< Portugiesische Sprichwörter >

A homem de bem não procures antepassados.

A homem de esforço, a fortuna lhe põe ombro.

A homem desamorado não se pode ter amor.

A homem enamorado, nunca casa com sobrado.

A homem farta, as cerejas amargam.

A homem farto as cerejas lhe amargam.

A homem farto, as cerejas lhe amargam.

A homem maior, dá-lhe honra.

A homem mau, com corda e pau.

A homem ocioso e mulher barbuda, de longe os saúda.

A homem pobre ninguém acometa.

A homem pobre ninguém roube.

A homem pobre, pano fino, cântaro de cobre.

A homem praguento e difamador nenhum crédito se deve dar.

A homem ruivo e mulher barbuda, de longe os saúda.

A homem sem palavra, não lhe fies uma sede d'água.

A honestidade é a melhor política.

A honestidade é, dos sistemas, o mais proveitoso.

A honra dá quem a tem.

À honra dos santos se beijam as pedras.

A honra é a bússola dos homens de bem.

A honra é como o vidro: quebrada, não solda mais.

A honra é como o vidro: quebrando, não solda mais.

A honra muda os costumes.

A honra que se vende, é sempre paga mais cara do que vale.

A honra se lava com sangue.

A honra se lava é com sangue.

A honra sustenta as artes.

A hora de comer é a da fome.

A hora de comer é a fome.

A hora de comer é a mais pequena.

À hora de comer sempre o diabo traz mais um.

Á hora de comer, sempre o Diabo traz mais um.

À hora do comer, sempre o diabo traz mais um.

A hora é incerta, mas a morte é certa.

À hora má, não ladram cães.

À hora má, não ladram perros.

À hora má, perro não ladra.

A humildade é fundamento da verdade.

A humildade só é virtude quando não revela fraqueza.

A idade não espera.

A ignorância da lei não desculpa a ninguém.

A ignorância da lei não escusa ninguém.

A ignorância do bem é a causa do mal.

A ignorância do futuro é um dos maiores benefícios da Providência.

A ignorância dócil é desculpável, mas a presumida é refratária, é desprezível e intolerável.

A ignorância é a mãe de todas as doenças mas é um repousante.

A ignorância é a mãe de todos os erros.

A ignorância é a mãe de todos os vícios.

A ignorância é a mãe do atrevimento.

A ignorância é má conselheira.

A ignorância é mãe de todos os (vícios/doenças).

A ignorância é o pior de todos os males.

A ignorância e o vento são do maior atrevimento.

A ignorância é sempre atrevida; a sabedoria, em geral, modesta.

A ignorância é um grande mal, porém a falsa ciência é um mal ainda maior.

A ignorância é um mal, mas não contagioso.

A ignorância escandaliza o entendimento.

A ignorância força-nos a fazer duas vezes o mesmo caminho.

A ignorância não duvida, porque desconhece que ignora.

A ignorância não faz perguntas.

A ignorância não tem dúvidas.

A ignorância obra monstros.

A ignorância tem a discrição por malícia.

A imaginação é como as paixões: mente e engana a si mesma.

A imaginação é o recreio dos moços, como a reflexão é o consolo dos velhos.

A imaginação encanta os moços, a reflexão desencanta os velhos.

A imaginação pinta, o espírito compara, o gosto escolhe, o talento executa.

A imaginação, que avoluma os bens, também exagera os males futuros.

A importância exterior que afetam certas pessoas, denuncia ordinariamente a sua interior insignificância.

A impunidade começa por tornar as leis inúteis, e finda por torná-las ridículas.

A impunidade convida ao crime.

A incerteza do termo da nossa vida lhe confere uma perpetuidade ilusória, mas aprazível.

A inconstância da fortuna assusta os felizes e anima os infelizes.

À Índia, mais vão do que tornam.

A Índia, ou vende caro o que tem, ou troca com vantagem.

A indulgência para o vício é uma conspiração contra a virtude.

A indústria é a mão direita da fortuna, e a economia é a esquerda.

A ingratidão dos povos sempre corresponde à extensão dos benefícios recebidos.

A ingratidão é a sombra do benefício.

A ingratidão é o cancro moral de todos os crimes.

A ingratidão indigna e destrói.

A ingratidão seca a fonte da piedade.

A inimigo que foge, ponte de prata.

A injustiça feita a um é uma ameaça feita a todos.

A inteligência aumenta a força, dando-lhe melhor direção e disciplina.

A intenção é que conta.

A intenção é que faz a ação.

A intenção faz a ação.

A inveja anuncia o merecimento, como o fumo anuncia o fogo.

A inveja combate sempre a elevação.

A inveja é um verme que rói e consome as entranhas do invejoso.

A inveja está sempre em jejum.

A inveja matou Caim.

A inveja nunca tira o bem que outrem merece.

A inveja o homem atormenta; a emulação, porém, salienta.

A inveja sempre atina lugares altos.

A inveja traz o peão à limpeza e ao nobre mais nobreza.

A ir à guerra e a caçar, não se deve aconselhar.

A ira é em vão sem uma forte mão.

A ira é má conselheira.

A ira queima o entendimento.

A isca é que engana, e não o pescador nem a canoa.

A isca é que engana, e não o pescador que tem a cana.

A jantar dado, não se olha o molho.

A juiz fraco, estomentá-lo.

A juiz ladrão, com os pés na mão.

A justa e boa petição traz bom despacho consigo.

A justiça a todos agrada, mas ninguém a quer em casa.

A justiça a todos agrada, mas ninguém a quer em sua casa.

A justiça a todos guarda, mas ninguém a quer em casa.

A justiça a todos guarda, mas ninguém a quer em sua casa.

A justiça começa em casa.

A justiça começa por casa.

A justiça de Deus é infalível.

A justiça de deus tarda, mas não falha.

A justiça de Deus tarda, mas não falta.

A justiça divina tarda, mas não falha.

A justiça e a razão vencem tudo.

A justiça é cega.

A justiça não conhece pai nem mãe, mas a verdade.

