< Portugiesische Sprichwörter >

Sem comer não há prazer.

Sem Deus, nem até a porta, e com Deus, através dos mares.

Sem dinheiro de contado não há soldado.

Sem dinheiro, nada feito.

Sem dinheiro, nada se alcança.

Sem dinheiro, nada se arranja.

Sem dinheiro, tudo é vão.

Sem dizer "água vai".

Sem dizer "tir-te" nem "guar-te".

Sem eira nem beira, nem ramo de figueira.

Sem eira, nem beira.

Sem espora e sem freio não há cavalo bom.

Sem farinha não se faz pão.

Sem gado lanar, pouco há de medrar.

Sem notícias, boas notícias.

Sem nuvens o céu e estrelas sem brilho verás que a tormenta te põe num sarilho.

Sem nuvens o céu e estrelas sem brilho, verás que a tormenta te põe num sarilho.

Sem olhar direito, não se lavra direito.

Sem ovos não se fazem omeletas.

Sem ovos não se fazem omoletas.

Sem que se prove, nada se louve.

Sem razão se queixa do mar quem outra vez navega.

Sem receptador não haveria roubo.

Sem sã tenção, não se pode ter amigos.

Sem sal não há batizado.

Sem sangue não se fazem morcelas.

Sem se partirem ovos não se fazem omeletas.

Sem se partirem ovos, não se fazem omeletes.

Sem ser convidado, não vás a bodas e batizados.

Sem ser ladrão, não se é rico não.

Sem tempo, nada se faz.

Sem tom, nem som.

Sem trabalho, só a pobreza.

Sem uma mosca faz-se bem o verão.

Sem vinho nem pão o amor é vão.

Semear com uma mão e colher com duas.

Semear mentiras para colher verdades.

Semeia cedo e colhe tardio, colherás pão e vinho.

Semeia cedo, colhe tardio, terás brio.

Semeia e cria, terás alegria.

Semeia e cria, viverás com alegria.

Semeia em pó e de mim não tenhas dó.

Sempre a galinha puxa para onde lhe estão os ovos.

Sempre a galinha puxa para onde lhe estão os pintos.

Sempre a tirar gota, também o tonel se esgota.

Sempre a verdade saiu vencedora.

Sempre alcança quem não cansa.

Sempre cheira a panela ao primeiro legume que se mete nela.

Sempre das cinzas de mal-premiados, ressuscitam as verdades.

Sempre deves de medir teus negócios pelos fins, para que melhor atines.

Sempre é mau ser zombador, e na barca ainda pior.

Sempre há tempo para tudo, sendo repartido.

Sempre o alheio suspira por seu dono.

Sempre o fogo faz gasalhado.

Sempre o medo nasceu da culpa.

Sempre o mesmo, para variar.

Sempre o rabo é mau de esfolar.

Sempre o rio soa, quando água leva.

Sempre por via irá direita quem do oportuno tempo se aproveita.

Sempre promete em dúvida, pois no dar ninguém te ajuda.

Sempre promete em duvida, pois, ao dar, ninguém te ajuda.

Sempre que Deus fecha uma porta, abre uma janela.

Sempre que teu pingo tope chão em que pasto não brote, não deves ir a galope; vai devagar, vai a trote.

Sempre quem reparte, toma a melhor parte.

Sempre sai caro o barato, sempre o tolo paga o pato.

Sempre será teu inimigo o oficial do teu ofício.

Sempre tem majestade aquele que foi rei.

Sempre vêm males a Ílion.

Sempre, sempre, não, mas sempre, sempre é bom.

Senão como queremos, passamos como podemos.

Sendeiro que só serve de ensacar tripas.

Senhor João da Cunha, obra feita, dinheiro à unha.

Senhora das Candeias, por si julga as alheias.

Senhores empobrecem, criados padecem.

Senhoria de Itália, Dom de Espanha - não valem uma castanha.

Senhoria de Itália, dom de Espanha, não valem uma castanha.

Senta-te no teu lugar, não te farão levantar.

Senti as dores nove meses antes do parto.

Sentir arderem as orelhas.

Sentir-se leve como um passarinho.

Separa o trigo do joio, que melhor messe dará.

Ser a mão direita de alguém.

Ser a ovelha negra.

Ser a rainha da cocada preta.

Ser adulador é ser inimigo.

Ser apanhado com a boca na botija.

Ser apanhado com a mão no saco.

Ser bisonho no ofício.

Ser bom ou mau é gosto de cada um.

Ser bufão não é ser pimpão.

Ser carne e unha com alguém.

Ser casta, para boa não basta.

Ser cobra criada.

Ser corno e aperreado.

Ser feliz é melhor do que ser rei.

Ser humilde não é saber ser diferente, e sim saber ser igual.

Ser mais papista que o papa.

Ser mais para o gado que para o paço.

Ser mais realista que o rei.

Ser o rei da cocada preta.

Ser pássaro de bico amarelo.

Ser rico com boca de pobre.

Ser rico é uma condição feliz, mas poucos ricos são felizes.

Ser rico não é nada, o que é muito é ser feliz.

Ser rico no pedir e pobre no dar.

Ser rico ou pobre depende mais do que se gasta que do que se ganha.

Ser roupa de franceses.

Ser senhor do seu nariz.

Ser um breve contra luxúria.

Ser um osso duro de roer.

Ser unha de fome.

Ser unha e carne com alguém.

Será o Benedito!.

Serás bem-vindo, quando vieres sem comitiva.

Serás o que quiseres, se ousares o que puderes.

Serpa, serpente, boa terra e melhor gente.

Serpente peçonhenta e o mau, em um mesmo grau.

Serra queimada, terra alagada.

Serve a el-rei, ou a ninguém.

Serve a senhor nobre, ainda que pobre.

Serve ao nobre, inda que pobre, que tempo virá em que te pagará.

Serve ao senhor e saberás o que é dor.

Servem as más ervas para as abelhas fazerem mel em abundância.

