< Portugiesische Sprichwörter >

A quem está são, a água é cura.

A quem faz casa ou se casa, a bolsa lhe fica rasa.

A quem faz erro e, podendo, mais não faz, por bom o terás.

A quem foi do seu mau despenseiro, não fies teu dinheiro.

A quem hás de dar de cear, não te doa dar de merendar.

A quem hás de rogar, não deves anojar.

A quem hás de rogar, não deves assanhar.

A quem hás de rogar, não hás de agravar.

A quem hás de rogar, não hás de assanhar.

A quem hás-de dar de cear não te doa dar(-lhe) de merendar.

A quem lhe doer, sofra-se.

A quem má fama tem, nem acompanhes, nem digas bem.

A quem madruga Deus ajuda.

A quem mais vive, mais coisas lhe acontecem de pesar.

A quem mal queiras, um rocim lhe vejas; e a quem mais mal, um par.

A quem mal vive, o medo o segue.

A quem matar teu pai, não lhe cries o filho.

A quem matares o pai, não lhe cries o filho.

A quem medo hão, o seu logo lhe dão.

A quem mente, cai-lhe um dente.

A quem mordeu a cobra, guarde-se dela.

A quem muito dorme, dorme-lhe a fazenda.

A quem muito se abaixa, a calva lhe aparece.

A quem muito se abaixa, o rabo lhe aparece.

A quem muito se abaixa, vê-se-lhe o rabo.

A quem muito se agacha, vê-se-lhe o rabo.

A quem muito tem que fazer, sempre sobra lazer.

A quem muito tem, dão-lhe mais.

A quem muito tem, mais se dá.

A quem muito tem, mais se dará.

A quem muito tememos, morto o queremos.

A quem nada deseja, nada falta.

A quem nada deseja, nada lhe falta.

A quem nada tem, Deus o mantém.

A quem nada tem, nada o espanta.

A quem não crê verdades, dizem mentiras.

A quem não dávamos vida, de galochas vai à missa.

A quem não fala, Deus não o ouve.

A quem não gasta, o pouco abasta.

A quem não gasta, o pouco basta.

A quem não pede deus não ouve.

A quem não pede, não o ouve Deus.

A quem não quer acreditar, são inúteis todos os sermões.

A quem não se roga, não vá à boda.

A quem não sobeja pão, não crie cão.

A quem não sobeja pão, não pode ter cão.

A quem não sobeja pão, não sustenta cão.

A quem não sobeja pão, não sustente cão.

A quem não tem fazenda, não peças peita.

A quem não traz bragas, costuras o matam.

A quem nasceu para ser pobre, o ouro se torna em cobre.

A quem o demo tomou uma vez, sempre lhe fica um jeitinho.

A quem o diabo tomou uma vez, sempre lhe fica o jeito.

A quem obra bem, não lhe faltam abonadores.

A quem peneira e amassa, não furtes fogaça.

A quem prometo, não falto.

A quem quer bem, nada detém.

A quem quer bem, nada é difícil.

A quem quer bem, nada o detém.

A quem quer Deus ajudar, o vento lhe apanha lenha.

A quem quer fazer mal, não lhe faltarão pretextos.

A quem quer mal ao vizinho, o seu vem pelo caminho.

A quem quer nada é difícil.

A quem quer não faltam meios.

A quem quer, não lhe faltam meios.

A quem sabe agradecer, há-se-lhe de saber dar.

A quem sabe esperar ensejo, tudo vem a seu tempo e desejo.

A quem sabe não faltam meios.

A quem se faz mel, as moscas o comem.

A quem se faz ovelha, come-o o lobo.

A quem se muda, Deus o ajuda.

A quem servir a carapuça, que a ponha.

A quem servir a carapuça, que a vista.

A quem tanto vê, um olho lhe basta.

A quem tarde se levanta cedo anoitece.

A quem tarde se levanta, cedo anoitece.

A quem te der a cerda, dá-lhe uma perna.

A quem te der a pássara, dá-lhe uma asa.

A quem te gabar a vila, gaba-lhe a cidade.

A quem tem cabeça, não lhe faltam carapuças.

A quem tem fome dá o teu pão; ao triste dá-lhe o coração.

A quem tem muito, dão-lhe mais.

A quem tem mulher formosa, castelo na fronteira, vinha na carreira, nunca lhe falta canseira.

A quem tem mulher formosa, castelo na fronteira, vinha na carreira, nunca lhe faltará canseira.

A quem tem sede a água lhe é mezinha.

A quem tem seu pão no forno, podemos dar do nosso.

A quem tem vida, a água fria é mezinha.

A quem tem vida, a água fria lhe é mezinha.

A quem torto nasce, nenhum enfeite adorna.

A quem trabalha, Deus ajuda.

A quem trate com Deus, nada lhe falta.

A quem tudo quer nada se lhe dá.

A quem tudo quer saber nada se lhe há-de dizer.

A quem tudo quer saber, nada se lhe diz.

A quem tudo quer, nada se lhe dá.

A quem tudo te pode tirar, dá-lhe o que te pedir.

A quem vela, tudo se revela.

A quietação do ânimo é o verdadeiro descanso do corpo.

A quilha é para quem a trilha.

A quinta roda do carro não faz senão embaraçar.

A racha sai à acha.

A raia balança a cauda, mas não provoca maremoto.

A raiva é má conselheira.

A raiz da virtude é a humildade.

A raposa ama enganos, o lobo, cordeiros, e a mulher, elogios.

A raposa ama enganos, o lobo, cordeiros, e a mulher, louvores.

A raposa da barba ruiva conforme faz assim cuida.

À raposa dormente, nada lhe cai na barriga.

À raposa dormente, não lhe amanhece galinha no ventre.

À raposa dormida, não lhe cai comida na boca.

A raposa faz o que o leão não consegue.

A raposa faz pela semana com que ao domingo não vá à igreja.

À raposa indolente, não lhe cai a comida no dente.