A justiça não dorme.

A justiça procura o culpado; a eqüidade procura o inocente.

A justiça sem a força é impotente; o poder sem a justiça é tirania.

A justiça sem razão é a própria sem razão.

A justiça tarda, mas não falha.

A justiça tem sete mangas, e, em cada manga, sete capelos.

A justiça tem sete mangas, e, em cada manga, sete manhas.

A justiça, como as mãos do cirurgião, com quanto mais levidão cura, melhor é.

A justiça, para ser boa, começa por casa.

A justos não se devem pedir coisas injustas.

A juventude deve seguir seu curso.

A juventude é extravagante: salta por cima do riacho quando há uma ponte ao lado.

A juventude é uma flor que passa.

A la larga, o galgo a lebre mata.

A lã não pesa à ovelha, e a barba não pesa ao bode.

A lã nunca pesou ao carneiro.

A ladrão de casa nada é vedado.

A ladrão de casa nada se esconde.

A ladrão de casa não há chave.

A ladrão de casa não se fecham as portas.

A ladrão fino não furtes castão.

A lágrimas de mulher não há casa forte.

A lama dos moços dá pela barba e aos velhos pela braga.

A lampreia faz a bolsa feia.

A laranja (banana) de manhã é ouro, ao meio-dia prata e à noite mata.

A laranja de manhã é ouro, à tarde é prata e à noite mata.

A laranja de manhã é ouro, ao meio-dia é prata, à noite mata.

À laranja e ao fidalgo, o que quiser; ao limão e ao vilão, o que tiver.

A laranja pela manhã é ouro; ao meio dia, prata; à tarde, cobre, e à noite mata.

À larga, o galgo a lebre mata.

A lavrador descuidado os ratos comem o semeado.

A lavrador descuidado, os ratos lhe comem o semeado.

A lavrador preguiçoso levam os ratos o precioso.

A lebre é de quem a levanta, e o coelho de quem o mata.

A lei de amar é como a de reinar: não sofre dois.

A lei de reinar é como a de amar.

A lei deve ser como a morte: não excetuar ninguém.

A lei é dura, mas é a lei.

A lei é dura, mas é lei.

A lei é poderosa mas, mais poderosa é a necessidade.

A lei não tem efeito retroativo.

A lei protege os fortes.

A lei protege os grandes.

A lei vê o irado, o irado não vê a lei.

A lei, lei é.

A leitura encanta os felizes e consola os desgraçados.

A lenha quanto mais seca, mais arde.

A lenha sustenta o lume.

A lenha torta dá fogo direito.

A letra com sangue entra.

A letra entra com sangue.

A letra mata, o espírito vivifica.

A letra prescreve, desde que o velhaco assina.

A liberalidade faz os príncipes amados.

A liberdade de imprensa é a respiração do corpo social.

A liberdade vale ouro.

A lição do futuro existe na contemplação do passado.

A lição dos exemplos instrui muito mais, que a dos preceitos.

A lima lima a lima.

À limpeza Deus amou; mais amou quem a guardou.

A língua bate onde dói o dente.

A língua da gente é correia da pele.

A língua das mulheres é a sua espada.

A língua do maldizente e a orelha do que o ouve, são irmãs.

A língua do maldizente e o ouvido do que ouve são irmãos.

A língua dum praguento é pincel do demônio.

A língua enganosa não ama a verdade.

A língua fala à custa da cabeça.

A língua longa é sinal de mão curta.

A língua malvada corta mais que a espada.

A língua não é de aço, mas corta.

A língua não mente o que o coração sente.

A língua não tem osso, mas quebra osso.

A língua não tem osso, mas quebra ossos.

A língua tem poder de vida e de morte.

A língua vai aonde dói o dente.

A língua volta-se sempre para o dente que dói.

A linguagem da verdade é simples.

A linha reta é o menor caminho entre dois pontos.

A lisonja é incompatível com a nobreza de carácter.

A lisonja é uma moeda falsa, que só tem curso pela nossa vaidade.

A lisonja não é prazer senão para os tolos.

A lisonja tem seu silêncio como tem a sua linguagem.

A lisonjaria a toda orelha é doce.

A lisonjaria cria amigos e a verdade ódios.

A lisonjeiro, fazer mau rosto.

A lua é calma e tem vulcões no seio.

A lua e o amor, quando não crescem, diminuem.

A lua não fica cheia num dia.

A lua trinta, como quinta, quando o sétimo ou nono não desminta.

A Lua, como pinta, trinta.

A lua, onde está, logo aparece.

A Lua, quando pinta, quinta; e, se ao sexto não despinta, vai até aos trinta.

A luta contra a desgraça é inútil.

A luz com que vês os outros é a luz com que os outros te vêem a ti.

A luz com que vês os outros, é a luz com que os outroa te vêem a ti.

À luz da candeia, faz tua meia.

A luz onde está, logo aparece.

A luz que vai adiante é que alumia.

A má ação envergonha quem a pratica, não quem a recebe.

A má ação fica com quem a pratica.

A má cama, colchão de vinho.

A má chaga cura-se; a má fama mata.

A má chaga sara, e a má fama cresce sempre.

A má chaga sara, e a má fama mata.

A má chaga, má erva.

A má companhia torna o bom mau, e o mau pior.

A má companhia torna o bom, mau, e o mau, pior.

A má erva depressa nasce e tarde envelhece.

A má erva depressa nasce e tudo envelhece.

A má erva mata a boa.

A má erva, se não se arranca, cada dia se multiplica.

A má fama não mata a geada.

A má fortuna nunca foi louvada.

A má hora depressa nasce e depressa melhora.

A má hora depressa nasce e depressa morre.

A má irmã não te ama.

À má língua, tesoura.

A má mulher é açoite do homem.

A má nova depressa nasce e depressa melhora.

A má paga venha em palha.

A má pele não se muda.

À má sorte, boa cara.

À má sorte, envidar forte.

A má ventura sempre é queixosa.

À má vizinha dá agulha sem linha.

