< Portugiesische Sprichwörter >

Nem com toda a fome à arca, nem com toda a sede ao cântaro.

Nem com toda fome à caixa, nem com toda sede ao pote.

Nem com toda sede ao pote, nem com toda fome à arca.

Nem com toda sede ao pote, nem com toda fome ao cesto.

Nem comas cru, nem andes com o pé nu.

Nem compres de regateira, nem te descuides em mesa.

Nem contas com parentes nem dívidas com ausentes.

Nem contas com parentes, nem dívidas com ausentes.

Nem criado dormidor, nem gato miador.

Nem de cada malha peixe, nem de cada mata feixe.

Nem de estopa boa camisa, nem de romeira boa amiga.

Nem de inverno, nem de verão, deixarás o teu gabão.

Nem de malva bom vencilho, nem de esterco bom odor, nem do moço bom conselho, nem de puta bom amor.

Nem de menino te ajudes, nem cases com viúva.

Nem de sabugueiro bom vencilho, nem de cunhado bom conselho.

Nem de Silva bom bocado, nem de escasso bom dado.

Nem de todo pau se faz canoa.

Nem de todo pau se faz mercúrio.

Nem Deus com um gancho, nem Santo Antônio com um garrancho.

Nem dona sem escudeiro, nem fogo sem trasfogueiro.

Nem é pega, nem gavião.

Nem em Agosto passear nem em Dezembro marcar.

Nem em cada covo peixe, nem em cada mata feixe.

Nem em cada malha peixe, nem em cada moita feixe.

Nem em mar tratar, nem em muitos fiar.

Nem em todo mato se faz lenha.

Nem em tua casa galgo, nem à tua porta fidalgo.

Nem erva no trigo, nem suspeita no amigo.

Nem estopa com tições, nem mulher com varões.

Nem exército sem general, nem castelo sem castelão.

Nem fede, nem cheira.

Nem fies, nem porfies, nem arrendes, viverás entre as gentes.

Nem garrancho é lenha, nem moleque é gente.

Nem geração sem mau, nem rio sem vau.

Nem lá vou, nem faço míngua.

Nem macho com fêmea, nem cavalo com formiga.

Nem me bate a passarinha.

Nem mel, nem cabaça.

Nem mel, nem cera, nem saburá.

Nem mesa que bula, nem pedra na serrilha.

Nem mesa sem pão, nem exército sem capitão.

Nem moça boa na praça, nem homem rico por caça.

Nem moço parente, nem moço rogado o tomes para criado.

Nem moinho por contínuo, nem porco por vizinho.

Nem montanha sem nevoeiro, nem mérito sem calúnia.

Nem morte de homem, nem roubo de igreja.

Nem muito ao mar, nem muito à terra.

Nem muito coçar, nem muito falar.

Nem mula com tacha, nem mulher sem raça.

Nem mula manca há de sarar, nem mulher má se há de emendar.

Nem mulher casada, nem vinha vindimada.

Nem mulher de outro, nem coice de potro.

Nem mulher nem seda à luz da candeia.

Nem mulher nem teia à luz de candeia.

Nem na mesa sem comer, nem na igreja sem rezar, nem na cama sem dormir, nem na festa sem dançar.

Nem no inverno nem no verão largues o teu gabão.

Nem no inverno sem capa, nem no verão sem borracha.

Nem no inverno sem capa, nem no verão sem cabaça.

Nem o bem é eterno, nem o mal duradouro.

Nem o moço por ranhoso, nem o pobre por sarnoso.

Nem o moço por ranhoso, nem o potro por sarnoso.

Nem o pai morre, nem a gente almoça.

Nem o rouxinol de cantar, nem a mulher de falar.

Nem o veado perde a vida, nem a onça morre de fome.

Nem oficial novo, nem barbeiro velho.

Nem oito nem oitenta.

Nem oito, nem oitenta.

Nem olho na carta, nem mão na arca.

Nem palavra má, nem obras boas.

Nem pão quente, nem vinho que salte ao dente.

Nem pão quente.. nem vinho que salte ao dente.

