< Portugiesische Sprichwörter >

Ou bebê-lo, ou vertê-lo.

Ou bem lido, ou bem corrido.

Ou bem que somos, ou bem que não somos.

Ou bem se vende o porco, ou se come a lingüiça.

Ou bem tudo, ou bem nada.

Ou cantar, ou dançar, ou fora da eira.

Ou comer com trombetas, ou morrer enforcado.

Ou cova ou dente, ou frade ou mercador.

Ou é doido ou privado quem chama apressurado.

Ou é lobo ou rã, ou feixe de lenha ou arméu de lã.

Ou é tolo ou rã, ou feixe de lenha ou arméu de lã.

Ou falar menos, ou fazer mais.

Ou magro ou gordo, aqui está o peixe todo.

Ou me hás de dar o potro, ou te hei de matar a égua.

Ou morrerá o asno, ou quem o tanger.

Ou oito ou oitenta.

Ou oito, ou oitenta.

Ou para o homem, ou para o cão, leva a tua espada na mão.

Ou preto ou branco, ou rei ou peão.

Ou todos comem, ou haja moralidade.

Ou tudo ou nada, mulher do diabo.

Ou tudo ou nada.

Ou vai, ou racha, ou arrebenta a tampa da caixa.

Ou vai, ou racha.

Ouro adquirido, sono perdido.

Ouro é bom calar; prata é bom falar.

Ouro é o que ouro vale.

Ouro é o que vale ouro.

Ouro para o cão, mentira para a mulher.

Ouro velho, vinho velho, amigo velho; casa nova, navio novo, vestido novo.

Outro galo me cantaria.

Outros tempos, outros costumes.

Outubro meio chuvoso faz o lavrador venturoso.

Outubro quente traz o diabo no ventre.

Outubro recolhe tudo.

Outubro suão: negaças de Verão.

Ouve cantar o galo e não sabe onde.

Ouve cem vezes e fala uma só.

Ouve e cala, viverás vida folgada.

Ouve muito e fala pouco.

Ouve primeiro e fala derradeiro.

Ouve um som apenas, quem ouve um sino só.

Ouve, vê e cala, viverás vida folgada.

Ouves cantar o galo e não sabes onde é o poleiro.

Ouvi primeiro e falai derradeiro.

Ouvir cantar o galo e não saber donde.

Ouvir maus é criar maldades.

Ouvir missa não gasta tempo, dar esmola não empobrece.

Ouviu cantar o galo, mas não sabe onde.

Ovelha cornuda e vaca barriguda, não troques por nenhuma.

Ovelha de casta pasce de graça e o filho da casa.

Ovelha de casta, pasto de graça e o filho da casa.

Ovelha farta do rabo se espanta.

Ovelha gafeira deseja gafeirar um cento.

Ovelha gafeirosa deseja gafeirar um cento.

Ovelha má põe o rebanho a perder.

Ovelha prometida não diminui o rebanho.

Ovelha prometida não diminui rebanho.

Ovelha que (bale/berra), bocado que perde.

Ovelha que bale, perde o bocado.

Ovelha que barrega, é bocada que perde.

Ovelha que barrega, perde o bocado.

Ovelha que berra bocado que perde.

Ovelha que berra bocados perde.

Ovelha que berra, bocado perde.

Ovelha que berra, bocado que perde.

Ovelha que berra.. «bocada» que perde.

Ovelha que é do lobo, Santo Antônio não guarda.

Ovelha ruim bota o rebanho a perder.

Ovelha ruim tolhe as outras.

Ovelha ruiva conforme faz cuida.

Ovelhas bobas, por onde vai uma vão todas.

Ovelhas não são para o mato.

Ovelhas não se fazem para o mato.

Ovelhinha mansa mama na sua teta e na do vizinho.

Ovo assado, meio ovo; ovo cozido, ovo inteiro; ovo frito, ovo e meio.

Ovo brando, comer embaraçado.

Ovo cozido, ovo perdido.

Ovo de cobra não gora.

Ovo de uma hora, pão de um dia, vinho de um ano, mulher de vinte, amigo de trinta e deitarás boa conta.

Ovo gabado, ovo gorado.

Ovo sem sal não faz bem nem mal.

Ovo, jura e jejum nasceram para se quebrar.

Ovos e juras foram feitos para se quebrar.

Ovos e juras são feitos para quebrar.

Ovos e juras são para quebrar.

Pá, pá, Santa Justa.

Paciência e sebo de grilo é bom para aquilo.

Paciência é uma virtude.

Paciência excede sapiência.

Paciência levada ao extremo torna-se em ira.

Paciência tem limite.

Paciência tem limites.

Padre de versos, padre de netos.

Padre mouco não confessa.

Padre na aldeia, ou cante, ou leia.

Padre que foi frade, nem por amigo nem por compadre.

Padre sem sacristão toca o sino com os pés.

Padre sem sacristão, toca o sino com os pés.

Padres advogados e mulheres têem todos muita saia.

Padres e patos nunca estão satisfeitos.

Padres, pombos e primos, onde entram, sujam.

Paga o justo pelo pecador.

Paga o que deves e poupa o que fica.

Paga o que deves, e estarás curado do mal que sofres.

Paga o que deves, saberás o que te fica.

Paga o que deves, sararás do mal que tens.

Paga o que deves, vê quanto te fica.

Pagam todos por um.

Pagamento adiantado, pagamento vicioso.

Pagam-se na velhice os pecados da mocidade.

Pagar é desinchar.

Pagar e morrer, é a ultima coisa a fazer.

Pagar em dia de São Nunca à tarde.

Pagar na mesma moeda.

Pagar o pato.

Pagareis pelo corpo, como São Francisco.

Paga-se o rei da traição, mas do traidor não.

Pago para não entrar, mas, estando dentro, pago para não sair.

Pague bem ou pague mal, pague já.

Pai ardente faz o filho desobediente.

Pai avarento, filho pródigo.