A raposa muda de pele, mas não de manha.

A raposa muda de pelo, mas não de manha.

A raposa muda de pelo, mas não de vezo.

A raposa muda de pelo, mas não muda de natureza.

A raposa não mata galinha onde tem os filhos.

A raposa prega às galinhas.

A raposa se conhece pela cauda.

A raposa tanto vai ao ninho, que um dia deixa o focinho.

A raposa tem manha por sete homens; a mulher tem manha de sete raposas.

A raposa tem sete manhãs e a mulher manha por sete raposas.

A raposa tem sete manhas, e a mulher tem a manha de sete raposas.

A razão alheia deve ser adjetiva e não substantiva.

A razão dá ânimo ao covarde.

A razão dá costas ao covarde.

A razão dá liberdade.

A razão das razões é a experiência.

A razão é a prova da verdade.

A razão e a verdade fogem, quando ouvem disputar.

A razão é dos homens, mas a justiça é de Deus.

A razão é dos homens.

A razão é fruta do tempo; as paixões, de todo momento.

A razão é molde do bem.

A razão é prova da verdade.

A razão é tão forte que até os fortes querem ter razão.

A razão é tudo na vida.

A razão é uma luz que faz descobrir as entidades e relações intelectuais, como a do sol, os objetos e qualidades materiais.

A razão espanta o medo.

A razão está com os poderosos.

A razão mata a razão, e o cajado mata a lebre.

A razão mata a razão, e o cajado, a lebre.

A razão mata a razão.

A razão não faz ofensa.

A razão nem sempre anda unida à justiça.

A razão por si se descobre.

A razão tira o medo.

A razão, a quem a tem.

A razão, ainda que severa, é sempre amiga e sincera.

A razão, quanto mais, melhor.

A realidade é o funeral das ilusões.

A realidade nunca dá tanto quanto a imaginação promete.

A regra põe-se na boca do saco.

A regra se põe é na boca do saco.

A religião é necessária ao homem feliz para não abusar, ao infeliz para não desesperar.

A religião é tão boa companheira na adversidade, como excelente companheira na ventura.

A repetição é a mãe do estudo.

A repreensão em adversidade não serve.

A rês aguilhoada caminho direito vai.

A resposta branda a ira quebranta.

A rico não devas e a pobre não prometas.

A rico não devas, a pobre não prometas.

A rico não devas, e a pobre não prometas.

A rico não prometas, e a pobre não faleças.

A ricos não devas, e a pobres não prometas.

A ricos, sobejam-lhe amigos.

A rio revolto, ganância de pescador.

A rio revolto, ganhança de pescador.

A riqueza adquirida pela usura enche a vida do homem de amargura.

A riqueza cria inveja e ódio.

A riqueza não conhece amizade.

A riqueza não está em ter muito, mas em se contentar com pouco.

A riqueza pertence a quem a come, e não a quem a guarda.

A riqueza sem a virtude é mais desastrosa que a miséria.

A riqueza, quanto mais tem, mais deseja.

A rir, a rir, muitas verdades se dizem.

A rocim velho, cabeçadas novas.

A roda anda, anda, mas também desanda.

A roda da fortuna anda e desanda.

A roda da fortuna anda mais do que a do moinho.

A roda da fortuna gira.

A roda da fortuna nunca é uma.

A roda da fortuna tanto anda como desanda.

A roda pior do carro é a que faz mais barulho.

À rola e ao pardal não engana o temporal.

À rola e ao pardal, não engana o temporal.

A rola geme, e palra o estorninho.

A rosa nasce no meio de espinhos.

A roupa faz o homem.

A roupa suja lava-se em casa.

A rua é de todo o mundo.

A rua é pública.

A rua pertence a todos.

A ruim ação fica com quem a faz.

A ruim capelão, mau sacristão.

A ruim comprador, levar-lhe ruim brocado.

A ruim mato ides fazer lenha.

A ruim não há casa forte.

A ruim ovelha deita a perder o rebanho.

A ruim ovelha põe o rebanho a perder.

A ruim ovelha, a lã se lhe pega.

A ruim ovelha, a lã se lhe peja.

A ruim vizinha empresta a agulha sem linha.

A ruim, ruim e meio.

A sã política é filha da razão e da moral.

A salada bem salgada, pouco vinagre e bem azeitada. (A salada quer-se com vinagre deitado por um sumítico, azeite por um pródigo e mexida por um tolo.).

À salada bem salgada, pouco vinagre, bem azeitada.

A salada quer-se com vinagre deitado por um somítico, azeite por um pródigo, e mexida por um tolo.

A salada quer-se temperada por um cego e mexida por um louco.

A salvo está quem repica o sino.

A salvo está quem repica.

À Santa Maria, não lhe cantes vigília.

A santos que não conheço, não lhe rezo nem ofereço.

A santos que não conheço, não lhes rezo nem ofereço.

A santos que não conheço, nem rezo nem ofereço.

A sardinha de Abril é vê-la e deixá-la ir.

A sardinha de S. João unta o pão.

A sardinha mal guardada faz o ladrão.

À saúde dos abades bebem os reitores.

A saúde dos velhos é mui remendada.

A saúde é o maior tesouro.

A sebe dura três anos, o cão três sebes, o cavalo três cães, o homem três cavalos, o corvo três homens, e o elefante três corvos.

A segundo são os tempos, assim os tentos.

A segura fazenda com paciência se ganha.

A semana do trabalhador tem seis dias, a do preguiçoso tem seis amanhãs.

A semente da mão pegará ou não, mas a da boca pega toda.

A senhor arteiro, servidor ronceiro.

A senhor de palha, vassalo de aço.

A seu salvo está o que repica os sinos.

A seu salvo está quem repica os sinos.

A seu tempo o rei perdoa.

A seu tempo se colhem as peras.

A seu tempo vêm as uvas e as maçãs maduras.

A seu tempo vêm as uvas, quando são maduras.

