< Portugiesische Sprichwörter >

Aquilo que não tens de comer deixa-o a cozer.

Aquilo que não tens de comer, deixa-o cozer.

Aquilo que o olho não vê, o coração não crê.

Aquilo que sabe bem é pecado ou faz mal.

Aquilo que sabe bem ou é pecado ou faz mal.

Aquilo que sabe bem ou faz mal ou é pecado.

Aquilo que sabe bem, ou é pecado, ou faz mal.

Aquilo que se começou, está meio feito.

Aquilo que se vê do homem, não é o homem.

Aquilo que sucedeu, não evitas tu, nem eu.

Ara com os bois, semeia com as vacas.

Aramos, disse a mosca ao boi.

Aranha matutina envenena a sina.

Aranha, quem te arranhou? Outra aranha como eu.

Aranha, quem te arranhou? Outra aranha.

Araruta também tem seu dia de mingau.

Araruta tem seu dia de mingau.

Arca aberta, o justo peca.

Arco da velha por água espera.

Arco muito retesado é arco quebrado.

Arco sempre armado, ou frouxo, ou quebrado.

Arco-da-velha por água espera.

Arco-íris na serra: tira os bois e lavra a terra.

Arde mais a lenha verde que pedras enxutas.

Arde o fogo segundo a lenha do bosque.

Arde o verde pelo seco, e paga o justo pelo pecador.

Arde o verde pelo seco.

Ares que limpam de noite e em mulher de outrem, não há que fiar.

Arganéu de ouro em focinho de porco.

Arma com que te defendes, não a emprestes a teu inimigo.

Arma-te de longe, chega-te de perto, farás tiro certo.

Arrancai a máscara ao demo.

Arranhado, quem te arranhou? Outro arranhado como eu.

Arranhado, quem te arranhou? Outro arranhador como eu.

Arranhai o russo e descobrireis o cossaco.

Arranjai razões fortes, mas palavras doces.

Arranjar lenha para se queimar.

Arranjar sarna para se coçar.

Arre cá, orelhudo, diz o asno ao burro.

Arreda, orelhudo, diz o asno ao burro.

Arreganha o dente, quem é valente.

Arreganha-te, castanha, que amanhã é o teu dia.

Arrenda a vinha e o pomar, se os queres desgraçar.

Arrenegai do amante que não ousa tudo.

Arrenegai do homem a quem a experiência não ensina.

Arrenegai do homem de muitos barretes.

Arrenegai do velho que não adivinha.

Arrenego da árvore em que a fruta se colhe a pau.

Arrenego da besta que de inverno quer sesta.

Arrenego da terra onde o juiz leva o escrivão à cadeia.

Arrenego da tijelinha de ouro em que hei de cuspir sangue.

Arrenego de contas com parentes e de dívidas com ausentes.

Arrenego de grilhões, ainda que sejam de ouro.

Arrenego de senhoras que são daqui o tomam e dali o deixam.

Arrenego de tijelinha de ouro em que hei de cuspir sangue.

Arrenego de velho que não adivinha.

Arrenego do amigo que come o meu comigo e o seu consigo.

Arrenego do amigo que come o seu só e o meu comigo.

Arrenego do amigo que encobre o meu perigo.

Arrenego do amigo que me encobre o perigo.

Arrenego do homem de muitos barretes.

Arriar a bandeira.

Arrieiro no tarde chora por arrieiro, nanja por cavaleiro.

Arrieiro perdido, atafais de seda.

Arrieiros somos, na estrada andemos, e algum dia nos encontraremos.

Arrima-te aos bons, serás um deles; chega-te aos maus, far-te-ás pior do que eles.

Arrobas não são quintais, nem as coisas são iguais.

Arroupa-te, que secas.

Arroupa-te, que suas.

Arroz bem guisado, mas bem repousado.

Arroz para a música, bacalhau para o pregador.

Arrufos de namorados são amores dobrados.

Arrufos de namorados são amores renovados.

Arrufos de namorados são namoros dobrados.

Arruído, arruído, deu a mulher no marido.

Arte de agradar, arte de enganar.

Árvore mudada, árvore matada.

Árvore que não dá fruto, machado nela.

Árvore ruim não dá boa sombra.

Árvore ruim não dá bom fruto.

Árvore velha não é fácil de arrancar.

Árvore velha não se muda.

Árvore velha não se transplanta.

As abstrações matam o sentimento.

As ações dizem mais que as palavras.

As ações são mais sinceras que as palavras.

As águas correm para o mar.

As águas correm todas para o mar.

As águas descem ao mar, e todas as coisas ao seu natural.

As águias não caçam moscas.

As águias não dão pombos.

As águias não produzem pombos.

As aparências enganam.

As aparências iludem.

As armas são volúveis.

As armas, o homem as carrega e o diabo as descarrega.

As árvores escondem a floresta.

As bebidas fortes fazem os homens fracos.

As belas e as modestas habitam em aldeias diversas.

As belas palavras têm muita força e custam pouco.

As boas contas fazem os bons amigos.

As boas essências estão nos pequenos frascos.

As boas maneiras são a melhor carta de recomendação.

As boas maneiras tudo vencem.

As boas novas, a todo tempo; as más, pela manhã.

As boas palavras custam pouco e valem muito.

As cabeças frias governam as cabeças ardentes.

As cadelas apressadas parem cães tortos.

As cãs afugentam o amor.

As cerejas são alegres à vista e tristes no coração.

As ciências têm raízes amargas, porém os frutos são doces.

As coisas árduas e lustrosas se alcançam com trabalho e fadiga.

As coisas devem chamar-se pelos nomes.

As coisas levam-se por vontade, e não às pancadas.

As coisas não caem do céu.

As coisas não são como são, mas como a gente as vê.

As coisas não são como são, mas como nós vemos.

As coisas não valem senão o que se fazem valer.

As coisas nunca saem do jeito que a gente pensa.