Serviço de criança é pouco, porém quem o perde é louco.

Serviço de menino é pouco, mas quem o despreza é louco.

Serviço feito não manda ninguém.

Servir a Deus e ao diabo.

Servir ao carrasco de poleiro.

Servir de testa de ferro.

Sestro tomado, nunca mudado.

Seta despedida não volta ao arco.

Sete é conta de mentiroso.

Sete nevadas e um nevão dão muito pão.

Sete ofícios, quatorze desgraças.

Sete vezes peca o justo.

Setembro é o Maio do Outono.

Setembro molhado, figo estragado.

Setembro molhado: figo estragado.

Setembro ou seca as fontes ou leva as pontes.

Setembro: mês dos figos e cara de poucos amigos.

Seu João da Cunha, trabalho feito, dinheiro à unha.

Seus são os olhos, e meus sãos os doilos.

Silêncio também é resposta.

Sim e não duas coisas são.

Sim, sim, não, não.

Sinal de má besta suar atrás da orelha.

Sinal mortal, não desejar sarar.

Sinal na cara, mulher descarada.

Sinal na perna, mulher de taberna.

Sinal no braço, mulher de desembaraço.

Sinal no peito, mulher de respeito.

Sinal no pescoço, mulher de desgosto.

Sino pequeno berra muito.

Sinto mais e é-me mais precisa a pele que a camisa.

Sinto muito, mas chorar não posso.

Sirigaita de boa fama, não a toma o sol na cama.

Siso em prosperidade, amigo em necessidade, mulher rogada e casta, raramente se acha.

Siso em prosperidade, amigo na adversidade.

Siso, acorda, que já é tempo.

Só a experiência comprova.

Só a morte não tem jeito nem conserto.

Só a morte não tem remédio.

Só acontece o que Deus quer.

Só alcança quem não cansa.

Só aos pobres se faz justiça.

Só as grandes paixões produzem grandes ações.

Só caça de coração o dono do furão.

Só dá quem tem e quem quer bem.

Só de bagos fez uma velha cem pipas.

Só de vento, não se toma alento.

Só Deus é poder.

Só Deus sabe do porvir.

Só Deus sabe o que está para vir.

Só dura a mentira, enquanto a verdade não chega.

Só é pobre, quem se tem por pobre.

Só erra quem trabalha.

Só lembra Santa Bárbara, quando troveja.

Só me aconselhei, só me chorei.

Só não bebe chumbo derretido, e assim mesmo porque não é gelado.

Só não chamou de santo.

Só não erra quem não trabalha.

Só não se acaba o que nunca se começa.

Só no céu há descanso.

Só no sábado à noite, Maria dá cá a roca.

Só o necessário deleita; o sobejo atormenta.

Só o pensamento não paga imposto.

Só o peru morre na véspera.

Só o que bota pobre para diante é topada.

Só o rio não torna atrás.

Só o tolo cai duas vezes no mesmo buraco.

Só para a morte não há remédio.

Só perde quem tem.

Só pode bem casar quem casa com seu igual.

Só quem a si se governa, pode governar os outros.

Só quem bem criou aos seis meses sentou.

Só quem criou, aos seis meses sentou.

Só sabe da doçura quem conhece a amargura.

Só se confia num amigo depois de comer com ele um quilo de sal.

Só se confia num amigo depois de comer com ele uma rasa de sal.

Só se conhece o bem pelas costas.

Só se lava quem é porco.

Só se lembra de Santa Bárbara quando há trovões.

Só se lembra de Santa Bárbara quando troveja.

Só se lembra Santa Bárbara quando troveja.

Só se morre uma vez, mas dessa ninguém escapa.

Só se morre uma vez.

Só se sabe a felicidade depois que ela vai embora.

Só se sabe o que é saúde, quando se está doente.

Só se sabe quanto vale a água quando a fonte seca.

Só se sabe querer bem quem de si mesmo se sabe livrar.

Só se sente a falta d'água quando o pote está vazio.

Só se veja quem só se deseja.

Só sentimos o mal alheio quando o nosso bate à porta.

Só te lembra de Santa Bárbara quando troveja.

Só te lembras de santa Barbara quando toa.

Só tolo pensa ensinar o padre-nosso ao vigário.

Só trabalha quem não sabe fazer mais nada.

Só uma porta a vida tem, enquanto a morte tem cem.

Só vale quem tem.

Só vão à forca os ladrões pequenos.

Só vemos os argueiros nos olhos dos outros.

Só voga quem tem dinheiro.

Sobe devagar, chegarás sem cansar.

Sobeja é a mulher onde esteja, mas onde não está, falta fará.

Sobem tripeças, descem cadeiras.

Sobram culpas onde falta amor.

Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia.

Sobre comer, dormir; sobre cear, passear.

Sobre comer, dormir; sobre cear, passos dar.

Sobre dinheiro não há companheiro.

Sobre gostos não há disputas.

Sobre negrigura não há pintura.

Sobre negrura não há pintura.

Sobre negrura não há tintura.

Sobre queda, coice.

Sobre tolo, é confiado.

Sobre um ovo põe a galinha.

Sofra quem penas tem, que atrás de tempo, tempo vem.

Sofra quem penas tem, que trás tempo, tempo vem.

Sofra quem pesares tem, que atrás do tempo, tempo vem.

Sofre de medo quem tem medo de sofrer.

Sofre e sofrer-te-ão.

Sofre para saber e trabalha para ter.

Sofre para saber e trabalha por ter.

Sofre por saber e trabalha por ter.

Sofre teus males com paciência infinda, se não os queres aumentar ainda.

Sofre, viverás.

Sofrer para ser formosa.

Sofrer que nem pé de cego em porta de igreja.

Sofrer rasgadura por ter formosura.

Sofrerei filha gulosa e muito feia, mas não janeleira.

Sofrerei filha gulosa, feia e palreira, mas não janeleira.

Sofrimento por gosto, antes rir que chorar.

