< Portugiesische Sprichwörter >

Pobre nunca tem razão.

Pobre que arremeda rico, morre aleijado.

Pobre que nem Jó.

Pobre se engasga com cuspe.

Pobre só levanta a cabeça quando quer comer pitomba.

Pobre, mas não da graça de Deus.

Pobre, preguiçoso e pensativo como um poeta.

Pobre, quando acha um ovo, o ovo é goro.

Pobre, quando mete a mão no bolso, só tira os cinco dedos.

Pobrete, alegrete.

Pobrete, mas alegrete.

Pobreza e alegria nunca dormem na mesma cama.

Pobreza e alegria nunca dormem numa cama.

Pobreza é escravidão.

Pobreza é inimiga da virtude.

Pobreza não é crime.

Pobreza não é vergonha.

Pobreza não é vileza, mas é melhor ocultá-la.

Pobreza não é vileza.

Pobreza nunca em amores fez bom feito.

Pobreza obriga a vileza.

Pode esperar sentado.

Pode haver sofrimento na dor e não no temor.

Pode ir o pobre sem esmola, mas não vai sem resposta.

Pode ir tirando o cavalinho da chuva.

Pode limpar as mãos à parede.

Pode tirar o cavalo da chuva.

Pode-me quem quiser, empe-me quem souber.

Poderoso cavaleiro é Dom Dinheiro.

Podes perder por preguiça o que ganhas por justiça.

Pode-se levar o burro à fonte, mas não obrigá-lo a beber.

Pode-se viver sem os amigos, mas não sem os vizinhos.

Põe a cabeça entre mil; o que for dos outros será de ti.

Põe a tempo todas as coisas nos seus lugares.

Põe as barbas de molho, que estão as do vizinho a arder.

Põe o ponto alto para dar no meio.

Põe o teu dinheiro em conselho, um dirá "é branco", outro, "é vermelho".

Põe tu a mão, e Deus te ajudará.

Põe tua mão, e Deus te ajudará.

Põe-lhe a vara na mão, conhecerás o vilão.

Poente nubloso, vermelho acobreado safa a japona, que o tempo é molhado.

Poeta bom já nasce feito.

Poeta de água doce.

Pois que Maria bailou, tome o que ganhou.

Pois que o bispo anda de catana, use da mitra o soldado.

Pois que tu sabes e eu não sei nada, dize-me o que esta manhã sonhava.

Polidez pouco custa e muito vale.

Pólvora alheia, tiro grande.

Pólvora do rei, tiro grande.

Pólvora inglesa, tiro grande.

Pólvora pouca, chumbo até a boca.

Ponche bem escusa quem bastante roupa usa.

Pontas e colar encobrem muito mal.

Pôr a calva à mostra a alguém.

Por afeição te casaste, a trabalhos te entregaste.

Por aí vais, assim como vires, assim farás.

Por alguém no olho da rua a toque de rufo.

Por amor das roseiras bebem as silvas.

Por amor dos santos se adoram os altares.

Por amor dos santos se adornam os altares.

Por amor que não convém, nasce muito mal e pouco bem.

Por amor tudo se acaba.

Por apressados não melhorados.

Pôr as coisas nos seus lugares.

Por bem fazer mal haver.

Por bem fazer, mal haver.

Por bem pouco se embezerrou.

Por cá foi, por acolá entrou.

Por cada gracejo, dez inimigos.

Por cada um que troçares, dois amigos perdes.

Por carne e pão deixo quantos manjares são.

Por carne, vinho e pão, deixo quantos manjares hão.

Por carne, vinho e pão, deixo quantos manjares são.

Por casa nem por vinha, não cases com mulher parida.

Por causa da prudência, se perdem os ensejos.

Por causa de peso e medida, tem muita alma perdida.

Por causa de sujo ninguém vai à botica.

Por causa de um vintém, se gastam cem.

Por causa de uma esporada, perde-se uma vaquejada.

Por causa dos santos, se beijam as pedras.

Por causa dos santos, se beijam os altares.

Por cima da sopa, molha-se a boca.

Por cima de comer nem um escrito ler.

Por cima de peras, vinho bebas, e tanto que nadem as peras.

Por cima do leite não há fruta que deleite.

Por cima do melão, vinho de tostão.

Por cima folhos e rendas, por baixo nem fraldas tem.

Por cima púrpura, por baixo andrajos.

Por cima tudo são rendas, por baixo nem fraldas tem.

Por cobiça de florim, não te cases com mulher ruim.

Por cuidar, morreu um burro.

Por dá cá aquela palha.

Por dar esmola, nunca falta à bolsa.

Por dar uma esmola não míngua a bolsa.

Por dar, dão, dizem os sinos de Santo Antão.

Por demais é a cítola no moinho, quando o moleiro é surdo.

Por demais é a decoada em cabeça de asno pardo. (= barrela).

Por detrás da cruz está o diabo.

Por diante faço acato, por detrás el-rei mato.

Por dinheiro baila o cão, e por pão, se lho dão.

Por dinheiro baila o perro.

Por dinheiro se perde o vilão, e por amor dele o enforcarão.

Pôr e dispor à sua vontade.

Pôr em pratos limpos.

Por essas e outras mais fogem os filhos aos pais.

Por falta de amém que não se perca uma alma.

Por falta de homens fizeram a mim juiz.

Por falta de homens fizeram o meu pai juiz.

Por falta de tempo se perde o navio.

Por falta de um alho não se há de perder o molho.

Por falta de um alho nunca se deixou de fazer uma alhada.

Por falta de um cravo, perde-se a ferradura.

Por falta de um grito vai-se embora uma boiada.

Por falta de um prego, perde-se uma ferradura; por falta de uma ferradura, perde-se um cavalo.

Por falta de um prego, perdeu-se a ferradura.

Por falta de um soldado não se deixa a guerra.

Por falta de uma andorinha não acaba a primavera.

Por fazenda alheia, ninguém perca a ceia.

Por fazer compras baratas, muita gente se arruína.

Por fora, bela viola; por dentro, molambo só.

Por fora, bela viola; por dentro, molambos só.

Por fora, bela viola; por dentro, pão bolorento.

Por fora, casquete de veludo; por dentro, miolos de burro.

Por fora, cordas de viola; por dentro, pão bolorento.

Por fora, filó, filó; por dentro, molambo só.

Por fora, grande farofa, por dentro molambo só.

Por fora, grande farofa, por dentro não tem miolo.

Por fora, muita farofa, por dentro molambo só.

Por fora, muita farofa, por dentro não tem miolo.

Por fora, muito fofó, por dentro, molambo só.

Por fora, renda de bilro; por dentro, molambo só.

