< Portugiesische Sprichwörter >

Cuidado que a língua não te corte a cabeça.

Cuidado, que montes vêem, e paredes ouvem.

Cuidados alheios matam o asno.

Cuidá-lo bem e fazê-lo mal.

Cuidam os namorados que os outros têm os olhos fechados.

Cuidam os namorados que todos têm os olhos furados.

Cuidam os namorados que todos têm os olhos quebrados.

Cuidando donde vás, esqueces donde vens.

Cuidar da vida, que a morte é certa.

Cuidar muitas coisas, fazer uma.

Cuidar muitas, fazer uma.

Cuidar não é saber.

Cuidei que me benzia e quebrei o nariz.

Culpa condena.

Culpa feia é mentir, mas muito mais mentindo ao verdadeiro.

Culpa perdoada, culpa reparada.

Cultivar uma boa mania é um meio de ser feliz.

Cumpre com teu dever, suceda o que suceder.

Cumpre depressa quem promete devagar.

Cumpre depressa, quem promete devagar.

Cumpre o teu dever, aconteça o que acontecer.

Cumpre o teu dever, e deixa falar.

Cumpre sempre o teu dever se não te queres arrepender.

Cumpre sempre o teu dever, se não te queres arrepender.

Cunha do mesmo pau não aperta.

Cunhadas são unhadas.

Cunhados e ferros de arado debaixo da terra prestam.

Cunhados e ferros de arado debaixo da terra são logrados.

Cura do mal em jejum, o catarro será pouco ou nenhum.

Curar a ferida do cão com o pelo do mesmo cão.

Curar a mordidela do cão com a gadelha do mesmo.

Curar todos com o mesmo ungüento é mau pensamento.

Curtas pernas tem a mentira, e alcança-se asinha.

Cuspido e escarrado.

Cuspir bala.

Cuspir fogo.

Cuspo para o ar, na cara me cai.

Cuspo para o céu, cai-me no rosto.

Custa caro o que sabe bem.

Custa mais a mecha que o sebo.

Custa mais sustentar um vício que educar dois filhos.

Custa muito pedir, e ainda mais servir.

Custa os olhos da cara.

Custa pouco a Pedro beber a capa de Paio.

Custa pouco a polidez, e vale muito toda vez.

Custa tanto ao doido calar, como ao homem sisudo falar.

Custa tanto ao doido calar, como ao homenzinho falar.

Custa tanto esperar quanto desesperar.

Custou-me descartar do tal maçadista.

Cutelo mau corta o dedo e não corta o pau.

Cutelo mau corta o dedo e não o pau.

Cutia ficou cotó de tanto fazer favor.

Cutia ficou sem rabo de tanto fazer favor.

Dá a teu filho bom nome e bom ofício.

Dá a unhada e esconde a mão.

Da abundância do coração fala a boca.

Da abundância vem o fastio.

Da abundância vem o tédio.

Da água mansa livre-nos Deus.

Da água mansa me livre Deus, que da brava me livrarei eu.

Da água mansa te guarda, que da rija Deus te apartará.

Da água mansa te guarda, que da rija ela te apartará.

Da águia mansa me livre Deus, da brava me livrarei eu.

Da águia não nascem pombas.

Dá ao gato o que há de levar o rato.

Dá ao gato o que o rato tem de levar.

Da Argentina só vem frente fria.

Da árvore caída todos fazem lenha.

Da barriga puxa o boi.

Da boca das crianças sai a verdade.

Da burra que faz "him" e da mulher que sabe latim, livra-me tu e a mim.

Da carne faz o guisado, das peles guisa o engano.

Da carne faz o guisado; das peles guisa o engano.

Da casa do gato não sai o rato farto.

Da casta vem ao galgo ter uma longa cauda.

Da cintura para baixo não há mulher feia.

Da colher à boca se perde a sopa.

Da demanda te guarda em que fores parte.

Dá Deus (as)nozes a quem não tem dentes.

Dá Deus a roupa conforme o frio.

Dá Deus amêndoas a quem não tem dentes.

Dá Deus asas à formiga para se perder mais asinha.

Dá Deus na eira, e tolhe-o Maria na maceira.

Dá Deus nozes a quem não tem dentes, e dentes a quem não tem nozes.

Dá deus nozes a quem não tem dentes.

Dá Deus nozes a quem não tem dentes. (Deus dá nozes a quem não tem dentes para as roer.).

Dá Deus o frio conforme a roupa.

Dá Deus o frio conforme o cobertor.

Dá Deus toucinho a quem não tem espeto (Dá Deus toucinho aos judeus).

Da discussão nasce a luz.

Dá duas vezes aquele que dá depressa.

Dá duas vezes quem dá logo.

Dá duas vezes quem dá sem demora.

Dá duas vezes quem de pronto dá.

Dá e tem, e farás bem.

Da Espanha vêm maus ventos e maus casamentos.

Dá fala ao advogado o dinheiro de contado.

Da feia e da formosa, a mais proveitosa.

Da festa, o melhor é a véspera.

Da flor de Janeiro, ninguém enche o celeiro.

Da fome, da peste e da guerra, e do bispo da nossa terra libera nos, Dómine.

Da galinha, a preta; da pata, a parda; da mulher, a sarda.

Da garganta para baixo, tanto sabe a galinha como a sardinha.

Da grossura da terra, vicejam os enxertos.

Da guerra o dano vem cedo, e tarde o proveito.

Da guerra, a paz; da paz, a abundância; da abundância, o ócio; do ócio, a malícia; da malícia, a guerra.

Dá honra a quem a tem.

Da ignorância ao saber escondido, pouco dista.

Da ignorância vista ao saber escondido, pouco dista.

Da justiça o pobre só conhece os castigos.

Da laranja e da mulher, o que ela der.

Da laranja e da mulher, o que ela quiser.

Da laranja, o que quiseres; da lima, o que puderes; do limão, o que tiveres.

Da má companhia, guarda-te de ser autor ou parte.