As coisas querem-se com tempo, peso e medida.

As coisas são como são, e não como a gente queria que fossem.

As coisas são como são, e não como o gato as quer.

As coisas são como são, e não como parecem.

As contas adiantadas saem sempre furadas.

As contas fazem-se no fim.

As conversas grandes fazem os dias pequenos.

As conversas são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.

As costas e a barriga não se podem trocar.

As costas são o fiador da boca.

As crianças e os loucos dizem a verdade.

As dádivas aplacam os homens e os deuses.

As damas ao desdém parecem bem.

As desgraças são como as cerejas: uma chama a outra.

As desgraças têm asas nos pés, e a fortuna tem pés de chumbo.

As desventuras são a escola da sabedoria.

Às dez, mete na cama os pés.

As enfermidades vêm a cavalo e retiram-se a pé.

As estrelas luzem no meio das trevas, mas, aparecendo o sol, desaparecem.

As feridas da calúnia fecham-se, mas as cicatrizes restam.

As feridas da ternura quem as faz é que as cura.

As finanças são a pedra angular do poder dos estados.

As finanças são o pulso de um império.

As flores são o hábito da natureza.

As folosas querem dar nos grous.

As fortunas rápidas são as mais suspeitas e as menos sólidas.

As galinhas põem pelo bico, e às mulheres o leite vai-lhes pela boca.

As galinhas prendem-se pelo bico.

As graças perde, quem se detém no que promete.

As grandes alegrias merecem partilha.

As grandes dores são mudas.

As guardas do reino são amor e medo.

As guerras civis podem ser consideradas como suicídios nacionais.

As guerras começam pela ambição dos príncipes e findam pela desgraça dos povos.

As guloseima fazem perder a inteligência.

As honras são falsos pesos com que os monarcas estipulam o preço corrente dos homens, sem atender ao seu valor intrínseco.

As imaginações exaltadas são contagiosas.

As injúrias são a razão de quem não tem razão.

As injúrias são as razões dos que as não têm.

As lágrimas aliviam o coração.

As lágrimas aliviam.

As lágrimas do herdeiro são um riso disfarçado.

As lágrimas não choradas são as mais dolorosas.

As lágrimas que nos esforçamos de ocultar, são as que mais comovem.

As lágrimas são a muda linguagem da dor.

As lágrimas são o melhor consolo.

As lágrimas são os melhores memoriais das mulheres.

As leis inúteis enfraquecem as leis necessárias.

As leis são as soberanas dos soberanos.

As leis se complicam, quando se multiplicam.

As letras não despontam as lanças.

As lindas palavras agradam muito e custam pouco.

As madrastas, o diabo que as arraste.

As mais caras essências guardam-se nos menores frascos.

As mais feias que todas, umas e outras fazem as bodas.

As mais feias se querem louvadas.

As mais feias se querem mais louvadas.

As mais lindas cabeças raras vezes são das mulheres.

As malícias se entendem com a razão, e as virtudes, com a vontade.

As manhas do cavalo só o dono conhece.

As manhas do cavalo, só as sabe seu dono.

As mãos no pandeiro, e em al o pensamento.

As más noticias chegam depressa.

As más notícias chegam depressa.

As más notícias espalham-se rapidamente.

As más notícias são sempre verdadeiras.

As más noticias viajam depressa.

As más notícias voam.

As más novas logo soam.

As máximas são como os algarismos que compreendem grandes valores em poucas letras.

As melhores essências estão nos menores frascos.

As melhores essências estão nos menores frascos; assim como os piores venenos.

As migalhas de frade muitas vezes sabem bem.

As migas como as formigas.

As migas são como as formigas.

Às mil maravilhas.

As moscas apanham-se com mel e não com fel.

As moscas apanham-se com mel.

As moscas magras são as mais impertinentes.

As moscas magras são as mais importunas.

As moscas são sempre as mesmas.

As mulheres onde estão, sobejam, e onde não estão, faltam.

As mulheres perdidas são as mais procuradas.

As mulheres sempre são melhores para o ano que vem.

As mulheres têm a seu mandar as lágrimas, para chorarem quando e quanto quiserem.

As mulheres, onde estão, sobejam e, onde não estão, faltam.

As multidões sempre estão nos extremos: quando não tremem, ameaçam.

As necessidades unem, as opiniões separam.

As nossas cabeças amadurecem, quando encanecem.

As notícias dianteiras são sempre as mais verdadeiras.

Às nove horas deita-se o homem se guardas prás 10 burro és.

Às nove, deita-te e dorme.

As nuvens vão para onde as leva o vento.

As obras mostram o que cada um é.

As obras mostram quem cada um é.

As ocasiões são difíceis de alcançar e fáceis de perder.

As ofensas se escrevem no bronze; os benefícios, na areia.

As ofensas se escrevem no mármore; os benefícios, na areia.

As paixões impetuosas tornam os homens meninos.

As palavras boas são, assim fora o coração.

As palavras boas são, se assim for o coração.

As palavras boas são, se assim fosse o coração.

As palavras boas são; as obras serão ou não.

Às palavras loucas fazer as orelhas moucas.

As palavras más corrompem os costumes bons.

As palavras mostram o que cada um é.

As palavras mostram quem cada um é.

As palavras são como as cerejas, vêm umas atrás das outras.

As palavras são como as cerejas: atrás de umas vêm as outras.

As palavras são como as cerejas: atrás duma vêm as outras.

As palavras voam, a escrita fica.

As palavras voam, os escritos ficam.

As palavras voam, os escritos permanecem.

Às pancadinhas se malha o trigo.

As paredes brancas são os papéis dos tolos.

As paredes têm olhos e ouvidos.

As paredes têm ouvidos.

As pequenas economias fazem as grandes fortunas.

As pequenas loucuras são as melhores.

As pessoas admiram o carvalho, mas quem pensa na bolota que o fez nascer?.