Nem pernada de porco, nem rasgadura de um com outro.

Nem poda sem canto, nem morto sem pranto.

Nem por apressados, melhorados.

Nem por casa, nem por vinha, cases com mulher mesquinha.

Nem por muito madrugar amanhece mais cedo.

Nem por muito madrugar, amanhece mais cedo.

Nem por tanto se madrugar, amanhece mais cedo.

Nem preso nem cativo tem amigo.

Nem preso nem cativo tem amigos.

Nem que chova canivete.

Nem que enterrem a verdade, a virtude não se sepulta.

Nem que o diabo toque rabeca.

Nem rei nem papa à morte escapa.

Nem reza de padre de boa vida dá jeito.

Nem rio sem vau, nem geração sem mau.

Nem ruim letrado, nem ruim fidalgo, nem ruim galgo.

Nem sábado sem sol, nem domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.

Nem sábado sem sol, nem moça sem amor.

Nem sábado sem sol, nem moça sem amores.

Nem sabe amarrar o focinho a um porco.

Nem Santo Antônio com um gancho.

Nem sapateiro sem dentes, nem escudeiro sem parentes.

Nem sapateiro sem dentes, nem nobre sem parentes.

Nem sempre a árvore frondosa dá fruta saborosa.

Nem sempre aquele que dança, é que paga a música.

Nem sempre aquele que dança, é quem paga a música.

Nem sempre casa quem desposa.

Nem sempre dança quem paga a música.

Nem sempre é conveniente dizer inteiramente a verdade.

Nem sempre florescem os lírios.

Nem sempre galinha, nem sempre rainha.

Nem sempre galinha, nem sempre sardinha.

Nem sempre grandes cargas trazem grandes lucros.

Nem sempre há rabo de sardinha.

Nem sempre o diabo é tão feio como o pintam.

Nem sempre o diabo está ao pé da porta.

Nem sempre o diabo está atrás da porta.

Nem sempre o forno faz rosquilhas.

Nem sempre o homem está de lua.

Nem sempre o homem está de vez.

Nem sempre o que é legal, é moral.

Nem sempre o que luz é ouro.

Nem sempre o que parece é.

Nem sempre o som de trombetas ressuscita defuntos.

Nem sempre pela cara se conhece quem tem lombrigas.

Nem sempre quem começa, acaba.

Nem sempre quem geme é quem sente a dor.

Nem sempre ri a mulher do ladrão.

Nem sempre sardinha, nem sempre galinha.

Nem sempre se comem os frutos da árvore que se plantou.

Nem sempre seu Lulu toca fole.

Nem sempre sinhá Lili toca flauta.

Nem só a rosa é flor.

Nem só de mel, nem só de fel.

Nem só de pão vive o homem, mas também da palavra de Deus.

Nem só de pão vive o homem.

Nem só galinha, nem só rainha.

Nem só os homens mijam à parede.

Nem só quem é rico vive.

Nem sobejo, nem minguado.

Nem tanto à terra, nem tanto ao mar.

Nem tanto amém, que se dane a missa.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra.

Nem tanto ao mar, nem tanto à serra.

Nem tanto ao mar, nem tanto à terra.

Nem tanto puxar que arrebente a corda, nem tão bom que o papem as moscas.

Nem tanto puxar que arrebente a corda.

Nem tanto puxar que se quebre a corda.

Nem tanto quedo e mais folguedo.

Nem tanto, nem tão pouco.

Nem tão bom que o papem as moscas.

Nem tão calvo que lhe apareçam os miolos.

Nem tão doce que as moscas assentem.

Nem tão formosa que mate, nem tão feia que espante.

Nem tão velha que caia, nem tão moça que salte.

Nem te abaixes por pobreza, nem te alevantes por riqueza.

Nem te fies em vilão, nem bebas água de charqueirão.

Nem toda a água do mar pode esta nódoa tirar.

Nem toda pergunta merece resposta.

Nem toda tosse é catarro.

Nem todas as verdades são para todos os ouvidos.

Nem todas as verdades se dizem, apesar de verdadeiras.

Nem todas as verdades se dizem.