Por fora, tudo são rendas; por dentro, molambo só.

Por fugir da sertã, caiu nas brasas.

Por fugir do fogo, caiu nas brasas.

Por isso se come toda a vaca, por um querer da perna e outro da espalda.

Por isso se come toda a vaca, porque um quis da perna e outro da espádua.

Por isso te sirvo, para que me sirvas.

Por jeito se quer a moça, que não por força.

Pôr lenha na fogueira.

Por linha vem a tinha.

Por linha, a tinha.

Por mais alto que voe o pássaro, tem de descer para comer.

Por mais finório que um velhaco seja, acha seu mestre, quando não o deseja.

Por mais propícia que seja a fortuna, lá chega a ocasião em que ferra o pontapé no seu afilhado.

Por mais que o amor se encubra, mal se dissimula.

Por mais que o asno queira ser cavalo, há de sempre ser asno.

Por mais que o asno se queira fazer cavalo, sempre há de ficar asno.

Por mais que o vento sopre uma montanha nunca se inclina.

Por mais que se tente um roubo ocultar, às vezes, vem ele por si se mostrar.

Por mais santo que seja o dia a panela tem que ferver.

Por mais santo que seja o dia, a panela tem de ferver.

Por mais santo que seja o dia, a panela tem que ferver.

Por mais servir, menos valer.

Por mal não se leva um português, por bem levam-se dois ou três.

Por mal vizinho, não desfaças teu ninho.

Por me fazer mel, comeram-me as moscas.

Por medo dos pardais não se deixa de semear cereais.

Por melhoria, minha casa deixaria.

Por mim não se desmanche a festa.

Por morrer o sacristão, o sino não se cala não.

Por morrer o sacristão, o sino não se cala.

Por morrer um caranguejo, o mangue não bota luto.

Por morrer uma andorinha não acaba a Primavera.

Por morrer uma andorinha, não acaba a primavera.

Por muito madrugar, não amanhece mais cedo.

Por muito que Julho queira ser, pouco há-de chover.

Por muito que o engano se cobre, ele mesmo se descobre.

Por muito que se tenha, nunca é demais.

Por não gastar o que basta, o escusado se gasta.

Por nós sejamos bons, e não por nossos avós.

Por novas não penareis, far-se-ão velhas, sabê-la-eis.

Pôr o carro à frente dos bois.

Pôr o dedo na ferida.

Pôr o guizo no pescoço do gato.

Pôr o sino no gato.

Por onde irás, Brás, que não te perderás?.

Por onde passa o boi, passa o vaqueiro com seu cavalo.

Por onde pecamos, por aí pagamos.

Por onde tens andado, que tão bom cabelo tens criado?.

Por onde vás, assim como vires, assim farás.

Pôr os bofes para fora.

Pôr os pingos nos is.

Pôr os pontos nos is.

Por ouvir missa e dar cevada, não se impede a jornada.

Pôr panos quentes.

Por pequena brasa arde grande casa.

Por pobre também se chora defunto.

Por pouca saude mais vale nenhuma.

Por pouca saúde, mais vale nenhuma.

Por que entra o cão na igreja? Por estar a porta aberta.

Por que sabe o diabo tanto? Por ser velho.

Por que vai a velha à casa da moeda? Porque se lhe paga.

Por riqueza não te exaltes, por pobreza não te rebaixes.

Por S. Barnabé (16.5), seca a palha pelo pé.

Por S. Clemente (22.11), alça a mão da semente.

Por S. Francisco (4.10), semeia o trigo, O velho que tal dizia já semeado havia.

Por S. Gens (25.8), vareja as nozes se as tens.

Por S. Judas (28.10), colhidas são as uvas.

Por S. Lucas (18.10), colhidas estão as uvas.

Por S. Lucas, mata os porcos e tapa as cubas.

Por S. Marcos (25.4), bogas e sáveis nos barcos.

Por S. Mateus (21.9), pega nos bois e lavra com Deus.

Por S. Mateus, conta as ovelhas, que os cordeiros são teus.

Por S. Mateus, vindimam os sisudos e semeiam os sandeus.

Por S. Matias (24.2), começam as enxertias.

Por S. Matias, noites iguais aos dias.

Por S. Pedro, fecha o rego.

Por S. Sebastião (20.1), laranja na mão.

Por S. Simão (29.10), semear sim, navegar não.

Por S. Simão, favas na mão.

Por Santa Ana (26.7), limpa a pragana.

Por Santa Ireia (20.10), pega nos bois e semeia.

Por Santa Marinha (18.7), vai ver a tua vinha.

Por Santo André, pega no porco pelo pé. Se ele disser cué, cué, diz-lhe que tempo é; se ele disser que tal, que tal, guarda-o para o Natal.

Por se andar vestido de lã, não se é carneiro.

Por sete que sabem cantar, há um que não sabe falar.

Por sete que sabem cantar, há um que sabe falar.

Por seu mal nasceram asas à formiga.

Por sol que faça não deixes a capa em casa.

Por souto, não irás atrás de outro.

Por Sto Antão (17.1), neve pelo chão.

Por suas versas julga as alheias.

Por temor, não percas honor.

Por teu coração julgaste o de teu irmão.

Por teu rei pelejaste, tua casa guardaste.

Por todo o mês de Julho, o meu celeiro entulho.

Por Todos os Santos, neve pelos cantos.

Por três dias de ralhar, ninguém deixe de casar.

Por três dias de ralhar, ninguém deixe de cear.

Por um cabelinho pega o fogo ao linho.

Por um cabelinho pega o fogo ao moinho.

Por um cabelinho pega o fogo no linho.

Por um cravo se perde um cavalo.

Por um cravo se perde um cavalo; por um cavalo, um cavaleiro; por um cavaleiro, um exército.

Por um cravo se perde uma ferradura; por uma ferradura, um cavalo; por um cavalo, um cavaleiro; por um cavaleiro, um exército inteiro.

Por um dedal de vento não se perca um alguidar de tripas.

Por um dia de prazer há um ano de sofrer.

Por um dia de prazer, um ano de sofrer.

Por um julgar a todos.

Por um monge não se perde a abadia.

Por um ponto perdeu Martinho a capa.

Por um ponto perdeu Martinho o burro.

Por um ponto perdeu o diabo o mundo.

Por um prazer, mil dores.

Por um que morre de sede, morrem cem mil de beber.

Por um triz.

Por uma besta dar um coice não se lhe corta uma perna.

Por uma besta dar um coice, não se lhe há de cortar a perna.

Por uma dúzia de pardais se deixa voar um açor.

Por uma linha vem a tinha.

Pôr uma pedra sobre algum negócio.