As pragas dão duas voltas ao redor e metem-se no rogador.

As preciosas essências guardam-se em pequenos vasos.

As preciosas essências guardam-se nos pequenos vasos.

As primeiras experiências são inesquecíveis.

As privações chamam os desejos.

As promessas cativam as mulheres.

As riquezas têm asas; as dívidas têm garras.

Às romarias e às bodas vão as loucas todas.

Às romarias e às bodas vão as sandias todas.

As rosas caem os espinhos ficam.

As rosas caem, e os espinhos ficam.

As rosas desfolham-se, ficam os espinhos.

As saudades são filhas do amor e enteadas do engano.

As sedas e os veludos, às vezes, apagam o fogo da cozinha.

As sopas e os amores, os primeiros são os melhores.

As tatuagens nas costas são conhecidas daquêles que as executam (não de quem as traz.).

As tatuagens nas costas são conhecidas daqueles que as executam, não de quem as traz.

As telhas dum telhado encobrem muita miséria.

Às três é de vez.

Às três, vai de vez.

As tripas estejam cheias que elas levam as pernas.

As tripas estejam cheias, que elas levam as pernas.

As tripas pelejam na barriga.

Às vezes até o bom Homero cochila.

Às vezes atrás da cruz está o diabo.

Às vezes corre mais o demo que a lebre.

Às vezes custa mais o salmonejo que o coelho.

Às vezes de pequena bostela se origina grã mazela.

Às vezes é melhor deixar correr o marfim.

Às vezes muito ameaça quem de medroso não passa.

Às vezes na pior terra nascem os mais belos lírios.

Ás vezes sai dum tição, mas mete-se noutro.

Às vezes são precisas muitas mentiras para sustentar uma.

Às vezes vem o bem de quem menos se espera.

Às vezes vem o bem donde esperança não se tem.

Às vezes vem o remédio de quem menos se espera.

Às vezes vem o remédio de quem não se espera.

Às vezes, ao buscar amor, assemelhamo-nos às mariposas que procuram luz e se queimam no calor das lâmpadas.

As viagens fazem o sábio mais sábio e o tolo mais tolo.

Às vontades corrompidas é nojosa a razão.

Asinha é dito o que é bem dito.

Asna velha, cinta amarela.

Asneira puxa asneira.

Asno chapado crescerá sem ser regado.

Asno com fome cardos come.

Asno com oiro, tudo alcança.

Asno com ouro tudo alcança.

Asno como frade Bernardo.

Asno como um morgado.

Asno contente vive eternamente.

Asno contente vive longamente.

Asno da Arcádia, cheio de ouro e come palha.

Asno de muitos, lobos o comem.

Asno desovado de longe aventa as pegas.

Asno é quem asno tem, mas mais o é quem não o tem.

Asno mau junto de casa corre sem pau.

Asno mau perto de casa corre sem pau.

Asno morto, cevada ao rabo.

Asno não conhece música.

Asno para o pó, o rocim para o lodo, e o macho para tudo.

Asno por lama, o demo o tanja, e pelo pó, o demo haja dele dó.

Asno que a Roma vá, asno vem de lá.

Asno que a Roma vá, asno volta de lá.

Asno que a Roma vá, de lá asno voltará.

Asno que entra em despensa alheia levará pau em vez de aveia.

Asno que entra em devesa alheia sairá carregado de lenha.

Asno que tem fome, a manjedoura come.

Asno que tem fome, cardos come.

Asno seja quem asno vozeia.

Asno tonto, arrieiro louco.

Assar e comer.

Assás é de pouco saber quem se mata pelo que não pode haver.

Assa-se o pão enquanto o forno está quente.

Assaz caro compra quem roga.

Assaz é de pouco saber quem se mata pelo que não pode haver.

Assaz é pobre e delgado quem conta o seu gado.

Assaz és rico de bens, se te bastam os que tens.

Assaz escasso é quem de palavras tem dó.

Assaz pede quem bem serve.

Assaz tem quem se contenta com o que tem.

Assenta-te na pedra e, assim que me vires, espera.

Assim anda o demo às avessas, e o carro diante dos bois.

Assim como cada qual é, assim ensina.

Assim como cantares, assim eu dançarei.

Assim como dá o pão, pode dar o pau.

Assim como dá pão, pode dar pau.

Assim como fizeres, assim acharás.

Assim como fizeres, de outrem o esperes.

Assim como o abade cantar, deve o acólito acompanhar.

Assim como o fogo prova o ouro, assim a desgraça prova os homens fortes.

Assim como o ouro se prova na pedra de toque, assim o homem se prova no toque do ouro.

Assim como sai, sai.

Assim como tocam, assim dançamos.

Assim como vem, vai.

Assim como virmos, assim faremos.

Assim como virmos, faremos.

Assim como vive o rei, vivem os vassalos.

Assim é o marido amarelado como casa sem telhado.

Assim fedemos; que fará, se peixe vendermos.

Assim medre meu sogro, como cão atrás do fogo.

Assim se canta na Sé.

Assim se cria o horto como o porco.

Assim se faz do escudeiro rapaz.

Assim tal barba, tal toalha.

Assoviar e chupar cana.

Ata o burro onde te manda o dono.

Atar e pôr ao fumeiro, como o chouriço da preta.

Até a consumação dos séculos.

Até a coruja acha os filhos bonitos.

Até a formiga quer companhia.

Até a morte, pé forte.

Até à morte, pé forte.

Até a ressurreição dos capuchos.

Até aí morreu o Neves, afogado em cuspe.

Até aí morreu o Neves, enforcado num pé de couve.

Até aí morreu o Neves.

Até aí, santo Agostinho.

Até ao dar da mão há arrependão.

Até ao lavar dos cestos é vindima.

Até ao S. João sempre de gabão.

Até ao S. João, é sezão.