Nem todas as verdades se querem ditas.

Nem todo abismo tem parapeito.

Nem todo branco é farinha.

Nem todo dia é dia santo, nem todo dia é feriado.

Nem todo dia é dia santo.

Nem todo dia é feriado.

Nem todo dia é festa.

Nem todo dia galinha, nem todo dia rainha.

Nem todo dia há carne gorda.

Nem todo dia se come pão quente.

Nem todo doido está no hospício.

Nem todo grão vai ao olho do moinho.

Nem todo homem sabe sê-lo.

Nem todo mato é orégão.

Nem todo mole é mingau.

Nem todo o grão vai ao olho do moinho.

Nem todo pau dá esteio.

Nem todos os dias há carne gorda.

Nem todos os dias morrem bispos.

Nem todos os dias são dias de feira.

Nem todos os doidos estão nas palhas.

Nem todos os golpes acertam.

Nem todos os homens podem ser grandes, mas todos podem ser bons.

Nem todos os que nos agradam na praça, nos agradarão em casa.

Nem todos os que nos agradam na praça, nos agradariam se os metêssemos em casa.

Nem todos os que rezam são santos.

Nem todos os que vão à guerra são soldados.

Nem todos os que vão à igreja são santos.

Nem todos os que vão à missa são santos.

Nem todos os que vão ao estudo são letrados.

Nem todos podem ser grandes, mas todos podem ser bons.

Nem todos podem ser grandes.

Nem todos podem ser iguais.

Nem todos são para tudo, nem tudo a todos se diz.

Nem todos têm as mesmas partes.

Nem todos têm condição de ir a Corinto.

Nem todos tentam a fortuna, mas a fortuna tenta a todos.

Nem tromba nem bico não faz ninguém rico.

Nem tudo é para todos.

Nem tudo está perdido enquanto não se perde a cabeça.

Nem tudo fica bem a todos.

Nem tudo mel, nem tudo fel.

Nem tudo o luz é ouro.

Nem tudo o que diz o pandeiro é vero.

Nem tudo o que é verdade se diz.

Nem tudo o que luz é ouro, nem toda tosse é catarro.

Nem tudo o que luz é ouro, nem tudo o que alveja é prata.

Nem tudo o que luz é ouro.

Nem tudo o que reluz é ouro.

Nem tudo o que se conta é dinheiro.

Nem tudo o que vem à rede é peixe.

Nem tudo pode andar ao nosso paladar.

Nem tudo quanto se espeta, assa.

Nem tudo quanto se espeta, se queima.

Nem tudo que balança, cai.

Nem tudo que brilha, é diamante.

Nem tudo que brilha, é ouro.

Nem tudo que cai na rede, é peixe.

Nem tudo que dura, dura muito.

Nem tudo que é feio, é mau.

Nem tudo que é mole, é mingau.

Nem tudo que é verdade se diz.

Nem tudo que luz é ouro.

Nem tudo que luz, é ouro, nem tudo que é feio, é mau, quem não tem o que fazer, vá fazer colher de pau.

Nem tudo que reluz é ouro, nem toda tosse é catarro.

Nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que balança cai.

Nem tudo que reluz é ouro.

Nem tudo que reluz, é ouro.

Nem tudo que ronca, é besouro.

Nem tudo que se escreve é Evangelho.

Nem tudo se adapta a todos.

Nem tudo se aproveita.

Nem tudo vai ao saco.

Nem um dedo faz a mão, nem uma andorinha faz verão.

Nem um só dos nossos dias é isento de incerteza.

Nem vilão por amigo, nem avaro por vizinho.

Nem vinha em baixo, nem trigo em cascalho.

Nem zombando nem de veras, com teu amo jogues as peras.

Nem zombando nem de veras, com teu amo partas as peras.

Nem zombando nem de veras, com teu amo rivalizes.

Nenhum caminho de rosas conduz à glória.

Nenhum dia é mau, se a morte vem a horas.

Nenhum filho é inocente, quando a sua mãe o crê culpado.

Nenhuma maravilha dura mais que três dias.