À má vizinha empresta a agulha sem linha.

A maçã podre estraga a companheira.

A macaco velho não se ensina a fazer caretas.

A madrugada só sabe bem depois de feita.

A mãe aguçosa faz a filha preguiçosa.

A mãe e a filha, por dar, se fazem amigas.

A mãe é uma libra e a filha meia.

A magnificência encurta a beneficência.

A mágoa aparta amor.

A magra baila na boda, e não a gorda.

A magro não chego, e de gordo não passo.

A maior arte consiste em encobrir a arte.

A maior destruição que o homem de si tem, é o mesmo outro homem.

A maior dor é aquela que se está sentindo.

A maior intensidade do mal anuncia, ordinariamente, a sua menor duração.

A maior jornada começa por um passo.

A maior jornada é sair de casa.

A maior miséria é aquela que vem da preguiça.

A maior pressa é o maior vagar.

A maior ventura é a menos segura.

A maior ventura é a que menos dura.

A maior vingança é o desprezo.

A maior virtude dos que falam é calar o que não devem dizer.

A mais bela das virtudes é perdoar.

A mais certa alcoviteira que as filhas têm, é a sua própria mãe.

A mais certa alcoviteira que os filhos têm, é a sua própria mãe.

A mais forte despesa que se pode fazer, é a do tempo.

A mais mouros, mais ganância.

A mais obriga um rosto bem ensombrado, que um homem armado.

A mais rica das rendas é a economia.

A mais ruim ovelha, do fato suja o tarro.

A mais temível valentia é a que impõe a necessidade.

A mais terrível valentia é a que impõe a necessidade.

A majestade e a amizade são quase sempre incompatíveis.

A mal desesperado, remédio heróico.

A maldade consigo se castiga.

A maldade e a discrição são os pilotos do mundo.

A maldade é uma grande enfermidade da alma.

A malícia tem vista fraca e memória forte.

A malícia, quem não a faz, não a cuida.

A maluco, maluco e meio.

A mancebo mau, com mão e com pau.

A mancebo mau, com pão e com pau.

A mandriice é o chamariz da mosca.

A maneira mais rápida de se tocar a boiada é devagar.

A mão direita não deve saber o bem que faz a esquerda.

A mão na dor e o olho no amor.

A mão na dor, o olho no amor.

A mão que embala o berço, dirige o mundo.

A mãos lavadas, Deus lhes dá que comam.

A marido, serve-o como amigo e guarda-te dele como inimigo.

A marido, serve-o como amigo, e guarda-te dele como inimigo.

A más fadas, más bragas.

A más fadas, más brasas.

A mau agricultor, cada enxada dá dor.

A mau amo hás de agradar, com medo de empiorar.

A mau amo, mau moço.

A mau bácoro, boa lande.

A mau capelão, mau sacristão.

A mau falador, discreto ouvidor.

A mau fodedor até o colhões atrapalham.

A mau fodedor até os pentelhos atrapalham.

A mau moço, mau amo.

A mau pagador, em farelos.

A medicina ensina a curar os doentes; a arte da guerra, a matar os sãos.

A médico, confessor e letrado nunca enganes.

A medida do ter nunca enche.

A medida geral das ações humanas é o interesse.

À medida que a razão cresce, o instinto enfraquece.

À medida que se estende a experiência, aumenta-se a inteligência.

A melancolia alumia e destrói.

A melhor companhia acha-se numa escolhida livraria.

A melhor cozinheira é a azeiteira.

A melhor defesa é o ataque.

A melhor entidade da terra é uma boa mulher, e a pior peste, a que é má.

A melhor espiga é para o pior porco.

A melhor espiga é sempre para o pior porco.

A melhor esposa é aquela de quem ninguém diz nem mal nem bem.

A melhor lã, come-a a traça.

A melhor mostarda é a fome.

A melhor palavra é a que está por dizer.

A melhor palavra é a que fica por dizer.

A melhor vingança é o desprezo.

A memória das injúrias dura mais que a dos benefícios.

A memória do credor é melhor que a do devedor.

A memória do prazer passado acrescenta a dor presente.

A memória é o estojo da ciência.

À menina e ao borracho mete Deus a mão por baixo.

A meninos e a santos de altar não prometas para faltar.

A meninos e a santos do altar não prometas para faltar.

A mente ociosa é o jardim do diabo.

A mentira corre mais que a verdade.

A mentira corre, mas a verdade a apanha.

A mentira é como uma bola de neve; quanto mais rola, mais engrossa.

A mentira é o autor de toda a maldade.

A mentira monta na garupa da dúvida.

A mentira não tem pejo.

A mentira não tem pés.

A mentira sempre é vencida.

A mentira só dura enquanto a verdade não chega.

A mentira tem pernas curtas.

A mentiroso, boa memória.

A merda é a mesma, as moscas é que mudam.

A merda é a mesma, as moscas é que mudaram.

A mesa do rico insulta a fome do pobre.

A mesa lauta, muitas vezes, conduz à pobreza.

À mesa não se envelhece.

A mesma terra produz rosas e cardos.

A metade da obra tem feito quem começa bem e com jeito.

A metade da obra tem feito quem começa bem.

A metade da obra tem feito, quem começa com jeito.

A metade da obra tem feito, quem começa com tempo.

A metade do mundo não sabe como vive a outra metade.

A metade é mais do que o todo.

A mim não, que sou macaco velho.

A mim não, que sou perro velho.

À mingua de pão, boas são as tortas.

À míngua de pão, boas são as tortas.

À míngua de pão, broas tortas.

À míngua de pão.. boas são as tortas.

À minha custa aprendi a fazer bem.

A minha custa aprendi a fazer o bem.

A minha estrela assim o quis.

A minha liberdade acaba onde começa a liberdade dos outros.

A minha pereira terá peras.

A minha terra é onde me vai bem.

A missa é acabada, partamos à obrada.

A missa e o pimento são fraco alimento.

A missa se derranca com muito "amém".

A moça a aprazer e a velha a beber gastam o seu haver.