A silva sempre pica.

A simpatia dá amigos, e o interesse, companheiros.

A simpatia faz nascer a amizade, a complacência sustenta-a, a familiaridade mata-a.

A sobeja confiança faz desfalecer nas obras.

A soberba não quer dever, e o amor próprio não quer pagar.

A soberba, quanto mais sobe, tanto maior queda dá.

A sociedade é bem governada, quando os magistrados obedecem às leis, e os cidadãos aos magistrados.

A sogra e o furão só dão lucro debaixo do chão.

A soldado novo, cavalo velho.

A solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo.

À sombra da nogueira não te deites a dormir.

A sombra de um homem vale mais que cem mulheres.

À sombra do burro entra o cão no moinho.

À sombra do milheiro come o pardal.

A sombra passa, e a luz fica.

A sombra passa; a luz fica.

A sorte acaba um dia.

A sorte ajuda às vezes, o trabalho sempre.

A sorte ajuda os audazes.

A sorte ajuda os loucos.

A sorte anda com os cães.

A sorte bate uma vez à porta de cada pessoa.

A sorte de uns é o azar de outros.

A sorte é cega e faz cegos.

A sorte é cega.

A sorte é como um raio: nunca se sabe onde vai cair.

A sorte é para quem a tem.

A sorte está lançada.

A sorte faz os parentes, e a escolha, os amigos.

A sorte protege os audazes.

A sorte protege os ousados.

A sorte quem dá é Deus.

A sorte quem dá é Deus; a vida o homem procura.

A sua casa traz o homem com que chore.

A tal ofensa, tal sentença.

A tal pergunta, tal resposta.

A tal porta, tal talho.

A tal trabalho, tal salário.

A talhada é para quem a come.

A talhada no garfo dos outros parece melhor.

A tardança arrecada o bem dobrado.

A tardança em toda coisa é nojosa.

A teia no tear, o galo a cantar, a chaminé a fumegar, deixa o cão a ladrar.

À tela urdida Deus manda o fio.

A tempo o ferro é mezinha.

A tenda é pró tendeiro.

A tenda quere-se com quem a entenda.

A tentação nasce da ocasião.

À terça-feira, não cases a filha, não urdas a teia, nem partas em navio para terra alheia.

A terra cobre o erro dos médicos.

A terra come muita coisa boa.

A terra cria boas ervas e más.

A terra cria ervas boas e más.

A terra lhe seja leve, com o Pão de Açúcar por cima.

A terra não é senão um ponto no universo.

A terra o criou, a terra o há-de comer.

Á terra onde fores ter farás como vires fazer.

À terra onde fores ter, farás como vires fazer.

À terra onde fores ter, faz como vires fazer.

À terra onde fores ter, faze como vires fazer.

À terra onde fores ter, faze o que vires fazer.

A terra, assim como cria o bom, cria o mau.

A terra, posto que fértil, se não descansa, faz-se estéril.

A tesoura do caldeireiro não corta pano e corta ferro.

A teu advogado e a teu abade sempre dize verdade.

A teu amigo dá galinha gorda de pés amarelos.

A teu amigo dize mentira; se te guardar puridade, dize-lhe a verdade.

A teu amigo não encubras teu segredo, que darás causa a perdê-lo.

A teu amigo, dize-lhe mentira; se te guardar verdade, dize-lhe puridade.

A teu amigo, ganha-lhe um jogo e bebe-o logo.

A teu amigo, se te guardar puridade, dize-lhe a verdade.

A teu criado farta-o bem e vê-lo-ás calado.

A teu criado, farta-o bem, e vê-lo-ás calado.

A teu filho e a teu amigo, pão e castigo.

A teu filho, bom nome e bom ofício.

A teu filho, pão e castigo.

A teu rei não ofendas, nem lances em suas rendas.

A teu rei nunca ofendas, nem lances em suas rendas.

A ti digo, filha; entende-me tu, nora.

A ti o digo eu filha, entende-me tu nora.

A ti o digo filha, entende-o tu nora.

A todo direito corresponde um dever.

A todos sobeja nas coisas alheias o conselho que nas próprias falta.

A toque de caixa.

A torto e a direito, nossa casa até o teto.

A torto e a direito.

A torto ou a direito, minha casa até o teto.

A torto ou a direito, nossa casa até o teto.

A touro morto grande lançada.

A traidor, traidor e meio.

A trancos e barrancos.

A trindade Deus amou.

A tristeza aperta o coração.

A tristeza com esperança aguça o entendimento, e a desesperada consome-o.

A tristeza corrompe a natureza.

A tristeza passada redobra a alegria presente.

A triz matou quem quis.

A truta e a mentira, quanto maior melhor.

A truta e a mentira, quanto maior, melhor.

A truta e a mentira, quanto maior, tanto melhor.

A tu por tu, como na taverna.

A tua batata está assando.

A tua fama longe soa e mais depressa a má que a boa.

À tua mesa e à alheia não te sentarás com a bexiga cheia.

À tua mesa, nem à alheia, não te assentes com a bexiga cheia.

A tudo chega quem ama.

A tudo se pode atrever, quem tudo sabe sofrer.

A tudo vence o amor.

A última das vaidades do homem é o epitáfio.

A última gota d?água faz transbordar o copo.

A última gota transborda o copo.

A última palha matou o burro.

A um cão danado, todos a ele.

A um engano, outro engano.

A um falso, dois traidores.

A um ruim, ruim e meio.

A um tempo assoprar e sorver, não pode ser.

A um traidor, dois aleivosos.

A um tredo, dois aleivosos.

A um tredor, dois aleivosos.

A uma boca, uma sopa.

A unhas e dentes.

A união faz a força.

A única coisa que se deve dar de graça é bom-dia.

A uns morrem as vacas, a outros parem os bois.

A uns morrem as vacas; a outros parem os bois.

A uns pago, a outros dou o dinheiro.