Por uma única vez pode-se abrir uma exceção.

Por uns, esquecem-se os outros.

Por velho casado se reza como finado.

Por velho que seja o barco, sempre passa o vau.

Por vezes lhe arpoaram a baldas, mas a nada o bruto se moveu.

Por via de compadre, quer fazer a filha madre.

Por vil seja tido quem a isso der mau sentido.

Porca capada já não se descapa.

Porca de muitos, bem comida, mal cevada.

Porca ruiva o que faz, isso não cuida.

Porco de um ano, cabrito de um mês, e mulher dos dezoito aos vinte e três.

Porco fiado todo o ano grunhe.

Porco fresco e vinho novo, cristão morto.

Porco magro é que suja a água.

Porco que tem fome, sonha com bolota.

Porco rabão nunca enganou o patrão.

Porco safio, porco de brio.

Porco velho não se coça em pé de espinho.

Porcos com fome, homens com vinho, fazem grande ruído.

Porcos com frio e homens com vinho fazem grande ruído.

Porcos com frio, homens com vinho, fazem grande arruído.

Porfia mata caça, e não besteiro cansado.

Porfia mata caça.

Porfia mata veado, e não besteiro cansado.

Porfiar, mas não apostar.

Porque um burro deu um coice, não se lhe há de cortar a perna.

Porta aberta, o justo peca.

Porta de fidalgos, mijadeiro de cães.

Porta fechada tira o dono da baralha.

Porta fechada, pele guardada.

Porta fechada, saúde da alma.

Porta por onde entra a fome, dá saída à honra.

Portador não merece pancada.

Português pela vida, francês pela comida.

Pote velho é que dá boa água.

Pote velho é que esfria água.

Potro sarnoso, cavalo formoso.

Pouca barba, pouca vergonha.

Pouca fartura não mata.

Pouca peçonha não mata.

Pouca perca, pouco ganho.

Poucas leis, bom governo.

Poucas palavras a bom entendedor.

Pouco a pouco a lagarta consegue devorar a folha da árvore.

Pouco a pouco fia a velha o copo.

Pouco a pouco se fazem as coisas grandes.

Pouco a pouco se vai ao longe.

Pouco aprende quem muito dorme.

Pouco comer para bem beber.

Pouco comer, pouco rezar e não pecar levam o homem a bom lugar.

Pouco dá o farto pelo faminto.

Pouco dano espanta e o muito amansa.

Pouco dói o mal alheio.

Pouco e em boa paz muito me faz.

Pouco e em boa paz muito se faz.

Pouco e em paz muito me faz.

Pouco e pouco fia a velha o copo.

Pouco em paz muito se faz.

Pouco fel amarga muito mel.

Pouco fel dana muito mel.

Pouco fel faz azedo muito mel.

Pouco fermento leveda muita massa.

Pouco mal e bom gemido.

Pouco mande quem quer que muito lhe obedeçam.

Pouco medo tem o juiz do alcaide.

Pouco peso de flanela e de carne na panela.

Pouco rosalgar não faz mal.

Pouco sabe quem muito se ufana de saber.

Pouco sabe, quem muito se ufana de saber.

Pouco se estima o que tem cada vizinha.

Pouco testa está a massa que se faz em papas.

Pouco veneno não mata.

Pouco, e em paz, muito se faz.

Pouco, mas bom.

Pouco, mas em boa hora.

Poucos e loucos e mal avindos.

Poucos fuzis, trovões em barda, rumo em que o vento se alaparda.

Poucos homens raciocinam, e todos querem decidir.

Poucos passam o mar sem contar da tormenta.

Poupa na cozinha e aumentarás a tua casinha.

Poupa na tua cozinha e aumentarás a tua casinha.

Poupa o teu tempo e também tuas palavras.

Poupa o teu vintém, que serás um dia alguém.

Poupa teu vintém, que um dia serás alguém.

Poupado, sim! sovina, não!.

Poupador de farelos, esperdiçador de farinha.

Poupai o vosso e não mendigareis o alheio.

Poupanças de farelo, estragos de farinha.

Poupar um mês para gastar uma vez.

Poupar vintém para perder pataca.

Poupe-se ao boi a vista do malho.

Pra quem não quer há muito.

Praça que parlamenta, está prestes a render-se.

Prado faz cavalo, e não monte largo.

Praga de urubu magro não mata cavalo gordo.

Praga de urubu não mata cavalo gordo.

Praga de urubu não mata cavalo velho.

Praga de urubu não mata cavalo.

Praga de urubu só pega em cavalo magro.

Pragas com razão ao céu vão.

Pragas com razão nem ao meu cão.

Pragas com razão, nem ao meu cão.

Pragas de marujo e lágrimas de puta vão ao céu enxutas.

Praia em Outubro, não se desperdiça.

Prande vai o cão vai a raiva.

Pranto de herdeiro é riso sorrateiro.

Prata é o bom falar, ouro é o bom calar.

Prata falsa de noite passa.

Prata ruim não cai do louceiro.

Preços de enfeirar e amores, os primeiros sempre os melhores.

Preferível ser sapão de pocinho a ser sapnho de poção.

Prefiro apertar o cinto a usar coleira.

Prefiro sustentar um burro a pão-de-ló.

Pregar a padres, confessar freiras e espulgar cães é perder o tempo e o trabalho.

Pregar no deserto, é sermão perdido.

Pregar no deserto, sermão perdido.

Pregar uma peça a alguém.

Prego batido, ponta virada.

Preguiça é chave da pobreza.

Preguiça faz precisão.

Preguiça não lava a cabeça, e, se a lava, não a penteia.

Preguiça nunca faz bom feito.

Preguiça nunca fez bom feito.

Preguiça, chave da pobreza.

Prendeu-me o alcaide, soltou-me o meirinho.

Prescrições ou Hábitos Alimentares.

Preso de afeição não tem toda a razão.

Preso e cativo não têm amigo.

Preso não tem razão.

Preso por cem, preso por mil.

Preso por mil, preso por mil e quinhentos.

Preso por mil, preso por mil e um.

Preso por ter cão e preso por não o ter.

Preso por ter cão, preso por não ter cão.

Preso por ter cão, preso por não ter.

Preso por um, preso por dez mil.

Preso, nem para comer doce.

Pressa só é útil para apanhar moscas.

Pressa venturosa, vagar desastrado.

Presunção e agua benta cada um toma a que quer.

Presunção e água benta cada um toma a que quer.

Presunção e água benta, cada qual toma a que quer.

Presunção e água benta, cada um toma a que quer.

Preta é a pimenta, e vão por ela à tenda; alvo é o leite, e vendem-no pela cidade.