Sogra boa é maravilha, uma nora nunca é filha.

Sogra nem de açúcar é boa.

Sogra, nem de barro à porta.

Sogras e gumes de arado debaixo da terra medram.

Sogro e sogra, milho e feijão, só dá resultado debaixo do chão.

Sois feito às avessas.

Sois um desmancha-prazeres.

Sol de Deus, sombra do dono, fazem medrar a sementeira.

Sol de Fevereiro mata a velhinha ao soalheiro.

Sol de inverno, chuva de verão, amor de rameira e palavrinhas doces do meu capitão, a mim não me enganarão.

Sol de inverno, chuva de verão, choro de mulher, palavra de ladrão, ninguém caia, não.

Sol de Janeiro dá que fazer ao coveiro.

Sol de Junho amadura tudo.

Sol de Junho madruga muito.

Sol de Março queima a dama no paço.

Sol e boa terra fazem bom gado, que não pastor afamado.

Sol e chuva, casamento de viúva.

Sol e sal livram a gente de muito mal.

Sol na eira água no nabal.

Sol na eira, chuva no nabal seria o ideal.

Sol na eira, chuva no nabal.

Sol nasce para todos.

Sol nascente desfigurado, no Inverno, frio, no Verão, molhado.

Sol posto ledo, com claro ao norte, andar sem medo que estás com sorte.

Sol posto, boi solto.

Sol posto, obreiro solto.

Sol quando nasce é para todos.

Sol quando nasce é rei, ao meio dia é morgado, de tarde está doente, à noite sepultado.

Sol que muito madruga pouco dura.

Sol que nasce em nuvens sentado não vás ao mar fica deitado.

Sol que nasce em nuvens sentado, não vás ao mar fica deitado.

Solas e vinho andam caminho.

Soldado bom não gasta a munição toda de uma vez.

Soldado velho não se aperta.

Solteiro, pavão; noivo, leão.

Solteiro, pavão; noivo, leão; casado, jumento.

Soluço vai, soluço vem, soluço vai para quem me quer bem.

Sombra de pau não mata cobra.

Somos galegos e não nos entendemos.

Somos galegos, e não nos entendemos.

Sonhar que cai um dente é morte de parente.

Sonhava o cego que via, sonhava o que queria.

Sonhos são quimeras.

Sonhos são sonhos.

Sono de Abril, deixa-o a teu filho dormir.

Sopa de ganhão, cada três um pão.

Sopa de mel não se faz para boca de burro.

Sopa de mel não se fez para a boca do asno.

Sopa entornada, boca lavada.

Sopa fervida alarga a vida.

Sopa fervida, alarga a vida.

Sopa sem pão, no inferno dão.

Sopas de pão com vinho, fazem o velho menino.

Sopas e amores: os primeiros os melhores.

Sopas engolidas, moelas umedecidas.

Sopas engolidas: moelas humedecidas. Sopas papadas, goelas lavadas.

Sopra o fogo quem tem frio.

Sorte no jogo, azar no amor.

Sossego de homem é mulher feia e cavalo capado.

Sou bainha de ouro e faca de chumbo.

Sou fraca formiga para tal empresa.

Sou só, como espargo no monte.

Soube da notícia por portas travessas.

Sovina no farelo e pródigo na farinha.

Sua alma, sua palma.

Suar atrás da orelha, sinal de má besta.

Suar como um burro.

Subi devagar, e chegareis sem cansar.

Subir devagar e descer depressa.

Subiu a rã a pedrinha e diz que viu Calcutá.

Sucesso gera sucesso.

Suje-se gordo.

Suporta-se com paciência a cólica do próximo.

Surdo como uma porta.

Surra grande, mezinha é.

Suspeitas destroem a verdade.

Suspiro de rato não derruba queijo.

Sustenta um bezerro e terás um boi.

Tabaco e aguardentes transformam os sãos em doentes.

Tabardo e botas cobrem as costas.

Taberna sem gente pouco vende.

Tais alfaces para tais beiços.

Tais com tais e arroz com pardais.

Tais com tais.

Tais fomos nós, tais sereis vós.

Tais fomos, tais sereis vós.

Tais palavras te dizem, tal coração te fazem.

Tais somos nós, tais sereis vós.

Tal acha, tal racha.

Tal amo, tais criados.

Tal amo, tal criado.

Tal árvore, tais frutos.

Tal árvore, tal fruto.

Tal barba, tal escama.

Tal barba, tal toalha.

Tal cabeça, tal sentença.

Tal cabeça, tal siso.

Tal cabra, tal ovelha.

Tal casou de manhã, que à tarde está arrependido.

Tal como fizeres, de outrem o esperes.

Tal é a casa como o senhor.

Tal é a casa de dona sem escudeiro, como fogo sem trasfogueiro.

Tal é o dado como seu dador.

Tal é o dado, como seu dono.

Tal é o dado, tal o dador.

Tal é o demo, como sua mãe.

Tal é o pão, tal é a sopa.

Tal é o servo como o senhor.

Tal é Pedro como seu amo.

Tal erro, tal castigo.

Tal estado não se casa com meu gênio.

Tal genro, como sol de inverno.

Tal grado haja quem a velha arregaça.

Tal grado haja quem o asno penteia.

Tal juiz, qual lei.

Tal o santo, tal a oferta.

Tal o santo, tal o milagre.

Tal paga, tal cura.

Tal paga, tal trabalho.

Tal pai, tal filho.

Tal pássaro, tal ovo.

Tal por tal.

Tal povo, tal voz.

Tal qual o deixei, o acho.

Tal rei, tal lei.

Tal senhor, tal servo.

Tal senhora, tais servas.

Tal sino, tal badalada.

Tal sois vós, marido, tal carne trazeis.

Tal te veja entre inimigos, como pássaro em mãos de meninos.

Tal te veja entre intrigas, como pássaro em mãos de meninos.

Tal trabalhito, tal tratito.

Tal trabalho, tal salário.

Tal vida, tal morte.

