< Portugiesische Sprichwörter >

Quem vai à guerra, dá e leva.

Quem vai à guerra, dá ou leva.

Quem vai à guerra, ou dá ou leva.

Quem vai à moita, a muito se afoita.

Quem vai a pedir não vai a fugir.

Quem vai à ponte, vai a casa.

Quem vai à roça, perde a carroça.

Quem vai adiante, bebe água limpa.

Quem vai ao ar, perde o lugar.

Quem vai ao mar avia-se em terra.

Quem vai ao mar perde o lugar e quem vai ao vento perde o assento.

Quem vai ao mar perde o lugar.

Quem vai ao mar, avia-se em terra.

Quem vai ao mar, perde o lugar, e quem vai ao vento, perde o assento.

Quem vai ao mar, perde o lugar.

Quem vai ao moinho, enfarinha-se.

Quem vai ao vento, perde o assento.

Quem vai atrás, rema com o remo torto.

Quem vai caçar, perde o lugar.

Quem vai cozer favas a casa dos outros, na sua tem caldeirada.

Quem vai dar <=bater>, deve levar um saco para trazer <=apanhar>.

Quem vai dar, leva saco para trazer.

Quem vai dar, vai apanhar.

Quem vai e não se despede, é porque não quer visita.

Quem vai e volta, faz boa viagem.

Quem vai muito depressa, pode quebrar a cabeça.

Quem vai na garupa, não mexe na rédea.

Quem vai para casa, não chega fora de hora.

Quem vai para casa, não se molha.

Quem vai para casa, vai bem.

Quem vai para o mar, aparelha-se em terra.

Quem vai para o mar, avia-se primeiro em terra.

Quem vai pescar, há de se molhar.

Quem vai sem ser chamado, volta sem ser mandado.

Quem vai, vai, quem está, está.

Quem vai, vai; quem fica, fica.

Quem vai, vai; quem fica, sempre lambisca.

Quem vareja antes do Natal deixa o azeite no olival.

Quem vê a barba do vizinho arder, bota a sua de molho.

Quem vê as barbas do vizinho a arder, ponha as suas de molho.

Quem vê cara não vê coração.

Quem vê cara, não vê coração.

Quem vê cara, não vê que horas são.

Quem vê caras não vê corações.

Quem vê caras não vê o resto.

Quem vê caras, não vê corações.

Quem vê muito, um olho basta.

Quem vê o céu na água, vê peixes nas árvores.

Quem vê o funcho e não o come, é o diabo, não é home.

Quem vê o funcho e não o come, é o diabo, não é homem.

Quem vê um, vê-os todos.

Quem veio do mar voltou ?o a achar.

Quem vem adiante, bebe água limpa.

Quem vem atrás, bebe água suja.

Quem vem atrás, feche a porta.

Quem vem de longe, é mentiroso.

Quem vem de longe, vende como quer.

Quem vem tarde, não falta.

Quem vem, nada tarda.

Quem vem, não tarda.

Quem vende sardinha, come galinha.

Quem vende, faz o preço.

Quem vende, não topa.

Quem vendeu Jesus Cristo, foi homem, não foi mulher.

Quem veste ruim pano, veste duas vezes no ano.

Quem vestiu seda, guarda os retalhos.

Quem vier atrás, feche a porta.

Quem vier atrás, que feche a porta.

Quem vier atrás, que feche a porteira.

Quem vier detrás, feche a porta.

Quem vigiar um poço não hade ficar com sêde.

Quem vive à-toa, não tem tempo para nada.

Quem vive bem, calado prega.

Quem vive com fé, casado é.

Quem vive com os lobos, aprende a uivar.

Quem vive de arte e manha, morre no ar, como uma aranha.

Quem vive de esperança, dança sem música.

Quem vive de esperança, de desenganos morre.

Quem vive de esperança, morre de desenganos.

Quem vive de esperança, morre de fome.

Quem vive de promessa é santo.

Quem vive em palácios sem poder, ao hospital vai morrer.

Quem vive em palácios sem poder, no hospital vai morrer.

Quem vive em paz, dorme em sossego.

Quem vive na taberna, morre no hospital.

Quem vive no inferno, se acostuma com o diabo.

Quem vive sem conta, morre sem honra.

Quem vive só de esperanças, morre de desenganos.

Quem vive só na flauta, no final sempre desafina.

Quem vive só para si, para pouco vive.

Quem viver verá.

Quem viver, verá as voltas que o mundo dá.

Quem viver, verá.

Quem vos dever, que vos pague.

Quem zomba, também morre.

Quem, ao sentar-se, diz "ai", e ao levantar-se, diz "opa", não se cobrirá com a minha roupa.

Quem, caminhando, leva pressa, em caminho chão tropeça.

Quem, por lhe darem, tira frio, é parvo bem frio.

Quem, quando pode, não quer, não poderá quando quiser.

Quem, quando pode, não quer, quando quer, não pode.

Quem, só, come o seu gado, só, sela seu cavalo.

Quem, só, come o seu galo, só, sela o seu cavalo.

Quem, só, come o seu galo, só, sele seu cavalo.

Quer a gente queira, quer não, há de ir o burro à feira.

Quer chova, quer não chova, meu amo que coma.

Quer chova, quer neve, quem tem sede bebe.

Quer dizer "amor" e não lhe chega à língua.

Quer em jogo, quer em sanha, sempre o gato mau arranha.

Quer ensinar o padre a rezar missa.

Quer ensinar o padre-nosso ao vigário.

Quer no cabo, quer no rabo, sempre o nosso asno o há de parecer.

Quer no começo, quer no fundo, em fevereiro vem o entrudo.

Quer queira quer não queira o burro há-de ir à feira.

Quer queira, quer não queira, o burro há de ir à feira.

Quer queira, quer não queira, o meu asno há de ir à feira.

Quer sim, quer não, duas coisas são.

Querei o que puderdes e sereis onipotente.

Querei-me pelo que vos quero, não me faleis em dinheiro.

Quereirs saber quem é o vilão? Ponde-lhe o cetro na mão.

Quereis cobrir o céu com uma joeira.

Quereis comer cardos com dentes emprestados.

Quereis fazer do amigo inimigo? Emprestai-lhe do vosso e pedi-lho.

Quereis que nos liguemos a uma coisa? Fazei-nos sofrer por ela.

Quereis que se diga bem de vós? Não o digais.

Quereis que vos metam a papa na boca.

Quereis que vos sirva, bom rei? Dai-me do que viva.

Querem ver o lavrador pobre é queimar lenha verde e comer pão mole.