Da má mãe nascem más filhas.

Da má massa, um bolo basta.

Da má mulher te guarda e da boa não fies nada.

Da mão à boca se perde a sopa.

Da mão à boca vai-se a sopa.

Da mata sai quem a queima.

Da mata sai quem se queima.

Da mesma flor a abelha tira o mel, e a vespa, o fel.

Da minha galinha, a postura é minha.

Da mulher e da pescada a mais alentada.

Da mulher e da pescada, a mais alentada.

Da mulher e da sardinha, a mais pequenina.

Da mulher e do melão, o melhor é o calado.

Da neve, nem cozida nem molhada, não tiras senão água.

Dá nó, não perderás o ponto.

Da noz o figo é bom amigo.

Da noz o figo.. é bom amigo.

Da noz, o figo é bom amigo.

Dá o neto ao avô em que não é bom.

Dá o pai ao filho que nada merece; nunca o filho dá ao pai sem interesse.

Dá ofício ao vilão, conhecê-lo-ão.

Da ostra sai a pérola.

Da ovelhinha me livre Deus, do lobo me livro eu.

Da panela que ferve, se arredam as moscas.

Da pataca do sovina o diabo tem três tostões e dez réis.

Da pausa sai a dança.

Da pele alheia, grande correia.

Da pele lhe sairão as correias.

Da pescada a rabada, fresca que não salgada.

Da porta cerrada o diabo se torna.

Da primeira ninguém se livra.

Da primeira pancada é que se mata a cobra.

Da própria pele não há quem fuja.

Dá raiva ao caro afeto, se queres manter o afeto.

Da sardinha e da mulher, a maior que houver.

Da tua mulher e do amigo esperto, não creias senão o que souberes ao certo.

Da união nasce a força.

Da vida alheia é mestre o barbeiro.

Da vida nada se leva.

Dá, que não peças.

Dádiva de ruim a seu dono se parece.

Dádiva de ruim com seu dono se parece.

Dádiva mal dada para Deus não vale nada.

Dádivas aplacam homens e deuses.

Dádivas quebrantam penhas.

Dai a cada um o que é seu.

Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Daí a César o que é de César.

Dai aos pobres o que é demais.

Daí o seu a seu dono.

Dai-me dinheiro, não me deis conselho.

Dai-me homem sotrancão, dar-vo-lo-ei malicioso.

Dai-me homens ociosos, que eu vo-los darei mentirosos.

Dai-me mãe acautelada, dar-vos-ei filha guardada.

Dai-me mãe acautelada, dar-vos-ei filha honrada.

Dai-me onde me sente, que eu arranjarei onde me deite.

Dália vive, e não sabe que vive.

Dama do monte, cavaleiro da corte.

Dá-me a gordura, que te darei a formosura.

Dá-me a mim dinheiro e ao demo conselho.

Dá-me brancura, dar-te-ei formosura.

Dá-me de vez, dar-to-ei saboroso.

Dá-me dinheiro, não me dês conselho.

Dá-me gordura, dar-te-ei formosura.

Dá-me onde me sente, que acharei onde me deite.

Dá-me pão e chama-me tolo.

Dá-me pega sem mancha, dar-te-ei mulher sem tacha.

Dá-me pega sem manha, dar-te-ei mulher sem tacha.

Dá-me ventura, deita-me na rua.

Dá-mo pobre, dar-te-ei aborrecido.

Dá-mo pobre, dar-te-ei lisonjeiro.

Dançar conforme a música.

Dá-o deus na eira tolhe-o a mulher na maceira.

Daquilo que bem lhe sabe, não reparte o frade.

Daquilo que uns não gostam, outros enchem a barriga.

Dar a bofetada e esconder a mão é de vilão.

Dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Dar a corda para se enforcar.

Dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César.

Dar a Deus o que o diabo não quis.

Dar a última demão.

Dar água sem caneca.

Dar antes de morrer é dispor-se a sofrer.

Dar ao pé, que tempo é.

Dar aos ricaços é lançar água no mar.

Dar às de vila-diogo.

Dar às gâmbias.

Dar as mãos à palmatória.

Dar as mãos pelo diabo e os pés por amor de Deus.

Dar barretadas com o chapéu alheio.

Dar bilha de leite por bilha de azeite.

Dar bofetada e esconder a mão.

Dar bolo.

Dar com a cabeça contra a parede.

Dar com a língua nos dentes.

Dar com a mão na testa do riso.

Dar com a verruma no prego.

Dar com as portas na cara.

Dar com as ventas no sedeiro.

Dar com o nariz no sedeiro.

Dar com os burros n'água.

Dar corda para alguém se enforcar.

Dar dói, chorar faz pena.

Dar dói, chorar faz ranho.

Dar duas verdes com uma madura.

Dar é honra, e o pedir, desonra.

Dar é honra; pedir é desonra.

Dar é honra; pedir é vergonha.

Dar esmola não empobrece.

Dar gato por lebre.

Dar murros em ponta de faca.

Dar no cravo.

Dar nó em pingo d'água.

Dar no pé.

Dar nome aos bois.

Dar o dito por não dito.

Dar o mel para depois dar o fel.

Dar o seu a seu dono.

Dar por paus e por pedras.

Dar sota e ás a alguém.

Dar tarde é recusar.

Dar tempo ao tempo.

Dar tratos à bola.

Dar um ovo para ter um boi.

Dar um sabonete a alguém.

Dar uma boa ensinadela a alguém.

Dar uma bobeada.

Dar uma bofetada sem mão.

Dar uma mancada.

Dar uma no cravo, outra na ferradura.

Dar vida e alma, e não a albarda.

Darei a vida e a alma, mas não a albarda.

Dar-lhe-ão, dar-nos-ão, dar-vo-lo-emos.

Das águias não nascem pombas.

Das águias não nascem pombos.

Das almas grandes a nobreza é esta.

Das aves, boa a perdiz, mas melhor a codorniz.

Das burlas vêm as veras.