Pretender o que não pode é remar contra a maré.

Preto que pinta, três vezes trinta.

Preto velho não aprende língua.

Preto velho quando pinta, três vezes trinta.

Prevenido, protegido.

Prever para prover.

Preza-se a traição e detesta-se o traidor.

Primeira vez engana o prudente, segunda o inocente.

Primeiro a chegar, primeiro a ser servido.

Primeiro a obrigação, depois a devoção.

Primeiro ao potro de outro, depois ao do meu vizinho, e depois ao meu e do meu amigo.

Primeiro aos meus, depois aos alheios.

Primeiro de abril, manda-se o burro aonde deve ir.

Primeiro de Maio, corre o lobo e o veado.

Primeiro dia de Janeiro: primeiro dia de verão.

Primeiro está a camisa que o gibão.

Primeiro está a carne que a camisa.

Primeiro está a devoção que a razão.

Primeiro estão os dentes que os parentes.

Primeiro levantado, primeiro calçado.

Primeiro nós, depois vós.

Primeiro o bucho, depois o luxo.

Primeiro os dentes, depois os parentes.

Primeiro que cases, vê o que fazes.

Primeiro vens, primeiro a tens.

Primeiro viver, depois filosofar.

Primeiro voará um asno para o céu.

Primeiro, eu; segundo, eu; terceiro, eu mesmo.

Primeiros os dentes que os parentes.

Primos e pombos é que sujam a casa.

Princípio de cantiga é assobio.

Princípio querem as coisas.

Princípios ruins, desgraçados fins.

Prisca idade, priscos tempos.

Procurar agulha em palheiro.

Procurar asas ao burro.

Procurar chifre em cabeça de cavalo.

Procurar sarna para se coçar.

Procurar sete pés ao carneiro.

Proíbe ao tolo o que queres que ele faça.

Proibição faz tentação.

Promessa de boca não faz despesa.

Promessa de feijão não enche a barriga.

Promessa de louco é nuvem sem chuva.

Promessa é dívida.

Promessas e cascas fizeram-se para se quebrarem.

Promessas e cascas fizeram-se para serem quebradas.

Promessas não pagam dívidas.

Promessas só as de Cristo.

Promessas só de Cristo.

Promete em dúvida, que ao dar ninguém te ajuda.

Promete mais do que dá.

Promete pouco e cumpre muito.

Promete sempre com dúvida, pois ao dar ninguém te ajuda.

Promete sempre em dúvida, pois a dar ninguém te ajuda.

Prometer e cumprir caso é de estranhar.

Prometer montes de ouro.

Prometer mundos e fundos.

Prometer não é dar, mas a néscios contentar.

Prometer não é dar, mas a néscios enganar.

Prometer não é dar, mas a tolos contentar.

Prometer não é dar, mas os néscios contentar.

Prometer não é dar, mas os néscios enganar.

Prova teu caldo, não perderás teu pão.

Prova teu caldo, não prometerás teu pão.

Prudência é não querer o que não se pode ter.

Prudência é saber calar, até ser tempo de falar.

Puro é o vaso que não azeda o que dentro se lhe deita.

Puta só, ladrão só.

Puxar a brasa à sua sardinha.

Puxar o tapete dos pés de alguém.

Quais palavras te dizem, tal coração te fazem.

Qual a paga, tal a cura.

Qual afiamos, tal andamos.

Qual cabeça, tal siso.

Qual é a coisa mais amável que a beleza? É a graça.

Qual é ele, tal casa mantém.

Qual é ele, tal casa tem.

Qual é Maria, tal filha cria.

Qual é o cão, tal é o dono.

Qual fiamos, todos andamos.

Qual fizeres, tal terás.

Qual mais, qual menos, toda lã é pelos.

Qual mais, qual menos, todo mal é pelos.

Qual o amo, tal o jarro.

Qual o corvo, tal o ovo.

Qual o pai, tal o filho; qual o filho, tal o pai.

Qual o rei, tal a grei.

Qual o rei, tal a lei; qual a lei, tal a grei.

Qual o rei, tal a lei; qual a lei, tal o povo.

Qual o tempo, tal o tento.

Qual pergunta farás, tal resposta terás.

Qual pergunta fizeres, tal resposta terás.

Qual te acho, tal te julgo.

Qual te dizem, tal coração te fazem.

Qualquer ajuda é bem-vinda.

Qualquer auxílio, por diminuto que seja, sempre vem a tempo.

Qualquer tempo do passado foi melhor que o de agora.

Qualquer vício gasta mais que três filhos juntos.

Quando a abadessa é careca, as freiras são pouco encabeladas.

Quando a água benta é pouca, e os diabos são muitos, não há quem os vença.

Quando a barba do vizinho pega fogo, põe a tua de molho.

Quando a barriga está cheia, toda goiaba tem bicho.

Quando a bolsa está magra, aceitam-se as mulheres gordas.

Quando a cabeça erra, o corpo é que paga.

Quando a cabeça não pensa o corpo padece.

Quando a cabeça não pensa, o corpo padece.

Quando a cabeça não regula, o corpo é que paga.

Quando a cabeça não regula, o corpo padece.

Quando a cabeça não regula, quem o paga é o corpo.

Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é quem paga.

Quando a cabra tem muito viço, dá com os cornos no toutiço.

Quando a cana abaixa, o dono se levanta.

Quando a carroça anda é que as melancias se ajeitam.

Quando a causa está quase de todo perdida, deve-se tudo arriscar.

Quando a cevada está grada, deve logo ser ceifada.

Quando a comida tarda, a fome é boa mostarda.

Quando a comida tarda, boa é a mostarda.

Quando a companhia não é certa, uma vista fechada, outra aberta.

Quando a criatura denta, a morte atenta.

Quando a desgraça dormir, ninguém a desperte.

Quando a desgraça vem, não olha a quem.

Quando a esmola é demais, o pobre desconfia.

Quando a esmola é demais, o santo desconfia.

Quando a esmola é grande, o pobre desconfia.

Quando a esmola é grande, o santo desconfia.

Quando a esmola é muita o santo desconfia.

Quando a esmola vem, já o padre está cansado.

Quando a espada é curta, dá-se mais um passo.

Quando a farinha é pouca, meu pirão primeiro.

Quando a fonte está seca, então se conhece a valia da água.

Quando a fonte seca é que a água tem valor.

Quando a força é desigual, antes fugir que ficar mal.

Quando a forme entra pela porta, o amor sai pela janela.

Quando a fruta está madura, cai por si.

Quando a galinha dorme, a raposa vela.

Quando a galinha tiver dentes.

Quando a gente está mal na estrada, todo santo é ora pro nobis.