Pai e mãe é muito bom, barriga cheia é melhor.

Pai e mãe são bons, mas Deus é melhor.

Pai fazendeiro, filho cavalheiro, neto sapateiro.

Pai fazendeiro, filho doutor, neto pescador.

Pai ganhão, filho lambão, neto ladrão.

Pai guardador, filho gastador.

Pai impertinente faz o filho desobediente.

Pai juntão, filho lambão, neto ladrão.

Pai não conheceste, mãe não temeste, diabo te fizeste.

Pai não tiveste, mãe não temeste, diabo te fizeste.

Pai rico, filho nobre, neto pobre.

Pai velho e manga rota não desonram.

Pai velho e manga rota, não é desonra.

Pai velho e roupa remendada, não é desonra.

Pais comem uvas verdes e os filhos sentem o azedo.

Pais ricos, filhos nobres, netos pobres.

Paixão cega a razão.

Palácio caiado, fidalgo casado.

Palavra boa unge, e a má punge.

Palavra branda a ira quebranta.

Palavra dada, vida empenhada.

Palavra de homem é um tiro.

Palavra de homem não volta atrás.

Palavra de mais só custa dinheiro em telegrama.

Palavra de rei é escritura.

Palavra de rei não volta atrás.

Palavra e pedra que se soltam, não têm volta.

Palavra e pedra solta atrás não volta.

Palavra e pedra solta não têm volta.

Palavra fora da boca e pedra fora da mão não voltam atrás.

Palavra fora da boca é pedra fora da mão.

Palavra mansa ira abranda, e a brava a alvoroça.

Palavra mansa ira abranda.

Palavra não é bem de raiz.

Palavra não é prego.

Palavra puxa palavra.

Palavra vai, palavra vem.

Palavras bonitas não enchem barriga.

Palavras de noite não são para pela manhã.

Palavras de santo, unhas de gato.

Palavras ditas à mesa na mesa devem ficar.

Palavras ditas, pancadas dadas.

Palavras e plumas, leva-as o vento.

Palavras e plumas, o vento as leva.

Palavras fazem, muitas vezes, mais que as pancadas.

Palavras ferem mais do que a espada.

Palavras loucas, orelhas moucas.

Palavras loucas, ouvidos moucos.

Palavras magoadas, com razão nem ao meu cão.

Palavras não adubam sopas.

Palavras não custam dinheiro.

Palavras não enchem barriga.

Palavras não enchem saco.

Palavras são boas de dizer e más de cumprir.

Palavras são fêmeas e fatos são machos.

Palavras são fêmeas, fatos são machos.

Palavras sem obras são tiros sem balas.

Palavras sem obras, cítara sem cordas.

Palavras sem obras, cítola sem cordas.

Palavras sem obras, plumas ao vento.

Palavras, leva-as o vento.

Palavras, o vento as leva.

Paletó de jumento é cangalha.

Palha a mais, grão a menos.

Palha e cevada, quanto basta a um asno, assentai-lhe a paga.

Palha não apaga fogo.

Palheiro agudo faz do seu amigo mudo.

Palmatória quebra dedo, mas não quebra opinião.

Pancada de amor não dói.

Pancada de mãe não mata filho.

Pancada de vara não faz caju ficar maduro.

Pancadas de amor não doem.

Pancadinhas de amor não doem.

Pandas asas, velas pandas.

Panela de muitos mexida, mal cozida e bem comida.

Panela de muitos sempre é mal cozinhada.

Panela de muitos, cozida e bem comida.

Panela de muitos, mal cozida e bem comida.

Panela de muitos, mal cozida, pior mexida.

Panela de pobre, Deus a tempera.

Panela de pobre, Deus a tempere.

Panela de viúva, pequena, mas bem mexida.

Panela espreitada não ferve.

Panela mexida por muitos não presta.

Panela no fogo é sinal de barriga vazia.

Panela que cozinha para três, dá de comer a cinco ou seis.

Panela que muito ferve, o sabor perde.

Panela que muitos mexem, ou sai crua, ou sai queimada.

Panela que muitos mexem, ou sai insossa ou salgada.

Panela que muitos mexem, sai mal temperada.

Panela sem sal faz de conta que não tem manjar.

Panela vazia soa mais alto.

Panela velha é que faz comida boa.

Panela vigiada não ferve.

Panelas vazias são as mais barulhentas.

Pano largo e bom feitor fazem rico o comendador.

Pano que outrem usa, pouco dura.

Pano que outrem usou, nunca durou.

Pano que outro usou, nunca durou.

Pano velho não agüenta costura.

Pão a uns e paus a outros.

Pão achado não tem dono.

Pão afatiado não enfarta rapaz esfaimado.

Pão afatiado não farta rapaz esfaimado.

Pão afatiado, não falta rapaz esfaimado.

Pão alheio caro custa.

Pão alheio custa caro.

Pão alheio tem bom gosto.

Pão bolorento, abre-me a boca e mete-mo dentro.

Pão com bolor e sardinha assada, descansa corpo, trabalha enxada.

Pão com bolor e sardinha assada: descansa corpo e trabalha enxada.

Pão com merda sabe que pela.

Pão com olhos, queijo sem olhos, e vinho que salte aos olhos.

Pão com pão, e a serra com a mão.

Pão comeste, companhia desfeita.

Pão comido, companhia desfeita.

Pão comido, pão esquecido.

Pão comido, sequaz despedido.

Pão da ilha, arca cheia, barriga vazia.

Pão de caldo, filhós de manteiga.

Pão de centeio melhor é no ventre que no seio.

Pão de centeio só é bom quando é alheio.

Pão de hoje, carne de ontem, vinho do outro verão fazem o homem são.

Pão de padeira não farta nem governa.

Pão de pobre cai sempre com a manteiga para baixo.

Pão de vizinho tira fastio.

Pão do vizinho tira o fastio.

Pão durázio, caldo de uvas, salada de carne e? deixar a medicina.