Nenhuma Maria agrada a todos os Manéis.

Nenhuma notícia, boa notícia.

Nenhuma palavra má saia da vossa boca.

Nenhuma virtude resiste à pobreza.

Néscio calado por sábio é contado.

Néscio é quem cuida que o outro não cuida.

Néscio é quem cuida que o outro se descuida.

Néscio é quem cuida que os outros são burros.

Néscios e porfiados tornam ricos os letrados.

Néscios, o que não entendem, é o que celebram mais.

Nessa música eu não entro.

Nesta esparrela não cai o filho do velho.

Nesta terra, nem o diabo pôde ser escravo.

Nesta vida caduca, quem não trabalha, não manduca.

Nesta vida, os prazeres são por onças e os pesares por arrobas.

Neste mundo cansado, não há bem completo nem mal acabado.

Neste mundo há gente para tudo, e ainda sobra.

Neste mundo mesquinho, quando há para pão, não há para vinho.

Neste mundo, tudo depende da sorte.

Neste princípio me fundo: por mais que eu faça, não hei de endireitar o mundo.

Neve em Fevereiro não faz bom celeiro.

Nímia boa fé, nímios desperdícios.

Ninfa de lupanar.

Ninguém acerta sempre.

Ninguém acorde o cão que está dormindo.

Ninguém antes da morte se pode chamar ditoso.

Ninguém aponte as faltas alheias com o dedo sujo.

Ninguém aponte faltas alheias com o dedo sujo.

Ninguém arma laço que não caia nele.

Ninguém as calça que não as borre.

Ninguém as faz que não as pague.

Ninguém brinque com o amor-próprio dos outros.

Ninguém consegue subir às estrelas.

Ninguém conta da feira, senão como lhe vai nela.

Ninguém dá o que não tem, nem mais do que tem.

Ninguém dá senão do que tem.

Ninguém deixa sem dor o que possui com amor.

Ninguém deixe amores velhos por novos.

Ninguém deixe o certo pelo duvidoso.

Ninguém deve comer sem ter de quê.

Ninguém deve correr sem ver de quê.

Ninguém diga "desta água não beberei" e "deste pão não comerei".

Ninguém diga "deste pão não comerei".

Ninguém diga desta água não beberei (e deste pão não comerei).

Ninguém é bom juiz (nem mau advogado), em causa própria.

Ninguém é bom juiz em causa própria.

Ninguém é bom senhor, se não foi bom servidor.

Ninguém é de ferro.

Ninguém é enforcado, quando o carrasco esconde a corda.

Ninguém é fiel a quem sói temer.

Ninguém é grande em sua casa.

Ninguém é grande em toda a parte, em todo o tempo e em tudo.

Ninguém é herói para o seu criado de quarto.

Ninguém é herói para os seus criados, sábio para sua família, nem profeta na sua pátria.

Ninguém é indispensável.

Ninguém é infalível.

Ninguém é mais fácil de enganar, que aquele que não engana ninguém.

Ninguém é melhor criado que cada um de si mesmo.

Ninguém é menos conhecido que cada um de si mesmo.

Ninguém é moeda de vinte patacas para agradar a todos.

Ninguém é obrigado a fazer mais do que pode.

Ninguém é obrigado a fazer o impossível.

Ninguém é obrigado a pagar antes do vencimento.

Ninguém é obrigado a se acusar.

Ninguém é perfeito.

Ninguém é pobre, senão de juízo.

Ninguém é profeta em sua pátria.

Ninguém é profeta em sua terra.

Ninguém é profeta em terra própria.

Ninguém é profeta na sua terra.

Ninguém é sábio em todas as ocasiões.

Ninguém é sábio o tempo todo.

Ninguém é tão pobre, que não possa dar, nem tão rico, que não possa receber.

Ninguém é tão poderoso que não precise da ajuda de um pequeno.

Ninguém é tão tolo quanto um velho tolo.

Ninguém é tão velho, que não cuide viver mais um ano, nem tão novo que não possa morrer logo.

Ninguém empobrece por ter dado muito.

Ninguém escapa à responsabilidade de si mesmo.