A uns parem as vacas, e a outros parem os bois.

A uns parem os bois, a outros morrem os bezerros.

A uns parem os bois; a outros morrem as vacas.

A vã esperança engana o homem.

A vaca bem cozida e mal assada.

A vaca do pobre quando há-de parir morre.

A vaca foi para o brejo.

A vaca que não come com os bois, ou comeu antes, ou comerá depois.

A vaca, bem cozida e mal assada.

A vaidade do enfeite é uma verdadeira maldição.

A vaidade do rico é o recurso do pobre.

A vaidade força-nos a fazer mais coisas contra nossa vontade do que a razão.

A vantagem de quem sabe, está na ignorância de quem não sabe.

A variedade deleita.

A variedade deleita: nem sempre galinha, nem sempre rainha.

A variedade é fonte que mata a sede.

A velha com a cana muito anda.

A velha e a cortiça curadas se querem.

A velhaco, velhaco e meio.

A velhice descobre os erros da mocidade.

A velhice é mal desejada.

A velhice é segunda meninice.

A velhice é um pesado fardo.

A velhice é um pesado ônus.

A velhice é uma eterna doença.

A velhice é uma segunda meninice.

A velhice faz o homem prudente.

A velhice imprime mais rugas no espírito que no rosto.

A velhice mesma é uma doença.

A velhice não está nos anos.

A velhice não presta, mas todos a querem.

A velhice não tem cura.

A velhice nunca vem só.

A velho recém-casado, rezar-lhe por finado.

A ventre farto o mel amarga.

A ventre farto, o mel amarga.

A ventura maior é a que menos dura.

A ventura não vence o merecimento entre sabedores.

A ventura pouco dura.

A ventura que se realiza deixa de o ser.

A ventura, não a tem quem não a busca.

A ver vamos, como diz o cego.

A verdade amarga, e a mentira é doce.

A verdade amarga.

A verdade amarga; a mentira é doce.

A verdade anda na herdade.

A verdade bem se vê.

A verdade com o tempo se descobre.

A verdade contenta-se com poucas palavras.

A verdade da boca do mau deve tomar-se com salva.

A verdade da boca do mau deve-se tomar com salva.

A verdade dá estima, e a mentira, privança.

A verdade dispensa enfeites.

A verdade dói.

A verdade é amarga, a mentira é doce.

A verdade é amarga.

A verdade é apanhar.

A verdade é clara; a mentira, sombra.

A verdade é como o azeite, vem sempre à tona da água.

A verdade é como o azeite: vem sempre à tona.

A verdade é como o azeite: vem sempre ao lume d'água.

A verdade é dura nos vícios e doce nas adversidades.

A verdade é fácil de entender-se.

A verdade é falar claro.

A verdade é filha de Deus.

A verdade é filha do tempo.

A verdade é manca, mas chega sempre a tempo.

A verdade e o azeite andam à tona d'água.

A verdade e o azeite andam de cima.

A verdade e o azeite andam sempre ao de cima.

A verdade e o azeite bóiam sobre a falsidade.

A verdade e o azeite sempre bóiam acima d'água.

A verdade é para ser dita.

A verdade ensina o caminho, mas a mentira confunde toda a gente.

A verdade está no fundo do poço.

A verdade está no vinho.

A verdade gera ódio.

A verdade jaz no fundo do poço.

A verdade logo vai por diante.

A verdade manda Deus que se diga.

A verdade na arte é apenas a sinceridade das impressões do artista.

A verdade não quer enfeites.

A verdade não se pode esconder, por mais que a encubram.

A verdade não sofre dissimulação.

A verdade não sofre dissimulações.

A verdade não sofre estar muito tempo encoberta.

A verdade não tem pés e anda.

A verdade pode ser combatida, mas não vencida.

A verdade por si se descobre.

A verdade provoca ódio.

A verdade sai da boca das crianças.

A verdade sempre aparece.

A verdade sempre vem à tona.

A verdade tem asas.

A verdade tem vergonha de estar escondida.

A verdade tudo vence.

A verdade vem sempre ao lume da água.

A verdade vence.

A verdade, ainda que amarga, se traga.

A verdade, deixe-ma Deus dizer.

A verdade, Deus a amou.

A verdadeira afeição na longa ausência se prova.

A verdadeira amizade dura uma eternidade.

A verdadeira beneficência dos governantes é a justiça.

A verdadeira coragem tem sempre algum recurso.

A verdadeira igualdade existe no túmulo, e não existe senão lá.

A verdadeira sapiência destrói a falsa.

A vergonha de si próprio é o maior suplício da vida.

A vergonha é freio das culpas e a verdade das desordens do mundo.

A vergonha está no crime, não na pena.

A vergonha está no crime, não no arrependimento.

A vergonha revela os remorsos que se pretende ocultar.

A viagem é mais rápida quando se tem boa companhia.

A vida a quem não pesa, não cansa.

A vida de um velho parece-se com a chama de uma vela numa corrente de ar.

A vida do cortesão é uma contínua escravidão.

A vida e a confiança só se perdem uma vez.

A vida é ação; a inatividade é morte.

A vida é bela, os homens é que dão cabo dela.

A vida é cheia de altos e baixos.

A vida é como cebola: descasca-se chorando.

A vida é como uma vela acesa ao vento.

A vida é curta, a arte é longa.

A vida é louca, nela eu estou de passagem.

A vida é prazer de quem não tem saber.

A vida é ruim, mas ninguém quer morrer.

A vida é sonho.

A vida é um mistério de que a fé tem o segredo.

A vida é um sono de que a morte nos desperta.

A vida é uma escola: enquanto vivemos, aprendemos.

A vida é uma eterna luta.

A vida é uma luz ao vento.

A vida é uma seta que voa.

A vida é uma sombra que passa.

A vida empregada em diversos negócios não segura em nenhum.

A vida humana sem religião, é viagem sem roteiro.