Pão durázio, caldo de uvas, salada de carne, e deixar a medicina.

Pão duro é melhor que figo maduro.

Pão e circo.

Pão e queijo, é posta a mesa.

Pão e queijo, mesa posta é.

Pão e vinho andam caminho que não moço garrido.

Pão e vinho e parte no paraíso.

Pão e vinho levam o homem a caminho.

Pão e vinho, levam o homem a caminho.

Pão e vinho, um ano meu, outro do vizinho.

Pão fatiado não farta menino esfaimado.

Pão grande não acha freguês.

Pão mole depressa se engole.

Pão mole e uvas, às moças põe mudas e às velhas tira as rugas.

Pão nascido, nunca perdido.

Pão numa mão e pau na outra.

Pão pão, queijo queijo.

Pão por pão, vinho por vinho.

Pão proibido abre o apetite.

Pão proibido, abre o apetite.

Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte.

Pão que sobre, carne que baste, vinho que farte.

Pão que veja, vinho que salte, queijo que chore.

Pão quente fome mete.

Pão quente, muito na dispensa, pouco no ventre.

Pão quente, muito na mão, pouco no ventre.

Pão quente, nem a são nem a doente.

Pão quente: muito na mão e pouco no ventre.

Pão, carne e vinho andam caminho que não moço garrido.

Pão, pão; queijo, queijo.

Papa por votos, rei por natureza, imperador por força.

Papagaio come milho, periquito leva a fama.

Papagaio come o milho, periquito leva a fama.

Papagaio não larga do bico, estando seguro pelo pé.

Papagaio só larga do pé, estando seguro pelo bico.

Papagaio teme maleitas, porque não lhe dão amêndoas confeitas.

Papagaio treme maleitas, porque não lhe dão amêndoas confeitas.

Papagaio velho não aprende a falar.

Papas à noite fazem azia.

Papas até a porta, couves até a hora, feijões para todo o dia.

Papas sem pão abaixo se vão.

Papel aceita tudo.

Papel agüenta tudo.

Papel também é branco, e limpa-se o cu com ele.

Para a banda que vira é que a carga cai.

Para a donzela honesta, trabalhar é festa.

Para a fome não há mau pão.

Para a fome não há pão duro.

Para a frente é que se anda.

Para a frente é que se caminha.

Para a gente boa ser, ou se há de ir, ou se há de morrer.

Para a mãe, malfazença de filho é engraçada.

Para a missa e para o moinho não esperes pelo teu vizinho.

Para a missa e para o moinho, não esperes pelo teu vizinho.

Para a morte, o remédio é abrir-lhe a boca.

Para a noite todos os barretes servem.

Para amanhã Deus dará.

Para amigo íntimo, basta um, colhido na adversidade.

Para amigos, mãos rotas.

Para amor de madrasta, o nome lhe basta.

Para arrombar porta de ferro, não há como martelo de prata.

Para avô, xixi de neto é chá.

Para baixo, todo santo ajuda.

Para baixo, todos os santos ajudam.

Para baixo, todos os santos ajudam; para cima, a coisa muda.

Para barriga cheia goiaba verde tem bicho.

Para bem tagarelar, basta o arrojo.

Para bigorna de ferro, martelo de pena.

Para boa fome não há mau pão.

Para boa fome não há ruim pão.

Para boa vida levar, ver, ouvir e calar.

Para boi mocambeiro não tem bom vaqueiro.

Para bom entendedor meia palavra basta.

Para bom entendedor meia palavra vasta.

Para bom entendedor piscada de olho é mandado.

Para bom entendedor um pingo é letra.

Para bom entendedor, meia palavra.

Para bom entendedor, um sinal basta.

Para bom entendedor, uma palavra basta.

Para bom mestre não há ferramenta ruim.

Para bom mestre, não há má ferramenta.

Para bom obreiro não há má ferramenta.

Para burro velho, capim fresco.

Para burro velho, capim novo.

Para cá do Marão, mandam os que cá estão, para lá do Marão, mandam os que de cá vão.

Para cá do Marão, mandam os que cá estão.

Para cá vens de carrinho.

Para caçador novo, cão velho.

Para caçar, calar.

Para cada porto há seu São Martinho.

Para cada sapa há um sapo.

Para cavalo novo, cavaleiro velho.

Para chegares aos teus fins, não acotoveles ninguém.

Para comer, se convida uma vez, para trabalhar se espera até chegar.

Para conhecer os homens, é preciso ter sofrido.

Para conservar a amizade, parede-meia.

Para dar e para ter, muito rico é mister ser.

Para dar e para ter, muito siso é mister.

Para descanso do coração, trabalho de espírito.

Para diante é que as malas batem.

Para diante é que se navega.

Para embarcar, o primeiro; para desembarcar, o derradeiro.

Para encontrar o diabo, não é preciso madrugar.

Para enriquecer, muita diligência e pouca consciência.

Para ensinar é preciso saber.

Para espertalhão, espertalhão e meio.

Para esquecer um amor, só outro grande amor.

Para esse tempo, morreu o burro e quem o tange.

Para evitar Caribde, caiu em Cila.

Para festas e feiras, não há mulheres com manqueiras.

Para forno quente, uma torga somente.

Para ganhar, até o ferro nada.

Para gato velho, camundongo.

Para gente pobre, nem repique, nem dobre.

Para gente pobre, pequeno dobre.

Para grande crime, grande castigo.

Para grandes males grandes remédios.

Para grandes males, grandes remédios.

Para homem dado ao trabalho, não há dia grande.

Para homem honrado, não há mau juiz.

Para hóspedes, a melhor iguaria é a alegria.

Para hóspedes, a melhor iguaria é o bom modo e a alegria.

Para ir à festa não há perna manca.

Para ir à mesa, mais se quer que ser hora de terça.

Para ir à mesa, mais se requer que ser hora de terça.

Para judeu, judeu e meio.

Para lá do Marão governam os que lá estão.