Quando a horta falou, disse que a sachassem, mas não regassem.

Quando a jabuticaba é pouca, a gente engole o caroço.

Quando a má ventura dorme, ninguém a desperte.

Quando a miséria entra pela porta, a virtude sai pela janela.

Quando a mula fala, o homem cala.

Quando a mulher quer, Deus o quer.

Quando a mulher quer, sua vontade é soberana.

Quando a mulher-dama canta, o boticário joga e o escrivão pergunta a quantos estamos do mês, o negócio vai ruim para eles três.

Quando a necessidade bate à porta, foge a virtude pela janela.

Quando a necessidade é grande, a Providência é vizinha.

Quando a necessidade entra pela porta, a virtude sai pela janela.

Quando a passarada berra, o marinheiro procura terra.

Quando a pega cacareja, ou é gato ou é raposa.

Quando a perdiz canta, bom prado tem.

Quando a pobreza bate à porta, o amor sai pela janela.

Quando a puta fia, o ladrão reza e o escrivão pergunta quantos são do mês, mal vai a todos três.

Quando a rameira fia, o letrado reza e o escrivão pergunta quantos são do mês, mal vai a todos três.

Quando a raposa anda aos grilos, a mulher dama fia e o escrivão não sabe quantos são do mês, mal deles três.

Quando a raposa anda aos grilos, vai mal para a mãe e pior para os filhos.

Quando a raposa estiver fazendo sermão, cuidado com tua galinha.

Quando a raposa se zanga com a vinha, muitas uvas se poupam.

Quando a roca tem capelo, colhe a velha e vai-te a restelo.

Quando a roupa é pouca, o frio é muito.

Quando a sorte chega, abre a porta.

Quando a sorte é adversa, nada vale ao infeliz.

Quando a velha tem dinheiro, não tem carne o carniceiro.

Quando acham mole, todos carregam.

Quando Adão cavava e Eva fiava, a fidalguia onde estava?.

Quando ao gavião cai a pena, também lhe caem as asas.

Quando ao soberbo vem o castigo, vem-lhe mais rijo.

Quando ao sol posto o norte é puro, tens bom tempo seguro.

Quando aqui não fores, comerás comigo.

Quando as galinhas criarem dentes.

Quando bigorna, sofre; quando malho, malha.

Quando brigam marido e mulher, nunca metas a colher.

Quando brilha o sol, não luzem as estrelas.

Quando cai a vaca, afiar os cutelos.

Quando cai o filho do patrão, o galo é na testa do moleque.

Quando chove e está sol, alegre está o pastor.

Quando chove e está sol, bailam as manas em Campo Maior.

Quando chove e faz sol, alegre está o pastor.

Quando chove e faz sol, casam-se as feiticeiras.

Quando chove em Agosto, chove mel e mosto.

Quando chupa a abelha, mel torna; quando a aranha, peçonha.

Quando compadre, compadre; quando cacheira, cacheira.

Quando cuidas meter dente em seguro, toparás o duro.

Quando de faz uma panela, faz-se o testo para ela.

Quando Deus dá a farinha, o diabo esconde o saco.

Quando Deus dá a farinha, o diabo fecha o saco.

Quando Deus dá, é para todos.

Quando Deus manda chuva, é para nós todos nos molharmos.

Quando Deus não dá filhos, o diabo dá sobrinhos.

Quando Deus não quer, não servem votos e rogos.

Quando Deus não quer, o diabo não pode.

Quando Deus não quer, o santo não pode.

Quando Deus não quer, o santo não voga.

Quando Deus não quer, os santos não podem.

Quando Deus não quer, santos não ajudam.

Quando Deus não quer, santos não rogam.

Quando Deus quer, água fria é remédio.

Quando Deus quer, com todos os ventos chove.

Quando Deus queria do norte chovia.

Quando Deus queria, ao longe cuspia; agora que não posso, cuspo aqui logo.

Quando Deus queria, até do norte chovia.

Quando Deus queria, do pego ventava e do norte chovia.

Quando Deus se atrasa, vem um anjo no caminho.

Quando Deus tarda, é que vem no caminho.

Quando Deus tarda, vem em caminho.

Quando Deus tira os dentes, alarga a goela.

Quando Deus tira os dentes, endurece a gengiva.

Quando dói o dente é que se vai ao dentista.

Quando dói o dente, dói a dentuça.

Quando dois brigam de mão, o diabo cospe vermelho.

Quando dois brigam, um terceiro tira proveito.

Quando dois búfalos lutam, quem sai mal é o capim.

Quando dois elefantes brigam, quem sofre é a grama.

Quando domina a ambição, cala-se a natureza.

Quando durmo, canso, que fará quando ando.

Quando é preguiçoso o lavrador, comem-lhe os ratos o melhor.

Quando é velho o cão, se ladra, é porque tem razão.

Quando ele vai com a farinha, eu já estou de volta com a farofa.

Quando em casa engorda a moça, ao corpo o baço e ao rei o bolso, mal vai a coisa.

Quando em casa não está o gato, estende-se o rato.

Quando em casa não está o gato, folga o rato.

Quando em terra boa semeia, cada dia tem boa estreia.

Quando entrares na vila, pergunta primeiro pela mãe que pela filha.

Quando está fora o gato, folga o rato.

Quando está no bom, está calado; quando está no ruim, está danado.

Quando está para cair a árvore, fogem os macacos.

Quando está quase bom, deixa-se.

Quando estiveres contrariado, conta até dez antes de proferir palavra, conta até cem, se estiveres encolerizado.

Quando estiveres morto, torna-te à abelha e ao porco.

Quando estou com o meu amigo, não estou só, e nós não somos dois.

Quando estou em Roma, romano sou.

Quando eu era besta, os cavalos quase me matam.

Quando evitamos as ocasiões, removemos as tentações.

Quando existirem homens sem defeitos, ver-se-ão governos sem abusos.

Quando falta dinheiro, falta tudo.

Quando falta, sobra e quando sobra, falta.

Quando faz com a cabeça, desmancha com o rabo.

Quando floresce o maracotão, os dias iguais são.

Quando forçar, não queixar.

Quando fores a casa alheia, chama de fora.

Quando fores a casa alheia, não entres sem te anunciares.

Quando fores a conselho, fala do teu e deixa o alheio.

Quando fores a Roma, faze-te romano.

Quando fores ao mercado, pão leve e queijo pesado.

Quando fores bigorna, agüenta; quando fores malho, malha.

Quando fores bigorna, sofre, e quando fores malho, malha.

Quando fores de caminho, não digas mal do teu vizinho.

Quando fores ver o lobo, leva o cão contigo.