Das cores a grã e da fruta a maçã.

Das cores a grã, da fruta a maçã.

Das cores, a grã; das frutas, a maçã.

Das festas, as vésperas.

Das grandes ceias estão as covas cheias.

Das grandes ceias estão as sepulturas cheias.

Dás pelo amor de Deus aos que têm mais bens que os teus.

Das telhas para cima, só Deus e os gatos.

Dás uma cama a um mendigo, e ele te paga com um piolho.

Das vidas alheias e da tua compõe mezinha para ti.

Dá-se o pé, e ele quer a mão.

Dá-se-lhe o pé e toma-nos a mão.

De "sim" e de "não" nasce toda questão.

De algodão velho não se faz bom pano.

De alto cai, quem alto sobe.

De ama gorda, leite magro.

De amigo lisonjeiro e frades sem mosteiro não cures.

De amigo que não ralha e de faca que não talha, não me dá migalha.

De amigo que não ralha, não se me dá migalha.

De amigo reconciliado e de caldo requentado, nunca bom bocado.

De amigo reconciliado, guarda-te dele como do diabo.

De amigo sem sangue, guarda não te engane.

De amigo sem sangue, guarda-te não te engane.

De amigos bons, a estimação se faça por provas de perigo e não da taça.

De amor se vive, de amor se morre.

De amor também se morre.

De arruídos guarda-te, não serás testemunha nem parte.

De arruídos guarda-te; não te quebrarão a cabeça.

De árvore caída todo o mundo faz lenha.

De árvore caída todos fazem lenha.

De ave de bico encurvado, guarda-te dela como do diabo.

De bago em bago, enche a velha o saco.

De bago em bago, macaco enche o papo.

De barba a barba, a honra se cata.

De bem em melhor.

De bezerras e vacas, vão peles às praças.

De bezerras e vacas, vão-se as peles às praças.

De boa árvore, bom fruto.

De boa árvore, bons frutos.

De boa casa, boa brasa.

De boa cepa a vinha e de boa mãe a filha.

De boa filha, boa fiandeira.

De boa guerra, boa paz.

De boa madeira, boa acha.

De boa semente, bom fruto.

De boas ceias as sepulturas estão cheias.

De boas ceias, as sepulturas estão cheias.

De boas intençoes e grandes ceias estão as sepulturas cheias.

De boas intenções e políticos o inferno está cheio.

De boas intenções esta inferno cheio.

De boas intenções está o inferno cheio.

De boas intenções o inferno está calçado, e o céu de boas obras.

De boas intenções o inferno está calçado.

De boas intenções o inferno está cheio.

De boas intenções o inferno está lotado, e o céu de boas obras.

De boi manso me guarde Deus, que de bravo me guardo eu.

De boi manso me guarde Deus, que do bravo eu me guardarei.

De boi manso me guarde Deus, que do mau eu me guardarei.

De boi manso, guarde a mim Deus, que do bravo eu me guardarei.

De boi sonso, marrada certa.

De bom caminho, dois mandados.

De bom logo, bom fogo.

De bom madeiro, boa acha.

De bom mestre, bom discípulo.

De bom pastor é tosquiar, mas não esfolar.

De bom vinho, bom vinagre.

De bons e de melhores, à minha filha venham.

De bons propósitos está cheio o inferno, e o céu de boas obras.

De bons propósitos está o inferno cheio, e o céu, de boas obras.

De bons propósitos o inferno está cheio.

De borla ninguém trabalha.

De burra que faz "him" e de mulher que sabe latim, livra-te tu e a mim.

De burro ruim só se espera coice.

De burro só se espera coice.

De calar ninguém se arrepende, e de falar, sempre.

De caldo requentado e de amigo reconciliado, nunca se faz um bom bocado.

De caldo requentado e de vento de buraco, guarda-te dele como do diabo.

De caldo requentado nunca bom bocado.

De carneiro que recua, grande marrada.

De casa de gato não sai farto o rato.

De casa de gato não sai rato farto.

De casa de gato não vai farto o rato.

De casa de gato, não sai farto o rato.

De casa que tem defunto, não se fecha a porta.

De casa vai quem te manda.

De casta vem ao galgo ter o rabo longo.

De cavalo dado não se repara a idade.

De cavalo pangaré e mulher de Nazaré, livre-me Deus, dómine.

De cedo casar e cedo madrugar, arrepender-te-ás, mas muito mal.

De cem em cem anos, se fazem dos reis vilãos, e aos cento e seis, dos vilãos reis.

De cobra não nasce passarinho.

De corsário a corsário, não se perdem mais que os barris.

De couro alheio, correias compridas.

De couro alheio, correias largas.

De couves cruas, mulheres nuas e lautas ceias estão as sepulturas cheias.

De cunhado, nunca bom bocado.

De curral alheio, nunca bom cordeiro.

De demanda guarda-te em que sejas parte.

De Deus lhe venha o remédio.

De Deus vem o bem, e das abelhas, o mel.

De Deus vem o mal e o bem.

De dia em dia casarás Maria.

De dia em dia morreu minha tia.

De dia, na lama; de noite, na cama.

De dinheiro e da verdade, metade da metade.

De dinheiro e santidade, metade da metade.

De dinheiro, de juízo e de virtude, não acredites senão a quarta parte.

De doido, pedrada ou má palavra.

De doido, pedrada ou palavrada.

De esgueira, nem bom vento, nem bom casamento.

De esmola grande o pobre desconfia.

De Espanha nem bom vento nem bom casamento.

De Espanha nem bons ventos nem bons casamentos.

De Espanha, nem bom vento nem bom casamento.

De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento.

De esperança se vive até a morte.

De esperança também se vive.

De esperança vive o homem até a morte.

De esperanças vive o homem até que morre.

De estudantes de café, libera nos, Dómine.

De falar como se deve, pouco se perde.

De falso bem, o verdadeiro mal vem.

De farei, farei, nunca me pagarei.