A moça a quem bem sabe o pão, perdido é o alho que lhe dão.

À moça a quem bem sabe o pão, perdido é o alho que lhe dão.

A moça e o menino no verão hão frio.

A moça em se enfeitar e a velha em beber gastam todo o seu haver.

A moça louçã se rende à barba cã.

A moça má torna a ama brava.

A moça no telhado não anda a bom recado.

À moça que seja boa, e ao moço que tenha ofício, não podes dar-lhes melhor benefício.

A moça virtuosa, Deus a esposa.

A moça, como é criada; a estopa, como é fiada.

A mocidade comete faltas, e a velhice as expia.

A mocidade é como a água da ribeira: entregue a si própria, destrói as pontes.

A mocidade é como a água da ribeira; entregue a si própria, destroi as pontes.

A mocidade é defeito que se corrige dia a dia.

A mocidade é temerária presume muito e sabe pouco.

A mocidade goza sem reflexão; padece com ela a velhice.

A mocidade ociosa, velhice trabalhosa.

A mocidade ociosa, velhice vergonhosa.

A mocidade passa, mas as recordações ficam.

A mocidade viciosa faz provisão de achaques para a velhice.

A moço ataviado, mulher ao lado.

A moço mal maridado, ponde a mesa e mandai-o com recado.

A moda é o tormento dos sábios e o ídolo dos loucos.

A moderação dos grandes limita apenas os seus vícios.

A moderação faz a duração.

A moderação nas coisas é o todo delas.

A modéstia atrai a benevolência; a vaidade afugenta-a.

A modéstia é um véu delicado que se esconde para dar maior valor.

A modéstia mais ressalta em quem confessa a sua falta.

A moeda má expulsa a boa.

A moeda tem duas faces.

A montanha pariu um rato.

A mor pressa é o mor pagar.

A mor pressa é o mor vagar.

A mor pressa, maior vagar.

A moral está na cabeça, e a moralidade, no coração.

A mordedura de uma serpente é menos cruel que a ingratidão de um filho.

A morte a todos iguala.

A morte até matar mata.

A morte com honra desassombra.

A morte com honra não desonra.

A morte cresce em nós como uma flor.

A morte de cada um já está em edital.

À morte do meu marido, pouca cara e muito gemido.

A morte é a coroa de todos na terra.

À morte e à sorte ninguém foge.

A morte é certa, a hora é incerta.

A morte é niveladora: iguala todos os viventes.

A morte é o fim da vida.

A morte é o fim de todos os males.

A morte faz todos iguais.

A morte iguala todos os viventes.

A morte leva os bons e deixa os ruins.

A morte liquida as contas.

A morte não escolhe idade.

A morte não escolhe idades.

A morte não escolhe nem reis nem pobres.

À morte não há casa forte.

À morte não há coisa forte.

A morte não poupa nem o fraco nem o forte.

A morte não poupa o fraco nem o forte.

A morte nivela tudo.

A morte que der a ventura, essa se sofra.

A morte sempre tem uma desculpa.

A morte tudo nivela.

À morte, o remédio é abrir-lhe a boca.

À morte, o remédio é abrir-lhe a cova.

A mortos e idos não há amigos.

A mosca nunca pousa senão na fraqueza.

A mouro morto, grande lançada.

A muita abastança não farta, mas enfastia.

A muita cera queima a igreja.

A muita confiança nunca causou pouca pena.

A muita cortesia é espécie de engano.

A muita facilidade é em parte doidice.

A muita familiaridade causa menosprezo.

A muita repreensão busca mui poucos amigos.

A muito entendimento, baixa fortuna.

A muito entendimento, dinheiro pouco.

A muito entendimento, fortuna pouca.

A muitos o bem faz mal.

A mula boa, como a viúva, deve ser gorda e ligeira.

A mula com mataduras, nem cevada nem ferraduras.

A mula de vilão, mula é de verão.

A mula e a mulher com afagos fazem os mandados.

A mula e a mulher com pau se quer.

A mula velha, cabeçada nova.

A mula velha, cabeçadas novas.

A mula, com afago; o cavalo, com castigo.

A mulher andeira diz de todos, e todos dizem dela.

A mulher andeja diz de todos, e todos dela.

A mulher boa é prata que muito soa.

A mulher boa, prata é que muito soa.

À mulher brava, corda larga.

À mulher brava, soga larga.

À mulher casada e amigada, laço corredio em corda ensebada.

A mulher casada no monte é alojada.

À mulher casada, o marido lhe basta.

À mulher casta, Deus lhe basta.

A mulher cheira bem quando a nada cheira.

A mulher chora antes do casamento, o homem, depois.

A mulher chora por dor e canta por manha.

A mulher conhece-se pelo comer, o homem pelo andar (ou pelo beber).

A mulher de boa vida não teme o homem de má língua.

A mulher de bom recado enche a casa até o telhado.

A mulher de bondade, outrem fale e ela cale.

A mulher de César está acima de qualquer suspeita.

À mulher de César não basta parecer.

À mulher de César não convêm suspeitas.

À mulher de César não lhe basta ser séria.

A mulher de César não pode ser sequer suspeitada.

A mulher de César tem que ser, não basta parecer.

A mulher de mercador que fia, escrivão que pergunta pelo dia e oficial que vai à caça, não há mercê que lhe Deus faça.

A mulher do cego para quem se enfeita?.

A mulher e a cachorra, a que mais cala, é a mais boa.

A mulher e a cachorra, a que mais cala, é a melhor.

A mulher e a cachorra, a que mais cala, mais zorra.

A mulher e a cereja, para seu mal se enfeita.

A mulher e a colher só não faz o que não quer.

A mulher e a galinha não se deixa passear.

A mulher e a galinha não se deixa passear: a galinha o bicho come, a mulher dá que falar.

A mulher e a galinha são bichos interesseiros: a galinha pelo milho e a mulher pelo dinheiro.

A mulher e a galinha, até a casa da vizinha.

A mulher e a galinha, com o sol recolhida.