Até aos quarenta bem eu passo; dos quarenta em diante, ai a minha perna, ai o meu braço.

Até aos vinte, evita a mulher; depois dos quarenta, foge dela.

Até as pedras se encontram, quanto mais as criaturas.

Até as pedras se encontram.

Até as rãs mordiam, se tivessem dentes.

Até com a desgraça a gente se acostuma.

Até esperar, não é tarde.

Até marimbondo tem casa.

Até morrer, fazer bem e deixar dizer.

Até nas flores se encontra a diferença da sorte: umas enfeitam a vida, outras enfeitam a morte.

Até o asno não tropeça duas vezes na mesma pedra.

Até o cabelo sutil faz sua sombra.

Até o dia do juízo.

Até o diabo, quando era moço, era bonito.

Até os cisnes se tisnam.

Até os gatos querem fazer sapatos.

Até os quarenta bem eu passo, dos quarenta em diante, ai minha perna, ai meu braço.

Até os sábios se enganam.

Até os vinte evita a mulher, depois dos quarenta foge dela.

Até prometer, sê escasso.

Até que acabe, ninguém se gabe.

Até que se acabe, ninguém se gabe.

Até S. Pedro o vinho tem medo.

Até um cabelo faz sombra.

Até um cego vê isso.

Até ver, não é tarde.

Atenta bem o que fazes, não te fies em rapazes.

Atira o barro à parede até que ele pegue.

Atira pão para trás de ti, que adiante o encontrarás.

Atirar a pedra e esconder a mão.

Atirar com o hábito às ervas.

Atirar pedras no próprio telhado.

Atirar poeira nos olhos de alguém.

Atirei no que vi e acertei no que não vi.

Atirou no que viu e acertou no que não viu.

Atirou no que viu e matou o que não viu.

Atos falam mais alto do que palavras.

Atos, não palavras.

Atrás da cruz está o diabo.

Atrás da cruz se esconde o diabo.

Atrás de apedrejado, correm as pedras.

Atrás de apedrejado, pedras chovem.

Atrás de mentira, mentira vem.

Atrás de mim virá quem bom de mim (fará/dirá).

Atras de mim vira quem bom de mim fará.

Atrás de mim virá quem bom me fará.

Atrás de mim virá quem de mim bom fará.

Atrás de morro, tem morro.

Atrás de queda, coice.

Atrás de quem pediu, nunca ninguém correu.

Atrás de tempo, tempo vem.

Atrás de trabalho, vem dinheiro com descanso.

Atrás de um dia vem outro.

Atrás de um grande homem há sempre uma grande mulher.

Atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher.

Atrás de um ônibus vem outro.

Atrás de uma falta, vem outra.

Atrás do apedrejado, correm as pedras.

Atrás do apedrejado, pedras chovem.

Atrás do beijo vem o desejo.

Atrás do beijo. vem o desejo.

Atrás do consentimento, anda perto o arrependimento.

Atrás do cururu peado todo bicho é corredor.

Atrás do mel correm as abelhas.

Atrás do perdido ninguem vai.

Atrás do pobre anda um bicho, e esse bicho é o cão.

Atrás do pobre anda um bicho, e esse bicho é o diabo.

Atrás do pobre anda um bicho.

Atrás dos apedrejados correm as pedras.

Atrás dos grandes ganhadores vêm os grandes gastadores.

Atrás duma montanha está outra.

Atravessa o rio, antes de injuriar o crocodilo.

Atravessa o rio, antes de xingar o crocodilo.

Atravessar o rio de pepino na mão.

Atravessa-se o rio onde é mais raso.

Audácia ter é um passo para vencer.

Audaz, mas cauto.

Aurora ruiva: vento ou chuiva.

Ausência aparta amor.

Ausência de notícias, boas notícias.

Ausências são atrevidas.

Avacha a ti, avacha a ti, não fica nada para mim.

Avarento e porco, só depois de morto.

Avarento rico nem tem parente, nem amigo.

Avareza é madrasta de si mesma.

Avaro de fazenda, pródigo de honra.

Ave de casa mais come do que vale.

Ave escarmentada o laço receia.

Aves da mesma pena andam juntas.

Aves de rapina escolhem sempre o melhor.

Aves de rapina não querem companhia.

Avezou a velha os bredos, souberam-lhe bem, lambeu os dedos.

Avezou-se a abelha ao mel, comer-se quer.

Avezou-se a velha ao mel, comer-se quer.

Avicena e Galeno trazem a minha casa o alheio.

Avicena e Galeno trazem a minha casa o bem alheio.

Avô rico, pai remediado, filho pobre.

Axa foi ao banho, teve que contar ano.

Axa não tem que comer, convida hóspedes.

Azado é o pão para quem o há de comer.

Azado é o pão para quem o há-de comer.

Azado é o pau para a colher.

Azáfama, padeiras, que minha mãe quer um pão.

Azar ao jogo, sorte aos amores.

Azar ao jogo, sorte nos amores.

Azar no jogo, sorte no amor.

Azeite de cima, mel do meio e vinho do fundo, não enganam o mundo.

Azeite de oliva todo o mal tira.

Azeite de riba, mel de fundo, vinho do meio.

Azeite de riba, mel do fundo, vinho do meio.

Azeite, dai-mo à ceia e tirai-mo à candeia.

Azeite, dai-mo à ceia, e tirai-mo à candeia.

Azeite, vinho e amigo, o mais antigo.

Azeite, vinho e amigo, prefere o mais antigo.

Azeitona com pão alvo é comida de fidalgo.

Azeitona e fortuna, muita ou nenhuma.

Azêmola de pipa, e quarto só.

Bacalhau é comer de negro e negro é comer de onça.

Bácoro a meias não é meu.

Bácoro de meias não é meu.

Bácoro em celeiro não quer parceiro.

Bácoro fiado, bom inverno e mau verão.

Bafo de cão, até com pão.