Querem-me mal as comadres, porque lhes digo as verdades.

Querendo os nubentes, merda para os parentes.

Querer abarcar o céu com as pernas.

Querer abarcar o mundo com as pernas.

Querer bem não custa vintém.

Querer bem não é pecado.

Querer botar suspensório em cobra.

Querer carregar água em balaio.

Querer casar com o filho do sol e o neto da lua.

Querer cegar a gente.

Querer cobrir o céu com uma joeira.

Querer contar as estrelas.

Querer desculpar a asneira é asnear doutra maneira.

Querer desculpar uma asneira é cometer outra.

Querer e não poder faz andar falando só.

Querer e não ser querido é tempo perdido.

Querer é poder.

Querer encobrir o céu com uma peneira.

Querer encobrir o sol com uma peneira.

Querer ensinar o padre-nosso ao vigário.

Querer fazer a vontade a gregos e troianos.

Querer fazer chuva e bom tempo.

Querer o milagre e dispensar o nome do santo.

Querer que a luz da lua lhe amadureça as uvas.

Querer ser bom entre os ruins é trabalho vão.

Querer sol na eira e chuva no nabal.

Querer subir ao céu sem asas.

Querer tapar o sol com uma peneira.

Querer trepar em pau de sebo.

Queres conhecer o vilão? Dá-lhe o bastão.

Queres conhecer o vilão? Mete-lhe a vara na mão.

Queres conhecer tua filha? Olha-lhe a companhia.

Queres espantar o vizinho? Lavra e estruma no S. Martinho.

Queres fazer do ladrão fiel? Fia-te dele.

Queres que te metam a papa na boca.

Queres que te siga o cão? Dá-lhe pão.

Queres um conselho, pede-o ao velho.

Queres ver o porvir? Olha o passado.

Querias um no papo e outro no saco?.

Quero ver a força dos bois é na subida do morro.

Questão de terra mata como guerra.

Questão puxa questão.

Questões de lã de cabra.

Questões de lã de cágado.

Rã também sente, como gente.

Rabo de porco, mau virote.

Raça de boi é capim.

Ração de pão, o que a perde há mau grado.

Rainha é a galinha que põe os ovos na vindima.

Rainha sou, enquanto em minha casa estou.

Raio não cai em pau deitado.

Raiva de coração faz passar a dor de dente.

Ralham as comadres descobrem-se as verdades.

Ralham as comadres, (descobrem-se/ouvem-se) as verdades.

Ralham as comadres, (descobrem-se/ouvem-se/sabem-se) as verdades.

Ralham as comadres, descobrem-se as verdades.

Ralhos não fazem sopas.

Ramada de muita parra, pouca uva.

Rapadura é doce, mas não é mole.

Rapaz Cortez arrenega-los todos três.

Rapaz de aldeia casado com rapariga da vila, ao fim de seis meses está parida.

Rápida amizade, arrependimento certo.

Raposa de luvas não chega às uvas.

Raposa matreira não fará besteira.

Raposa que dorme não pega galinha.

Raposa que dorme, não apanha galinha.

Raposa que muito tarda, caça aguarda.

Raposa que tarda, caça aguarda.

Raposa, cai o cabelo, mas não deixa de comer galinha.

Rato que não conhece mais que um buraco, depressa o apanha o gato.

Rato que não sabe mais que um buraco, depressa o toma o gato.

Rato que rói a semente, tem fraco dente.

Rato que só conhece um buraco asinha é tomado.

Ratos arriba, que todo branco é farinha.

Razão, quanto mais melhor.

Razões aparentes destroem estados.

Razões não fazem sopas.

Real poupado, real ganhado.

Rebanho de ovelhas, fato de cabras, vara de porcos.

Rebentar, mas não vergar.

Receber um presente de grego.

Recebido o dano, tapa o buraco.

Receia-se menos um bravo em cólera, que um cobarde que dissimula.

Recolher-se à sua insignificância.

Recontros muitos, mas a batalha escusada.

Recordar é viver.

Recoveiro que leva carga, com mentir a desembarga.

Recua quem não avança.

Redes no mar, moinhos de vento, bens de padres, pomares de pessegueiros, bens de rendeiros, chegam a segundos, mas não chegam a terceiros.

Reduzir a pó de traque.

Rego aberto meia jeira é.

Rego torto dá pão direito.

Rego vai, rego vem.

Regra do bom viver, faze como vires fazer.

Rei constitucional reina e não governa.

Rei desarmado não tem seguro o seu estado.

Rei iletrado, jumento coroado.

Rei moço, reino perigoso.

Rei morto, rei posto.

Rei por natureza, papa por ventura.

Rei que não toma, quando do seu não há, a vós do seu dá.

Rei se nomeie quem não teme.

Rei sem conselho perde o seu e não ganha o alheio.

Reino sem porto, chaminé sem fogo.

Relâmpagos ao norte, vento forte, se do sul vem, chuva também.

Relâmpagosao norte, vento forte, se do sul vem, chuva também.

Relho, apesar de velho, e nobre, apesar de pobre.

Religião e verdade a metade da metade.

Relva a cabra onde está atada.

Remar contra a água.

Remar contra a maré.

Remédio caro faz sempre bem, se não ao doente, ao boticário.

Remédio de doido é doido e meio.

Remédio de pobre doente é sepultura.

Remédio só serve cedo.

Remenda o pano, durar-te-á outro ano.

Remenda o pano, durar-te-á outro ano; torna a remendar, outro ano há de passar.

Remenda o teu pano e dura mais um ano. Volta a remendar e mais um ano vai durar.

Remenda o teu pano, que te durará um ano; torna a remendar, que seis meses há de durar; remenda uma outra vez, que te durará mais uma vez.

Remenda teu pano, chegar-te-á ao ano.

Remenda teu pano, durará um ano; remenda outra vez, durará mais um mês; torna a remendar, para então se acabar.

Remendo novo não pega em pano velho.

Renega do amigo que por ti foge do perigo.

Renego de contas com parentes e de dívidas com ausentes.

Renego de grilhões, ainda que sejam de ouro.

Renego do amigo que cobre com as asas e morde com o bico.

Renego do amigo que cobre o perigo.

Renego do amigo que come o meu comigo e o seu consigo.

Renego do amigo que come o seu só e o meu comigo.

Renovar feridas velhas.

Rente como pão quente.

Repartiu-se o mar e fez-se sal.

Repreender velha e espulgar cão, duas tolices são.

Repreender velho e espulgar cão, duas doidices.

Repreender velho e espulgar cão, duas tolices são.