De fartas ceias estão as sepulturas cheias.

De fartas ceias, estão as sepulturas cheias.

De ferreiro a ferreiro não passa dinheiro.

De filhas a casar e filhos a estudar é livrar.

De filhos e herdeiros, campos cheios.

De focinho de cão não se tira manteiga.

De fogo te guardarás e de mau homem não poderás.

De fome não vi morrer, mas sim de muito comer.

De fome ninguém vi morrer, a muitos sim, de muito comer.

De fome ninguém vi morrer, porém a muitos de muito comer.

De fora virá quem de casa nos deitará.

De foro, nem um ovo.

De gaiolas fechadas não saem perdizes.

De galinhas e más fadas não se enchem as casas.

De galinhas e más fadas se enchem as casas.

De gato danado nascem os trabalhos.

De gota em gota o mar se esgota.

De graça só relógio trabalha, e assim mesmo quer corda.

De graça só se dá bom dia.

De graça só se dá bom-dia.

De graça, até injeção na testa.

De graça, até injeção na veia.

De graça, até ônibus errado.

De graça, até tapa na cara.

De grande coração é sofrer, de grande senhor, ouvir.

De grande rio, grande peixe.

De grande subida, grande caída.

De grande subida, grande descida.

De grandes causas, grandes efeitos.

De grandes ceias estão as campas cheias.

De grandes ceias estão as covas cheias.

De grandes ceias estão as sepulturas cheias.

De grandes senhores, grandes favores.

De grão em grão a galinha enche o papo, e o velho, o saco.

De grão em grão a galinha enche o papo.

De grão em grão a galinha engasga.

De grão em grão enche a galinha o paparrão.

De guardado está perdido.

De homem assinalado sê desconfiado.

De homem cortês foge de vez.

De homem muito cortês foge de vez.

De homem para homem não vai força de boi.

De homem sem barba, cão com baba e boi de rabo alvo, põe-te a salvo.

De homem só, tende dó.

De homem vingativo ou bravo não digas que tens agravo.

De homens insubstituíveis está cheio o cemitério.

De hora a hora Deus melhora.

De hora em hora Deus melhora.

De inimigo reconciliado, nunca bom bocado.

De janeiro a janeiro o dinheiro é do banqueiro.

De jovem anjo, velho diabo.

De juiz tolo, sentença pronta.

De juízes não me curo, que minhas obras me fazem seguro.

De lá nos venham as pedras, de onde estão os nossos.

De ladrão de casa ninguém se livra.

De laranja, o que quiseres; da lima, o que puderes e de limão, o que tiveres.

De lautas ceias estão as sepulturas cheias.

De leal e bom servidor, virás a ser senhor.

De linho mordido, nunca bom fio.

De livro fechado não sai letrado.

De longas vias, longas mentiras.

De longe também se ama.

De longe te trouxe um figo; quando te vi, comi-o.

De longe vem a água ao moinho.

De longos caminhos, longas mentiras.

De longos sonos e grandes ceias estão as sepulturas cheias.

De louco, todos temos um pouco.

De má companhia foge, e livra-te do ruge-ruge.

De má companhia guarda-te de ser autor nem parte.

De má mata, nunca boa caça.

De madrasta o nome basta.

De mal-agradecidos está o inferno cheio.

De mamando a caducando, a gente vai-se educando.

De manhã a manhã perde o carneiro a lã.

De manhã ao monte, e de tarde à fonte.

De manhã é que começa o dia.

De manhã é que se começa o dia.

De manhã em manhã, perde o carneiro a lã.

De manhã se começa o dia.

De massa de má casta, um bolo basta.

De mau corvo, mau ovo.

De mau grão, nunca bom pão.

De mau ninho, não cries o passarinho.

De mau ninho, nunca cries o passarinho.

De maus costumes nascem boas leis.

De maus filhos, maus amigos.

De médico e de louco todos (nós) temos um pouco.

De médico e de louco, cada um tem um pouco.

De médico e de louco, todo o mundo tem um pouco.

De médico e de louco, todos nós temos um pouco.

De médico e de louco, todos temos um pouco.

De médico e louco, todos nós temos um pouco.

De médico, de sábio e de louco todos temos um pouco.

De médico, engenheiro e louco, todos temos um pouco.

De médico, poeta e louco, todo mundo tem um pouco.

De médico, poeta e louco, todos nós temos um pouco.

De médico, professor e louco, todos nós temos um pouco.

De meninos se fazem os homens.

De milho a milho, cama de novilho.

De mim digam, e a mim pidam.

De mim e do meu asno haja pensado, que do mal alheio não há cuidado.

De mim e do meu asno haja pensado, que o mal alheio não me dá cuidado.

De mim saiu quem me feriu.

De mim só me aconselhei; de mim só me lamentarei.

De mole a mole, longe vai o homem.

De monte a monte, vai o rio.

De muita alegria também se morre.

De muitos perigos nos livra a falta de riquezas.

De muitos poucos se faz um muito.

De mulher de igreja, Deus nos proteja.

De músico, poeta e louco todos nós temos um pouco.

De nada duvida quem nada sabe.

De nada fez Deus o mundo.

De nada, nada se faz.

De nenhum proveito é o entendimento, quando não se faz o que se sabe que é bom.

De nenhuma mulher há que fiar, e de todo homem há muito que temer.

De neve, nem cozida nem molhada, não tiras senão água.

De noite à candeia, a burra parece donzela.

De noite à candeia, a velha parece donzela.

De noite à candeia, não há mulher feia.

De noite à candeia, parece bonita a feia.

De noite deita teu gado na erva do teu prado.

De noite deita teu gado na terra do teu prado.

De noite sonha no que de dia anda cuidando.

De noite todos os gatos são pardos.

De noite, à luz da candeira, parece bonita a feia.

De obras feitas, todos são mestres.

De onde menos se espera, daí é que sai.

De ouro e de ferro, tudo é um peso.

De outro tiple está esta gaita.