Tal virá que bom me fará.

Tal virá que tal queira.

Taleigo de sal quer cabedal.

Talento sem virtude é ouro sem dono.

Talha a obra conforme o pano.

Talhai passo, que há pouco pano.

Talvez chore ao domingo o que ri à sexta-feira.

Talvez o muito que escondas vá-te a palavra trair.

Tamanco faz zoada, mas não assusta.

Tamanco faz zoada, mas não fala.

Tamanho não é documento.

Também a formiga quer ter catarro.

Também a formiga tem catarro.

Também às vezes se acende uma vela ao diabo.

Também com uma pequena machada se podem fazer grandes cunhas.

Também João Vás tem besta.

Também nossa espada corta.

Também o boi é vaca no açougue.

Também o negar é mercê.

Também o valente tem quem o meta nas encolhas.

Também os ameaçados comem pão.

Também pequeno machado derruba grande carvalho.

Também pouco fermento aleveda grande amassadura.

Também ronca o mar, e mijo nele.

Também tenho duas mãos.

Tambor um, caixa de rufo outro.

Tanta chuva pelas Candeias, tantas abelhas para as colmeias.

Tanta culpa é ser furioso como fraco.

Tanta honra a João Fernandes.

Tanta honra a um pobre marquês.

Tanta lida para tão pouca vida.

Tanta pena merece o consentidor como o ladrão.

Tanta vez vai a infusa ao poço, até que lá lhe fica o pescoço.

Tantas cabeças, quantas carapuças.

Tantas cabeças, quantas opiniões.

Tantas cabeças, tantas carapuças.

Tantas cabeças, tantas opiniões.

Tantas cabeças, tantas sentenças.

Tantas faz, que um dia a casa cai.

Tantas vezes a mosca vai ao leite, que lá fica.

Tantas vezes vai a bilha à fonte, que numa delas sai quebrada.

Tantas vezes vai a caldeirinha ao poço que um dia lá fica o pescoço.

Tantas vezes vai o cantarinho à fonte até que quebra.

Tantas vezes vai o cântaro à bica, que um dia lá fica.

Tantas vezes vai o cantaro á fonte que lá deixa a asa.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte que lá deixa a asa.

Tantas vezes vai o cantaro à fonte que um dia lá deixa ficar a asa.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, até que lá fica.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que lá deixa a asa.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que lá quebra.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que no fim lá deixa a asa.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que um dia lá fica.

Tantas vezes vai o cântaro à fonte, que um dia lá se quebra.

Tantas vezes vai o cântaro ao poço até que lá deixa o pescoço.

Tantas vezes vai o cão ao moinho, que alguma vez lá lhe fica o focinho.

Tantas vezes vai o cão ao moinho, que lá lhe fica o focinho.

Tantas vezes vai o pote à fonte, que uma vez lá fica.

Tantas vezes vai o púcaro à fonte, até que lá fica.

Tanto a cabra cavouca que mau pouso sente.

Tanto a propósito como canção de noivado em cemitério.

Tanto anda a linhaça até que quebra a cabaça.

Tanto anda a linhaça até que vai a cabaça.

Tanto barulho por nada.

Tanto bate a água na pedra, até que a quebra.

Tanto clamamos por natal que ele enfim vem.

Tanto dá a água na pedra, até que fura.

Tanto dá com o martelo o carpinteiro, que enterra o prego na alma do madeiro.

Tanto dana o falso amigo, como a ervilhaca no trigo.

Tanto é agraz, que já despraz.

Tanto é daqui para lá como de lá para cá.

Tanto é ladrão o que vai à vinha como o que fica à porta.

Tanto é mau jogo o de mais como o de menos.

Tanto é passar como não chegar.

Tanto faz como tanto fez.

Tanto faz correr como saltar.

Tanto faz dar na cabeça como na cabeça dar.

Tanto faz dar-lhe na cabeça como na cabeça lhe dar.

Tanto faz dar-lhe na cabeça, como na cabeça lhe dar.

Tanto faz fez como fez faz.

Tanto faz já como agora.

Tanto faz pelado como sem cabelo.

Tanto faz seis como meia dúzia.

Tanto ladrão é o que vai a horta como o que fica á porta.

Tanto ladras, que as pagas.

Tanto leu, que tresleu.

Tanto maior é a ventura, quanto menos dura.

Tanto maior é a ventura, tanto menos dura.

Tanto me dá disso, como de chiar um carro.

Tanto me dou por chut como por arre.

Tanto me és, tanto me dóis.

Tanto menos segura, quanto maior a ventura.

Tanto mente o velho em sua terra, como o moço fora dela.

Tanto monta cortar como desatar.

Tanto morre o papa como o que não tem capa.

Tanto morre o papa como quem não tem capa.

Tanto morrem de carneiros como de cordeiros.

Tanto morrem os cordeiros como os carneiros.

Tanto morrem velhos como meninos.

Tanto o é já como agora.

Tanto pão como um polegar, torna a alma ao seu lugar.

Tanto peca o que segura o saco como o que para dentro mete.

Tanto pica a pega na raiz do trovisco, que quebra o bico.

Tanto pica a pega, que quebra o bico.

Tanto pode cada um em sua casa, que mesmo depois de morto são precisos quatro homens para o tirarem.

Tanto quis o diabo aos filhos, que lhes tirou os olhos.

Tanto ri o insensato como chora o timorato.

Tanto sabe o do rico ao pobre como o do pobre ao rico.

Tanto se lhe dá disso, como de chiar um carro.

Tanto se me dá como se me deu.

Tanto se me dá.

Tanto se perde por carta de mais como por carta de menos.

Tanto se perde por demais como por de menos.

Tanto tens, quanto vales.

Tanto tens, tanto vales.

Tanto vai a bilha à fonte que enfim se quebra.

Tanto vai o cântaro à fonte, que um dia vem quebrado.

Tanto vai o cão ao moinho, que um dia lá deixa o focinho.

Tanto vai o pote à bica, que um dia lá fica.

