diniz fez sempre quanto quis.

El-rei errou, mas faça-se o que ele mandou.

El-rei não manda chover, manda marchar.

El-rei por senhor, e não por devedor.

El-rei tem costas.

El-rei vai aonde pode, e não aonde quer.

El-Rei vai onde pode e não onde quer.

Em Abril a velha vai aonde tem de ir e a sua casa vem dormir.

Em Abril águas de mil.

Em Abril queima-se carro e carril e deixa-se um tiço para Maio.

< operone >