A mulher e a galinha, por andar, se perde asinha.

A mulher e a galinha, só até a casa da vizinha.

À mulher e à galinha, torce-lhe o colo, se a queres fazer boa.

À mulher e à galinha, torcer-lhe o pescoço se a quiseres fazer boa.

À mulher e à galinha, torcer-lhe o pescoço, para a fazer boa.

A mulher e a loba, no escolher.

A mulher é a mais bela criação da natureza, mas é também a mais perigosa.

A mulher e a meloa ? só a calada é que é boa.

A mulher e a mula, o pau as cura.

A mulher e a ovelha com sol á cortelha.

A mulher e a ovelha, com o sol à cortelha.

A mulher e a pega falam o que dizem na praça.

A mulher e a pega, a que cala é boa.

À mulher e à pera, a que cata é a boa.

A mulher e a pescada, querem-se da mais grada (engraçada).

A mulher e a sardinha quanto maior mais daninha.

A mulher e a sardinha querem-se da mais maneirinha.

A mulher e a sardinha querem-se da mais pequenina.

A mulher e a sardinha quer-se da mais pequenina.

A mulher e a sardinha, a pequenina.

A mulher e a sardinha, a pequenininha.

A mulher e a sardinha, nem da maior nem da mais pequenina.

A mulher e a sardinha, quanto maior, mais daninha.

A mulher e a sardinha, querem-se da mais pequenina.

A mulher e a seda, de noite à candeia.

A mulher e a vaca busca atrás da casa.

À mulher e à vinha, o homem dá alegria.

A mulher e a vinha, o homem lhe dá alegria.

A mulher é loba no escolher.

A mulher e o cão de caça, procurai-os pela raça.

A mulher e o cristal, se se quebram uma vez, não se podem mais soldar.

A mulher é o cura do lar doméstico.

A mulher e o dinheiro dos outros é sempre melhor.

A mulher e o dinheiro, dos outros é sempre melhor.

A mulher e o melão, o calado é o melhor.

A mulher e o passarinho com sol ao ninho.

A mulher e o pedrado quer-se pisado.

A mulher e o peixe no mar são difíceis de agarrar.

A mulher e o rapaz são pouco amigos da paz.

A mulher e o rapaz são poucos amigos de paz.

A mulher e o reino não se podem bem partir.

A mulher e o vidro estão sempre em perigo.

A mulher e o vinho enganam o mais fino.

A mulher e o vinho fazem errar o caminho.

A mulher e o vinho tiram o homem de seu juízo.

A mulher e o vinho tiram o homem do seu juízo.

A mulher é um animal de cabelos longos e idéias curtas.

A mulher é um cata-vento: vai ao vento que soprar.

A mulher é um ente de cabelos compridos e idéias curtas.

A mulher é um mal necessário.

A mulher é ventarola: ou nos dá bom vento, ou nos põe a viola.

A mulher formosa tira o nome a seu marido.

A mulher grávida aos três meses encobre, aos quatro quer e não pode.

A mulher honrada sempre deve ser calada.

À mulher louca mais agrada o pandeiro que a touca.

A mulher louca pela vista compra a touca.

À mulher louca, antes rabeca que roca.

A mulher muito louçã dar-se quer à vida vã.

A mulher não muda fé.

À mulher nenhum espelho chamou feia.

À mulher nenhuma o espelho chamou feia.

A mulher ociosa nunca fez bom feito.

A mulher ou moça boa prata é que muito soa.

À mulher parida e à teia urdida, nunca lhes falta guarida.

A mulher que dá no homem, na terra do demo morre.

A mulher que muito se mira, pouco fia.

A mulher que não vela, não faz grande teia.

A mulher que não vela, não faz larga teia.

A mulher que não vela, não faz larga tela.

A mulher que pouco fia, sempre faz ruim camisa.

A mulher que ri quando pode e chora quando quer.

A mulher que sempre fia, sempre traz má camisa.

A mulher que te quer, não dirá o que em ti houver.

A mulher que te quiser, não dirá o que em ti houver.

A mulher rabiadeira é como água em joeira.

A mulher ri quando pode e chora quando quer.

A mulher rogada e a olha repousada.

A mulher sara e adoece quando quer.

A mulher velha, cabeçada nova.

A mulher velha, cabeçadas novas.

A mulher, ainda que rica seja, se é pedida, mais deseja.

A mulher, como a franga, que caiba na manga.

A mulher, inda que rica seja, se é pedida, mais deseja.

A mulher, o estudo, a experiência e o vinho mudam a natureza do homem.

A mulher, o fogo e os mares são três males.

A mulher, o jogo e o vinho fazem errar o caminho.

A mulher, por rica que seja, se a pedem, muito mais deseja.

À mulher, roca, e ao marido, espada.

A mulher, sem pôr o pé, faz pegada.

A multidão tem muitas cabeças, mas não tem cérebro.

A murmuração passa, o dinheiro fica.

A natural inclinação vence tudo.

A natureza a todos dá o que lhe convém.

A natureza bem regida pouco há mister.

A natureza com pouco é contente.

A natureza com pouco se contenta.

A natureza cria o bom e o mau.

A natureza criou os prazeres; o homem criou os excessos.

A natureza dá a vida, mas a vida ensina a viver.

A natureza é uma grande mestra: jamais erra.

A natureza ensina a falar e a razão a calar.

A natureza humana com força se justifica.

A natureza suplanta a educação.

A natureza tem horror ao vácuo.

A natureza tem limites, a imaginação não os tem.

A navio em mau estado, todo o vento é contrário.

A navio roto todo vento é contrário.

A navio roto todos os ventos são contrários.

A necessidade aguça o engenho.

A necessidade aguça o entendimento.

A necessidade aguça o talento.

A necessidade carece de lei.

A necessidade conduz a Deus.

A necessidade é a mãe do engenho.

A necessidade é inimiga da virtude.

A necessidade é mãe da indústria.

A necessidade é mãe da invenção.

A necessidade é mãe das invenções.

A necessidade é mestra da vida.