Para lá do Marão mandam os que lá estão.

Para lá do Marão, mandam os que lá estão.

Para ladrão, ladrão e meio.

Para lograr o proveito, há de se sofrer o dano.

Para luzir é necessário poupar.

Para mal casar, mais vale nunca casar.

Para mal casar, mais vale nunca maridar.

Para mal de costado, bom é o abrolho.

Para mal que hoje acaba, não há remédio; o de amanhã basta.

Para males extremos, remédios extremos.

Para maluco, maluco e meio.

Para maroto, maroto e meio.

Para melhor ninguém vai.

Para mentiroso, mentiroso e meio.

Para mim isso é grego.

Para mim não posso e poderei para meu sogro.

Para morrer basta estar vivo.

Para muito sono toda a cama é boa.

Para muito sono, toda cama é boa.

Para mula velha, cabeçada nova.

Para não acabar, é melhor não começar.

Para não gastar o que basta, o escusado se basta.

Para o amor e para a morte não há coisa forte.

Para o bem pede, para o mau deseja.

Para o bem, ninguém vai.

Para o bom obreiro não há má ferramenta.

Para o céu não se vai de carruagem.

Para o farto não existe o faminto.

Para o filho, bom conselho é servir-lhe o pai de espelho.

Para o homem prudente, os conselhos são inúteis.

Para o ladrão se criou o xadrez, para o assassino a forca se fez.

Para o louco todos os dias são de festa.

Para o passarinho, não há como seu ninho.

Para o povo é a lei, não para o rei.

Para o S. João guarda o melhor tição.

Para onde era pasteiro, para aí é que o burro foge.

Para onde fores, faze como vires.

Para onde o coração se inclina, o pé caminha.

Para onde pende o coração, para aí vai a razão.

Para onde vai o cachorro, vão as pulgas.

Para onde vai o carro, vão também os bois.

Para onde vás, assim como vires, assim farás.

Para os bens da vida terem duração, devem-se gozar com moderação.

Para os entendidos, acenos lhes bastam.

Para os entendidos, bastam acenos.

Para os ovos frigir, temos de os partir.

Para os tolos não há boas razões.

Para ouvir missa e dar cevada, nunca se estorve jornada.

Para ouvir, mil vezes; para falar, uma só.

Para ovos frigir temos de os partir.

Para pagar e morrer, sempre é tempo de o fazer.

Para pão de quinze dias, fome de três semanas.

Para pássaro pequeno, ninho pequeno.

Para pergunta apressada, resposta pausada.

Para porta de ferro, martelo de prata.

Para próspera vida, arte, ordem e medida.

Para pular melhor, recua um pouco.

Para que apara a maçã quem lhe há de comer a casca?.

Para que cego com espelho?.

Para que pobre com baú?.

Para quem ama, catinga de bode é cheiro.

Para quem diz "já" e não "depois", um dia vale dois.

Para quem é bacalhau basta.

Para quem é, bacalhau basta.

Para quem esperança tem, trás de tempo, tempo vem.

Para quem está perdido, todo mato é caminho.

Para quem está perdido, todo mato é vereda.

Para quem ganhas, ganhador? Para quem está dormindo ao sol.

Para quem monta cavalo esperto, toda lonjura é perto.

Para quem não quer, há muito.

Para quem não sabe para onde quer ir, qualquer caminho é bom.

Para quem não sabe para onde vai, qualquer caminho é bom.

Para quem paga dívida, o tempo é curto.

Para quem perde a mulher e um tostão, a maior perda é a do dinheiro.

Para quem sabe ler um pingo é letra.

Para quem sabe ler, pingo é letra.

Para quem sabe ler, rabisco é letra.

Para quem sabe ler, um pingo é letra.

Para quem tarde se levanta, cedo anoitece.

Para quem tem fome, não há pão ruim.

Para quem trabalha, fez Deus o descanso.

Para quem trabalha, os dias parecem curtos.

Para quem traz a barriga cheia, toda goiaba tem bicho.

Para sabão e queijo, não há mister trombeta.

Para saber mal, antes não saber.

Para saber não basta ler, é preciso viver e ver.

Para saber quem é o vilão, é meter-lhe a vara na mão.

Para sacana, sacana e meio.

Para São João guarda o velho o melhor tição.

Para se encontrar o diabo, não carece pressa.

Para se encontrar o diabo, não se precisa acordar cedo.

Para se encontrar o diabo, não se precisa sair de casa.

Para se morrer, basta se estar vivo.

Para ser ilustre, ou armas ou letras.

Para ser rico não basta aprender como se adquire, mas é preciso saber poupar e conservar.

Para seres pobre sem Deus querer, mete trabalhadores e não os vás ver.

Para seu proveito, cada um sabe.

Para tais beiços, tais alfaces.

Para tais beiços, tal alface.

Para tal patrão, tal criado.

Para ter a vista bela, olhar o mar e morar em terra.

Para teres vista bela, olha o mar e mora na terra.

Para teu conselheiro, não esqueças o travesseiro.

Para todo o sempre.

Para trás mija a burra.

Para tudo Deus dá jeito.

Para tudo há remédio senão para a morte.

Para tudo há remédio, menos para a morte.

Para tudo há um tempo: tempo para plantar e tempo para colher o que foi plantado.

Para um cão, uma pedra; para uma pedra, um ferro; para um homem, uma mulher.

Para um mau profissional, nenhuma ferramenta lhe serve.

Para um pé doente aparece sempre um soco velho.

Para um traidor, dois aleivosos.

Para uma alegria, mil dores.

Para velhaco, velhaco e meio.

Para verdades, o tempo; para justiças, Deus.

Para vilão, vilão e meio.

Parar é morrer.

Pardal que tem fome, vem abaixo e come.

Pardal que tem fome.. vem abaixo e come.

Pardal velho não se deixa apanhar em qualquer rede.

Parece sempre à vaca velha que nunca foi bezerra.

Parecem-se como dois ovos.