Quando há dez léguas a andar, nove fazem metade do caminho.

Quando há figos não há amigos.

Quando há fome não há ruim pão.

Quando há fome, não há ruim pão.

Quando há gente para marujo, há gente para tudo.

Quando há homens, nunca se confessam mulheres.

Quando há muito a punir, há tudo a perder.

Quando há que comer em casa, quedos estão os santos.

Quando há que comer em casa, sãos estão os santos.

Quando há saúde, estão os santos quedos.

Quando há sede, não é tacha dar um beijo na borracha.

Quando há uma mazela, tudo toca nela.

Quando há vento é que se limpa o cereal.

Quando mal, nunca maleitas.

Quando mal, nunca pior.

Quando malho, malha; quando cunha, sofre.

Quando manda o apetite, paga a bolsa.

Quando me vi fora, tive a Deus pelos pés.

Quando menos se espera, salta a lebre.

Quando mija um brasileiro, mija o mundo inteiro.

Quando mija um português mijam (logo) dois ou três.

Quando mija um português, mijam sempre dois ou três; quando mija um brasileiro, mija o mundo inteiro.

Quando muito arde o sol, nem mulher, nem carnes, nem caracol.

Quando na boca há muito patriotismo, há grande ambição no coração.

Quando na mocidade se aprende, toda a vida dura.

Quando não chove em Fevereiro, nem bom pão nem bom lameiro.

Quando não chove em Fevereiro, nem bom prado nem bom celeiro.

Quando não existe inimigo no interior, o inimigo no exterior não pode te machucar.

Quando não faz vento, faz bom tempo.

Quando não há copo, bebe na borracha, nunca será tacha.

Quando não há lombo, lingüiça como.

Quando não há pão, come-se broa.

Quando não há trigo, come-se de milho.

Quando não há vento não há mau tempo.

Quando não há, até o rei perde.

Quando não o dão os campos, não o dão os santos.

Quando não puderes beber na fonte, não bebas no ribeiro.

Quando não se sabe, a ferramenta é má.

Quando não se tem o que se ama, deve-se amar o que se tem.

Quando não tenho vontade de fiar, deito o fuso a nadar.

Quando nasce o marinhão, logo nasce o gabão.

Quando nasce o marinhão, nasce logo o seu gabão.

Quando nasce um sapo, nasce logo uma sapa.

Quando neste vale estou que outro além me enverdece, muito melhor me parece, não assim quando eu lá vou.

Quando neste vale estou, outro melhor me parece, não assim quando lá vou.

Quando novo, come do ovo, depois rói num corno.

Quando o alveitar vai à aldeia, todos os burros estão doentes.

Quando o amigo é certo, um olho fechado e outro aberto, e, quando não é certo, todos dois abertos.

Quando o amigo pede, não há amanhã.

Quando o amo é glutão, passam fome o criado e o cão.

Quando o amor nos visita, a amizade se despede.

Quando o asno pode, a burra não pode.

Quando o bem do senhor tarda, o serviço do servidor enfada.

Quando o bem te chegar, mete-o em casa.

Quando o burro zurra, deita-lhe logo o cabresto.

Quando o burro zurrar, deita-lhe logo o cabresto.

Quando o burro zurrar, deita-lhe o cabresto.

Quando o cabra é bom, toda hora é hora.

Quando o campo fica cheio, é preciso que se alivie.

Quando o carpinteiro tem madeira para lavrar, e a mulher pão para amassar, não lhes falta pão que comer e lenha que queimar.

Quando o céu anda prodigioso, a uns para a pé, a outros em coche.

Quando o coração está cheio, transborda a boca.

Quando o corsário promete missa e cera, por mal anda o galeão.

Quando o corsário promete missas, mal anda o galeão.

Quando o coxo de amores morre, que fará quem anda e pode.

Quando o diabo reza, enganar-te quer.

Quando o diabo rezar, é porque te quer enganar.

Quando o doente diz "ai", o médico diz "dai".

Quando o doente escapa, foi Deus que o salvou; e, quando morre, foi o médico que o matou.

Quando o enfermo diz "ai", o físico diz "dai".

Quando o enfermo diz "ai", o médico diz "dai".

Quando o espírito anda a monte, nem vês o que tens defronte.

Quando o espírito anda longe, os olhos não vêem o que está ao pé.

Quando o ferro está acendido, então é que há de ser batido.

Quando o ferro está acendido, então há de ser batido.

Quando o ferro estiver acendido, então é que há de ser batido.

Quando o ganho é fácil, a despesa é louca.

Quando o ganso mergulha, traz o trigo para a tulha.

Quando o gato enjeita côco e a moça casamento, ou o côco tem pimenta.

Quando o gato está longe, os ratos aproveitam.

Quando o gato está longe, os ratos brincam.

Quando o gato sai de casa, os ratos passeiam.

Quando o gato sai, os ratos fazem a festa.

Quando o gosto é sobejo, mais cara é a mecha que o sebo.

Quando o inimigo foge, todos são valentes.

Quando o lobo come outro, fome há no souto.

Quando o lobo vai furtar, longe de casa vai caçar.

Quando o lobo vai furtar, longe de casa vai cear.

Quando o lobo vai por seu pé, não come o que quer.

Quando o mal é de morte o mal é morrer.

Quando o mal é de morte, não precisa de doutor.

Quando o mal é de morte, o remédio é morrer.

Quando o mal é de nação, nem a poder de sabão.

Quando o mal nos visita, a amizade se perde.

Quando o malho dá, a cunha sofre.

Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão.

Quando o mar bate na rocha, quem se lixa é o mexilhão.

Quando o mar briga com a praia, quem apanha é o caranguejo.

Quando o mar briga com o rochedo, quem paga são os mariscos.

Quando o mar briga com o rochedo, quem sofre é o marisco.

Quando o marido vai cavar, deve a mulher fiar.

Quando o médico é piedoso, é o doente perigoso.

Quando o médico é piedoso, está o doente perigoso.

Quando o melro canta em Janeiro, é tempo de sequeiro o ano inteiro.

Quando o mestre canta, boa vai a obra.

Quando o nó se faz piolho, com mal anda o olho.

Quando o ouro fala, tudo cala.

Quando o ouro fala, tudo emudece.

Quando o ouro fala, tudo se cala.

Quando o pão de rala tufa, que fará a farinha.

Quando o pão do pobre cai, cai sempre com a manteiga para baixo.

Quando o pão rolão tufa, que fará o alvo.

Quando o pardal tem fome, vem abaixo e come.

Quando o pobre dá ao rico, o diabo ri.

Quando o poço está seco, é que se conhece o valor da água.