A vida humana, sem religião, é viagem sem roteiro, é navegação sem bússola.

A vida infeliz com a bem afortunada o sono iguala.

A vida logo acaba, mas a fama sempre dura.

A vida mal passada faz a velhice pesada.

A vida melhor do mundo é a dos outros.

A vida não é só prazer.

A vida não é um dom, é um empréstimo.

A vida nossa está nas mãos de Deus.

A vida passada faz a velhice pesada.

A vida quanto mais se estica, mais curta fica.

A vida regrada, vida prolongada.

A vida são dois dias.

A vida sem ciência é tanque sem água.

A vida só é boa com vinho, mulher e música.

A vida tem altos e baixos.

A vida tem uma porta só; a morte tem cem.

A vingança abranda a dor.

A vingança do sábio desatendido ou maltratado é o silêncio.

A vingança é doce, mas seus frutos são amargos.

A vingança é doce.

A vingança é o prazer dos deuses.

A vingança é prato que se come frio.

A vingança é um prato que se come frio.

A vingança é um prato que se serve frio.

A vingança se come fria.

A vingança sempre tarda, e é má de tomar de quem se guarda.

A vinha, escave-a quem quiser, pode-a quem souber, e cave-a seu dono.

A vinha, onde pique, e a horta, onde regue.

A vinte de janeiro, São Sebastião primeiro.

A viola e o tambor querem-se na mão do tocador.

A viola quer-se na mão do tocador.

A violência não faz obra duradoura.

A virtude ama-se dos bons.

A virtude dá nobreza, e não opiniões de honrado sou eu.

À virtude e ao saber a morte dá estima.

A virtude é feliz na sua desgraça; o vício, infeliz na sua ventura.

A virtude é grão tesouro, mais durável que fino ouro.

A virtude é uma guerra perene por amor de nós mesmos.

A virtude enverdece com a ferida.

A virtude está no meio.

A virtude falsa é inimiga da sincera.

A virtude louvada vive e cresce.

A virtude não iria tão longe, se a vaidade não lhe fizesse companhia.

A virtude não seria virtude, se não nos custasse esforço.

A virtude nunca perdeu, e o vício sempre penou.

A virtude ofendida desagrava perdoando.

A virtude remoça os velhos; o vício envelhece os moços.

A virtude tem muitos pregadores, mas poucos mártires.

A virtude, quando padece, vence.

A vista do dono aduba o campo.

A vista do dono aduba os campos.

A vista do dono engorda o cavalo.

A vista faz fé.

A vitória verdadeira é saber ter justiça.

A viúva com o luto, e a moça com o moço.

A viúva rica casada fica.

A viúva rica com um olho chora e com o outro repica.

A volta é que faz o anzol.

A vontade de comer faz a velha correr.

A vontade do cidadão é livre.

A vontade do rei tem força de lei.

A vontade faz o pecado.

A vontade pronta tudo faz fácil.

A vontade súbita é madrasta da justiça.

A vontade tudo facilita.

À voz de el-rei não há coisa forte.

A voz do povo é a voz de Deus.

A voz do sangue grita alto.

A zombaria, deixá-la quando mais agrada.

A(o) bom ou mau comer, três vezes beber.

Aa receber todos vão a correr, a pagar devagar.

Abade, onde canta, aí janta.

Abafou-me na almotolia, de noite, a candeia.

Abaixam-se as cadeiras, levantam-se as tripeças.

Abaixam-se os muros, levantam-se os monturos.

Abaixo da cama se quebram as pernas.

Abala, pastor, com as espaldas ao sol.

Abalaram-se os montes e pariram um murganho.

Abalaram-se os montes e pariram um ratinho.

Abana a cauda o cão, não por ti, mas pelo pão.

Abana-se o cão, não por ti, mas pelo pão.

Abarcar o mundo com as pernas.

Abater a crista a alguém.

Abelha, ovelha, pena atrás da orelha e parte na igreja, desejava para seu filho a velha.

Abelha-mestra não tem sesta, e, se a tem, pouca e depressa.

Abelhas e ovelhas têm suas defesas.

Abençoada a desgraça que vem só.

Aberta para Castela: chuva como terra.

Abismo chama abismo.

Abóbora é água.

Aborrece-me como cão morto.

Aborreci ao cogombro, caiu-me no ombro.

Abotoar o paletó.

Abraçou-se o asno com a amendoeira, e acharam-se parentes.

Abre a tua bolsa, abrirei a minha boca.

Abre o olho que assam carne.

Abre o olho, que assam carne.

Abre o olho, que te assam a carne.

Abre o poço antes que tenhas sede.

Abre um olho para vender e dois para comprar.

Abre-se um olho para vender e dois para comprar.

Abril águas mil, coadas por um mandril.

Abril áquas mil, coadas por um mandril.

Abril frio e molhado enche o celeiro e farta o gado.

Abril frio e molhado, enche o celeiro e farta o gado.

Abril frio: pão e vinho.

Abril molhado, ano abastado.

Abril, águas mil coadas por um funil.

Abril, águas mil.

Abril: águas mil, quantas mais puderem vir.

Abrir a alma à ambição é fechá-la ao sossego.

Abrir a alma à ambição, é fecha-la ao sossego.

Abrir um buraco para tapar outro.

Absurdo responde ao absurdo.

Abunda a malícia onde falta a polícia.

Abunda a malícia, onde falta polícia.

Abundância cria arrogância.

Abundância de bens é licença de males.

Abundância de lei não desfaz lei.

Abundância gera fastio.

Acabada a festa, desarma-se o trono.

Acabada a vindima, lavam-se os cestos.

Acabado de passar, acabado de esquecer.

Acabado e concluído.

Acabar a festa, tomar o panete.

Acaba-se a amizade, quando começa a familiaridade.

Acaba-se a prudência, quando acaba a paciência.

Acaba-se o dia, acaba-se a romaria.

Acaba-se o haver, fica o saber.

Acabou a galinha, acabou o resguardo.