Parecem-se como um ovo ao outro.

Parecença não é certeza.

Parecer não é ser.

Parecer sem ser é fiar sem tecer.

Parece-se o que se parece; é-se o que se é.

Paredes e prados, ouvidos largos.

Parente é que faz mal à gente.

Parentes são meus dentes.

Parentes são os dentes e mordem a gente.

Parentes são os dentes, e mesmo eles às vezes nos mordem.

Parentes são os meus dentes, mais chegados os da frente e leais são os queixais.

Parir é dor, e criar é amor.

Paris bem vale uma missa.

Partamos como irmão, o meu, meu, e o teu, de ambos.

Partilha de Lisboa com Almada, uma leva tudo, outra nada.

Partir de casa é a maior jornada.

Partir é morrer um pouco.

Parto inchado, parto abençoado.

Parto ruim, filha no fim.

Parvo calado pouco dista do avisado.

Páscoa a assoalhar: Natal atrás do lar.

Páscoa chuvosa, eira centiosa.

Páscoa em Março, ou muita fome ou muito mortaço.

Páscoa em Março: ou fome ou mortaço.

Páscoas de longe desejadas num dia são passadas.

Páscoas passadas, moitas criadas.

Passa o vento, fica a chuva.

Passa por atilado um tolo calado.

Passada a festa, esquece o santo.

Passada a festa, esquecido o santo.

Passado o perigo, esquecido o santo.

Passado o perigo, se esquece o santo.

Passam os potros, como os outros.

Passamos como podemos, não como queremos.

Passar a esponja em algo.

Passar a maré por baixo da quilha.

Passar como cão por vinha vindimada.

Passar como gato por brasas.

Passar da sala para a cozinha.

Passar pelos trabalhos do linho.

Passar um camelo por uma agulha.

Passar um sabão em alguém.

Passarinho na muda não canta.

Passarinho ou passarão, todos amam seu ninho.

Passarinho que anda com morcego amanhece de cabeça para baixo.

Passarinho que canta muito, suja no ninho.

Passarinho que come pedra sabe o cu que tem.

Passarinho que muda muito de galho, quer chumbo.

Passarinho que na água se cria, sempre por ela pia.

Passarinho sem alpiste não canta.

Passarinhos e pardais, todos querem ser iguais.

Passarinhos e pardais,não são todos iguais.

Pássaro que descansa, tem fome, e o que voa, tem que comer.

Pássaro que duas vezes cria, pelada tem a barriga.

Pássaro que madruga, apanha minhoca.

Pássaro que n'água se cria, sempre por ela pia.

Pássaro que não canta, tem nó na garganta.

Passem os potros, como os outros.

Passinho a passinho se faz muito caminho.

Passo lento passo lento que este é rico e passa o tempo.

Passou das seis, para mim é boa noite.

Pastor descuidado ao sol posto junta o gado.

Pata de galinha não esmaga pinto.

Pata de galinha não machuca pinto.

Patrão fora, dia santo na loja.

Patrão pobre, criado miserável.

Pátria, língua e religião, é o nascimento que as dá.

Patroa curiosa, criada preguiçosa.

Pau que nasce torto morre torto.

Pau que nasce torto nunca se indireita.

Pau que nasce torto, até a cinza é torta.

Pau que nasce torto, mija fora da bacia.

Pau que nasce torto, morre torto.

Pau que nasce torto, não tem jeito, morre torto.

Pau que nasce torto, nunca se endireita.

Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita.

Pau seco não dá embira.

Pau seco não mata cobra.

Pau, pau, madeira é lenha.

Paulista, nem a prazo, nem à vista.

Paz de cajado guerra é.

Paz e paciência e morte com penitência.

Paz e saúde, dinheiro a quem o quiser.

Paz em casa e guerra com todo o mundo.

Pê a pá, Santa Justa.

Pé de galinha não mata pinto.

Pé de lavrador não calca seara.

Pé leve, olho vivo.

Pé que não anda, não dá topada.

Pecado confessado é meio perdoado.

Pecado confessado está meio perdoado.

Pecado confessado fica meio perdoado.

Pecado escondido é meio perdoado.

Pecado novo, penitência nova.

Pecados dos nossos avós, fazem-nos eles, pagamo-los nós.

Peco é quem em si confia.

Pede a quem o herdou, que não sabe o que lhe custou.

Pede o guloso para o desejoso.

Pede o máximo para teres o que baste.

Pedi ao meu vizinho, injuriei-me; vim para casa, remediei-me.

Pedido recusado nunca mais é perdoado.

Pedir a avarento é cavar no mar.

Pedir a bênção a urubu.

Pedir mais do que devem, para cobrar o devido.

Pedir mais do que se deve, para cobrar o devido.

Pedra movediça não ajunta musgo.

Pedra movediça não cria bolor.

Pedra movediça não junta musgo.

Pedra movediça nunca ajunta limo.

Pedra movediça, nunca mofo a cobiça.

Pedra mudada não cria musgo.

Pedra muito bulida não cria bolor.

Pedra que muito rola, não cria bolor.

Pedra que muito rola, não cria musgo.

Pedra que rola não pega limo.

Pedra que rola, não cria limo.

Pedra queda musgo cria.

Pedra roliça não cria bolor.

Pedra roliça nunca cria bolor.

Pedra sacudida não volta à funda.

Pedra sobre pedra, às vezes chega.

Pedra solta não tem volta.

Pedro, nem tê-lo, nem vê-lo, nem querê-lo, nem à porta de casa consegui-lo .. mas sempre é bom na casa havê-lo.

Pedro, um bom, por erro.

Pedros burros velhos, terras por cima de regos, burra que faz "im" e mulher que sabe latim, nem comprá-los nem vendê-los, mas sempre é bom em casa havê-los.

Pedros, burros negros nem vendê-los, nem à porta tê-los. Nem bois de cornos grandes, nem Antônio Fernandes, nem burra que faz "im", nem mulher que leia latim e das que mijam em pé, tire-nos Deus e dómine.