Repreensão bem dada é palavra abençoada.

Rês por rês.

Resfriadas, doem mais as chagas.

Resolve devagar, executa depressa.

Respeita, se queres ser respeitado.

Respeitai os bens dos outros, se quereis possuir os vossos tranquilamente.

Respigar também é colher.

Resplandece a virtude na adversidade, como recende o incenso sobre as brasas.

Responde o frade como canta o abade.

Responder com uma pedra na mão.

Responder pelas mesmas consoantes.

Resposta branda a ira quebranta.

Resposta branda ira quebranta.

Respostas cretinas para perguntas imbecis.

Retirada a música, acaba a dança.

Reumatismos vão desaparecendo.

Revolta ainda que seja com uma arreigota (=tronco seco).

Revolução que em seu começo pára, perdida está.

Revolver os céus e a terra.

Rezar ao santo até passar o barranco.

Rezar o Padre-Nosso ao vigário.

Rezar pela cartilha de alguém.

Ri com quem ri e chora com quem chora.

Ri da cicatriz quem não sentiu a dor da ferida.

Ri melhor quem ri por último.

Ri por ultimo é retardado porque não entendeu a piada.

Ri, e o mundo rirá contigo; chora, e chorarás sozinho.

Riam com quem rir, e chorem com quem chorar.

Rico avarento é árvore sem fruto.

Rico é o que nada deseja e pobre o avaro, por muito que tenha.

Rico é o que se contenta com pouco.

Rico é quem de nada precisa.

Rico é quem nada deve.

Rico é quem se contenta com o que tem.

Rico em casa de pobre é perdição de galinha.

Rico ri à toa.

Rico será quem bons amigos conta.

Rico será quem com bons amigos puder contar.

Rigor da noite: chuva de manhã.

Rigor de nascente: chuva de repente.

Rimar nabos com bugalhos.

Rimos molhados: carros quebrados.

Rio passado, o santo já não lembrado.

Rio passado, santo esquecido.

Rio passado, santo não lembrado.

Rio se faz é com riacho.

Rio sinuoso cem vezes se passa.

Rio torto dez vezes se passa.

Rio torto se passa dez vezes.

Riqueza a valer é saúde e saber.

Riqueza abandonada ensina a ser ladrões.

Riqueza do sertão é chuva.

Riqueza e santidade, metade da metade.

Riqueza que vive à tuna dá tudo quando se quer.

Rir à socapa.

Rir com um olho e chorar com outro.

Rir é o melhor remédio.

Rir nas barbas de alguém.

Riscar largo e cortar estreito.

Risco corre quem com suspeitas vive.

Ri-se o diabo quando o faminto dá ao farto.

Ri-se o roto do esfarrapado, e o sujo do mal lavado.

Ri-se o roto do esfarrapado.

Ri-se o sujo do mal lavado, e o roto do esfarrapado.

Risinho pronto, miolo chocho.

Risinho pronto, miolo tonto.

Riso pronto miolo tonto.

Rixas com pão são menores.

Rodar a baiana.

Rodas e advogados precisam ser untados.

Rodilha suja sempre limpa, água suja sempre lava, mulher asseada sempre limpa.

Roer a corda.

Rogar a Deus, que é santo velho.

Rogar ao santo até passar o barranco.

Rogo de rico mandamento é.

Rogo e direito fazem o feito.

Rogos de rei mandados são.

Rogos dos grandes mandamento é.

Roma e pavia não se fizeram num dia.

Roma não se fez num dia.

Roma não se fez numa hora.

Romano em Roma, francês com os franceses.

Romaria prometida em tempestade nunca foi cumprida em bonança.

Rompe-se o saco à força de querer enchê-lo.

Ronca com o porco, uiva com o lobo, ruge com o leão, gane com o crocodilo, rincha com o cavalo, ladra com o cão, mas foge da boca e das unhas da mulher, que é o mais nocivo de todos os bichos.

Ronca o trovão, chuva no chão.

Roncar mais que cuíca em dia de carnaval.

Rosa bela também tem espinhos.

Rosa caída não volta à haste.

Rosa sou, mas pico.

Rosado sol posto cariz bem disposto.

Rosário ao pescoço, diabo no corpo.

Rosário na mão e o demônio no coração.

Rosto alegre com perdão, vingança é do baldão.

Roubam os ciganos, mas comem os aldeanos.

Roupa suja lava-se em casa.

Roupa suja se lava é em casa.

Roupa suja se lava em casa.

Roupa suja, mal enxuta, põe logo a limpa a perder.

Roupa velha não dura nada.

Rou-rou, faça-se o que el-rei mandou.

Rua de valentão é cemitério.

Ruço de mau pelo, má casta, má cara e mau cabelo.

Ruim árvore, nem o sol a cresta.

Ruim é a festa que não tem oitavas.

Ruim é a galinha que para si não esgaravata.

Ruim é o boi que não sente o aguilhão.

Ruim é o cavalo que, quando passa por égua, não relincha.

Ruim é o maio que não rompe um croça.

Ruim é o ofício que não dá de comer a seu dono.

Ruim é o pássaro que nasce em ruim ribeira.

Ruim é o sangue que não corre nas veias.

Ruim é quem em ruim conta se tem.

Ruim me compre o amigo, que o bom é logo vendido.

Ruim ovelha do fato suja a terra.

Ruim ovelha, a lã se lhe pega.

Ruim se senta na mesa, talhada que toma, a todos pesa.

Ruim seja por quem ficar.

Ruim seja quem por ruim se tem.

Ruim senhor cria pior servidor.

Ruim senhor cria ruim servidor.

Ruim tesoura faz um marido boquitorto.

Ruivo de mau pelo mete o demo no capelo.

Ruivo de mau pelo mete o diabo no capelo.

Ruivo de mau pelo, má casta, má cara e mau cabelo.

Ruivo ruivel, nunca fiel.

Rusgas de namorados fortalecem o amor.

S. Francisco veja o teu campo arado e teu trigo semeado.

S. Miguel das uvas, tanto tardas e tão pouco duras!.

S. Miguel e S. João passado, tanto manda o amo como o criado.

S. Miguel passado, tanto manda o amo como o criado.

S. Miguel soalheiro enche o celeiro.

Sábado a chover e bêbados a beber, nunca ninguém os pode vencer.

Sábado de aleluia, carne no prato, farinha na cuia.

Sábado sem sol, ganha a rainha o carneiro.

Sábado, cobrança; domingo, lambança; segunda, fartura; terça, ainda dura; quarta, pouco falta; quinta, faminta; sexta, esperança.