Acabou-se a festa, tomai o fole.

Acabou-se a festa, tomai o panete.

Acabou-se o dia, acabou-se a romaria.

Acabou-se o que era doce.

Açafrão não é para boi.

Acalenta a serpente, que ela te arrancará o olho.

Acalenta a serpente, que ela te dará o pago.

Acaricia um cão, que te sujará a roupa.

Acauã cantou, inverno chegou.

Acautela-te de quem te lisonjeia.

Aceita o bem, conforme vem.

Aceita, sem receio, azeite de cima, mel do fundo, vinho do meio.

Aceitar um benefício é vender a liberdade.

Acenai ao discreto, dai-o por feito.

Acender uma vela a Deus e outra ao diabo.

Acendes uma vela a deus e outra ao diabo.

Acerta quem casa.

Acha o ladrão que todos o são.

Achado não é roubado.

Achaque tem o odre que sabe a pez.

Achaques à sexta-feira para não jejuar.

Achaques tem o odre que sabe a pez.

Achaques, à sexta-feira, pelo não jejuar.

Achar e guardar é furtar.

Achar forma para o seu pé.

Achar o princípio em tudo é difícil.

Achar-se em quarto-minguante a respeito de cobres.

Achou a velha um ceitil.

Achou o cego um dinheiro.

Achou Pedro o seu cajado.

Aço que não serve, enferruja.

Açoite, grande mezinha é.

Açoite, grande mezinha.

Acolhi o rato no meu buraco.

Acometa quem quiser, que o forte espera.

Acometer para vencer.

Acomodar o pé ao sapato, e não o sapato ao pé.

Acompanha com os bons que serás como eles,acompanha com os maus que serás pior que eles.

Aconteça o que acontecer.

Açor e falcão, na mão.

Acordar o cão que dorme.

Acordar o cão que está dormindo.

Acordar o cão que jaz dormindo.

Acordou a preguiçosa e deitou o fogo à casa.

Acordou a preguiçosa e deitou o fogo à roca.

Acordou o preguiçoso e pôs fogo à casa.

Acostume-se cada um à sua sorte, não se queixará dela.

Acreditar em tudo é tolice; não acreditar em coisa alguma, tolice é.

Acudam cela parada e outeiro que arde o centro da relegião do mundo inteiro.

Acudi-me, cachopas, que já tenho botas.

Adão vivia no paraíso porque não tinha sogra.

Adeus, Anica, se o teu galo canta, o meu repenica.

Adeus, minhas encomendas.

Adiante cego lá vai o caminho.

Adiante, que atrás vem gente.

Adiar até o dia de São Nunca, à tarde.

Adivinha quem te deu.

Adivinhar é bom, mas saber ainda é melhor.

Adivinhar é errar.

Adivinhar é proibido.

Adivinhar, adivinhar, tome o demo quem não acertar.

Adoram-se os altares por causa dos santos.

Adquire fama e deita-te a dormir.

Adquire fama e deita-te na cama.

Adquirir e poupar, eis o verdadeiro segredo para converter o chumbo em ouro.

Aduba as terras e verás como medras.

Aduba as terras, verás como medras.

Adular não é meio de vida, mas ajuda a viver.

Adversário quieto, inimigo dobrado.

Afaga a tua galinha para que te dê galinhos.

Afaga a tua galinha para te parir galinhos.

Afaga a tua galinha para te parir pintos.

Afanar, afanar, e nunca medrar.

Afastamento, esquecimento.

Afeição cega a razão.

Afeita um cepo, parecerá mancebo.

Aferrar-se com unhas e dentes.

Afinar a rabeca à custa do próximo.

Afogar-se em pingo d'água.

Afogar-se em qualquer água, é embaraçar-se com qualquer dificuldade.

Afogar-se num copo d'água.

Afoga-se mais gente em vinho do que em água.

Afronta muitos, quem ameaça um.

Afrontar a morte para viver na história, é baratear a vida por um pingo de tinta.

Afrouxar a corda.

Agarram-se os pássaros pelo bico e os homens pela língua.

Agarrar com unhas e dentes.

Age depressa, se desejas acertar; mas pensa devagar.

Agora agora quem tem um filho tem uma nora.

Agora dá pão e mel; depois dará pão e fel.

Agora dá pão e mel; depois dará pau e fel.

Agora de pobre bispo, pobre serviço.

Agora é que a porca torce o rabo.

Agora é tarde e Inês é morta.

Agora é tarde, Inês é morta.

Agora lhe lembra a morte de João Grande.

Agora seja o que Deus quiser.

Agora, frades, agora, que o guardião está fora.

Agora, já a gaivota caga na bóia [Já vem tarde].

Agora, já a gaivota caga na bóia.

Agora, peguem-no pelo rabo.

Agora, que tenho ovelha e borrego, todos me dizem: Deus te salve, Pedro.

Agora, que tenho ovelha e borrego, todos me dizem: Venhais embora, Pedro.

Agosto amadurece, Setembro vindimece.

Agosto nos farta, Agosto nos mata.

Agosto tem culpa se Setembro leva a fruta.

Agosto, mês de desgosto.

Agouros, nem crê-los nem experimentá-los.

Agradecimentos, vizinhos, que quereis bem a meus filhos.

Agrado é que demora viagem.

Água ao figo e à pêra vinho.

Água ao figo e à pêra vinho. (Sobre figo água, sobre peras e melão vinho.

Água ao melro, que lhe seca o bico.

Água cansada prados acha.

Água colhe em joeira, quem se crê de ligeira.

Água corrente esterco não consente.

Água corrente não mata a gente.

Água corrida não faz mal à barriga.

Agua cria boa gente.

Água da massa é que farta a casa.

Água dá, água leva.

Água dá, água o leva.

Água danificada, fervida e coada.

Água danificada, fervida ou coada.

Água de Fevereiro enche o celeiro.

Água de mina ou de nascente, fresca de verão e no inverno quente.