Pega no souto, não a tomará o néscio, nem o diabo.

Pega no souto, não a tomará o néscio, nem o doido.

Pega-lhe agora com um trapo quente.

Pegam-se-lhe as mãos.

Pegar a ocasião pelos cabelos.

Pegar na cabra para outro mamar.

Pega-se o boi pelos cornos e o homem pela palavra.

Peido de sono, peido sem dono.

Peido mudo é confessor, e sonoro é pregador.

Peitada de formiga não alui coqueiro.

Peito forte zomba da má sorte.

Peixão graúdo come peixe miúdo.

Peixão graúdo come peixito miúdo.

Peixe caído, peixe vendido.

Peixe e cochino, vida em água, morte em vinho.

Peixe e cochino: vida em água, morte em vinho.

Peixe e visita em três dias fedem.

Peixe esperto come a isca e caga no anzol.

Peixe grande come peixe pequeno.

Peixe morre pela boca.

Peixe não puxa carroça.

Peixe pequeno será grande um dia.

Peixe podre sal não cura.

Peixe sem bebida é veneno.

Peixe velho é entendedor de anzóis.

Peixeira que não mente, na bolsa o sente.

Peixes grandes comerão os pequenos.

Pela amostra se conhece a chita.

Pela amostra se conhece o pano.

Pela andadura da besta se conhece o dono.

Pela aragem se conhece logo quem vem na carruagem.

Pela aragem se vê quem vai na carruagem.

Pela base se conhece o edifício.

Pela boca morre o peixe e a lebre ao dente.

Pela boca morre o peixe.

Pela boca se aquenta o forno.

Pela cabeça estraga-se o peixe.

Pela cara da minha filha já sei o genro que hei de ter.

Pela carruagem se conhece o dono.

Pela casa se conhece o dono.

Pela casca se conhece o pau.

Pela crina do asno se lhe conhece a idade.

Pela farinha se conhece o moleiro.

Pela fumaça se conhece o pau do tição.

Pela língua morre o peixe.

Pela linha vai a tinha.

Pela linha vem a tinha.

Pela listra se conhece a touca.

Pela mãe se beija a criança.

Pela manhã começam os bons dias.

Pela manhã se conhecem os bons dias.

Pela mostra se conhece o pano.

Pela obra se conhece o artista.

Pela obra se conhece o obreiro.

Pela obra, e não pelo vestido, é o homem conhecido.

Pela paciência se vai à alegria, e pela impaciência, à dor.

Pela palha se conhece a espiga.

Pela palha se conhece qual foi a espiga.

Pela pena o louco se faz sábio.

Pela ponte de madeira passa o doido cavaleiro.

Pela ponte de madeiro passa o doido cavaleiro.

Pela semana faz a raposa com que ao domingo não vá à igreja.

Pela semana faz o lobo com que ao domingo não vá à igreja.

Pela vigília se conhece do dia santo.

Pela voz se conhece o músico.

Pelas abelhas de São Pedro pagam as de São Paulo.

Pelas garras se conhece o leão.

Pelas luas se tiram as marés.

Pelas mãos nos conhecemos como damas.

Pelas obras, e não pelo vestido, é o homem conhecido.

Pelas unhas se conhece o leão.

Pelas vésperas se tiram os dias santos.

Pele de ovelha tem a barba tesa.

Pelejam as comadres, descobrem-se as verdades.

Pelejam os ladrões, descobrem-se os furtos.

Pelejam os touros, mal pelos ramos.

Pelejam os touros, mal vai às rãs.

Pelejas de namorados são amores renovados.

Pelo afinar da viola se conhece o tocador.

Pelo amor se ganha o céu.

Pelo andar da carruagem logo se vê quem lá vai dentro.

Pelo armar da besta se conhece logo o besteiro.

Pelo bordão se conhece o romeiro.

Pelo calçar da espora se conhece o bom vaqueiro.

Pelo caminho do bem obedecer se chega ao bem mandar.

Pelo caminho do bem obedecer se chega ao de bem mandar.

Pelo canto se conhece a ave.

Pelo canto se conhece o pássaro, e pela obra o homem.

Pelo canto se conhece o pássaro.

Pelo cão se respeita o patrão.

Pelo cheiro do tição sabe-se a madeira que queimou.

Pelo dedo se conhece o gigante.

Pelo falar é que a gente se entende.

Pelo fio se vai ao novelo.

Pelo fio tirarás o novelo, e pelo passado o que está para vir.

Pelo fio tirarás o novelo, e pelo passado o que está por vir.

Pelo fruto conheço a árvore.

Pelo fruto se conhece a árvore.

Pelo fruto se conhece a ave.

Pelo louvado deixei o conhecido e fiquei arrependido.

Pelo mal do ferreiro matam o carpinteiro.

Pelo manear do pau se conhece o jogador.

Pelo marido, rainha, pelo marido, mesquinha.

Pelo marido, vassoura, pelo marido, senhora.

Pelo milagre se conhece o santo.

Pelo Natal, poda natural.

Pelo Natal, sacha o faval.

Pelo pegar da viola se conhece o repentista.

Pelo perfume se conhece a flor.

Pelo perto se vai ao longe.

Pelo pôr da isca se conhece o pescador.

Pelo pôr da lasca se conhece o pescador.

Pelo punhado se conhece o saco.

Pelo riso se conhece o tolo.

Pelo rodar da carruagem, se conhece quem vai dentro.

Pelo rodar do carro se conhece quem vem dentro.

Pelo ruim não te mates pelo bom não te agaches.

Pelo S. João (24.6), ceifa o pão.

Pelo S. João, deve o milho cobrir o cão.

Pelo S. João, figo na mão.

Pelo S. João, lavra se queres ter pão.

Pelo S. Martinho (11.11), semeia a fava e o linho.

Pelo S. Martinho bebe o vinho, deixa a água para o moinho.