Ninguém está bem com a vida que tem.

Ninguém está contente com a sua sorte.

Ninguém faça mal a outro à fiúza de lhe vir bem.

Ninguém faça mal, que espere de lhe vir bem.

Ninguém fala que não tenha que se lhe diga.

Ninguém faz mal que não o pague.

Ninguém faz mal que não o venha a pagar.

Ninguém fica para semente.

Ninguém foge à sua hora.

Ninguém foge à sua própria sorte.

Ninguém foge da sua sorte.

Ninguém guarda melhor um segredo do que o que o ignora.

Ninguém guarda melhor um segredo que o ignorante.

Ninguém há perfeito.

Ninguém há sem pecado.

Ninguém larga sem dor o que possui com amor.

Ninguém melhor ajuda o pobre, que o pobre.

Ninguém mete pregos sem estopa.

Ninguém morre duas vezes.

Ninguém morre na véspera.

Ninguém morre para estar sempre morto.

Ninguém muda ninguém.

Ninguém nasce ensinado.

Ninguém nasce sabendo.

Ninguém pensa melhor crianças do que a própria mãe.

Ninguém perde o que não tem.

Ninguém perde o que nunca teve.

Ninguém perde que outro não ganhe.

Ninguém perde sem outro ganhar.

Ninguém pode agradar a todos.

Ninguém pode assobiar e chupar cana.

Ninguém pode dar o que não tem.

Ninguém pode despir um homem nu.

Ninguém pode fazer o impossível.

Ninguém pode ir contra os castigos que Deus Nosso Senhor manda.

Ninguém pode perder o que nunca teve.

Ninguém pode pôr rédeas ao tempo.

Ninguém pode ser juiz com tais mordomos.

Ninguém pode ser juiz em causa própria.

Ninguém pode servir a dois senhores.

Ninguém pode servir bem a dois senhores.

Ninguém pode tapar a boca do mundo.

Ninguém possui o dom da ubiqüidade.

Ninguém presuma que possa entrar no lodo sem se enlodar.

Ninguém presuma que se pode entrar no lodo sem se enlodar.

Ninguém prometa mais manteiga que pão.

Ninguém quer do indigente ser primo nem parente.

Ninguém quer ser velho nem morrer novo.

Ninguém quer ser velho, nem morrer novo.

Ninguém ria do que chora, que pode chorar também.

Ninguém sabe do porvir.

Ninguém sabe melhor que o jumento onde lhe aperta a cangalha.

Ninguém sabe o que está para vir.

Ninguém sabe onde é o cemitério dos ruins.

Ninguém sabe ser filho, senão quando chega a ser pai.

Ninguém sai da sua pele.

Ninguém se considera tão ignorante como o sábio, nem tão sabedor como o ignorante.

Ninguém se contenta com a sua dita.

Ninguém se contenta com a sua sorte.

Ninguém se contenta com o que tem.

Ninguém se contenta com o seu estado.

Ninguém se embebeda com o vinho da sua adega.

Ninguém se envergonha de perguntar o que não sabe.

Ninguém se envergonhe de perguntar o que não sabe.

Ninguém se faça agressor, sem razão e sem valor.

Ninguém se faz por suas mãos.

Ninguém se fie em cachorro que fica na cozinha, nem em mulher que passeia sozinha.

Ninguém se fie em juízo de moço, nem em saúde de velho.

Ninguém se fie em oficial novo, nem em barbeiro velho.

Ninguém se levanta sem primeiro ter caído.

Ninguém se livra de pedrada de doido, nem de coice de burro.

Ninguém se meta naquilo a que não é chamado.

Ninguém se meta no que não sabe.

Ninguém se meta onde não é chamado.

Ninguém se meta onde não o chamam.

Ninguém se pode dizer feliz antes de morrer.

Ninguém se quis afogar que não encontrasse água.

Ninguém se ria do mal do vizinho, que o seu lá vem pelo caminho.

Ninguém sempre acerta.

Ninguém seria vendeiro, se não fosse o dinheiro.

Ninguém suje a água que tem de beber.