Água de morro abaixo, fogo de morro acima, e gravidez, é muito difícil parar no meio.

Água de morro abaixo, fogo de morro acima, e mulher quando quer dar, ninguém segura.

Água de serra é sombra de pedra.

Água de trovão cala até o chão.

Água de trovão numa parte dá e noutra não.

Água de trovão, em parte dá, em parte não.

Água de trovão, em partes dá, em partes não.

Água de trovão, numa parte dá, noutra não.

Água demais mata a planta.

Água detida má para bebida.

Água detida, má para a bebida.

Água distante não apaga fogo vizinho.

Água do rio corre para o mar.

Água e conselho, só se dá a quem pede.

Água e conselhos só se dão a quem os pede.

Água é fria, mas mais é quem com ela convida.

Água e lenha, cada dia venha.

Água e lenha, todo dia venha.

Água e pão comida de cão (de corrida se vão).

Água e pão de corrida se vão.

Água e pão, comida de cão.

Água e pão, jantar de cão.

Água e vento são meio sustento.

Água em palha é difícil de achar.

Água fervida tem mão na vida.

Água fria e pão quente nunca fizeram bom ventre.

Água fria lava e cria.

Água fria não escalda pirão.

Água fria sarna cria, e água roxa sarna escoxa.

Água fria sarna cria.

Água fria sarna cria; água quente, nem a são nem a doente.

Água leva a seu moinho.

Água limpa nunca engordou o porco.

Água má, fervida e coada.

Agua mineiro que seca o ribeiro.

Água mole e pedra dura tanto dá até que fura.

Água mole em pedra dura tanto bate até que falta água.

Agua mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.

Água mole em pedra dura tanto dá até que a fura.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que a fura.

Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura.

Água mole em pedra dura, tanto bate e nunca fura.

Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.

Água mole pedra dura, tanto bate até que fura.

Água morro abaixo, fogo morro acima e mulher devassa não têm jeito.

Água não quebra osso.

Água não tem cabelo.

Água o dá, água o leva.

Água o deu, água o levou.

Água parada fede.

Água parada não mata nada.

Água parada não move moinho.

Água passada não toca monjolo.

Água pelo São João tira azeite e não dá pão.

Água por morro abaixo e fogo por morro acima.

Água que deres a teu senhor, não a olhes ao sol.

Água que não hás de beber, deixa-a correr.

Água que veja o sol: sem cor, sem cheiro e sem sabor.

Água que veja o sol; sem cor, sem cheiro e sem sabor.

Água quente, nem a são nem a doente.

Água quente, saúde para o ventre.

Água salobra na terra seca é doce.

Água silenciosa, a mais perigosa.

Água sobre água, nem suja, nem lava.

Água sobre mel, sabe mal e não faz bem.

Água sobre mel: sabe mal e não faz bem.

Agua suja sempre lava.

Água suja também lava.

Água vertida não é toda colhida.

Águas calmas são profundas.

Águas passadas já passaram.

Águas passadas não movem engenho.

Águas passadas não movem moinho.

Águas passadas não movem moinhos.

Águas profundas são tranqüilas.

Águas quietas são profundas.

Águas tranqüilas, águas profundas.

Águas verdadeiras por S. Mateus as primeiras.

Águas verdadeiras, pelo São João as primeiras.

Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.

Águia não pilha moscas nem moscardos.

Águias não caçam moscas.

Águias não pegam moscas.

Agulha em palha difícil é de achar.

Agulha em palheiro é difícil de achar.

Agulha sem fundo não arrasta linha.

Aí é que a porca torce o rabo.

Aí te dói, aí te darei.

Aí tem gato escondido.

Aí tem gato.

Aí torce a porca o rabo.

Aí vem o meu irmão Março, que fará o que eu não faço.

Ai, Cristo, olhai para isto!.

Ainda a procissão vai no adro e o andor já vai desenquilibrado.

Ainda agora comem pão da boda.

Ainda bem não põe o pé, e logo faz pegada.

Ainda cheira a cueiros.

Ainda cheira aos cueiros em que nasceu.

Ainda contra ti, jamais faltes à verdade.

Ainda Deus está onde estava.

Ainda está para nascer o que agrada a todos.

Ainda está para nascer quem de mulheres e ovelhas há-de entender.

Ainda está para nascer, quem de ovelhas há de entender.

Ainda estas lamas hão de ser pó.

Ainda João Vaz tem besta, não deixou de lhe apontar à testa.

Ainda João Vaz tem besta, não deixou de lhe dar na cabeça.

Ainda mesmo contra ti, não faltes à verdade.

Ainda não comi ovo de sua galinha.

Ainda não deu meio-dia em São Paulo.

Ainda não é nascida e já espirra.

Ainda não está na cabaça e já é vinagre.

Ainda não me tiveste o pé a ferrar.

Ainda não montamos, já cavalgamos.

Ainda não saiu do á-bê-cê.

Ainda não saiu dos cueiros.

Ainda não se acabou o dia de hoje.

Ainda não selamos e já cavalgamos.

Ainda não tem cueiro e já quer ter calças.

Ainda não vi as cruzes do dinheiro.

Ainda nem morto e já esfolado.

Ainda o mundo não se acabou.

Ainda que a garça vá alta, o falcão a mata.

Ainda que a garça voe alta, o falcão a mata.

Ainda que a garça voe alto, o falcão a mata.

Ainda que a malícia escurece a verdade, não a pode apagar.

Ainda que a malícia escurece a verdade, não a pode apanhar.

Ainda que a moça é tosca, bem vê ela a mosca.

Ainda que a traição agrade, o traidor sempre aborrece.

Ainda que doce seja o mel, a mordidela da abelha é cruel.

Ainda que enterrem a verdade, a virtude não se sepulta.

Ainda que enterrem a verdade, não sepultam a virtude.

Ainda que entres na vinha e voltes o gibão, se não trabalhares, não te darão pão.