Tanto vai o pote à bica, que um dia lá se fica.

Tanto vale a coisa, quanto dão por ela.

Tanto vale cada um na praça, quanto vale o que tem na caixa.

Tanto vales, quanto hás, e o saber por demais.

Tanto vales, quanto hás.

Tanto vales, quanto tens.

Tantos homens, quantas opiniões.

Tantos morrem dos cordeiros como dos carneiros.

Tão belo não há nada como aquilo que nos agrada.

Tão bom é o balaio como a tampa.

Tão bom é o ladrão como o consentidor.

Tão bom é o ladrão como o que fica ao portão.

Tão bom é o Padre, como o Filho, como o Espírito Santo.

Tão bom é o que vai à vinha como o que fica à espreita.

Tão bom é Pedro como seu amo.

Tão bom é um, como tão bom é outro.

Tão bom, como tão bom.

Tão bonita e tão burra.

Tão caipora que, se abrisse uma chapelaria, os meninos nasceriam sem cabeça.

Tão certo como dois e dois ser quatro.

Tão depressa morrem de carneiros como de cordeiros.

Tão duro é ao doido calar, como ao discreto falar.

Tão duro é ao doido calar, como ao sisudo falar.

Tão grande é o erro como o que erra.

Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta.

Tão ladrão é o que vai à horta, como o que fica à porta.

Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à espreita.

Tão ladrão é o que vai à vinha como o que fica à portinha.

Tão ladrão é que vai ao nabal como o que fica ao portal.

Tão mau é crer tm todos como não crer em nenhum.

Tão mau é não crer em nada como crer em tudo.

Tão mau é o sobejo como o minguado.

Tão mau é passar como não chegar.

Tão pouco sabemos daquilo que somos.

Tão rico é no outro mundo Diógenes como Creso.

Tão surdo é aquele que ouve e não entende como aquele que não ouve.

Tão vil é na mentira o sim como honrado na verdade o não.

Tão vil é na mentira o sim como na verdade o não.

Tapona dada nem Deus tira.

Tarde dá o que espera que lhe peçam.

Tarde dar e negar estão a par.

Tarde dar e negar estão quase a par.

Tarde dar é o mesmo que negar.

Tarde madruguei, mas bem arrecadei.

Tarde piaste.

Tarde se arrepende, quem tudo despende.

Tardou, mas arrecadou.

Tarefa apressada, tarefa estragada.

Tarefa bem começada é meio acabada.

Tarefa que agrada é depressa acabada.

Tatu durante o dia no buraco, de noite o cachorro pega.

Tatu na toca é rei.

Tatu velho não se esquece do buraco.

Teima que vences, dizia o frade.

Teima, mas não apostes.

Teimoso que só jumento em cima de lajedo.

Telha de igreja sempre goteja.

Telhado de igreja sempre goteja.

Tem alegria aquele que planta e cria.

Tem bastante quem com o que tem, se contenta.

Tem boi na linha.

Tem cão e guizo e tudo o que lhe é preciso.

Tem caveira de burro.

Tem cuidado de o ganhar, que tempo sobra para o gastar.

Tem cuidado para o ganhar, que tempo fica para o gastar.

Tem fazenda e olha bem donde vem.

Tem fazenda e olha bem donde venha.

Tem gato na tuba.

Tem gosto o burro em ouvir o seu zurro.

Tem má cara, mas tem bom coração.

Tem mais aquele que menos deseja.

Tem mais razão quem suja a casa que quem a varre.

Tem mais tretas que letras.

Tem muito tempo aquele que não o perde.

Tem o amigo por leal, e logo o será.

Tem paciência que o peixe vem aí.

Tem tempo para perder quem dá conselho para velho e cata pulgas de cachorro.

Tem tento quando te der no rosto o vento.

Tem tudo o que lhe apraz quem com pouco se satisfaz.

Teme a velhice, porque nunca vem só.

Teme mais o louvor que a censura.

Teme o cão que não ladra e o homem que não fala.

Teme quem deve, e quem não deve, não teme.

Temer a morte é morrer duas vezes.

Temer a própria sombra.

Temor de Deus, quem o tem, não temerá ninguém.

Temos cinco dedos na mão e nenhum é igual.

Temos mouros na costa.

Temos muito, falta-nos muito.

Temos que engolir as verdes com as maduras.

Tempero de comida ruim é fome.

Tempestade em copo d'água.

Templo é dinheiro.

Tempo à choca e tempo a quem a joga.

Tempo bastante sempre é pouco.

Tempo bem aproveitado muito vale.

Tempo bom é o que já passou.

Tempo cura o enfermo, e não o ungüento.

Tempo de eleição, mentira como o cão.

Tempo de guerra, mentira como terra.

Tempo de guerra, mentiras como terra.

Tempo de murici, cada qual cuide de si.

Tempo é dinheiro.

Tempo e hora não se atam com soga.

Tempo e maré não esperam por ninguém.

Tempo é remédio.

Tempo perdido é dar-se conselho a doido e negro se ensaboar.

Tempo perdido não se recupera.

Tempo querem as coisas.

Tempo traz tempo, e chuva traz vento.

Temporã é a castanha que em Agosto arreganha.

Temporal e guerra não duram sempre.

Tempos virão em que hão de dar pão as terras vãs e governarão as filhas das barregãs.

Tem-te em teus pés, comerás por três.

Tem-te não caias, nem faças zumbaias.

Tenda e venda para quem as entenda.

Tenda, é preciso que a atenda e senão que a venda.

Tenha a minha mesa pão e seja o meu homem um carvão.

Tenha eu pipas e cabedal, e quem quiser, vinhas e lagares.

Tenha o meu amor pão, tenha ele cara de cão.

Tenha santa paciência!.

Tenhamos a pata e então falaremos na salsa.

Tenhamos a perdiz, depois se tratará do molho.

Tenhamos saúde e paz e teremos assaz.

Tenhas ovelhas e não tenhas orelhas.