Quando o povo diz, ou é, ou está para ser.

Quando o que se dá aos pobres cabe numa mão, o que se recebe não cabe em duas.

Quando o rico geme, o pobre é quem sente a dor.

Quando o rio não faz ruído, ou não leva água, ou vai crescido.

Quando o ruim se torna bom, está pior do que nunca.

Quando o sábio aponta para a Lua, o idiota olha para o dedo.

Quando o sandeu se perdeu, o sisudo aviso colheu.

Quando o sapo salta, a chuva não falta.

Quando o sol nasce, é para todos.

Quando o urubu anda caipora, o de baixo caga no de cima.

Quando o urubu anda caipora, se atola até em lajeiro.

Quando o urubu está caipora, não há galho verde que o agüente.

Quando o velho não se ouve, ou está entre néscios ou no açougue.

Quando o vento sopra, entra em todos os buracos.

Quando o vento vem do mar, na noite de S. João, não há verão.

Quando o vilão está rico, não tem parente nem amigo.

Quando o vilão vai de mulo, não conhece Deus nem o mundo.

Quando o vinho desce, as palavras sobem.

Quando o vinho entra, o juízo sai.

Quando olhos não vêem, coração não pena.

Quando olhos não vêem, coração não sente.

Quando os bois não querem, empurram.

Quando os doentes bradam, os físicos ganham.

Quando os doentes bradam, os médicos ganham.

Quando os enfermos bradam, os médicos ganham.

Quando os favores acabam, começa a ingratidão.

Quando os filósofos fossem reis, ou os reis fossem filósofos, os povos seriam felizes.

Quando os gatos não estão em casa, os ratos passeiam por cima da mesa.

Quando os gatos se ausentam, dançam os ratos.

Quando os meus males forem velhos, os de alguém serão novos.

Quando os olhos não vêem, o coração não pena.

Quando os olhos não vêem, o coração não sente.

Quando os porcos bailam, adivinham chuva.

Quando os povos estão contentes, as conspirações são impossíveis.

Quando os que mandam perdem a honra, os que obedecem perdem o respeito.

Quando os tiranos riem, as nações choram.

Quando passam rábanos, é que é comprá-los.

Quando passares pela terra dos tortos, fecha um olho.

Quando Paulo enferma, Paulo sara.

Quando pegas, galinhas, quando galinhas, pegas.

Quando pequenos, os filhos nos pisam os pés, quando grandes, nos pisam o coração.

Quando perderes, põe-te de lado.

Quando pobre come frango, um dos dois está doente.

Quando puderes beber na fonte, não bebas no ribeiro.

Quando quiseres mentir, fala no tempo que há-de vir.

Quando se afia o aço, se guarda o tinteiro.

Quando se afiam as espadas, guardam-se os tinteiros.

Quando se canta, não se assobia.

Quando se casa uma filha, dá-se a carga para o burro; e, quando se casa um filho, dá-se o burro para a carga.

Quando se come bem é que se poupa algum vintém.

Quando se come, não se envelhece.

Quando se come, não se fala.

Quando se declara a guerra, o diabo alarga o inferno.

Quando se é moço, a esperança anda na boca a cantar.

Quando se espera batizado, sai enterro.

Quando se está bem com a fortuna, é preciso acariciá-la, porque, se ela se retira, não volta.

Quando se está bem, é fácil consolar o infeliz.

Quando se está bem, é fácil consolr o doente.

Quando se está com a corda na garganta, todo o mundo puxa a ponta.

Quando se está com fome, carne rançosa se come.

Quando se está infeliz, se cai de costas e se quebra o nariz.

Quando se está na dança, é preciso dançar.

Quando se fala na albarda, aparece logo o burro.

Quando se fala no diabo arreguicha o rabo.

Quando se faz uma panela faz-se um testo para ela.

Quando se faz uma panela, faz-se logo um testo para ela.

Quando se ouve o tiro, a bala já anda longe.

Quando se pensa ir ligeiro, já se encontram outros que vêm.

Quando se tem fome, não há ruim pão.

Quando se vê a casa a arder chega-se-lhe fogo por outro lado.

Quando se vê um cão a cagar atirase-lhe a matar.

Quando souber quem são os amigos dele, saberá quem é ele.

Quando te derem a vaca, vem logo com a corda.

Quando te derem o bacorinho, segura-o pelo rabinho.

Quando te derem o bezerro, corre logo com a corda.

Quando te derem o porquinho, acode logo com o baracinho.

Quando te derem o porquinho, segura-o pelo rabinho.

Quando te derem um porquinho, segura-o pelo rabinho.

Quando te emprestarem o burro para montar, não metas as mãos no alforje.

Quando tenhas um segredo, guarda-o bem, não o digas a ninguém.

Quando todo vício envelhece, avareza reverdece.

Quando toma corpo o diabo, se disfarça de advogado.

Quando tosse o prior, bom é o sermão.

Quando tudo é interessante, coisa alguma interessa.

Quando um avarento resolve abrir a mão, não tem rival.

Quando um burro (fala/zurra), os outros baixam as orelhas.

Quando um burro fala o outro baixa as orelhas.

Quando um burro fala, o outro abaixa as orelhas.

Quando um burro fala, o outro cala.

Quando um burro fala, o outro murcha a orelha.

Quando um burro zurra, o outro abaixa as orelhas.

Quando um cai, todos o pisam.

Quando um cão se afoga, todos lhe trazem água.

Quando um diz "mata", o outro diz "esfola".

Quando um lobo come outro, fome há no souto.

Quando um mono se veste de seda, se mono era, mono se queda.

Quando um não quer, dois não baralham.

Quando um não quer, dois não batalham.

Quando um não quer, dois não brigam.

Quando um não quer, dois não discutem.

Quando um paga, dois descansam.

Quando uma porta se fecha, cem se abrem.

Quando uma porta se fecha, muitas janelas se abrem.

Quando uma porta se fecha, outra se abre.

Quando urubu anda caipora, se atola até em lajeiro.

Quando urubu está de azar, o de baixo caga no de cima.

Quando urubu está infeliz, o de baixo borra no de cima.

Quando vem a glória, vai-se a memória.

Quando vem ao soberbo o castigo, vem-lhe mais rijo.

Quando vem o bem, mete-o em tua casa.

Quando vires a barba do teu vizinho a arder, põe a tua de molho.

Quando vires a casa do vizinho a arder vai pondo as tuas barbas de molho.

Quando vires arder as barbas de teu vizinho, deita as tuas em remolho.

Quando vires arder as barbas do vizinho, põe as tuas de molho.

Quando vires as barbar do vizinho a arder, pões as tuas de molho.