Pelo S. Martinho, mata o porco e semeia o cebolinho.

Pelo S. Martinho: lume, castanhas e vinho.

Pelo S.João ceifa o teu pão.

Pelo Santiago pinta o bago.

Pelo Santo André (30.11), faz o reco cué.. cué..

Pelo São Martinho vai à adega e prova o vinho.

Pelo São Tiago pinta o bago.

Pelo servo se conhece o amo.

Pelo sim, pelo não, levar o chapéu na mão.

Pelo teu coração, julgas o de teu irmão.

Pelo trabalho se conhece o operário.

Pelo veneno se conhece o remédio, e pelo mal o milagre.

Pelo vício alheio, corrige o alheio o seu.

Pelos amigos novos se esquecem os velhos.

Pelos amores novos se esquecem os velhos.

Pelos amores novos, esquecem-se os velhos.

Pelos cacos sabe-se como era a caçoula.

Pelos domingos se tiram os dias santos.

Pelos frutos conhece-se a árvore.

Pelos maus pagam os bons.

Pelos maus se perdem os bons.

Pelos maus, pagam os bons.

Pelos milagres se conhecem os santos.

Pelos olhos se conhece quem tem lombriga.

Pelos santos novos se esquecem os velhos.

Pelos santos, adoram-se as pedras.

Pelos santos, beijam-se as pedras.

Pelos santos, beijam-se os altares.

Pelos teus favais regulas o mais.

Pena e tinta são as melhores testemunhas.

Pena passada, pena esquecida.

Pena que não se vê, não se sente.

Penas com pão meias penas são.

Penas que se não sabem não se sentem.

Peneire-me quem quiser amasse-me quem souber.

Penhor que corre, ninguém o toma.

Penico de barro não dá ferrugem.

Penico também é branco.

Pensa antes de prometer e, prometendo, cumpre.

Pensa antes, procede depois.

Pensa bem, que de prudente não passes a demente.

Pensa devagar e obra depressa.

Pensa duas vezes antes de falar uma.

Pensa maduramente antes de aconselhar, porém está sempre pronto para servir.

Pensa muito, fala pouco, escreve menos.

Pensa no descanso, mas trabalha sempre.

Pensa o avarento que gasta por um e gasta por cento.

Pensando, morreu o burro.

Pensando, morreu um burro.

Pensar não paga imposto.

Penso, logo desisto.

Pepino que nasce tortonunca se endireita.

Pequenas achas acendem o fogo, e os madeiros grossos o sustentam.

Pequenas caixas têm bons ungüentos.

Pequenas causas produzem grandes efeitos.

Pequenas causas, grandes efeitos.

Pequenas cautelas evitam grandes males.

Pequenas lembranças conservam viva a amizade.

Pequeno asno faz grande dano.

Pequeno azo faz grande dano.

Pequeno dano, se toma forças, carece de remédio.

Pequeno machado derriba grande árvores.

Pequeno machado derriba grande carvalho.

Pequeno machado derruba grande árvore.

Pequeno machado derruba grande carvalho.

Pequeno machado derruba grande sobreiro.

Pequeno machado parte grande carvalho.

Pequeno mal espanta, e o grande amansa.

Pequeno passarinho, pequeno ninho.

Pequeno rombo faz soçobrar grande navio.

Pequenos descuidos produzem grandes males.

Pequenos golpes repetidos derrubam grandes árvores.

Pequenos interesses decidem os maiores negócios.

Pequenos males acarretam grandes estragos.

Percam-se os anéis, mas fiquem os dedos.

Perca-se tudo e fique a boa fama.

Perca-se tudo, menos a boa fama.

Perca-se tudo, menos a honra.

Perda de marido, perda de alguidar: um quebrado, outro no poial.

Perda que teu vizinho não sabe, não é perda de verdade.

Perdão é a mais nobre vingança.

Perde a venda quem não tem que venda.

Perde o negócio e a honra quem perde a honra por negócio.

Perde o seu emprego, quem o abandona.

Perde o soberbo a vista e o ingrato a memória.

Perdendo tempo não se ganha dinheiro.

Perdendo tempo, não se ganha a vida.

Perdendo tempo, não se ganha dinheiro.

Perder o latim.

Perder por falar, e perder por não falar, falar sempre.

Perderam-se os anéis, mas ficaram os dedos.

Perde-se a isca para pegar o peixe.

Perde-se com facilidade aquilo que com facilidade se consegue.

Perde-se muito, quando não se adquire nada.

Perde-se o bem ganhado, e o mal, ele e seu dono.

Perde-se o velho por não poder e o novo por não saber.

Perde-se o velho por não poder, e o moço, por não saber.

Perdi a roca e o fuso não acho; três dias há que lhe ando no rasto.

Perdi a roca e o fuso não acho; três dias há que lhes ando no rastro.

Perdi meu honor falando mal, ouvindo pior.

Perdi meu senhor falando mal, ouvindo pior.

Perdida a vergonha, não valem castigos.

Perdido é o gado onde não há cão que ladre, e mal casada a mulher que não pare.

Perdido é o gado que não tem pastor ou cão.

Perdido é o tempo quando ter razão não confia.

Perdido é quem atrás do perdido anda.

Perdido é quem trás perdido anda.

Perdido por cem, pedido por mil.

Perdido por cem, perdido por mil e quinhentos.

Perdido por cem, perdido por mil.

Perdido por cinco, perdido por dez.

Perdido por dez perdidos por vinte.

Perdido por dez, perdido por vinte.

Perdido por mil, preso por mil e quinhentos.

Perdido por pouco, logo por muito.

Perdido por pouco, perdido por muito.

Perdido por um, perdido por cem.

Perdido por um, perdido por mil e quinhentos.

Perdido por um, perdido por mil.

Perdigão gordo, pássara magra.

Perdigão perdeu a pena, não há mal que lhe não venha.

Perdi-me, meu senhor, mal falando, ouvindo pior.