De ovo assado, meio; cozido, ovo inteiro; frito, ovo e meio.

De pai coxo, filho aleijado.

De pai mau, filho bom, lá virá neto que saia ao avô.

De pai santo, filho diabo.

De pai vilão, filho fidalgo, neto ladrão.

De paixão, de senhor e de justiça, livrar do primeiro ímpeto.

De palavra em palavra.

De panela que ferve se arredam as moscas.

De pano escasso, capote curto.

De papas e arroz o pegado é o melhor.

De papas e arroz, o pegado é o melhor.

De parte a parte, bacamarte.

De pataca alheia, a mão cheia.

De pato a ganso é pequeno o avanço.

De pau caído, todo mundo faz graveto.

De pedra e cal.

De pensar morreu um burro, com freteiro, cangalha e tudo.

De pensar morreu um burro.

De pequena bostela se levanta grande mazela.

De pequena candeia, grande fogueira.

De pequena fagulha, grande labareda.

De pequenas causas, grandes efeitos.

De pequenino (é que) se torce o pepino.

De pequenino é que se torce o pepino.

De pequenino se constrói o destino.

De pequenino se torce o pé ao pepino.

De pequenino se torce o pepino.

De pequeninos grãos se junta grande monte.

De pequeno verás o boi que terás.

De pequeno verás que boi terás.

De pequenos grãos se ajunta grande monte.

De pessoa calada afasta tua morada.

De pic-pic de pedreiro e de rape-rape de carpinteiro, livre Deus o meu dinheiro.

De pobre bispo, pobre serviço.

De porta cerrada o diabo se guarda.

De pouco pano, curta capa.

De promessas está cheio o inferno.

De promessas quem vive é santo.

De prudência é não querer o que não se pode haver.

De quarenta arriba não molhes a barriga.

De que adianta o vento estar a favor, se não se sabe para onde virar o leme?.

De que servem as leis sem os costumes?.

De quedas e ceias estão as covas cheias.

De quedas e ceias estão as sepulturas cheias.

De quem do seu foi mau despenseiro, não fies o teu dinheiro.

De quem medo hão, logo lho dão.

De quem medo hão, logo o seu lhe dão.

De quem não é prudente, afaste-se a gente.

De quem não tem calçado no inverno, não fies o teu dinheiro.

De quem não tem calças no inverno, não fies o teu dinheiro.

De rabo de porco, nunca bom virote.

De raminho em raminho, faz o ninho o passarinho.

De raminho em raminho, o passarinho faz seu ninho.

De rico a soberbo, não há palmo e meio.

De rico a soberbo, não há palmo inteiro.

De rio pequeno não esperes grande peixe.

De ruim a ruim, não há melhoria.

De ruim a ruim, pouca é a melhoria.

De ruim a ruim, quem acomete, vence.

De ruim árvore, nunca bom fruto.

De ruim cabaça não sai boa pevide.

De ruim cabeça não sai bom conselho.

De ruim gesto, nunca bom feito.

De ruim homem e dissimulado, guarda-te dele como do diabo.

De ruim madeiro sai, às vezes, uma boa cavaca.

De ruim massa, um bolo basta.

De ruim moita sai, às vezes, bom coelho.

De ruim ninho não cries passarinho.

De ruim ninho sai bom passarinho.

De ruim ninho também sai bom passarinho.

De ruim ninho voa longe o passarinho.

De ruim ninho, às vezes sai bom passarinho.

De ruim ninho, nunca bom passarinho.

De ruim ninho, sai às vezes bom passarinho.

De ruim pagador em farelos recebe.

De ruim pagador, em farelos.

De ruim pano, nunca bom saio.

De ruim pano, nunca bom vestido.

De ruim rosto, nunca bom feito.

De ruim, nunca bom bocado.

De sábio e de louco todos temos um pouco.

De sangue misturado e de moço refalsado me livre Deus.

De sangue misturado e de moço refalsado nos livre Deus.

De Santa Luzia ao Natal, um salto de pardal, de Natal a Janeiro, um salto de carneiro.

De santo e de louco todos temos um pouco.

De século em século a história se repete.

De sopas e os amores, os primeiros são os melhores.

De supetão, só espirro.

De tais bodas, tais tortas.

De tais mestres, tais discípulos.

De tais romarias, tais perdões.

De tal acha, tal racha.

De tal árvore, tal fruto.

De tal começo, tal fim.

De tal gente, tal semente.

De tal madeira, tal acha.

De tal madeiro, tal acha.

De tal mestre, tais discípulos.

De tal ninho, tal passarinho.

De tal pedaço, tal retraço.

De tal tenda, tal ferramenta.

De tanto dizer "sim" acabamos dizendo "não" à vida.

De tarde madrugar e de tarde casar te hás de lamentar.

De teimas e desordens guarda-te, para não seres testemunha nem parte.

De telhas acima, só Deus e gatos.

De telhas acima, só Deus e os gatos.

De tens a queres o terço perdes.

De teu amigo, o primeiro conselho.

De todos desconfia o coração culpado.

De tostão a tostão se chega ao milhão.

De tostão em tostão se faz um milhão.

De tostão em tostão vai-se ao milhão.

De tostão por tostão chega-se ao milhão.

De traidor farás leal, com bom falar.

De três pês livre-me Deus: padre, pombo e parente.

De trigo e aveia, minha casa cheia.

De tua mulher e do amigo esperto, não creias senão o que souberes de certo.

De tua mulher e do amigo esperto, só creias o que souberes de certo.

De tua pele se trata.

De tudo Deus se serve.

De um "sim" e de um "não" nasce toda a questão.

De um argueiro fazer um cavaleiro.

De um caminho, dois mandados.

De um espinho nasce uma rosa, e de uma rosa, um espinho.

De um gosto, mil desgostos.

De um homem mau não se pode fazer um grande homem.

De um homem néscio, às vezes bom conselho.

De uma boa conversa ninguém escapa.

De uma cajadada matar dois coelhos.