Ainda que estejas mal com tua mulher, não é bom conselho cortar o aparelho.

Ainda que estejas mal com tua mulher, não é bom conselho cortares o aparelho.

Ainda que estejas mal com tua mulher, não é bom conselho que cortes o aparelho.

Ainda que mude a pele a raposa, seu natural não despoja.

Ainda que mude a pele a raposa, seu natural nunca despoja.

Ainda que na desgraça, jamais te humilhes.

Ainda que não falemos, bem nos queremos.

Ainda que não leiamos pelos livros, também somos gente.

Ainda que não nos falemos, bem nos queremos.

Ainda que negro é, alma tem, honra e fé.

Ainda que negros somos, gente somos, alma temos.

Ainda que no pobre haja fingimento, a esmola não perde o merecimento.

Ainda que o galo deixe de cantar, as manhãs sempre aparecem.

Ainda que o galo não cante, a manhã rompe sempre.

Ainda que o galo não cante, a manhã sempre rompe.

Ainda que seja doce o mel, a picada da abelha é cruel.

Ainda que sejas prudente e velho, não desprezes conselho.

Ainda que sejas prudente e velho, não desprezes o conselho.

Ainda que sejas prudente e velho, nunca desprezes o bom conselho.

Ainda que somos negros, gente somos e alma temos.

Ainda que sou tosca, bem vejo a mosca.

Ainda que teu amigo seja de mel, não o lambas tu.

Ainda que teu sabujo é manso, não o mordas no beiço.

Ainda que vistas a mona de seda, mona se queda.

Ainda tem muitas noites que dormir fora.

Ainda temos muito que ver.

Ajoelhou, tem que rezar.

Ajuda a Deus, e ele te ajudará.

Ajuda a Deus, que ele te ajudará.

Ajuda demais atrapalha.

Ajuda-te que Deus te ajudará.

Ajuda-te, e o céu te ajudará.

Ajuda-te, que Deus te ajudará.

Ajude-me Deus com o que é meu.

Ajude-o Deus, não caia no atoleiro.

Ajuntam-se uns para outros.

Ajuntaram-se três para o peso de seis.

Al cuida o bailo e al quem o sela.

Al cuida o baio e al quem o sela.

Al é vê-la e al tratá-la.

Alazão tostado, antes morto que cansado.

Alazão, ou muito bom, ou muito ladrão.

Albarda nova em burro velho, matadura pela certa.

Albarda-se o burro à vontade do dono.

Albarda-se o cavalo à vontade do dono.

Albarde-se o burro à vontade do dono.

Albarde-se o cavalo à vontade do dono.

Alcaide de campo, coxo ou manco.

Alcaide em andar e moinho em moer ganham de comer.

Alcaide em mandar, moinho em moer, sempre ganham que comer.

Alcaide sem alma, ladrões à praça.

Alcaide, busca-me aqui alguém?.

Alcança quem não cansa.

Alcança quem não se cansa.

Aldeã é a galinha e vai à mesa da rainha.

Aldeã é a galinha, e come-a o de Coimbra.

Alegria de pobre dura pouco.

Alegria de pobre, é impossível.

Alegria de urubu é carniça.

Alegria não pode ser tamanha, que achar gente vizinha em terra estranha [Camões].

Alegria secreta, candeia morta.

Alegria, entrudo, que amanhã será cinza.

Alegria, Entrudo, que amanhã será Cinzas.

Além de queda, coice.

Além ou aquém, sempre vejas com quem.

Alentejanos, algarvios e cães de caça, é tudo da mesma raça.

Alentejanos, algárvios e cães de caça, é tudo da mesma raça.

Alfaiate de encruzilhada põe as linhas de sua casa.

Alfaiate de encruzilhada, que põe as linhas de sua casa.

Alfaiate mal vestido, sapateiro mal calçado.

Alfaiate pobre, a agulha se lhe dobra.

Alfaiates não são homens carpinteiros também não homens são lavradores que nos trabalham o pão.

Algo temos de fazer para embranquecer.

Alguazil em andar e moinho em moer ganham de comer.

Alguém sempre precisa de alguém.

Algum dia a minha pereira dará peras.

Algum dia a minha pereirinha terá peras.

Algum dia fomos gente.

Algum dia será festa da nossa terra.

Alguma coisa se há de sofrer, para embranquecer.

Alguma hora a minha pereira terá peras.

Alguma hora dareis duas voltas à orelha e não deitarás sangue.

Alguma hora gato comerá pepino.

Alho e pimenta o fastio aumenta.

Alho e pimenta, o fastio ausenta.

Alho e vinho puro levam a porto seguro.

Alho e vinho puro, levam a porto seguro.

Alma até Almeida.

Alma corrupta tudo faz de sua qualidade.

Alma e corpo deu ao demo.

Alma enamorada de pouco é ensombrada.

Alma namorada de pouco é assombrada.

Alma que vai e não volta.

Alma ruim é que faz visagem.

Alma sã em corpo são.

Almoço cedo cria carne e sebo, e tarde, nem sebo nem carne.

Almoço cedo, cria carne e sebo, e tarde nem sebo nem carne.

Almocreve cavaleiro não ganha dinheiro.

Almocreve cavaleiro nunca é bom ganhadeiro.

Almocreve cavaleiro, não ganhadeiro.

Alquimia é provada, ter renda e não gastar nada.

Alquimia é provada, ter renda e não pagar nada.

Alta e baixa aprenderei e, como me tangerem, assim bailarei.

Alta vai a velha na asna.

Altas ou baixas, em abril vêm as páscoas.

Altercar por dá cá aquela palha.

Alternativo:.

Alto para vau e baixo para barca.

Alto para vau e baixo para barco.

Alto para vau, baixo para barco, ruim para nada.

Alto para vau, baixo para barco.

Alto, vareta, comigo ninguém se meta.

Alvoradas à vila, que berinjelas há no açougue.

< operone >