Sábado, cobrança; domingo, lambança; segunda, fartura; terça, amadura; quarta, pouco falta; quinta, faminta; sexta, esperança.

Sabados a chover bébados a beber nunca são fartos.

Sábados a chover e bêbados a beber, ninguém os pode vencer.

Sabe aquele que se salva, porque o outro não sabe nada.

Sabe as pancadas no vinte.

Sabe como sete politeiros.

Sabe como um dos sete sábios da Grécia.

Sabe Deus as linhas com que cada um se cose.

Sabe mais o tolo no seu que o avisado no alheio.

Sabe mais quem fala menos.

Sabe muito a raposa, mas quem a apanha sabe mais.

Sabe muito quem sabe calar-se.

Sabe o que digo? Que cevada não é trigo.

Sabei escusar o supérfluo, e o preciso não vos faltará.

Sabem-no cães e gatos.

Sabendo de quem vens, dir-te-ei o bem ou mal que tens.

Saber com quantos paus se faz uma canoa.

Saber demasiado é envelhecer precocemente.

Saber e amar só é concedido a Deus.

Saber é poder.

Saber guiar os bois adiante do carro.

Saber muitas artes é ter pouco dinheiro.

Saber muitas línguas é ser muitas vezes homem.

Saber muito não evita que nos enganemos um pouco.

Saber os dentes ranger não é saber morder.

Saber quantos pães dá um alqueire.

Sabidas as contas, linhas quebradas, tudo são contas.

Sabidas as contas, linhas quebradas, tudo são pontas.

Sabido é aquele que leva o tolo às costas.

Sábio é quem aprende à custa dos outros.

Sábio no nome.

Saco cheio não se dobra.

Saco cheio não verga.

Saco de carvoeiro, mau de fora, pior de dentro.

Saco de penas ao longe pesa.

Saco vazio não fica em pé.

Saco vazio não pára em pé.

Saco vazio não se pode ter em pé.

Saco vazio não se põe em pé.

Saco vazio não se tem de pé.

Saco vazio não se tem em pé.

Saem cativos, quando são vivos.

Safa, arreda, arruma, são três coisas a uma.

Sai a acha à racha.

Sai a acha ao madeiro.

Sai a giesta à friesta e a rama à raiz.

Sai a páscoa à segunda-feira.

Sai antes do dia, entra antes da noite.

Sai caro o que se roga.

Sai mais cara a mecha que o sebo.

Sai o morcego a passear, são horas de cear.

Sai, azar!.

Saiba viver oculto, quem queira viver feliz.

Saí-me ao sol, disse mal, ouvi pior.

Sair à francesa.

Sair branco o bilhete da loteria.

Sair da lama e cair no atoleiro.

Sair da lama e meter-se no atoleiro.

Sair das conchas.

Sair do diabo e meter-se na mãe.

Sair do poço e cair no perau.

Saiu de um atoleiro e meteu-se noutro.

Saiu do lodo e caiu no arroio.

Saiu do lodo, caiu no arroio.

Sal vertido, nunca bem colhido.

Salada bem salgada, pouco vinagre, bem azeitada.

Salamanca, a uns sara, a outros manca.

Salmão e sermão têm na quaresma a sua estação.

Salomão a morrer, Salomão a aprender.

Salta o barranco e não rogues o santo.

Saltar da frigideira para o fogo.

Saltar da sertã e cair nas brasas.

Saltar das brasas e cair nas labaredas.

Saltar das brasas para a frigideira.

Saltou a cabra à silva, e a porca à pocilga.

Saltou a cabra na vinha, também saltará a filha.

Saltou da frigideira para as brasas.

Salve-se quem puder.

Salvo está quem repica os sinos.

Salvou-se uma alma!.

Sancha, Sancha, bebes vinho e dizes que mancha.

Sancha, Sancha: bebes vinho e dizes que mancha.

Sandeu calado passa por avisado.

Sanfona não engorda porco.

Sangrai-o, purgai-o, e, se morrer, enterrai-o.

Sangrar em saúde.

Sangue de tripas não é gordura.

Sangue não é água.

Sangue pela boca, nem das gengivas.

Sanha de vilão, perda de sua casa.

Sanhaço canta "quis, quis": não quis, não quis.

Santa Luzia (13.12) não quer neve. S. Gonçalo não a pede.

Santo Antônio tira a dor, mas não tira a pancada.

Santo de carne, pau nele.

Santo de casa não faz milagre.

Santo de casa não obra milagre.

Santo, só Deus.

Santos da porta não fazem milagres.

Santos de ao pé da porta não fazem milagres.

Santos de casa não fazem milagres.

Santos de Catalunha, olhos grandes, vista nenhuma.

São as tripas que levam os pés, e não os pés que levam as tripas.

São Bom Homem mora na Sé, e fecha-se-lhe a porta à noite.

São brancos, lá se entendam.

São Brás bendito, que se afoga este animalito.

São cachimbos apagados.

São cartas que fazem chorar um candeeiro velho.

São como os frades no convento: uns fora, outros dentro.

São como um perro.

São duas almas num corpo.

São elas por elas.

São favas contadas.

São intrigas da oposição.

São lágrimas suspeitas as dos ratos nos enterros dos gatos.

São lobos da mesma alcatéia.

São mais as vozes que as nozes.

São mais as vozes.. que as nozes.

São mais os casos que as leis.

São Mamede te levede, São Vincente te acrescente.

São Mateus, primeiro os teus.

São maus vizinhos um grande senhor e um grande rio.

São necessárias muitas cabeças para a deliberação, uma só para a ação.

São necessárias muitas mentiras para sustentar uma.

São os melhores nadadores que se afogam.

São os peixes que não vêem a água.

São peitar faz bom jantar, que são rogar não há lugar.

São quatro os inimigos da gente: mundo, diabo, carne e parente.

São raras vezes duradouras as amizades improvisadas.

São todos muito honrados, mas meu capote falta-me.

São três os mandamentos de Sevilha: olho vê, pé anda e mão pilha.

Sapateiro, aos teus sapatos.

Sapateiro, por que choras? Por que não tenho solas.

Sapato roto ou são, melhor é no pé que na mão.

Sapato, quanto duras? Quanto me custas.

Sapato, tanto duras quanto me custas.

Sapo de fora não chia.

Sapo não pula por boniteza, e sim por precisão.

Sapo não pula por gosto, mas por precisão.

Sapo que salta, água não falta.

Sapo que salta, água que falta.

Sara a mulher e adoece quando quer.

Saram cutiladas, e não más palavras.

Sarampo sarampelo sete vezes vem ao pêlo.