Ninguém tire à roupa o sabão, nem o centeio ao pão.

Ninguém toca em carvão que não fique enfarruscado.

Ninguém vá onde não é chamado.

Ninguém vê a tranca no seu olho, e todos vêem a palhinha no do vizinho.

Ninguém vê melhor a fazenda que o dono.

Ninguém vê o argueiro no seu olho.

Ninguém venha com engano, que não faltará quem lhe arme o laço.

Ninguém vive de vento.

Ninguém vo-lo deu por vossos belos olhos.

Ninho de guincho.

Ninho feito, pega morta.

Ninhos de ratos, ninhos de pulgas.

No açougue, quem mal fala, mal ouve.

No açougue, quem mal fala, pior ouve.

No Advento, racham as pedras com o vento.

No amor e na guerra vale tudo.

No amor e na medicina, nem sempre, nem nunca.

No amor, quem foge é vencedor.

No andar e no beber, conhecerás a mulher.

No andar e no vestir, serás julgado entre cem.

No andar e no vestir, serás julgado entre mil.

No aperto e no perigo é que se conhece o amigo.

No aperto e no perigo se conhece o amigo.

No aproveitar é que vai o ganho.

No arrumar da isca se vê o pescador.

No arrumar da lasca se vê o pescador.

No boticário está a chave do médico, e no escrivão, a do feito.

No Brasil não há pressa.

No campo não se raspam queijos.

No casamento das cobras, raposa, adeus teu baú!.

No céu, Cristo; na terra, isto! (=dinheiro).

No chão do coice, quem não puder andar, choute.

No ciúme há mais amor-próprio do que amor verdadeiro.

No ciúme há mais amor-próprio do que amor.

No começar está o coçar.

No comer e no falar é a moça igual.

No dar e no ter, juízo é mister.

No dar e no tomar, cuidado no enganar.

No dar só a presteza se louva.

Nó dei em que mal me achei.

No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho.

No dia de S. Martinho, encerra o porquinho, souta o soutinho e prova o teu vinho.

No dia de S. Pedro (29.6), vai ver o olivedo. Se vires um bago, conta um cento.

No dia de S. Simão, quem não faz magusto não é bom cristão.

No dia de Santa Luzia, cresce a noite e mingua o dia.

No dia de São José tudo pega pelo pé.

No dia de São Martinho, abre o teu pipo e prova do teu vinho.

No dia em que merda valer dinheiro, pobre deixa de defecar.

No dia em que não me enfeitei, veio a minha casa quem não pensei.

No dia em que te casas, ou te matas, ou te curas.

No duro ninguém se atola, nem faz poeira no mole.

No escudelar, verás quem te quer bem ou mal.

No escuro tanto vale a rainha como a negra da cozinha.

No ferro quente, bater de repente.

No fim da oração está o ponto.

No fim da vida, tudo se olvida.

No fim de um ano, o cão se parece com o dono.

No fim é que se cantam as glórias.

No fim é que se contam as glórias.

No fim, dá tudo certo.

No forno e no moinho vai quem quer cochicho.

No forno se ganha a paz, no forno se perde.

No forno se ganha o pão, no forno se perde.

No foro em que o homem se põe, nesse o tem.

No frasco pequeno está o melhor perfume.

No frigir dos ovos é que a manteiga chia.

No frigir dos ovos é que se vê a manteiga.

No fritar dos ovos é que se vê a manteiga que solta.

No grande mar se cria o grande peixe.

No inferno tem uma forca para que não gaba o que é seu.

No inverno, forneira; no verão, taberneira.

No inverno, não fiar em Deus.

No jogo e na mesa a educação se conhece.

No jogo é que se conhece quem tem educação.

No jogo o que menos se perde, é o dinheiro.

No jogo se perde o amigo e se ganha o inimigo.

No lar onde não há crença, aparece a desavença.

No maior aperto, a maior destreza.

No mal que teu vizinho não sabe, não tens parte.

No mar anda quem para nós ganha.

No mar bravo às vezes há bonança.

No meio é que está a virtude.

No melhor pano caem as nódoas.

No melhor pano cai a nódoa.