Tenhas porcos e não tenhas olhos.

Tenho uma gaveta, não sei que lhe faça, nem sei que lhe meta.

Tenho-te no laço, pombo trocaz.

Tens medo, compra um cão.

Tens muito medo e pouca vergonha.

Tens teu filho morto e aipo no horto.

Tens vinha dobrada, se a tiveres fechada.

Tens vontade de morrer? Ceia carneiro assado e deixa-te adormecer.

Ter a faca e o queijo na mão.

Ter a paciência de Jó.

Ter as costas quentes.

Ter começado é meio caminho andado.

Ter contas a ajustar com alguém.

Ter duas caras.

Ter esperança ensina a ter paciência.

Ter fôlego de gato.

Ter fôlego de sete gatos.

Ter fome canina.

Ter garras não é o mesmo que ser leão.

Ter macaquinhos no sótão.

Ter mais olhos (do) que barriga.

Ter mais pendão que caldeira.

Ter maus bofes.

Ter maus fígados.

Ter medo da própria sombra.

Ter o coração ao pé da boca.

Ter o coração na ponta da língua.

Ter o pé em dois estribos <=Jogar com pau de dois bicos>.

Ter o rei na barriga.

Ter olhos de lince.

Ter olhos na cara.

Ter olhos para ver.

Ter os sete fôlegos do gato.

Ter para peras.

Ter pouco pano <=siso> na carapuça.

Ter razão é uma coisa e ter justiça é outra.

Ter sete vidas como o gato.

Ter um abacaxi para descascar.

Ter um pé no caixão.

Ter um pepino na mão.

Ter uma batata quente nas mãos.

Ter uma telha de menos.

Terra de fetos, guarda-a para os netos.

Terra e cal cobrem muito mal.

Terra e cal encobrem muito mal.

Terra e cal escondem muito mal.

Terra estrangeira, terra de lobos.

Terra negra dá bom pão.

Terra quanta vejas casa quantas caibas.

Terra que não cobre a si, mal cobrirá a mim.

Terra que sei, por madre a hei.

Terra, quanta vejas; casa, quanta caibas.

Terreiro onde canta galinha, galo tem o bico fechado.

Terrunho negreiro enche o celeiro.

Testemunha tua afeição, antes por obras que por palavras.

Testemunhas tem de arredar, quem mente ou quer enganar.

Teu amigo é tredo, se te encobre teu segredo.

Teus ouvidos selarás, se quiseres viver em paz.

Tição de fogo e carta de apresentação, não se nega a ninguém.

Tico-ticos e pardais, somos todos iguais.

Tim tim por tim tim.

Tinha é pior que morrinha.

Tinhoso não gosta de pente.

Tira um pouco cada dia, terás a bolsa vazia.

Tirados os azos, tirados os pecados.

Tirá-lo é donde o há.

Tiram-me os dentes e dão-me milho torrado.

Tirar a brasa com a mão do gato.

Tirar a castanha com a mão do gato.

Tirar a castanha do fogo com a mão do gato.

Tirar a galinha do fogo com a mão do gato.

Tirar a sardinha com a mão do gato.

Tirar a sardinha das brasas com a pata do gato.

Tirar as castanhas do fogo com a mão do gato.

Tirar as castanhas do fogo com a pata do gato.

Tirar da boca do lobo.

Tirar forças da fraqueza.

Tirar leite da pedra.

Tirar nabos da púcara sem se escaldar.

Tirar o bocado da boca e dá-lo a outro.

Tirar o cavalinho da chuva.

Tirar o pé do lodo.

Tirar sardinhas com mão de gato.

Tirar uma espinha da garganta a alguém.

Tiraram-me o espelho por feia e deram-no à cega.

Tirar-se da esparrela.

Tirar-se da lama e meter-se no atoleiro.

Tir-te lá ganho, que me hás de dar perda.

Tir-te lá, não me luxes, disse a caldeira à sertã.

Tive formosura e não tive ventura.

Toam casa com lar e mulher que saiba fiar.

Toam casa com lar e mulher que saiba guiar.

Toca fogo na casa e espera o dono na porta.

Toca o que sabe.

Tocar harpa enquanto Roma pega fogo.

Toca-se a tropa conforme o dono.

Toda a inteligência não está numa cabeça só.

Toda alegria acaba em tristeza.

Toda coisa nova apraz.

Toda coisa tem lugar a quem Deus abençoar.

Toda comparação é odiosa.

Toda demora é perigosa.

Toda facção se compõe de velhacos e carneiros.

Toda gente é corcunda quando se abaixa.

Toda medalha tem seu reverso.

Toda palavra é perdida, se da alma não foi ouvida.

Toda palavra se deixa dizer.

Toda palha faz palheiro.

Toda pergunta tem resposta.

Toda profissão é honrosa.

Toda questão tem dois lados.

Toda questão vem do sim e do não.

Toda raposa pensa que os outros têm o rabo comprido como o dela.

Toda recaída é perigosa.

Toda regra tem exceção.

Toda rosa tem espinhos.

Toda sobra é demasia.

Toda súbita mudança causa turbação.

Toda terra é uma e a gente quase, quase.

Todas as coisas têm direito e avesso.

Todas as coisas têm horas.

Todas as coisas têm seu tempo, e os nabos no advento.

Todas as coisas têm seu tempo.

Todas as virtudes se perdem no interesse, como os rios se perdem no mar.

Todas as voltas da enguia vão dar à água.

Todo ausente acusado sempre com culpa é achado.

Todo bem acaba.

Todo bom acaba.

Todo bom cobrador é mau pagador.

Todo burro come palha, a questão é saber-lha dar.

Todo caju tem pigarro.

Todo caminho dá na venda.

Todo caminho vai dar a Roma.

Todo começo é difícil.

Todo doido quer dar conselho.

Todo doido tem sua mania.

Todo excesso é uma imperfeição.

Todo excesso prejudica.

Todo galo canta bem em seu terreiro.