Sarampo, sarampelo, sete vezes vem ao pelo.

Sardas no rosto trazem desgosto.

Sardinha bem salgada, bem cozida, mal assada.

Sardinha de S. João pinga no pão.

Sardinha de S. João, já pinga no pão.

Sardinha e galinha só com a mãozinha.

Sardinha na chama e mulher na cama.

Sardinha que o gato leva, gualdida vai.

Sardinha sem pão é comer de ladrão.

Sardinheiro vende sardinha e come galinha.

Sarna de gosto não pica.

Satisfação de vaidades, não recompensam virtudes.

Saúda a árvore que te abriga, que bem o merece.

Saúda só de longe o teu vizinho, quando seja mesquinho.

Saudade é fraco remédio e doce engano.

Saudades são securas; meu amor, dá cá a borracha.

Saúde come quem não tem a boca grande.

Saúde come, quem não tem boca grande.

Saúde cuidada, vida conservada.

Saúde é a que joga, que não camisa nova.

Saúde e alegria, beleza cria; atavio e enfeite, custa e mente.

Saúde e geração não se apuram muito não.

Saúde é jeito.

Saúde é o maior tesouro.

Saúde e paz, dinheiro atrás.

Saúde é riqueza.

Saúde o come, que não boca grande.

Saúde pouca, mais vale nenhuma.

Saúde vale mais que riqueza.

Se a barba fosse tudo, podia o bode pregar.

Se a carapuça te cabe, veste-a.

Se a comida vires fazer, fartas-te antes de comer.

Se a inveja fosse tinha, muita gente era tinhosa.

Se a inveja fosse tinha, pez lhe bastaria.

Se a inveja fosse tinha, todo mundo era tinhoso.

Se a mãe soubesse quando o filho endentece, não havia nada que lhe não fizesse.

Se a mocidade soubesse, se a velhice pudesse.

Se a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha.

Se a mulher soubesse as virtudes da arruda, buscá-la-ia.

Se a pílula bem soubera, não se dourara por fora.

Se a pírola bem soubera, não se dourara por fora.

Se a raposa anda aos grilos, mal da mãe, pior dos filhos.

Se a rico queres chegar vai devagar.

Se a rico queres chegar, vai devagar.

Se a Senhora das Candeias chora, está o Inverno fora.

Se a Senhora das Candeias ri e chora, está o Inverno meio dentro e meio fora.

Se a Senhora das Candeias rir, está o Inverno para vir.

Se a seres rico queres chegar, vai devagar.

Se à tarde vem, é p'ra teu bem.

Se a tua casa é úmida, abre conta na botica.

Se a velha se abaixa, para si caga.

Se a vida lhe der um limão, faça dele uma caipirinha.

Se a vida lhe der um limão, faça uma limonada.

Se acham mole, carregam.

Se ambicionas boa fama, não te pilhe o sol na cama.

Se anelas a paz de tua alma, retém tua paixão em calma.

Se ao criminoso queres zangar, fala-lhe em crime e deixa-te estar.

Se ao vale a névoa baixar, vai para o mar, mas se p'los montes se atrasa, fica em casa.

Se ao vale a névoa baixar, vai para o mar. Mas se p'los montes se atrasa, fica em casa.

Se arrependimento matasse, eu já estava morto.

Se as armas falam, as leis se calam.

Se assim corres como bebes, vamos às lebres.

Se barbas fossem documentos, camarão era dono do mar.

Se bêbados te vieres sentir, foge à companhia e vai dormir.

Se bebes demais, tropeças e cais.

Se bebes vinho, não bebas o siso.

Se bem canta Marta depois de farta, melhor se lambe o gato depois de farto.

Se bem canta o abade, não lhe fica atrás o noviço.

Se bem guardas o que é teu, melhor guardarás o que não for.

Se bem me fizeres, contigo me irei.

Se bem me quer o João, suas obras o dirão.

Se bem o disse, melhor o fez.

Se bem soubera a pílula, não se dourara por fora.

Se bobeira desse rasteira, tu não saías do chão.

Sê breve e agradarás.

Se burrice pagasse imposto, o país estaria rico.

Se caçares, não te gabes; se não caçares, não te enfades.

Se cair, do chão não passa.

Se caiu no chão, é para quem varrer a casa.

Se cantas a burro, responde-te a coices.

Se chegasse ao céu oração de cão, choveriam ossos.

Se chove, chova; se neva, neve, que se não há vento, não faz mau tempo.

Se colar, colou.

Se colou, colou; se não colou, colasse.

Se comeres antes que vás à igreja, depois não te porão à mesa.

Sê como o sândalo, que perfuma o machado que o fere.

Se conselho fosse bom ninguém dava, vendia.

Se conselho fosse bom, ninguém dava de graça.

Se conselho fosse mandioca, ninguém morria.

Se conselho tivesse valia, ninguém dava, vendia.

Se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come.

Se corres como mentes, vamos às lebres.

Se crês tudo o que ouves, come tudo o que vês.

Se de um lado venta, do outro chove.

Se desejas mel, não temas as abelhas.

Se Deus não defende a cidade, debalde a vigiam seus guardas.

Se Deus não perdoasse a ladrão, Ele ficaria sozinho no céu.

Se Deus o marcou, defeito lhe achou.

Se deus ouvisse os cães choviam ossos.

Se Deus quiser e a justiça da terra consentir.

Se e pobre e não tem nada faz lhe uma trapalhada.

Sê em Agosto cuidadoso e aguilhoa o preguiçoso.

Se em Novembro houver trovão, o ano seguinte serão bão.

Se em Novembro ouvires trovão, o ano que vem será bom.

Se em terra entra a gaivota é porque o mar a enxota.

Se entra por terra a gaivota, é que o temporal a enxota.

Se és descuidado, és precisado.

Se és rico, corre-te tudo à mercê.

Se és velho comilão, encomenda teu caixão.

Se está com a força, a cobiça há de vencer afinal.

Se esta cotovia mato, faltam-me três para quatro.

Se esta semana é curta, sete dias traz a outra.

Se estás sem tostão, atira-te à criação.

Se estiveres na tua tenda, não te acharão na contenda.

Se estiveres subido, não te desejes ver caído.

Se eu esta cotovia mato, faltam-me três para quatro.

Se eu fora adivinha, não fora mesquinha.

Se eu não me abaixo!.

Se eu peço, sou pidão; se não peço, não me dão.

Se eu pudesse adivinhar, jogava na loteria.

Se eu sei, não nasço; como nasci, sempre passo.

Se fartas o criado de pão, também te quer o requeijão.