Bafo de gato que nem chegue ao fato.

Bago a bago, enche a galinha o papo.

Baiano burro nasce morto.

Baiano burro nasceu morto.

Bailo bem, deitai-me do curro.

Bailo bem, deitas-me de corso.

Bailo bem, deitas-me de curso.

Bainha de ouro e faca de chumbo.

Baixos espíritos nunca acreditam em grandes homens.

Bala não traz letreiro.

Baldão de senhor e de marido.

Baleias no canal, terás temporal.

Banana com queijo sabe a beijo.

Banana madura não fica no cacho.

Banana madura não sustenta no cacho.

Baralho é bicho que não tem quem amanse.

Barata sabida não atravessa galinheiro.

Baratar a honra por dinheiro.

Barato como um ovo por um real.

Baratos de jogos, nunca faltam percalços.

Barba à barba, honra se cata.

Barba bem ensaboada está meio raspada.

Barba com dinheiro honra o cavaleiro.

Barba de mais de uma cor, barba de homem traidor.

Barba de três cores, barba de traidores.

Barba não dá juízo.

Barba não é documento.

Barba remolhada, meia rapada.

Barbado como um leopardo.

Barbas parelhas não guardam ovelhas.

Barbeiro não paga a barbeiro.

Barbeiro novo aprende nas barbas do tolo.

Barbeiro novo, médico velho.

Barbudo como um leopardo.

Barca parada não carrega frete.

Barca, jogo e caminho, de estranho fazem amigo.

Barca, jogo e caminho, do estranho fazem amigo.

Barco de muitos mestres dá na costa.

Barco parado não faz viagem.

Barco parado não ganha frete.

Barco pequeno não sai da costa.

Barco perdido dá à costa.

Barcos em terra , tempestade no mar.

Barcos virão, novas trarão.

Barqueiro não paga a barqueiro.

Barra de rio, barra de ouro e barra de saia, não caia.

Barriga (Ventre).

Barriga cheia (quente), pé dormente.

Barriga cheia cara alegre.

Barriga cheia não acredita em fome alheia.

Barriga cheia não é fartura; pele de carneiro não é gordura.

Barriga cheia não procura conhecimento.

Barriga cheia não procura letra.

Barriga cheia, cara alegre.

Barriga cheia, cara alegre. Barriga vazia não conhece alegria.

Barriga cheia, companhia desfeita.

Barriga cheia, feijão (goiaba) tem bicho.

Barriga cheia, feijão tem bicho.

Barriga cheia, goiaba amarga.

Barriga cheia, goiaba tem bicho.

Barriga cheia, goiabada tem mofo.

Barriga cheia, pé dormente.

Barriga cheia, pé na estrada.

Barriga cheia.. cara alegre.

Barriga de moço não tem osso.

Barriga farta, pé dormente.

Barriga farta.. pé dormente.

Barriga grande não dá entendimento e pode dar sofrimento.

Barriga inchada não é fartura.

Barriga lisa não há mister camisa.

Barriga que não leva dois jantares, facada nela.

Barriga quente, pé dormente.

Barriga vazia não conhece alegria.

Barriga vazia não escuta sermões.

Barriga vazia não ouve ninguém.

Barriga vazia não tem alegria.

Barriga vazia não tem orelha.

Barriga vazia não tem ouvidos.

Barrigudo não dança, só sacode a pança.

Barro e cal encobrem muito mal.

Barro novo primeiro bebe que seu dono.

Basta arranhares um homem para encontrares um animal.

Basta estar vivo para morrer.

Basta mil vezes um dito para um desgosto infinito.

Basta um espinho para esvaziar um balão.

Basta um frade ruim para dar que falar a um convento.

Basta um pequeno rombo para fazer soçobrar um navio.

Basta um tento para se perder um cento.

Basta uma maçã podre para estragar toda a cestada.

Basta uma ovelha ranhosa para perder o rebanho.

Basta uma ovelha ranhosa para perder um rebanho.

Basta! olhe que já posso nadar sem bexigas.

Bastante equivale a uma festa.

Bastante sabe quem não sabe, se calar sabe.

Bastantes vezes se fazem por acaso as tolices mais felizes do mundo.

Batatas e filhas não se querem grelhadas.

Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.

Batatinha quando nasce, se esparrama pelo chão.

Bate a língua onde dói o dente.

Bate no bom e ele melhora, bate no mau e ele piora.

Bate no bom e ele melhora; bate no mau e ele piora.

Bate, mas ouve.

Batei, e vos abrirão.

Batendo ferro é que se fica ferreiro.

Batendo o ferro é que se fica ferreiro.

Bater as botas.

Bater com o pé na cova.

Bater na mesma tecla.

Bater no cão do amigo, o amigo é batido.

Bater papo não paga imposto.

Bate-se o ferro enquanto está quente.

Bateu-me e chorou, correu e queixou-se.

Baú de mulher velha é cheio de bugiganga.

Bebe da água de tua cisterna e das correntes de teu poço.

Bebe do bom vinho, e deixa a água ao moinho.

Bebé que não ri ao fim do mês ou é tolo ou o pai que o fez.

Bebe vinho branco de manhã e à tarde o tinto para teres sangue.

Bebe vinho, mas não bebas o siso.

Bebedice de água nunca acaba.

Bebedice de água nunca se acaba.

Bêbedo como um frade.

Bêbedo como um porco.

Bebê-lo ou vertê-lo.

Beber as palavras de alguém.

Beber como uma esponja.

Beber para esquecer.

Beber sem comer é cegar sem ver.

Beber vinho mata a fome.

Bebeu, jogou, furtou: beberá, jogará, furtará.

Bebidas fortes, homens fracos.

Beija o homem a mão que quisera ver cortada.

Beijam-se os altares por causa dos santos.

Beijo de menina tem vitamina.

Beijo de mulher casada tem gosto de chumbo.

Beijos nas mãos, risos nas barbas.