De uma cajadada não se matam dois coelhos.

De uma caminhada fazer dois mandados.

De uma faísca queima a vila.

De uma faísca se queima a vila.

De uma faísca se queima uma cidade.

De uma faísca se queima uma vila.

De uma gota de mel nascem rios de fel.

De uma hora para outra cai a casa.

De uma hora para outra, a casa cai.

De uma lágrima de mulher nasce o perdão.

De uma pancada não se derruba o carvalho.

De uma pancada não se derruba o cavalo.

De uma vaca não se podem tirar duas peles.

De uns, fazeis filhos, e de outros, enteados.

De véspera todos madrugam.

De véspera, todos madrugam.

De vinho abastado, de razão minguado.

De vizinho ruim, nem o diabo quis saber.

De vizinho, abastado, e de razão, minguado.

Debaixo da coberta, tanto vale a branca como preta.

Debaixo da constituição mais livre, um povo ignorante é sempre escravo.

Debaixo da manta, tanto vale a preta como a branca.

Debaixo da nogueira, não faças cabeceira.

Debaixo da porta do aposentado cresce capim.

Debaixo de boa palavra, aí está o engano.

Debaixo de bom saco, está o homem mau.

Debaixo de bom saio, está o homem mau.

Debaixo de má capa há um bom vivedor.

Debaixo de ruim capa se esconde muitas vezes um bom bebedor.

Debaixo de ruim capa, há um bom dizedor.

Debaixo de ruim capa, jaz um bom bebedor.

Debaixo desse angu tem torresmo.

Debaixo do angu tem carne.

Debaixo do saial há al.

Debaixo do sol nada é novo.

Debaixo dos pés se levantam os desastres.

Debaixo dos pés se levantam os trabalhos.

Debaixo duma capa ruim está um bom jogador.

Dedo de espada e palmo de lança é grande vantagem.

Dedo que a lei corta, não causa mais dano.

Dêem ofício ao vilão, conhecê-lo-ão.

Defeitos de meu amigo, lamento, mas não maldigo.

Defender com unhas e dentes.

Defunto não enjeita cova.

Defunto não fala.

Defunto não morde.

Defunto não rejeita cova.

Defunto quando acha quem carrega, balança.

Defunto rico, defunto chorado.

Degolar-se com a própria mão.

Deita estrume ao pão, que as terras to pagarão.

Deita outra sardinha, que outro ruim vem da vinha.

Deita terra sobre terra, saberás o pão que leva.

Deitar a pedra e esconder a mão.

Deitar água na fervura.

Deitar água no mar.

Deitar azeite no fogo.

Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer.

Deitar cedo e cedo erguer, dá imenso sono.

Deitar cedo e cedo erguer, dá um sono do caraças.

Deitar cedo e levantar cedo dá saúde, contentamento e dinheiro.

Deitar em saco roto.

Deitar na cama, que é lugar quente.

Deitar pérolas a porcos.

Deitar sopas e sorver, não pode tudo ser.

Deitar tarde e levantar cedo cria carne e sebo.

Deitar-me e fartar-me, e se eu não dormir, mata-me.

Deita-se o homem pelo chão, por ganhar gabão.

Deita-te a enfermar, saberás quem te quer bem e quem te quer mal.

Deita-te a enfermar, saberás quem te quer bem.

Deita-te a enfermar, saberás quem te quer mal.

Deita-te em tua cama e cuida em tua casa.

Deita-te na tua cama, cuida na tua casa, e não te importe quem pela rua passa.

Deita-te na tua cama, e não te importe quem pela rua passa.

Deita-te sem cear, levantar-te-ás sem dever.

Deita-te sem ceia, amanhecerás sem dívida.

Deita-te sem ceia, amanhecerás sem dívidas.

Deita-te tarde, levanta-te cedo, verás o teu mal e o alheio.

Deitem o noivo no poço, se com a noiva não brincar.

Deitou-se o preguiçoso, levantou-se o aguçoso, e deitou fogo ao palheiro.

Deixa a tua casa, vem-te à minha, terás negro dia.

Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar onde os patos vão beber.

Deixa estar, jacaré, que a lagoa há de secar.

Deixa estar, para ver como vai ficar.

Deixa fazer a Deus, que é santo velho.

Deixa florir, que o que meu há de ser, à mão me há de vir ter.

Deixa o boi mijar e farta-o de arar.

Deixa o tacho, que a fervura vem de baixo.

Deixa para lá.

Deixar a fonte pelo arroio.

Deixar a túnica pelo burel.

Deixar alguém com a cara no chão.

Deixar com a boca aberta.

Deixar como está, para ver como fica.

Deixar fazer a Deus, que é santo velho.

Deixar ficar como está, para ver como fica.

Deixar nas pontas do touro.

Deixar o certo pelo duvidoso.

Deixar obrar a Deus, que é santo velho.

Deixar para as calendas gregas.

Deixar para o dia de são nunca à tarde.

Deixar para o dia de são nunca.

Deixar só canhona com marão, vem o diabo e mete a mão.

Deixa-te de grelos que é roubo de azeite.

Deixa-te de grelos, que é roubo de azeite.

Deixemos como está, para vermos como fica.

Deixemos de zombar e falemos de siso.

Deixemos pais e avós e por nós sejamos bons.

Deixemos pais e avós e sejamos bons por nós.

Demanda, Deus a manda.

Demandar e urinar levam o homem ao hospital.

Demandar sete pés ao carneiro.

Demasiada bondade é necedade.

Dentada de cão cura-se com o pelo do próprio cão.

Dentada de cão cura-se com pelo do mesmo cão.

Dente raro, mentiroso.

Dentro de casa, nem chove, nem faz sol.

Depois da batalha aparecem os valentes.

Depois da cabeça cortada é tolice lastimar a perda dos cabelos.

Depois da calma vem a tempestade.

Depois da calma, a tempestade.

Depois da carne, o queijo.

Depois da casa arrombada, cadeado à porta.