Se for rico e tem dinheiro faça-lhe o oficio inteiro.

Se fores à caça e matares um perdigão, mostra-o ao juiz e dá-o ao escrivão.

Se fores a passo, chegarás; se choutares, cansarás.

Se fores a pé, chegarás; se choutares, cansarás.

Se fores a Roma, faze-te romano.

Se fores a Roma, vive à moda de Roma.

Se gostou, gostou; se não gostou, coma menos.

Se grandes, correm desmanteladas, mau tempo, velas rizadas.

Se há de mais tarde chorar o pai, chore agora o filho.

Se há de se dar ao rato, dê-se ao gato.

Sé havido de saber, e serás sábio.

Se hei de dar de comer, mister hei de pão no caldo.

Se hei de morrer eu, morra meu pai, que é mais velho.

Se hoje compras o supérfluo, amanhã terás de vender o necessário.

Se houvesse dois S. Miguéis no ano, não havia moço que parasse no amo.

Se ignorância pagasse imposto, tu estarias perdido.

Sê indulgente e mostrarás ser prudente.

Se juízo e temperança tens, não há mister de muitos bens.

Se maior fosse o dia, maior era a romaria.

Se mais me desse mais comia adeus senhor abade até outro dia.

Se mais temos, mais apetecemos.

Se mal jantas e pior ceias, minguantes as carnes e crescentes as veias.

Se mal jantas e pior ceias.. minguantes as carnes e crescentes as veias.

Se Maomé não vai à montanha, a montanha vai a Maomé.

Se Maria bailou, tome o que achou.

Se matares um leitão, mostra-o ao juiz e dá-o ao escrivão.

Se matares um perdigão, mostra-o ao juiz e dá-o ao escrivão.

Se matares, matar-te-ão, e matarão a quem te matar, se o conde te puder livrar.

Se maus caldos merecem, tais os bebam.

Se meu avô não morresse ainda hoje era vivo.

Se meu pai não morresse, ainda agora era vivo.

Se minha sogra morre, buscarei quem ma esfole.

Se minha tia fosse homem, seria meu tio.

Sê moço bem mandado, comerás à mesa com teu amo.

Se mudou, melhorou.

Se muito as pintas e regalos dás, das boas filhas farás más.

Se nada ganhares, não sejas siseiro.

Se não alcança velha, alcança pedra.

Se não basta a pele do leão, põe uma de raposa.

Se não bebo na taverna, folgo nela.

Se não chegar a pele do leão, acrescenta-lhe a da raposa.

Se não chove em Abril, perde o lavrador couro e quadril.

Se não chover pelo São Mateus, guarda as ovelhas que os borregos não são teus.

Se não como queremos, passamos como podemos.

Se não convém, não faças; se não é verdade, não digas.

Se não dorme meu olho, folga meu osso.

Se não é no baile que se emprenha é lá que se engenha.

Se não és de bronze, deita-te às onze.

Se não fazes o que queres, faze como puderes.

Se não for nesta barqueta, irá noutra que se calafeta.

Se não fora o pindo e a pandeira todas as velhas iam á ribeira.

Se não fores casto, sê cauto.

Se não fosse a bota, cortava-lhe a perna.

Se não fosse cantiga de galo, raposa não acertava com o poleiro.

Se não fosse o mau gosto, o que seria do amarelo.

Se não fossem as cunhas, não se rachavam paus.

Se não fossem os gonzos, nada valiam as fechaduras.

Se não houvesse agulhas, não havia alfaiates.

Se não houvesse mais alhos que canela, o que eles valem, valeria ela.

Se não houvesse mau gosto, amarelo não tinha graça.

Se não houvesse mau gosto, não se usaria amarelo.

Se não houvesse ocasião, não haveria ladrão.

Se não houvesse quem escutasse, não haveria quem falasse.

Se não houvesse sentir frio, acabavam os alfaiates.

Se não olham a vela, olham o que leva.

Se não puderes agradar como queres, faze como puderes.

Se não puderes o que quiseres, faze o que puderes.

Se não quer ser conhecido, deponha o juízo.

Se não queres engordar come e bebe devagar.

Se não queres que o mal cresça, corta-lhe a cabeça.

Se não queres ser odiado, não te faças adulado.

Se não te acautelas, lá te vão as canelas.

Se não te chega a pele do leão, acrescenta-a com a da raposa.

Se não tens dinheiro na bolsa, tem mel na boca.

Se não tens do que gostas, gosta do que tens.

Se não tens o que gostas, gosta do que tens.

Se não tratas do casco, terás asco.

Se não vejo com os olhos, avisto pelos óculos.

Se não vejo pelos meus olhos, vejo pelos meus óculos.

Se não vejo pelos olhos, avisto pelos óculos.

Se não vejo pelos olhos, vejo pelos óculos.

Se neste mundo queres gozar, é ver, ouvir e calar.

Se no pombal houver milho, pombas não faltarão.

Se no pombal houver milho, pombos não faltarão.

Se no vale neva, que fará na serra.

Se Nossa Senhora das candeias vier a rir, o Inverno está para vir, se a Senhora vier a chorar o Inverno está a acabar.

Se o alicranço visse e a bicha ouvisse, não havia ninguém que no mundo existisse.

Se o amor é tímido, não é verdadeiro.

Se o amor fosse cardeal, há muito o demo seria papa.

Se o bem falar é ouro, o mal falar é lodo.

Se o boi não me encontra, tinha-o morto.

Se o cântaro bate na pedra, quem fica mal é o cântaro.

Se o cego guia o cego, correm ambos riscos de cair.

Se o céu caísse, morriam as andorinhas todas.

Se o conselho é bom, não importa quem o deu.

Se o diabo morresse, poucos se importavam com Deus.

Se o dono não dá farelo, o porco não engorda.

Se o escorpião visse e a víbora ouvisse, não haveria quem lhes resistisse.

Se o escorpião visse e a víbora ouvisse, não havia homem que ao campo saísse.

Se o gato não come o bife, ou o gato não é gato, ou o bife não é bife.

Se o gosto é mais que o proveito, dai o trato por desfeito.

Se o gosto é mais que o proveito, daí o trato por desfeito.

Se o grande fosse valente, o pequeno paciente e o ruivo leal, todo o mundo seria igual.

Se o Janeiro não tiver trinta e uma geadas, tem de as pedir emprestadas.

Se o menino chorar, cale-o a mãe, e se não o quiser calar, deixe-o chorar.

Se o pai é bom, adora-se; se não presta, respeita-se.

Se o poderoso roga, rogando, manda.