Beijo-te, bode, porque um dia hás de ser odre.

Beijo-te, bode, porque um dia serás odre.

Bela mãe e bela filha, disputas na família.

Bela, boa, rica e casta é mulher de quatro andares.

Beleza e folia andam muitas vezes em companhia.

Beleza e folia fazem boa companhia.

Beleza e formosura nem dão pão nem fartura.

Beleza e sabedoria fazem rara companhia.

Beleza não põe mesa.

Beleza não se mede pela idade.

Beleza não se põe à mesa.

Beleza pode muito, mas dinheiro pode tudo.

Beleza sem bondade é casa sem porte, nave sem vento, fonte sem água.

Beleza sem bondade é vinho avinagrado.

Beleza sem bondade não vale metade.

Beleza sem bondade não vale nada.

Beleza sem bondade, caldo entornado.

Beleza sem virtude é rosa sem cheiro.

Beleza vale riqueza.

Bem ama quem não esquece.

Bem ama quem não se esquece.

Bem ama quem nunca se esquece.

Bem baila a quem a fortuna faz o som.

Bem baila a quem a fortuna toca o som.

Bem canta Marta depois de farta.

Bem canta Marta, depois de farta.

Bem canta o francês, papo molhado.

Bem cego é quem muito vê por aro de peneira.

Bem cheira a ganância, donde quer que vem.

Bem cheira o ganho, donde quer que venha.

Bem com bem, são dois bens.

Bem come o vilão se lhe dão.

Bem come o vilão, se lho dão.

Bem começado é meio acabado.

Bem começado é meio feito.

Bem comprar é gentileza; mal comprar é fraqueza.

Bem comprar é gentileza; mal comprar não é fraqueza.

Bem conhece o demo cujo frangalho rompe.

Bem conhece o gato as barbas que lambe.

Bem criado e mal fadado.

Bem dança a quem a fortuna canta.

Bem dança a quem a fortuna faz o som.

Bem de senhor não é herdade.

Bem decide sobre a guerra, quem está longe dela.

Bem dissimular para bem governar.

Bem dissimular, para bem governar.

Bem dizer e bem ouvir é a arte de conversar.

Bem dizer e bem ouvir é arte de conversar.

Bem dizer faz rir, bem fazer faz calar.

Bem esperto é o rato, mas mais é o gato.

Bem está o que bem acaba.

Bem está quem está no céu.

Bem está S. Pedro em Roma, se ele tem que coma.

Bem está São Pedro em Roma, se ele tem que coma.

Bem está São Pedro em Roma.

Bem estamos de roupa, se não nos molharmos.

Bem estavas em teu ninho, passarinho pinto.

Bem estou com meu amigo que come seu pão comigo.

Bem fala o são ao doente.

Bem falar pouco custa e muito vale.

Bem fazer nunca se perde.

Bem fazer nunca se perde; quem mal faz, por mal espere.

Bem fiei, pois meu filho criei.

Bem fizeste a cama, bem te deitarás nela.

Bem folga o lobo com o coice da ovelha.

Bem grande é o Marão, mas não dá palha nem grão.

Bem haja o pão que presta e a moça que o come.

Bem haja quem com os seus se parece.

Bem hajam meus bens que remedeiam meus males.

Bem hajas, Deus te ajude.

Bem jejua quem mal come.

Bem joga o da péla, mas perde a ela.

Bem lavrar, bem semear.

Bem mal ceia quem come da mão alheia.

Bem mal ceia quem come de mão alheia.

Bem mal ceia quem come por mão alheia.

Bem mal farás que andes e não comas.

Bem manda quem bem soube obedecer.

Bem nada quem está fora d'água.

Bem não pensa quem não contrapensa.

Bem o prega Frei Tomás; façamos o que ele diz e não o que ele faz.

Bem parece a guerra a quem está longe dela.

Bem parece a guerra a quem não vai nela.

Bem parece a minha comadre, se não fora o "Deus te salve".

Bem parece merenda alheia em casa cheia.

Bem parece o bem fazer.

Bem parece o dinheiro entre mim e o meu companheiro.

Bem parece o ladrão na forca.

Bem parece o rego entre mim e o meu companheiro.

Bem passa de guloso o que come o que não tem.

Bem perdido é conhecido.

Bem prega Frei Tomás, façamos o que ele diz, e não o que ele faz.

Bem prega frei Tomás, fazei o que ele diz e não o que ele faz.

Bem prega frei Tomás; façam o que ele diz, mas não o que ele faz.

Bem prega quem bem vive.

Bem querer e bem fazer; muito importa para bem viver.

Bem querer não é ofender.

Bem sabe a burra diante de quem zurra.

Bem sabe a burra, diante de quem zurra.

Bem sabe a rola em que mão pousa.

Bem sabe ele onde a bugia tem o rabo.

Bem sabe mandar quem bem sabe obedecer.

Bem sabe mandar quem bem soube obedecer.

Bem sabe mandar quem soube obedecer.

Bem sabe o asno em cuja casa ronca.

Bem sabe o asno em que casa relincha.

Bem sabe o bom bocado, se não custasse caro.

Bem sabe o demo que frangalho rompe.

Bem sabe o gato cujas barbas lambe.

Bem sabe o sábio que não sabe.

Bem saber e bem querer, muito importam para bem viver.

Bem se canta na sé, mas é quem é.

Bem se lambe o gato, depois de farto.

Bem se lambe o gato.. depois de farto.

Bem se pode criar sem mãe.

Bem se vê que há mouro na costa.

Bem se vê que isso leva água no bico.

Bem sei o que digo, quando pão pido.

Bem te conheço, meu pau de laranjeira.

Bem te quero, bem te quero, mas não te dou meu dinheiro.

Bem torneada, não há mulher feia.

Bem toucada, não há mulher feia.

Bem venhas, mal, se vieres só.