A necessidade é mestra de engenhos.

A necessidade é mestra.

A necessidade em toda coisa é trabalhosa.

A necessidade ensina a rezar.

A necessidade ensina a sofrer.

A necessidade esperta a preguiça.

A necessidade esperta o engenho.

A necessidade espicaça o engenho.

A necessidade estimula o talento.

A necessidade faz a lei e não se resigna a recebê-la.

A necessidade faz a lei.

A necessidade faz a razão.

A necessidade faz lei.

A necessidade faz o ladrão.

A necessidade faz o sapo pular.

A necessidade faz o sapo saltar.

A necessidade faz o velho andar de chouto.

A necessidade faz os homens espertos.

A necessidade força a fazer o que não se deve.

A necessidade mete a velha a caminho.

A necessidade mui pouco descanso tem.

A necessidade não sofre espera.

A necessidade não tem lei e ensina mais que um rei.

A necessidade não tem lei, mas a da fome sobre todas pode.

A necessidade não tem lei, mas a fome sobre todas pode.

A necessidade não tem lei.

A necessidade põe a velha a caminho.

A necessidade tem cara de herege.

A negligência corrompe o ânimo.

A negligência é madrasta das virtudes.

A negligência grande é causa de muito mal.

A nenhum coxo esquecem as muletas.

A nenhum coxo esqueceu as muletas.

A neve alva, pisa-a o fidalgo, e a negra pimenta, come-a o fidalgo.

A ninguém amaria, quem a si não amasse.

A ninguém contenta quem de nada está contente.

A ninguém contenta, quem de nada está contente.

A ninguém lhe parecem poucas as suas afrontas.

A nobreza adquire-se vivendo, não nascendo.

A nobreza impõe deveres.

A nódoa que põe a amora, com outra verde se tira.

A noite coroa o dia.

A noite dá bom conselho.

A noite é a má conselheira.

A noite é boa conselheira.

A noite é cama de órfãos.

A noite é capa de pecadores.

A noite é mãe dos pensamentos.

A noite é mãe dos pensamentos; e a manhã dos trabalhos.

À noite põe-se muito bacelo; de manhã está todo murcho.

À noite todos os gatos são pardos.

A noite traz bom conselho.

A noite traz conselho.

À noite, todos os gatos são pardos.

A nossa maior ignorância está em nos ignorarmos.

A nossa verdadeira grandeza é a da virtude.

A novo feito, novo conselho.

A novo negócio, novo conselho.

A novos feitos, novos conselhos.

A nuvem passa, e a chuva fica.

A obediência abranda duros corações.

A obediência é mãe das virtudes.

A obediência por medo, pouco dura.

A obra pagada, braços quebrados.

A ocasião faz o furto, o ladrão já nasce feito.

A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito.

A ocasião faz o homem, como o choco faz o pinto.

A ocasião faz o ladrão.

A ocasião faz o roubo; o ladrão nasce feito.

A ociosidade até no ferro cria ferrugem.

A ociosidade é a ferrugem da alma.

A ociosidade é a mãe de todos os vícios.

A ociosidade é madrasta das virtudes.

A ociosidade é mãe das más ocasiões.

A ociosidade é mãe de todos os (vícios/doenças).

A ociosidade é mãe de todos os vícios.

A ociosidade é mestra de toda malícia.

A ociosidade é semelhante à ferrugem: consome muito mais do que o uso e o trabalho.

A olhos cegos, qualquer lume parece claridade do sol.

A opinião pública é um mensageiro veloz, mas um guia pouco seguro.

A oportunidade faz o ladrão.

A ordem dos fatores não altera o produto.

A ordem dos tratores não altera o viaduto.

A ordem é rica, e os frades são poucos.

A órfã não goza nem o dia de sua boda.

A orla é pior que o pano.

A ousadia há de ser o princípio da obra.

A ousadia sem deliberação as mais das vezes gera arrependimento.

A outra porta, que esta não se abre.

A outro cão com esse osso.

A outro cão com outro osso.

A outro perro com esse osso.

A outro perro com tais rojões.

A ovelha é sempre ovelha, mesmo que vestida com pele de leão.

A ovelha lazarenta gosta de beber na nascente.

À ovelha louçã disse a cabra: dá-me a lã.

A ovelha pior do bando é a primeira que espirra.

A ovelha pior do bando é a que espirra.

A ovelha que é do lobo, Santo Antônio não a guarda.

A ovelha que não tem dono, come-a o lobo.

A paciência abranda a dor.

A paciência depura o sangue e acalma o espírito.

A paciência é a coragem da virtude.

A paciência é a mãe da boa vontade.

A paciência é a mãe da honra.

A paciência é amarga, mas o seu fruto, doce.

A paciência é amarga, porém seu fruto é doce.

A paciência é boa para a vista.

A paciência é o porto das misérias.

A paciência é remédio para todos os males.

A paciência é um tesouro oculto.

A paciência é ungüento para todas as chagas.

A paciência tem limites.

A paciência vence.

A paga só a Deus compete.

A pai avarento, filho pródigo.

A pai avaro, filho pródigo.

A pai ganhador, filho gastador.

A pai guardador, filho gastador.

A pai muito ganhador, filho muito gastador.

A paixão é má conselheira.

A paixão torna o homem cego, surdo e burro!.

A palavra da boca muito vale e pouco custa.

A palavra doce multiplica os amigos e mitiga os inimigos.

A palavra é como a abelha: tem mel e ferrão.

A palavra é de prata e o silêncio é de ouro.

A palavra é de prata, e o silêncio é de ouro.

A palavra é do tempo, e o silêncio, da eternidade.

A palavra é e prata e o silêncio é de ouro.

A palavra é prata, o silêncio é ouro.

A palavra não é uma seta, mas fere.

A palavra, como a flecha, despedida, não volta.

A palavra, como a flecha, não volta.

A palavras loucas, orelhas moucas.

A palavras loucas, ouvidos moucos.

A palavras ocas, orelhas moucas.