Depois da casa feita, a deixa.

Depois da casa roubada, trancas à porta.

Depois da doçura vem a amargura.

Depois da festa coça na testa.

Depois da festa, coçar na testa.

Depois da meia noite, urubu vira frango.

Depois da mijada da cutia, o cachorro pega o faro.

Depois da morte, o remédio.

Depois da noiva casada não faltam pretendentes.

Depois da noiva casada não lhe faltam pretendentes.

Depois da onça morta, até cachorro mija nela.

Depois da onça morta, todos metem o dedo na bunda dela.

Depois da pausa, vem a dança.

Depois da sopa, molha-se a boca.

Depois da tempestade vem a bonança.

Depois da tempestade, vem a . da gripe!.

Depois da tempestade, vem a ? da gripe!.

Depois da tempestade, vem a bonança.

Depois da tempestade, vem a gripe.

Depois das causas, vêm os efeitos.

Depois de almoçar deitar; depois de cear passos dar.

Depois de almoçar, deitar; depois de cear, passos dar.

Depois de beber, cada qual dá o seu parecer.

Depois de beber, cada um dá seu parecer.

Depois de beber, todos dão seu parecer.

Depois de beber, todos são valentes.

Depois de casa feita, a deixa.

Depois de casa roubada, trancas na porta.

Depois de chuva, nevoeiro, tens bom tempo marinheiro.

Depois de comer cada qual dá o seu parecer.

Depois de comer e beber, cada um dá o seu parecer.

Depois de comer nem uma carta ler.

Depois de comer, cada qual dá o seu parecer.

Depois de comer, cuspir no prato.

Depois de comer, nem uma carta ler.

Depois de despedir os hóspedes, comeremos o pato.

Depois de escalavrado, untado o casco.

Depois de eu comer não faltam colheres.

Depois de eu comer, não faltam colheres.

Depois de eu comer, não faltam talheres.

Depois de eu morrer, suceda o que suceder.

Depois de fartos, não faltam pratos (Portugal-Flores).

Depois de fartos, não faltam pratos.

Depois de feita a coisa, escusado é tomar conselho.

Depois de fugir o coelho, todos dão conselho.

Depois de fugir o coelho, toma o vilão o conselho.

Depois de jantar, dormir; depois de cear, passos mil.

Depois de lamber, cada um dá o seu parecer.

Depois de mim virá quem bom me fará.

Depois de mim, o dilúvio.

Depois de morto, nem vinha nem horto.

Depois de morto, que me importam os outros?.

Depois de nós virá quem a porta fechará.

Depois de os mais comerem, não faltam colheres.

Depois de peixe, mal é o leite.

Depois de peixe, não é bom o leite.

Depois de rapar não há o que tosquiar.

Depois de rapar, não há que tosquiar.

Depois de raspar, não há mais o que cortar.

Depois de roubado, portas novas.

Depois de servido, adeus, meu amigo.

Depois de um bom poupador, um bom gastador.

Depois de velho, gaiteiro.

Depois de velho, se torna a menino.

Depois de vindimas, cavanejas.

Depois de vindimas, cavanejos.

Depois do almoço, o deitar, depois de cear, passear.

Depois do asno morto, cevada ao rabo.

Depois do casamento, vem o arrependimento.

Depois do enterro, começam os elogios.

Depois do fato, todo mundo é sábio.

Depois do ladrão coloca-se a tranca.

Depois do lobo farto, quis jejuar o dia seguinte.

Depois do mal acontecido, todos o tinham adivinhado.

Depois do mal feito, todos o tinham previsto.

Depois do mal feito, todos sabem como se teria evitado.

Depois do Natal, saltinho de pardal.

Depois do olho furado é que se quebra o estrepe.

Depois do purgatório, a redenção.

Depois do trabalho é doce o repouso.

Depois dos anos mil torna a água a seu carril.

Depois que a cobra morde, é que a gente se pega com São Bento.

Depois que muitos filhos pari, nunca mais barriga enchi.

Depois que o diabo come, é que chegam as colheres.

Depois que rapar, não há que tosquiar.

Depois que se rapa, não se tosquia.

Depois que te enganei, não mais te amei.

Depois que tenho vacas e ovelhas, todos me fazem cumprimentos.

Depor aos pés de Deus a confiança é ter no coração muita esperança.

Deposita um tesouro no sepulcro, quem faz um velho herdeiro.

Depressa e bem há pouco quem.

Depressa e bem não faz ninguém.

Depressa e bem, há pouco quem.

Depressa e bem, não faz ninguém.

Depressa e bem, não o faz ninguém.

Depressa e bem, ninguém.

Depressa o texugo vai, depressa o texugo morre.

Depressa se apanha o rato que só conhece um buraco.

Depressa se gasta o que depressa se ganha.

Depressa se toma o rato que só conhece um buraco.

Depressa se toma o rato que só sabe um buraco.

Depressa se vai o que depressa vem.

Depressa vai o tempo que depressa vem.

Deputado come milho, periquito leva a fama.

Desarmar o arco não sara ferida.

Descansai, mulheres, que caiu o forno.

Descascar batatas é fácil, difícil é colocar a casca em seu devido lugar novamente.

Descascar o abacaxi.

Descobre-te perante a árvore que te cobre.

Descobrir um santo para cobrir outro.

Descobriu a pólvora!.

Desconfia da generosidade dos que se queixam dos ingratos.

Desconfiai de vós, dos homens e do mundo, mas confiai em Deus.

Desconfiança é a mãe da segurança.

Desconfiar de cuva que para de noite e mulher doutro.

Desconfiar de homem que não fala e de cão que não ladra.

Desconfiar de homem que não fale e de cão que não ladre.

Desconfia-se do futuro, recordando-se o passado.

Desconfia-se sempre daquele que adula o poderoso, e o arrogante desconhece o seu semelhante.

Descuidado sempre é necessitado.

Desculpa do amarelo é comer terra.