Bem-aventurado é o que se contenta com o que tem.

Bem-haja o pão que presta (e a moça que o come).

Bem-haja o pão que presta e a moça que o come.

Bem-vindo o hóspede que não fica muito tempo.

Bem-vindo seja quem dá.

Bendita a ferramenta que pesa mas alimenta.

Benefício oferecido vale mais que pedido.

Bens de sacristão cantando vêm, cantando vão.

Bens de sacristão para o diabo vão.

Bens mal adquiridos não chegam a netos.

Bens mal adquiridos não se logram; vão-se como vieram.

Bens mal adquiridos vão como vieram.

Bens mal adquiridos,. vão como vieram.

Bens mal ganhos a ninguém enriquecem.

Berimbau não é gaita.

Besta de carga, cangalhas ao lombo.

Besta é quem serve de escada para os outros subirem.

Besteiro mau, aos seus atira.

Besteiro torto, atira aos pés e dá no rosto.

Bexigas e sarampelo, três vezes vem a pelo.

Bezerra brava não mama nada.

Bezerrinha mansa em todas as vacas mama.

Bezerrinha mansa mama sua teta e a alheia.

Bezerro de pobre não chega a boi.

Bezerro enjeitado não cheira teta.

Bezerro manso mama na sua mãe e na dos outros.

Bezerro manso mama todas as vacas.

Bicho que mija para trás é que bota o homem para diante.

Bicho ruim não morre.

Bigode comprido não é trabuco.

Bilha de leite por bilha de azeite.

Biscainho, pelo sim, sim, pelo não, não.

Biscoito de freira, fanga de trigo.

Biscoito de freira..fanga de trigo.

Bitola, moderna para homens e antiga para burros.

Boa amizade, segundo parentesco.

Boa aparência é carta de apresentação.

Boa árvore não dá ruim fruto.

Boa árvore, bons frutos.

Boa asa voa com o vento.

Boa asa voa com todo tempo.

Boa bigorna não teme martelo.

Boa cabeça dá fraca sentença.

Boa caixa d'óculos é fulano.

Boa capela, má capela, três voltas à roda dela.

Boa cara à má fortuna.

Boa cara e má bofe.

Boa cara, bom barrete e boas palavras custam pouco e valem muito.

Boa casa, boa brasa.

Boa ceia ante tempo se enxerga.

Boa conta, má conta, tudo é conta.

Boa demanda, má demanda, escrivão pela nossa banda.

Boa demanda, má demanda, escrivão por minha banda.

Boa demanda, má demanda: escrivão pela minha banda.

Boa diligência, mãe de boa ventura.

Boa é a cozinha onde há carne.

Boa é a cozinha quando há carne.

Boa é a fazenda, quando não sobe à cabeça.

Boa é a galinha que o outro cria.

Boa é a galinha que outrem cria.

Boa é a neve que a seu tempo vem.

Boa é a neve que em seu tempo vem.

Boa é a tardança que assegura.

Boa é a truta, bom é o salmão, bom é o sável quando da sazão.

Boa é a truta, bom é o sável, bom é o salmão - quando da sazão.

Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.

Boa fama granjeia quem não diz mal da vida alheia.

Boa fama vale dinheiro.

Boa fazenda é negros, se não custassem dinheiro.

Boa guerra faz a boa paz.

Boa intenção vale mais que a riqueza.

Boa jornada faz quem em casa fica em paz.

Boa leitura a tristeza cura.

Boa leitura tristeza cura.

Boa leitura, tristeza cura.

Boa maçaroca fia, quem seu filho cria.

Boa mão do rocim faz cavalo, e a ruim do cavalo faz rocim.

Boa mão do rocim faz cavalo; mão ruim do cavalo faz rocim.

Boa mesa, mau testamento.

Boa mocidade, boa velhice.

Boa mostarda é a fome.

Boa mulher nunca está ociosa.

Boa nevada: terra estrumada.

Boa noite após mau tempo traz depressa chuva ou vento.

Boa noite após mau tempo, traz depressa chuva ou vento.

Boa noite, após mau tempo, traz chuva e vento.

Boa palavra custa pouco e vale muito.

Boa parte em mau sujeito.

Boa pinga não carece propaganda.

Boa porta com boas maneiras abrem portas estrangeiras.

Boa raça não mente.

Boa romaria faz quem em sua casa fica em paz.

Boa romaria faz, quem em casa fica em paz.

Boa romaria faz, quem em sua casa fica em paz.

Boa romaria ou festa faz, quem em casa fica em paz.

Boa teia fia, quem seu filho cria.

Boa ventura só com outra dura.

Boa vida pai e mãe olvida.

Boa vida rugas tira.

Boa vontade supre a obra.

Boa, abade! Missa à tarde?.

Boas cercas fazem bons vizinhos.

Boas contas fazem boa amizade.

Boas contas fazem boas amizades.

Boas contas fazem bons amigos.

Boas contas fazem os bons amigos.

Boas contas, fazem bons amigos.

Boas novas, a todo o tempo, e as más, pela manhã.

Boas palavras custam pouco e valem muito.

Boas palavras e maus feitos enganam sisudos e néscios.

Boas palavras e maus feitos, enganam sisudos e néscios.

Boas palavras, maus bofes.

Boas são mangas, depois de festa.

Boas sopas se farão com bom adubo e bom pão.

Boato é como fogo na campanha.

Boca calada é remédio.

Boca cheia não conversa.

Boca de ambicioso só se enche com terra de sepultura.

Boca de mel, coração de fel.

Boca de mel, entranhas de fel.

Boca de rico, bolsa de pobre.

Boca e bolsa aberta para fazer coisa certa.

Boca fala, boca paga.

Boca fechada e olhos abertos.

Boca fechada e trabalhar na almofada.

Boca fechada é um botão, aberta é um mundão.

Boca fechada não cai os dentes.

Boca fechada não entram moscas.