Sê o primeiro a ouvir e o último a falar.

Sê o primeiro no campo e o último no leito.

Se o prior joga cartas, que farão os frades?.

Se o sapo canta em Janeiro, guarda a palha no sendeiro.

Se o teu amor for doce, não o comas todo.

Se o trabalho dá saúde, que trabalhem os doentes.

Se o velhaco soubesse quanto é ruim ser velhaco, mesmo por velhacaria deixava de ser velhaco.

Se o velho pudesse e o jovem soubesse, não haveria nada que não se fizesse.

Se o velho pudesse e o moço soubesse, não haveria nada que não se fizesse.

Se olhas para trás, não chegarás.

Se os filhos de Adão pecaram, os filhos da Covilhã sempre cardaram.

Se os maus caldos merecem, tais os bebam.

Se os ses fossem feijões, ninguém morria à fome.

Se os 'ses' fossem feijões, ninguém morria à fome.

Se Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.

Se Outubro vier sisudo, recolhe tudo.

Se passa o que é bom, também passa o que é mau.

Se perguntas muito, andas pouco.

Se piolho fosse dinheiro, todo mundo podia ter.

Se procuras berças, meu pai tem um feijoal.

Se quer punheta, punheta recebe.

Se quer saber o final, preste atenção no começo.

Se quereis saber quanto vale um cruzado, pedi-o emprestado.

Se quereis ser bem servido, não dissimuleis o galardão.

Se queres a paz, prepara-te para a guerra.

Se queres água limpa, tira-a da fonte viva.

Se queres aprender a orar, entra no mar.

Se queres aprender a rezar, entra no mar.

Se queres bem casar, casa com teu igual.

Se queres bem casar, teu igual vai procurar.

Se queres boa fama, não te ache o sol na cama.

Se queres boa fama, não te demores na cama.

Se queres bom alhal, planta-o pelo Natal.

Se queres bom conselheiro, consulta o teu travesseiro.

Se queres bom conselheiro, consulta o travesseiro.

Se queres bom conselho, pede-o ao homem velho.

Se queres bom conselho, pede-o ao velho.

Se queres bom mandador, escolhe um mandrião.

Se queres cão de caça, procura-o pela raça.

Se queres casar na vila, pergunta pela mãe, e não pela filha.

Se queres cedo engordar, come com fome e bebe devagar.

Se queres conhecer o vilão, dá-lhe o bastão.

Se queres conhecer o vilão, mete-lhe a vara na mão.

Se queres conhecer o vilão, põe-lhe o governo na mão.

Se queres conhecer o vilão, põe-lhe um pau na mão.

Se queres conhecer o vilão, põe-lhe uma vara na mão.

Se queres conhecer teu corpo, abre um porco.

Se queres criar carne e sebo, levanta-te tarde e deita-te cedo.

Se queres dar às trancas, larga as tamancas.

Se queres depressa enfermar, lava a cabeça e põe-na a secar.

Se queres depressa enfermar, lava a cabeça e vai-te deitar.

Se queres enfermar, ceia e vai-te deitar.

Se queres enfermar, lava a cabeça e vai-te deitar.

Se queres enfermar.. ceia e vai-te deitar.

Se queres esperar, deixa de recear.

Se queres o menino correto, vigia-o de perto.

Se queres o teu homem morto, dá-lhe couves em Agosto.

Se queres o velho menino, em cima de doce, dá-lhe vinho.

Se queres o velho menino, em cima do doce, dá-lhe vinho.

Se queres passar a noite leve, seja a ceia parca e breve.

Se queres paz, prepara a guerra.

Se queres paz, prepara-te para a guerra.

Se queres que a morte te deixe, come carne e depois peixe.

Se queres que digam bem de ti, não digas mal de ninguém.

Se queres que faça por ti, faze por mim.

Se queres que o burro ande, não lhe vás ao contrário.

Se queres que o líquido mal não te faça, grama-lhe a massa.

Se queres que te siga o cão, dá-lhe pão.

Se queres que teu filho cresça, lava-lhe os pés e raspa-lhe a cabeça.

Se queres que teu filho engorde e cresça, lava-lhe o corpo e rapa-lhe a cabeça.

Se queres que teu olho sare, limpa-o com o cotovelo.

Se queres saber o valor dum cruzado, vai pedi-lo emprestado.

Se queres saber quem é o vilão, mete-lhe a vara na mão.

Se queres ser amado, ama.

Se queres ser bem disposto, bebe vinho e nanja mosto.

Se queres ser bem servido, serve-te a ti mesmo.

Se queres ser bom juiz, ouve o que cada um diz.

Se queres ser pobre sem o sentir, mete obreiro e deita-te a dormir.

Se queres ser polido, traze agulha e mais fio.

Se queres ser rico, calça de vaca e veste de fino.

Se queres ser são, come fruta com pão.

Se queres ser velho moço, faze-te velho cedo.

Se queres ser velho muito tempo, faze-te velho cedo.

Se queres ter boa demanda, anda com o escrivão à banda.

Se queres ter boa fama, não te apanhe o sol na cama.

Se queres ter boa fama, não te encontre o sol na cama.

Se queres ter boa fama, não te tome o sol na cama.

Se queres ter bom criado, antes que nasça o busca.

Se queres ter bom moço, antes que nasça o busca.

Se queres ter corpo são, não trames contra a razão.

Se queres ter inimigo, empresta-lhe o teu e pede-lho.

Se queres ter ovelhas, anda atrás delas.

Se queres ter um inimigo, empresta-lhe o teu e pede-lho.

Se queres ter um servo fiel e amigo, serve-te a ti mesmo.

Se queres ter uma besta má, compra um burro bom.

Se queres testamento, faze-o estando são.

Se queres um bom conselho, pede-o ao velho.

Se queres um grilo, vá pari-lo.

Se queres ver o borreguinho manso, tira-lhe a mãe.

Se queres ver o lobo, fala-lhe na pele.

Se queres ver o pobre soberbo, dá-lhe a chave do palheiro.

Se queres ver o teu corpo abre o teu porco.

Se queres ver o teu marido morto, dá-lhe sardinhas em Março e couves em Agosto.

Se queres ver o vilão, mete-lhe a vara na mão.

Se queres ver o vilão, mete-lhe o cargo na mão.

Se queres ver teu companheiro a andar, põe-te a mijar.

Se queres ver tua carne sã, põe-lhe erva alvã.

Se queres viver em paz, tuas portas fecharás.

Se queres viver são, faze-te velho antes do tempo.

Se quiseres ver o ladrão fiel, entrega-lhe o crédito.