Desde que felicidade ouviu o seu nome, corre pelas ruas tentando encontrar você.

Desde que não me pagam, surdo me faço.

Desde que o mundo é mundo.

Desde que vestidos nos vemos, não nos conhecemos.

Desdita e caminho fazem amigos.

Desditas e caminhos fazem amigos.

Deseja o melhor e espera o pior.

Desejar é um dos modos de ser pobre.

Desejo chega sem pedir licença.

Desejo de doente, vista de barbeiro, serviço de mulher.

Desejo de soledade, muita virtude ou muita maldade.

Desejo e satisfação raro de acordo estão.

Desejos não enchem saco.

Desenterrar os mortos é murmurando.

Desfeitas sem razão dobradas são.

Desgraça de dez-tostões é se trocar.

Desgraça de pote é caminho de riacho.

Desgraça de quem pede é sujeitar-se a quem tem.

Desgraça grande faz esquecer a pequena.

Desgraça pouca é bobagem.

Desgraça só quer princípio.

Desgraça, quando vem, nem que se feche a porta, ela entra pela janela.

Desgraça, quando vem, vem de chorrilho.

Desgraçado é o bicho que não engole outro.

Desgraçado é o cachorro a que se dá o osso e ele não come.

Desgraçado é o cachorro a que se dá o osso e ele não pega.

Desgraçado o país em que o sabre da violência quebra a espada da justiça.

Desgraçado o pássaro que nasce em mau ninho.

Desleal e bom servidor, virás a ser senhor.

Desmanchar com os pés o que fez com as mãos.

Desmanchar e fazer, tudo é aprender.

Desmentir com razão é bofetada sem mão.

Desonrou-me minha vizinha uma vez, e eu desonrei-me três.

Despe um santo para vestir outro.

Desperdiçar não é grandeza.

Despertar o cão que dorme.

Despreza teu inimigo, logo serás vencido.

Desprezo da morte é honra da vida.

Desprezos há que honram os desprezados.

Desque maus chorei, cada dia me cresce porquê.

Dessa mezinha ponde vós nessa tinha.

Dessa tinha pondes por essa cabecinha.

Desta idade em que estou nunca o doce me amargou.

Desta terra nada se leva.

Deste mato não sai coelho.

Destes e dos ungidos, escapam poucos.

Desventurado é o que por tal se julga.

Detesta-se o avarento, porque nada há que ganhar com ele.

Detrás da cruz está o diabo.

Detrás da porta do pobre, toda a vileza se esconde.

Deu Deus na eira, perdeu Maria na maceira.

Deu lenha para se queimar.

Deu-me Deus um ovo, e esse, goro.

Deu-o Deus na eira, perdeu-o Maria na macieira.

Deus aceita a boa vontade.

Deus acuda ementes não acaba a lenha na moreia e a carne na toucinheira.

Deus adiante, o mar é chão.

Deus ajuda a quem (muito/cedo) madruga.

Deus ajuda a quem cedo madruga.

Deus ajuda a quem muito madruga.

Deus ajuda a quem se ajuda.

Deus ajuda a quem trabalha, que é o capital que menos falha.

Deus ajuda a quem trabalha.

Deus ajuda o pobre, porque o rico pode ajudar-se.

Deus ajuda o rico, porque o pobre pode pedir.

Deus ajuda os diligentes.

Deus ajuda quem cedo madruga.

Deus ajuda quem madruga.

Deus aparta, mas não enforca.

Deus bem sabe o que melhor cabe.

Deus castiga sem pau, nem pedra.

Deus cobre com a capa, e o diabo descobre com o chocalho.

Deus consente, mas não para sempre.

Deus consente, mas não sempre.

Deus cura o doente e o médico recebe o dinheiro.

Deus cura os doentes, e o médico recebe o dinheiro.

Deus cura, o médico manda a conta.

Deus dá a barba a uns e a vergonha a outros.

Deus dá a canga conforme o pescoço.

Deus dá a farinha, mas não amassa o pão.

Deus dá as nozes, mas não as parte.

Deus dá asas a quem não sabe voar.

Deus dá couves a quem não tem toucinho.

Deus dá do seu bem.

Deus dá farinha, mas não amassa do pão.

Deus dá nozes a quem não tem dentes e dá dentes a quem não tem nozes.

Deus dá nozes a quem não tem dentes, e dentes a quem não tem nozes.

Deus dá nozes a quem não tem dentes.

Deus dá nozes, mas não as parte.

Deus dá o frio conforme a coberta.

Deus dá o frio conforme a roupa.

Deus dá o frio conforme o cobertor.

Deus dá o mal e a mezinha.

Deus dá o mal e dá a mezinha.

Deus dá o milho a quem não tem jirau.

Deus dá o pão, mas não amassa a farinha.

Deus dá peneira a quem não tem farinha.

Deus da-os e eles juntam-se.

Deus desavenha quem nos mantenha.

Deus deu asas à formiga para se perder mais asinha.

Deus deu, Deus o levou.

Deus diante, o mar é chão.

Deus disse ao homem: trabalha, e eu te ajudarei.

Deus disse que quem ganhasse, que se risse.

Deus diz: faze tu, que eu te ajudarei.

Deus é bom trabalhador mas gosta de quem o ajuda.

Deus é bom trabalhador, mas gosta que o ajudem.

Deus é bom, e o diabo não é mau.

Deus é bom, e o diabo não é ruim.

Deus é brasileiro.

Deus é grande, e o mato é maior.

Deus é grande, e o mundo é largo.

Deus é mais largo em dar, que nós em pedir.

Deus é pai e não padrasto.

Deus é que cura, e o médico leva o dinheiro.

Deus é que sara, e o mestre leva a prata.

Deus entre aqui e o diabo em casa dos padres.

Deus escreve certo por linhas tortas.

Deus escreve direito por linhas tortas.

Deus está ao lado dos mais fortes.

Deus está diante dos amigos.

Deus está em toda a parte, mas o diabo está nos detalhes.

< operone >