A palha no olho alheio, e não a trave no nosso.

A panela em soar, e o homem em falar.

A panela pelo chiar, ao homem pelo falar.

À panela pelo chiar, o homem pelo falar.

A panela, pelo soar; o homem, pelo falar - conhecem-se.

A panela, pelo soar; o homem, pelo falar.

A pão de quinze dias, fome de três semanas.

A pão duro, dente afiado.

A pão duro, dente agudo.

A par do rio, nem vinha, nem olival, nem edifício.

A parvos, aborrecem-lhes discretos.

A pássaro dormente, tarde entra o cebo no ventre.

A pássaro dormente, tarde entra o cevo no ventre.

A pássaro dormente, tarde entra o cibo no ventre.

A passo chegarás e a chouto cansarás.

A passo e passo, anda-se por dia um bom pedaço.

A passo e passo, caminha-se muito.

A paternidade é um problema.

A paz é dom de Deus.

A paz é dom do Senhor.

A pé de pobre todo calçado serve.

A pecado novo, penitência nova.

A pecado velho, penitência nova.

A pedra de toque faz conhecer a qualidade do ouro, e o ouro, o caráter do homem.

A pedra e a palavra não tornam depois de lançadas.

A pedra e a palavra, depois de lançada não volta atrás.

A pedra e a palavra, não se recolhe depois de deitada.

A pedra é dura, a gota d'água é miúda, mas, caindo de contínuo, faz cavadura.

A pedra é dura, a gota d'água é miúda, mas, caindo sempre, faz cavadura.

A peixe fresco, gasta-o cedo; e sendo tua filha crescida, dá-lhe marido.

A peixe fresco, gasta-o cedo; e tendo tua filha crescida, dá-lhe marido.

A peixe grande, solta-lhe a vara.

A pena de um castiga os outros.

A pena e a tinta, são as melhores testemunhas.

A pena é coxa, mas chega.

A pena é mais perigosa que a espada.

A pena é um dos instrumentos mais difíceis de manejar.

A pena segue o crime, como a sombra, o corpo.

A penetração é o olho do gênio.

A pensar morreu o burro.

A pensar morreu um burro.

A pensar, morreu um burro.

A pequeno mal, grande trapo.

A pequeno passarinho, pequeno ninho.

A pera, quando madura, há de cair.

A perda do que não sei, nunca perda o chamarei.

A perda que teu vizinho não sabe, não é perda de verdade.

A perder se ganha, e a ganhar se perde.

A perdiz é perdida, se quente não é comida.

A perdiz, com o dedo no nariz.

A pereira a seu tempo dá o fruto.

A pergunta apressada, resposta demorada.

A pergunta apressada, resposta lenta.

A pergunta astuta, resposta aguda.

A pergunta astuta, resposta arguta.

A pergunta disparatada não se dá resposta.

A pergunta insolente, resposta valente.

A pergunta tola não dês resposta.

A perna faz o que o joelho quer.

A perro velho não digas bus-bus.

A perseverança é que alcança.

A perseverança sempre alcança.

A perseverança toda coisa alcança.

A perseverança tudo alcança.

A perseverança tudo vence.

A pescada de Janeiro, vale carneiro.

A pia é a mesma, os porcos é que mudam.

A pimenta aquenta.

A pinta que o galo tem, o pinto nasce com ela.

A pintura e a peleja de longe se veja.

A pintura é música pintada.

A pintura não tem fim, senão começo.

A pior cunha é do mesmo pau.

A pior roda é a que mais chia.

A pior roda é sempre a que chia.

A pobre e necessitado não compete vergonha.

A pobre não devas a rico não prometas.

A pobre não prometas e a rico não devas.

A pobre não prometas; a rico não devas.

A pobreza é a mãe dos crimes.

A pobreza é descobridora das artes.

A pobreza é inimiga da virtude.

A pobreza é um fardo, a velhice um hóspede inoportuno.

A pobreza nunca, em amores, fez bom feito.

A pobreza obriga a vileza.

A pobreza tudo alcança à força de braço e manha.

A poder de perguntar se chega a Meca.

A poder de perguntar se chega a Roma.

A poeira e o gado tiram o lobo do cuidado.

A poesia é a música da alma.

A pontualidade é a cortesia dos reis.

A pontualidade é a delicadeza dos reis.

A porca ruiva o que faz, isso cuida.

A porco gordo, unta-se-lhe o rabo.

A porfia mata a caça.

À porta de caçador, nunca grande monturo.

À porta do avarento, sol alto e mar azul.

À porta do farol faz escuro.

À porta do surdo bate-se à vontade.

A portas arrombadas, varões de ferro.

A pouca barba, pouca vergonha.

A poucas palavras, bom entendedor.

A pouco dinheiro, pouca saúde.

A pouco e pouco é que fia a velha o copo.

A pouco pão, tomar primeiro.

A prática é a mestra de todas as coisas.

A prática ensina mais que os livros.

A prática faz a perfeição.

A prática faz o mestre.

A prática faz o monge.

A precaução vale mais que a cura.

A pregiça é mãe de todos os (vícios/doenças).

A preguiça anda tão devagar, que a pobreza logo a alcança.

A preguiça caminha tão devagar, que a pobreza em pouco a alcança.

A preguiça começa nas teias de aranha e acaba nas grades da cadeia.

A preguiça é a chave da pobreza.

A preguiça é a mãe da indigência.

A preguiça é a mãe de todos os vícios.

A preguiça gera cuidados; o descanso sem necessidade produz desgosto.

A preguiça mal acaba e bem começa.

A preguiça morreu de sede à beira de um rio.

A preguiça morreu de sede ao pé dum rio.

A preguiça morreu de sede, andando a nadar.

A preguiça não lava a cabeça e, se a lava, não se penteia.

A preguiça nunca fez bom efeito.

A preguiça nunca fez bom feito.

A preguiça nunca manteve bons criados.

A preguiça tudo dificulta; o trabalho facilita.

A preso e cativo não há amigo.

A pressa é a mãe da imperfeição.