Perdiz derreada perdigotos guarda.

Perdiz é perdida, se quente não é comida.

Perdiz no saco, leitão na gaiola e castrado no serralho.

Perdoai tudo a todos, e a vós nada.

Perdoar ao mau é animá-lo a ser.

Perdoar ao mau é dizer-lhe que o seja.

Perdoar ao mau é dizer-lhe que seja.

Perdoar as injúrias é a mais nobre vingança.

Perdoar e esquecer.

Perdoar uma vez, mas não três.

Perdoa-se o mal que faz pelo bem que sabe.

Perdoa-se o ódio, mas não o desprezo.

Perdoa-se o ódio, nunca o desprezo.

Perdoe-lhe Deus, que bom pecador era.

Perdôo-lhe o mal que me faz pelo bem que me sabe.

Peregrinos, muitas pousadas, poucos amigos.

Perfeito, só Deus.

Pergunta astuta, resposta arguta.

Pergunta quem é, não perguntes quem foi.

Perguntar não ofende.

Perguntar se macaco quer banana.

Perigo vai, presunção volta.

Periquito come milho, papagaio leva a fama.

Pernas, para que te quero!.

Perro com raiva a seu dono morde.

Perro velho não aprende a língua.

Perro velho não aprende línguas.

Perro velho não toma ensino.

Perseverança tudo alcança.

Perto da igreja, longe de Deus.

Perto da razão, longe da culpa.

Perto de quem come, longe de quem trabalha.

Perto vai o fumo da chama.

Peru de fora não se manifesta.

Peru, quando faz roda, quer minhoca.

Pés costumados a andar não podem quedos estar.

Pés e mãos caminho andam.

Pés não tem, coices promete.

Pés quentes, cabeça fria, coração bom, e desprezar a medicina.

Pés quentes, cabeça fria, cu aberto, boa urina, merda para a medicina.

Pés quentes, cabeça fria, e desprezar a medicina.

Pés quentes, cabeça fria, ventre desembaraçado, e desprezar a medicina.

Pés quentes, ventre livre, cabeça fria e desprezar a medicina.

Pés secos e boca fresca.

Pés tortos não há mister socos.

Pesa justo e vende caro.

Pesa primeiro, atreve-te depois.

Pesar alheio sente-se só meio.

Pesares não pagam dívidas.

Pesca, mulheres e bolas querem horas.

Pescador apressado perde o peixe.

Pescador de cana mais come do que ganha, mas quando a cana verga, mais ganha do que come.

Pescador de cana mais come do que ganha, mas quando a dita corre, mais ganha do que come.

Pescador de cana mais come do que ganha.

Pescar em águas turvas.

Pescar nas águas turvas.

Peso e medida tiram o homem de porfia.

Peso e medida, tiram o homem de fadiga.

Pião gabado vira carrapeta.

Picam os indiscretos mais que os insetos.

Pica-me, Pedro, picar-te-ei cedo.

Pilão seco não dá paçoca.

Pílulas engolem-se e não se mastigam.

Pimenta no cu dos outros é refresco.

Pimenta no olho dos outros é refresco.

Pimenta no rabo dos outros não arde.

Pimenta nos olhos dos outros é colírio.

Pimenta nos olhos dos outros é refresco.

Pimenta nos olhos dos outros não arde.

Pimenta-do-reino é preta, mas faz de-comer gostoso.

Pingo, pingo.. faz goteira.

Pinica-pau não tem machado e come abelhas.

Pinta que canta, quer galo.

Pintar como querer.

Pinto enjeitar coco e moça casamento, pinto está de papo cheio, moça tem outro no intento.

Pintor e trolha são para rolha.

Pintor que não borra, pintor de borra.

Pintura e peleja, de longe se veja.

Pior a calmaria que a tormenta.

Pior a cura que o mal.

Pior a emenda que o soneto.

Pior cego é o que não quer ver.

Pior cego é o que não quer ver; pior surdo é o que não quer ouvir.

Pior do que a imbecilidade dos imbecis é a imbecilidade dos sábios.

Pior é a emenda que o soneto.

Pior é a moça de casar que de criar.

Pior é fingido amigo que declarado inimigo.

Pior é nada.

Pior é o roto que o descosido.

Pior é ser desagradecido que escasso.

Pior é ter mau médico do que estar doente.

Pior é ter mau médico que estar enfermo.

Pior está o roto que o descosido.

Pior o remédio que a doença.

Pior o remédio que o mal.

Pior que o inimigo é o mau amigo.

Pior ter mau médico que estar doente.

Pirão feito não se deixa.

Pirão pouco, meu bocado grande.

Pirão pouco, meu bocado primeiro.

Piu, piu, piu, piu, ao terceiro piu vai buscar água ao rio.

Planta mal semeada vem mal medrada.

Planta muitas vezes transposta não medra nem cresce.

Planta muitas vezes transposta nem cresce nem minga.

Planta muito mudada não medra nem cresce nada.

Planta muito mudada não medra.

Planta não semeada vem mais medrada.

Plantar verdes para colher maduras.

P'lo S. Simão e S. Judas, já colhidas são as uvas.

P'lo Santiago, pinta o bago.

Pobre bispo, pobre serviço.

Pobre com baú perde o trem.

Pobre com pouco se alegra.

Pobre com rica casado, mais que marido, é criado.

Pobre comendo galinha é sinal que não tem dinheiro para comprar carne.

Pobre comendo galinha, um dos dois está doente.

Pobre como Jó.

Pobre como rato de igreja.

Pobre é o cavalo de o cão andar montado.

Pobre muda de patrão, mas não de condição.

Pobre não carrega luxo.

Pobre não é nem o que o rico foi.

Pobre não é quem pouco tem, mas quem cobiça o muito a alguém.

Pobre não morre cedo.

Pobre não tem amigo nem parente.

Pobre não tem parente nem amigo.

Pobre não tem parente.

Pobre não tem parentes.

Pobre não tem razão.

< operone >