Todo galo tem seu poleiro.

Todo ganho é fidalgo.

Todo homem cuida de si uma coisa e dos outros cuida outra.

Todo homem põe a mão no chão de quando em quando.

Todo homem sem caráter não é homem, é uma coisa.

Todo homem tem seu preço.

Todo homem tem sua fraqueza.

Todo inimigo se há de temer, mormente o amor.

Todo inimigo se há de temer.

Todo mérito tem sua recompensa.

Todo mês volta outra vez.

Todo mofino tem seu dia.

Todo muito tem a sua recompensa.

Todo o burro come palha, a questão é saber-lha dar.

Todo o homem tem o seu preço.

Todo o mundo come palha, a questão é saber dar.

Todo o mundo come palha, o caso é sabê-la dar.

Todo o mundo inveja o vinho que eu bebo, mas ninguém sabe as quedas que eu tomo.

Todo o mundo quer justiça, mas não em sua casa.

Todo passarinho gosta de seu ninho.

Todo pássaro come trigo, mas quem paga é o pardal.

Todo pé aleijado procura uma bota torta.

Todo pecado merece perdão.

Todo pescado é freima e todo jogo, postema.

Todo princípio é difícil.

Todo que crê de ligeiro, água recolhe em peneiro.

Todo reino, em si dividido, será destruído.

Todo sangue é vermelho.

Todo sapato lindo dá em chinelo feio.

Todo tempo é tempo.

Todo tempo passado foi o melhor.

Todo tempo tem seu tempo certo.

Todo tinhoso quer que os outros o sejam.

Todo torto desconfia.

Todo trabalho é digno.

Todo trabalho merece paga.

Todo trabalho merece prêmio.

Todo trabalho merece recompensa.

Todos adoram o sol nascente.

Todos ao ruim, e o ruim a todos.

Todos calçam pela mesma medida.

Todos comem palha, sendo dada a propósito.

Todos falam e murmuram, e ninguém olha para si.

Todos folgam de tirar a castanha do borralho com a mão do gato.

Todos manquejam de um pé.

Todos nascem a chorar, sem que morra alguém a rir.

Todos nós somos filhos de Deus.

Todos os "améns" levam a alma ao céu.

Todos os caminhos levam à ponte, quando o rio vai de monte a monte.

Todos os caminhos levam a Roma.

Todos os caminhos vão dar a Roma.

Todos os caminhos vão ter à ponte, quando o rio vai de monte a monte.

Todos os conselhos tomarás, só o teu não deixarás.

Todos os diabos ruins têem sorte.

Todos os diabos são parecidos.

Todos os dias galinha, enfastia a cozinha.

Todos os dias grandes têm suas vésperas.

Todos os dias se aprende algo.

Todos os fidalgos são primos.

Todos os pássaros comem trigo, só o pardal tem a culpa.

Todos os passatempos acabam em dor.

Todos os passatempos param em dor.

Todos os prazeres acabam em dor.

Todos os rios correm para o mar.

Todos os rios vão dar ao mar.

Todos os tombos da enguia são para a água.

Todos podem governar, mas nem todos trabalhar.

Todos querem chegar a velho, mas ninguém quer que lho chamem.

Todos querem saber, mas ninguém pagar.

Todos querem um mundo melhor para os filhos, quando deveriam querer filhos melhores para o mundo.

Todos queremos ser bons e alcançamo-lo menos.

Todos rirão, mas rirá mais quem rir por último.

Todos sabem, depois de acontecido.

Todos são anjos na hora de pedir e diabos na hora de pagar.

Todos são da mesma estofa.

Todos são iguais perante a lei.

Todos são iguais.

Todos se chegam ao bem parado.

Todos se regulam pela mesma bitola.

Todos somos filhos de Adão e Eva.

Todos somos filhos de Adão e Eva; só a vida nos diferencia.

Todos têm a sua cruz.

Todos têm na vida tempo de coruja e tempo de falcão.

Todos têm o seu pé de pavão.

Todos têm o seu São João.

Todos têm os seus podres.

Todos vão ao mercado, cada qual com seu asno.

Tola é a ovelha que ao lobo se confessa.

Tola é a ovelha que se confessa ao lobo.

Toleramos, mas não aprovamos.

Tolo calado passa por avisado.

Tolo calado por sábio é contado.

Tolo é Afonso, mas não de todo.

Tolo é o cão que enjeita o osso que lhe dão.

Tolo é o cão que rejeita o osso que lhe dão.

Tolo é o cordeiro que faz do lobo seu confessor.

Tolo é quem cuida que o inimigo se descuida.

Tolo é quem faz de seu médico seu herdeiro.

Tolo em dobro é o que faz o mal e o apregoa.

Tolo vai a Santarém, tolo vai e tolo vem.

Tolo vai a Santarém, tolo vai, tolo vem.

Toma a cabra a silva e a porca a pocilga.

Toma caldo, vive em alto, anda quente, viverás longamente.

Toma casa com lar e mulher que saiba fiar.

Toma em rapaz bom caminho, segui-lo-ás em velhinho.

Toma lá, dá cá.

Toma o primeiro conselho de uma mulher, não o segundo.

Tomai lá o que vos vem da boda.

Tomais sesta por balestra.

Tomar a nuvem por Juno.

Tomar a peito.

Tomar atalhos novos e deixar caminhos velhos.

Tomar experiência em cabeça alheia.

Tomar o freio nos dentes.

Tomar pé.

Tomar sesta por balestra.

Toma-se o dinheiro pelo que ele vale.

Tome tino para que não digas algum desatino.

Tomou-me por carneiro, por me ter vestido de lã?.

Tonel mal lavado, vinho estragado.

Topada não quebra dedo.

Tornai-vos a vosso mister, que sapateiro só heis de ser.

Tornai-vos a vosso mister, que só sapateiro heis-de ser.

Tornar à vaca fria.

Tornar as setas em grelhas.

Tornar para trás como caranguejo.