Quando vires as barbas do teu vizinho a arder põe as tuas de molho.

Quando vires as barbas do vizinho arderem, põe as tuas de molho.

Quando vires ladrão com frade, ou o frade é ladrão, ou o ladrão é frade.

Quando vires uma mulher, fala, mas não escutes.

Quando vivo não o fizeres, dos herdeiros não o esperes.

Quando você ia para o moinho, já eu voltava com o fubá.

Quando você ia para os cajus, eu já vinha das castanhas.

Quando você ia para os cajus, já eu voltava das castanhas.

Quantas cabeças, quantas carapuças.

Quantas cabeças, tantas carapuças.

Quantas cabeças, tantas opiniões.

Quantas cabeças, tantas sentenças.

Quantas vezes a fortuna que buscamos, fica atrás.

Quantas vezes te ardeu a casa? Quantas casei filha.

Quanto antes, melhor.

Quanto chupa a abelha, mel torna; quanto a aranha, fel.

Quanto chupa a abelha, mel torna; quanto a aranha, peçonha.

Quanto chupa a abelha, se torna mel, e quanto a aranha, peçonha e fel.

Quanto Deus faz, é bem feito.

Quanto faz com a cabeça, desmancha com o rabo.

Quanto faz com a cabeça, desmancha com os pés.

Quanto faz com as mãos, desmancha com os pés.

Quanto maior a nau, maior a tormenta.

Quanto maior a riqueza, tanto menor a liberdade.

Quanto maior é a nau, maior é a tormenta.

Quanto maior é a riqueza, maior é a ambição.

Quanto maior é a subida, maior é a queda.

Quanto maior é a subida, tanto maior é a descida.

Quanto maior é a ventura, tanto menos dura.

Quanto maior é a ventura, tanto menos é segura.

Quanto maior o pau, maior a queda.

Quanto mais a cozinha é gorda, mais o testamento é magro.

Quanto mais a mulher olha a cara, pior vai a casa.

Quanto mais a vaca se ordenha, maior tem a teta.

Quanto mais afastado, mais desejado.

Quanto mais água, mais sede.

Quanto mais alta a berlinda, maior é o trambolhão.

Quanto mais alto é o pau, mais bonita é a queda.

Quanto mais alto fores, maior o tombo.

Quanto mais alto o coqueiro, maior é o tombo.

Quanto mais alto o macaco sobe, mais mostra o rabo.

Quanto mais alto se sobe de mais alto se cai.

Quanto mais alto se sobe pior é a queda.

Quanto mais alto se sobe, de mais alto se cai.

Quanto mais alto se sobe, maior é a queda.

Quanto mais alto se sobe, maior o trambolhão.

Quanto mais alto se sobe, maior queda se dá.

Quanto mais alto sobe uma pessoa, maior é a queda.

Quanto mais alto, maior é a queda.

Quanto mais amigo, maior inimigo.

Quanto mais apartado, mais desejado.

Quanto mais barato está o pão, melhor canta o coração.

Quanto mais beata, mais coirata.

Quanto mais besta, mais peixe.

Quanto mais burro, mais feliz.

Quanto mais burro, mais peixe.

Quanto mais canhoto, mais maroto.

Quanto mais cedo, melhor.

Quanto mais choras, menos mijas.

Quanto mais cuidados, mais roubados.

Quanto mais depressa, mais devagar.

Quanto mais dinheiro, mais cuidados.

Quanto mais fala, mais erra.

Quanto mais falatório, menos obras.

Quanto mais geia, mais aperta.

Quanto mais gorda é a cozinha, mais magro é o testamento.

Quanto mais há, mais se gasta.

Quanto mais honrados, mais arriscados.

Quanto mais luz o mar, mais os cães hão de ladrar.

Quanto mais me bates, mais gosto de ti.

Quanto mais merecida a pena, tanto mais chorada a culpa.

Quanto mais mira, menos vê.

Quanto mais nos descobrimos, tanto mais frio sentimos.

Quanto mais o bode empina, mais acerta a martelada.

Quanto mais o burro pula, mais afrouxa o peitoral.

Quanto mais o gênio do homem se eleva, mais as suas vistas se estendem.

Quanto mais o tolo sobe, tanto mais mostra quem é.

Quanto mais onerosos os impostos, mais pobre o povo.

Quanto mais parvo, mais confiado.

Quanto mais perto da igreja, mais longe de Deus.

Quanto mais pobres, mais asnos.

Quanto mais pressa mais vagar.

Quanto mais pressa, mais devagar.

Quanto mais prima mais se lhe arrima.

Quanto mais prima, mais se lhe arrima.

Quanto mais rezo, mais assombração me aparece.

Quanto mais rico, mais ridículo.

Quanto mais ricos, mais malditos.

Quanto mais rogam ao ruim, pior é.

Quanto mais rogam ao ruim, pior.

Quanto mais se abaixa, mais se lhe vê o cu.

Quanto mais se canta, melhor se dança.

Quanto mais se ganha, mais se gasta.

Quanto mais se mexe na merda, mais ela fede.

Quanto mais se mexe na porcaria, mais ela enjoa.

Quanto mais se mexe na trampa, mais ela fede.

Quanto mais se roga ao ruim, pior.

Quanto mais se semeia em desejos, menos se colhe em felicidade.

Quanto mais se tem, mais se quer.

Quanto mais se vive, mais se aprende.

Quanto mais se vive, mais se vê.

Quanto mais seca a madeira, mais arde.

Quanto mais tarde, melhor maré.

Quanto mais te agachas mais o rabo se vê.

Quanto mais te agachas, mais te põem o pé em cima.

Quanto mais te baixas, mais se te vê o cu.

Quanto mais te dão, mais amigos são.

Quanto mais te dão, mais teus amigos são.

Quanto mais tem, mais quer.

Quanto mais temos, mais desejamos.

Quanto mais temos, mais queremos.

Quanto mais uma coisa é vedada, mais é desejada.

Quanto mais uma coisa é vedada, tanto mais é desejada.

Quanto mais velho, mais bobo.

Quanto mais vivemos, mais aprendemos.

Quanto mais vivemos, tanto mais sabemos.

Quanto me és quanto me dóis.

Quanto me és, quanto me dóis.

Quanto menos entende, mais repreende.

Quanto menos se pensa, mais se fala.

Quanto menos se sabe, menos se duvida.

Quanto menos somos nós, melhor pensamos.

Quanto menos somos, melhor passamos.

Quanto pior, melhor.

Quanto sabes, não dirás; quantos vês, não julgarás, e viverás em paz.

Quanto sabes, quanto vales. Saberás, mas se nada tens, nada vales.

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