Se quiseres viver são, anda quente, come pouco, vive em alto.

Se quiseres viver são, faz-te velho temporão.

Se sabes o que eu sei, cala-te que eu me calarei.

Se saudades matassem, muita gente morreria.

Se se moer, então se fará boa farinha com todos.

Se sempre calares, nunca mentirás.

Se sentem mole, mais carregam.

Se sou tolo, metam-me o dedo na boca.

Se soubesse a mulher a virtude da arruda, buscá-la-ia de noite à lua.

Se sua boca virar faca, cortará seus lábios.

Se subir numa árvore, você deverá descer essa mesma árvore.

Se te agrada a fazenda, meio vendida está.

Se te agrada, a mim não me desagrada.

Se te dá o pobre, é para que mais te tome.

Se te derem um leitão, mostra-o ao juiz e dá-o ao escrivão.

Se te fizeres de mel, comer-te-ão as abelhas.

Se te fizeres mel, comer-te-ão as moscas.

Se te vires perdido, apega-te ao trigo.

Se tem preguiça o lavrador, comem-lhe os ratos o melhor.

Se tem que ser, seja.

Se tens físico teu amigo, manda-o a casa de teu inimigo.

Se tens médico teu amigo, manda-o a casa de teu inimigo.

Se tens sardinha, não andes à cata de perú.

Se tens sardinha.. não andes à cata de peru.

Se tens sardinhas, não andes à cata de peru.

Se tens siso, casa com mulher de juízo.

Se tens vento e depois água, deixa andar que não faz mágoa.

Se teu filho adentar, todos os santos tens de adorar.

Se teu filho adentar, todos os santos tens que adorar.

Se teu segredo confias a uma mulher, em breve será público.

Se tiveres subido, não te desejes ver caído.

Se todo o mundo fosse justo, seria inútil a coragem.

Se todo o mundo gostasse doverde, o que seria do amarelo?.

Se todos os gostos fossem iguais, o que seria do amarelo?.

Se trabalho desse camisa, jegue não andava nu.

Se trabalho desse resultado, jumento tinha cascos de ouro.

Se trabalho enricasse, jumento andava de relógio de ouro.

Se tu és juiz, examina; se és tirano, ordena.

Se tu te guardares, eu te guardarei.

Se um burro te zurrar, não lhe zurres.

Se um cego guia o cedo, correm ambos o risco de cair.

Se um cego guia o outro, ambos caem no buraco.

Se um dia Deus quiser, até com norte pode chover.

Se um diz "mata!", o outro diz "esfola!".

Se um homem prometer te machucar enquanto dorme, durma; agora, se for uma mulher, fique acordado.

Se um não quer, dois não brigam.

Se um não quer, outro não roga.

Se um trovão seco no céu reboa, temporal violento nos apregoa.

Se uma mato, faltam-me três para quatro.

Se uma porta a mim se fecha, duzentas a mim se abrem.

Se uma vez perco a vergonha, vezo ponho que não tolhas.

Se veio o asno, veio a albarda.

Se vem chuva e depois vento põe-te em guarda e toma tento.

Se vem chuva e depois vento, põe-te em guarda e toma tento.

Se vieres a ser rico, não te esqueças de que foste pobre.

Se vires a cobra e o canarim, mata o canarim.

Se vires as barbas do vizinho a arder, põe as tuas de molho.

Se vires as barbas do vizinho a arder, põe-te a mexer.

Se vires tropa, trota.

Se vontade fosse jeito, pobreza tinha fim.

Seca de Abril deixa o lavrador a pedir.

Sede de caçador e fome de pescador.

Sede laboriosos e econômicos e sereis livres.

Sede melhores e sereis mais felizes.

Sede não tem quem água não bebe.

Sede prudentes e reservados, mas não misteriosos.

Sega a sua aveia quem ganhar deseja.

Segredo contado é logo espalhado.

Segredo de dois, segredo de Deus; segredo de três, o diabo o fez.

Segredo de dois, segredo de Deus; segredo de três, segredo de todos.

Segredo de três não é segredo.

Segredo em boca de mulher é como manteiga em venta de cachorro.

Segredo em boca de mulher é manteiga em focinho de cão.

Segredo em boca de mulher é o mesmo que escrever em papel.

Segredo em nariz de mulher é manteiga em focinho de cão.

Segredo entre três? Só matando dois.

Segredo melhor guardado é o que a ninguém é revelado.

Segredos quereis saber, buscai-os no pesar e no prazer.

Segredos queres saber, busca-os no pesar e no prazer.

Segue a formiga, se queres viver sem fadiga.

Segue a formiga, viverás com fadiga.

Segue a linha, lá acharás o novelo raso, armado em boa base.

Segue a moda, ou abandona o mundo.

Segue a razão, posto que a uns agradas, a outros não.

Segue a razão, posto que a uns agrade, a outros não.

Segue os passos de tua cabra, e irás parar nos espinheiros.

Segue sempre o direito e deixa ladrar os cães.

Segue tu sempre a razão, embora a uns agrades e a outros não.

Seguir o bem parado.

Segundo a vida é a morte.

Segundo o natural do teu filho, assim lhe dá o conselho.

Segundo o santo, o incenso.

Segundo prato nunca é tão bom como o primeiro.

Seguro morreu de velho, desconfiado ainda vive.

Seguro morreu de velho, e dona prudência foi ao seu enterro.

Seguro morreu de velho, prevenido ainda está vivo.

Seguro morreu de velho.

Sei por Andrés e por outros três.

Seis horas de colmo são uma de sono.

Seja dono da sua boca, para não ser escravo de suas palavras.

Seja eu meirinho e seja-o de um moinho.

Seja feliz: dê uma topada e quebre o nariz!.

Seja lá que santo for, ora pro nobis!.

Seja Maria bem casada e outra haja má fada.

Seja marido e seja grão de milho.

Seja meu inimigo e venha moer ao meu moinho.

Seja o ano que for, Agosto quer calor.

Seja o marido cão e tenha pão.

Seja o que Deus quiser.

Seja paciente na estrada para não ser paciente no hospital.

Seja russo o cavalo e seja qualquer.

Seja tua a figueira e esteja eu à beira.

Seja tua a figueira e more eu na beira.

Sejamos unidos e seremos fortes.

Sem amor não se vive.

Sem amor, a ciência é vã.

Sem borracha não botes caminho e, quando fores, não a leves sem vinho.

Sem Ceres e Baco o amor é fraco.

Sem comer e beber não há prazer.

Sem comer e sem beber não há prazer.

< operone >