Tornou-se a caçoila em caco.

Tosar não é esfolar.

Tosar, não esfolar.

Tosse seca, trombeta da morte.

Tosse, amor e febre ninguém esconde.

Tostão a tostão se faz um milhão.

Touro não berra por filho.

Touro que me escornou, em bom lugar me lançou.

Trabalha e terás, madruga e verás.

Trabalha e vencerás.

Trabalha o feio para o bonito comer.

Trabalha tu, e Deus te ajudará.

Trabalha, que Deus te ajudará.

Trabalhar e ganhar ensinam a gastar.

Trabalhar é orar.

Trabalhar ensina a gastar.

Trabalhar para aquecer é melhor morrer de frio.

Trabalhar para aquecer, é melhor morrer de frio.

Trabalhar para o bispo.

Trabalha-se mais na vida para evitar os males que para conseguir os bens.

Trabalhemos e roguemos, que Deus fará com que alcancemos.

Trabalho bem começado é meio caminho andado.

Trabalho bem começado, meio acabado.

Trabalho de menino é pouco, mas quem não o aproveita é louco.

Trabalho de menino é pouco, mas quem o despreza é louco.

Trabalho de menino é pouco, quem não o aproveita é louco.

Trabalho é caminhar a cavalo, que a pé é morrer.

Trabalho é caminhar a cavalo, que a pé é morte.

Trabalho é meio de vida e não de morte.

Trabalho feito não tem pressa.

Trabalho precipitado não dá bom resultado.

Trabalho se fez para burro e português.

Trabucão nunca comprou grande gabão.

Trabucas, manducas; não trabucas, não manducas.

Tradutor, traidor.

Traga-o o marido, e guarde-o a mulher.

Traí-lá-ri, lá-ri-ló-lé, quem o foi, sempre é.

Traíra não come o seu parente.

Trajar como um príncipe, viver como um patriarca.

Trás a névoa vem o sol.

Trás apedrejado chovem pedras.

Trás mim virá quem bom me fará.

Trás trabalho vem o dinheiro com descanso.

Trás um tempo vem outro.

Traste que não se parece com o dono, é furtado.

Trastes velhos e parentes, poucos e ausentes.

Trata os homens como irmãos e terás em toda parte irmãos.

Tratai os grandes como o fogo: não vos ponhais mui perto, nem mui longe deles.

Tratar de bombas, que é ofício leve.

Trate bem a Terra, ela não foi doada a você por seus pais, mas emprestada a você por seus filhos.

Trato é trato.

Traz o olho no criado que o rouba.

Trazer capa no ombro, ou homem de pouca fortuna, ou caminheiro, ou trabalhador.

Trazer o rei na barriga.

Trazes o terço na mão e o diabo no coracão.

Trazia um figo para ti, mal que o vi, logo o comi.

Tréguas não são pazes.

Três à carga, carga ao chão.

Três ao burro, burro no chão.

Três coisas ao homem fazem medrar: ciência, mar e casa real.

Três coisas destroem o homem: muito falar e pouco saber, muito gastar e pouco ter, muito presumir e pouco valer.

Três coisas enganam os homens: as mulheres, os copos pequenos e a chuva miúda.

Três coisas fazem o homem medrar: a ciência, o mar e a casa real.

Três coisas fazem o homem se perder: muito falar e pouco saber, muito gastar e pouco ter, muito presumir e pouco valer.

Três coisas há de mui grande dificuldade: guardar um segredo, empregar bem o tempo, e suportar uma injúria.

Três coisas matam o homem: moças, dados e cominos de odre.

Três coisas mudam a natureza do homem: a mulher, o estudo e o vinho.

Três coisas mudam o homem: a mulher, o estudo e o vinho.

Três coisas não se sofrem no mundo: homem soberbo, velho namorado e rico mentiroso.

Três coisas prolongam a vida: mulher obediente, casa arejada e cavalo bom.

Três coisas tiram o homem de casa: fumaça, chuva e mulher rabugenta.

Três é a conta que Deus fez.

Três foi a conta que Deus fez.

Três homens não se sofrem no mundo: homem soberbo, velho namorado e rico mentiroso.

Três horas dorme o santo, três e meia o que não é tanto, quatro o estudante, cinco o extravagante, seis o porco e sete o morto.

Três inimigos tem o segredo: Baco, Vênus e interesse; o primeiro descobre, o segundo vende, o terceiro arrasta.

Três irmãos, três fortalezas.

Três luzes a arder deitam uma casa a perder.

Três manhas tem a mulher: mentir sem cuidar, chorar sem querer, mijar onde quer.

Três mudanças equivalem a um incêndio.

Três mulheres e um ganso fazem uma feira.

Três mulheres e um pato fazem uma feira.

Três mulheres fazem um mercado e quatro uma feira.

Três o diabo fez.

Três pês sujam a casa da gente: pombo, padre e parente.

Três podem guardar um segredo, se dois morrem.

Três vezes à cadeia é sinal de forca.

Treze é a dúzia do frade.

Trinta dias tem novembro, abril, junho e setembro, vinte e oito terá um e os mais têm trinta e um.

Trinta dias tem setembro, abril, junho e novembro, fevereiro vinte e oito tem; se for bissexto mais um lhe dêem, e os mais, que sete são, trinta e um todos terão.

Tripa cheia nem foge nem peleja.

Triste da casa em que a galinha canta e o galo cala.

Triste da casa onde a galinha canta e o galo cala.

Triste de quem morre.

Triste do rato que não conhece mais de um buraco.

Triste do sabido, se não fossem os tolos.

Triste sina é guardar donzelas e moças por casar.

Tristeza de uns, alegria de outros.

Tristeza dividida, tristeza aliviada.

Tristeza sobre alegria, dobrada fadiga.

Tristezas não pagam dívidas.

Triunfa-se da calúnia, desprezando-a.

Trocar as bolas.

Trocar o certo pelo duvidoso.

Tromba de porco não mata mosquito.

< operone >