A pressa é inimiga da perfeição.

A pressa mais atrasa que adianta.

A pressa mete a lebre a caminho.

A pressa mete a lebre à carreira.

A pressa nos desejos é tardança.

A pressa nunca levou ninguém.

A pressa só é útil para apanhar moscas.

A presunção é a mãe de todas as asneiras.

A previdência há de ser desconfiada e medrosa.

A previdência vence os maus acontecimentos.

À primeira cai qualquer, à segunda só quem quer.

A primeira idade é a mais preciosa da vida; ela decide muito da sorte das outras.

A primeira impressão é a que fica.

A primeira machadada não derruba o pau.

A primeira mulher, escova; a segunda, senhora.

A primeira pancada é que mata a cobra.

À primeira quem quer cai, à segunda cai quem quer, à terceira só quem é tolo.

À primeira quem quer cai, a segunda cai quem quer.

A primeira vez que me enganas, a culpa é tua; a segunda vez a culpa é minha.

A primeiro de janeiro todo ano é bom.

A principal parte do bom acontecimento é a segurança do esforço.

A privação faz cobiça.

A pronta atenção de quem ouve, afina o juízo de quem fala.

A propaganda é a alma do negócio.

A própria morada a mesquinho desagrada.

A própria morada a ninguém desagrada.

A prosperidade descobre os vícios, e a adversidade, as virtudes.

A prosperidade desmerecida nunca é segura.

A prosperidade dos maus nunca durou muito.

A prosperidade é madrasta da virtude.

A prosperidade é madrasta das virtudes.

A prosperidade embota o engenho, e os males e adversidades o espertam.

A prosperidade muda a natureza dos homens.

A prova da teoria está na prática.

A providência divina os bichinhos sustenta.

A prudência é a mãe da segurança.

A prudência muitas vezes vale mais que o valor.

A pureza do coração é uma grande couraça.

A puta não putes, e a ladrão não furtes.

A qualidade das coisas é preferível à quantidade delas.

A qualidade pesa mais que a quantidade.

A quaresma e a cadeia para o pobre é feita.

A quaresma e a cadeia para pobres é feita.

A quaresma é muito pequena para quem tem de pagar na páscoa.

À quarta-feira, nem cases a filha, nem urdas a teia, nem partas em navio para terra alheia.

A que anda servindo no paço, sempre tem embaraço.

A que com muitos se casa, a todos enfada.

A que crê logo, quer bem.

A quem a fortuna deseja destruir, ela o torna louco.

A quem a fortuna pintou negro, nenhum tempo o pode fazer alvo.

A quem a prosperidade fez amigo, a adversidade fará inimigo.

A quem aborrecem maldades, fuja dos homens.

A quem bem me mantém, chamo pai e mãe.

A quem bem nega, nunca se lhe prova.

A quem bem se estréia, bem lhe venha.

A quem casa, a bolsa lhe fica rasa.

A quem casar com velha rica, ruim cama e boa mesa.

A quem confiaste segredo, fizeste-o senhor de ti.

A quem coze e amassa não furtes fogaça (ou a massa).

A quem coze e amassa, não furtes a fogaça.

A quem coze e amassa, não furtes a massa.

A quem dá o capão, dá-lhe a perna.

A quem dão barretadas e mercês, querem maior mal.

A quem dão que escolher, dão-lhe que entender.

A quem dão, não escolha.

A quem dão, não escolhe.

A quem dão, não escornam.

A quem descobriste a cilada, desse te guarda.

A quem Deus ajuda, o vento lhe junta a lenha.

A quem Deus ajuda, o vento lhe junta a palha.

A quem Deus bem quer, dá-lhe fartura, não lhe dá mulher.

A quem Deus der, São Pedro lha benza.

A quem Deus deu, São Pedro que o benza.

A quem Deus não açoita, é sinal que não o perfilha.

A quem Deus não dá filhos, o diabo dá cadilhos.

A quem Deus não dá filhos, o diabo dá sobrinhos.

A quem Deus não deu filhos, deu o diabo sobrinhos.

A quem Deus promete vintém, não dá dez réis.

A quem Deus promete, não falta.

A quem Deus prometeu vintém, não dá dez réis.

A quem Deus quer ajudar, o vento lhe apanha a lenha.

A quem Deus quer ajudar, o vento lhe apanha lenha.

A quem Deus quer bem, a casa lhe sabe.

A quem Deus quer bem, ao rosto lhe vem.

A quem Deus quer bem, no rosto lhe vem.

A quem Deus quer bem, o vento lhe apanha a lenha.

A quem Deus quer dar vida, água da fonte é mezinha.

A quem Deus quer dar vida, água da fonte lhe é mezinha.

A quem Deus quer, de outrem não há mister.

A quem Deus quer, outrem não há mister.

A quem Deus quis bem, ao rosto lhe vem.

A quem disseste o teu segredo, fizeste senhor de ti.

A quem disseste o teu segredo, fizeste-o senhor de ti.

A quem dizes o teu segredo, a ele ficarás sujeito.

A quem dizes teu segredo, fazes senhor de ti.

A quem dizes tua puridade, dás tua liberdade.

A quem dizes tua puridade, dás-lhe tua liberdade.

A quem do seu foi mau despenseiro, não confies teu dinheiro.

A quem dói a cabeça, dói todo o corpo.

A quem dói o dente, dói a dentuça.

A quem dói o dente, que vá ao dentista.

A quem dói o dente, vai à casa do barbeiro.

A quem dói o dente, vai a dentuça.

A quem dói o queixal, é que sabe do seu mal.

A quem dorme descansado, dorme-lhe o cuidado.

A quem dorme, não acode a justiça.

A quem é bruto, prende-se curto.

A quem é de morte, a água lhe é forte.

A quem é de vida, a água é medicina.

A quem é reconhecido, dá-se mais que o pedido.

A quem é rico, não lhe faltam parentes.

A quem é rico, sobejam parentes.

A quem erra perdoa uma vez e não três.

A quem errares, não creias.

< operone >