Boca fechada não fala.

Boca fechada não mete mosca.

Boca fechada tira-me da baralha.

Boca não admite fiador.

Boca que apetece, coração que deseja.

Boca que diz "não", também diz "sim".

Boca que erra, não merece pena nem pão que lhe falte.

Boca que erra, nunca pão lhe faleça.

Boca que fala, não mastiga.

Boca que se beijou nunca mal se desejou.

Boca que se beijou, nunca mal se desejou.

Boca que sempre diz "sim", lá um dia diz "não".

Boca sem queixas é um moinho sem mó.

Boca, que queres? Coração, que desejas?.

Bocado comido não apanha amigo.

Bocado comido não ganha amigo.

Bocado comido, bocado esquecido.

Bocado de mau pão não o comas nem o dês a teu irmão.

Bocado de mau pão, não o comas, nem o dês a teu irmão.

Bocado de mau pão, nem para ti, nem para o teu cão.

Bocado engolido, sabor perdido.

Bocejo longo ou é fome, ou sono, ou ruindade do dono.

Bocejo longo, fome, sono ou manha do dono.

Bocejo longo, fome, sono ou ruindade do dono.

Bocejo longo, ou fome, ou sono, ou ruindade do dono.

Bocejo longo, ou fome, ou sono.

Boda e mortalha, no céu se talha.

Boda molhada, boda abençoada.

Boda molhada.. boda abençoada.

Bode não morre de fome.

Bode só dá chifrada em quem anda a pé.

Bode também tem barba.

Bode, quando não salta, berra.

Bofetada, mão cortada.

Boi à larga a si se mata.

Boi atolado, pau nele.

Boi bravo, chegando na terra alheia, se faz de manso.

Boi bravo, depois de morto, todo mundo segura o chifre dele.

Boi bravo, na terra alheia, se faz manso.

Boi cansado, passo seguro.

Boi com boi é que faz junta.

Boi cornudo, cavalo cascudo.

Boi de guia é que bebe água limpa.

Boi em terra alheia é vaca.

Boi frontudo, cavalo cascudo.

Boi irado, n terra dos outros, é bezerra.

Boi lerdo só bebe água suja.

Boi luzidio nunca tem fastio.

Boi mais velho é sempre culpado por a horta ser mal lavrada.

Boi manso em seu corno cresce.

Boi manso novilho atropela.

Boi manso, aperreado, arremete.

Boi mau em seu corno cresce.

Boi morto vaca é.

Boi que come farinha, não cansa.

Boi que marra, quer choupa.

Boi que me encornou, em boa parte me deitou.

Boi ronceiro bebe água suja.

Boi ruim no corno cresce.

Boi sabe a cerca que fura.

Boi solto delambe-se todo.

Boi solto lambe-se todo.

Boi sonso é que arromba cerca.

Boi sonso é que arromba curral.

Boi sonso não erra marrada.

Boi sonso, chifrada certa.

Boi sonso, marrada certa.

Boi velhaco conhece o outro pelo berro.

Boi velho conhece o outro pelo berro.

Boi velho ensina a lavrar o novo.

Boi velho gosta de erva tenra.

Boi velho lavra com os ossos.

Boi velho só com os ossos toca o carro.

Boi velho, passo seguro.

Boi velho, rego direito.

Boi velho, sulco direito.

Boi, na terra alheia, até as vacas chifram.

Boi, na terra alheia, até as vacas lhe dão chifradas.

Boiar sobre duas espias.

Bole com o rabo o cão, não por ti, mas pelo pão.

Bole com o rabo o cão, não por ti, senão pelo pão.

Bole o rabo o cão, não por ti, mas pelo pão.

Bole o rabo o cão, não por ti, senão pelo pão.

Bolineiro soía ser, tornei-me a meu mister.

Bolo torto não perde o gosto.

Bolos e abraços de raparigas não se podem desperdiçar.

Bolsa aberta ganha cidades.

Bolsa cheia, coração alegre.

Bolsa de jogador não tem fecho.

Bolsa despejada, cara amargurada.

Bolsa e boca aberta, para fazer casa certa.

Bolsa leve, coração pesado.

Bolsa pesada, coração leve.

Bolsa rota, dinheiro à solta.

Bolsa sangrada é o mesmo que corpo morto.

Bolsa sem dinheiro, chama-lhe couro.

Bolsa sem dinheiro, chamam-lhe couro.

Bolsa vazia afugenta amigos.

Bolsa vazia e casa acabada fazem o homem sisudo, mas tarde.

Bolsa vazia e casa acabada, faz o homem sisudo, mas tarde.

Bolsa vazia, chamam-lhe couro.

Bolsa vazia, inteligência manca.

Bolso cheio, coração alegre.

Bolso sem dinheiro é como torcida sem candeeiro.

Bom abade, missa à tarde.

Bom advogado, mau vizinho.

Bom amigo é o gato, quando não arranha.

Bom amigo é o gato, senão que arranha.

Bom amigo era o gato, se não arranhasse.

Bom ano de pão, mau ano de pão, as colheitas o dirão.

Bom ano mau ano quatro no escano.

Bom audiente, bom respondente.

Bom cabrito não berra.

Bom cão de caça até a morte abana o rabo.

Bom cão de caça até a morte dá ao rabo.

Bom começo já é a metade.

Bom comer traz mau comer.

Bom comer traz mau dormir.

Bom comer traz mau morrer.

Bom comer, traz mau comer.

Bom comer, três vezes beber.

Bom companheiro, o dinheiro.

Bom conselho desprezado há de ser muito lembrado.

Bom conselho desprezado há-de ser muito lembrado.

Bom conselho não tem preço.

Bom coração quebranta má fortuna.

Bom coração quebranta má ventura.

Bom coração quebranta má vontade.

Bom de convidar, mau de fartar.

Bom de convidar, mau de jantar.

Bom de convidar, ruim de contentar.

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