No melhor pano há engano.

No mês que não te interesse, não contes os dias.

No meu dicionário não há a palavra impossível.

No mor aperto a mor destreza.

No muito falar há muito errar.

No mundo houve sempre um Abel para sofrer e um Caim para atormentar.

No mundo não há homens sem homem.

No mundo não há uma Maria só.

No mundo ninguém nasce pobre, mas todos que nascem encontram a pobreza no mundo.

No mundo quem nada tem, nada é.

No mundo quem não sabe nadar, vai ao fundo.

No mundo tudo é vaidade.

No mundo voga quem bebe e joga.

No mundo, só tem boa sorte quem tem por boa a que tem.

No Natal, é bom chover e melhor nevar.

No Natal, fiar; no Entrudo, dobar; na Quaresma, tecer; e na Páscoa, coser.

No Natal, passadinha de Natal.

No Natal, tem o alho bico de pardal.

No perigo se conhece o amigo.

No pó, semearás; em Setembro colherás.

No poupar é que está o ganho.

No poupar é que vai o ganho, nanja no casar cedo.

No poupar é que vai o ganho.

No prever de antemão está o acertar.

No que cuidais, cuidamos.

No que podes fazer sisudo, não esperes por outro.

No que podes fazer só, não esperes por outro.

Nó que se desata, ou se reata ou muito empata.

No que tiveres de pagar, não te faças demorar.

No queijo e no pernil de toucinho, conhecerás teu amigo.

No quente é que se cura a gente.

No riso é o doido conhecido.

No riso é o homem conhecido.

No rosto de minha filha vejo quando o demo toma a meu genro.

No rufo do pandeiro se conhece o companheiro.

No saber ninguém se rende, senão o sabedor.

No São Martinho vai à adega e prova o vinho.

No serviço é que se conhece o oficial.

No sofrer e no abster está todo o vencer.

No tempo das flores se conhecem os asnos.

No tempo das perdizes, tanto mentes como dizes.

No tempo das rosas se conhecem os tolos.

No tempo de murici, cada um cuida de si.

No tempo do cuco, tanto está molhado como enxuto.

No tempo do cuco, tanto está molhado como seco.

No tempo do figo está sempre a mesa de Deus posta.

No tempo dos cravos, se conhecem os asnos.

No tempo dos figos não há amigos.

No tempo em que eu era besta, os cavalos quase me acabam.

No tempo em que não chovia, que é que nambu bebia?.

No tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça.

No tempo em que se come, não se envelhece.

No tempo quente refresca o ventre.

No tempo quente, refresca o ventre.

No velho e no menino o benefício é perdido.

No velho e no menino, o ofício é perdida.

No vinho está a verdade.

Nobre sou, ai não! pela costela de Adão.

Nódoa de gordura é alma que cai no inferno.

Noite perdida nunca é restituída.

Noites alegres, manhãs tristes.

Noivado prolongado acaba desmanchado.

Nora rogada, olha repousada.

Nora rogada, panela repousada.

Nordeste molhado, não te dê cuidado.

Nós a falarmos no diabo, e ele a aparecer.

Nos ausentes é que é malhar.

Nós cá bem lhe entendíamos as olhadas.

Nós é que bebemos e eles é que ficam tontos.

Nós em al e a velha no portal.

Nos frascos pequenos se acham os melhores perfumes.

Nos olhos e na face se vê o coração.

Nos olhos se vê quem tem lombrigas.

Nós pelo alheio e o diabo pelo nosso.

Nos pequenos vasos estão as grandes essências, e os piores venenos.

Nos pequenos vasos estão as grandes essências.

Nos perigos se conhecem os amigos.

Nos perigos se vêem os amigos.

Nós somos espelhos uns dos outros.

Nós somos os mesmos por toda a parte: o homem é sempre o homem.

Nós somos quase sempre julgados pelas nossas maneiras.

Nos trabalhos não há mister choro, mas socorro.

Nos trabalhos se conhecem os amigos.

Nos trabalhos se reconhecem os amigos.

Nos trabalhos se vêem os amigos.

Nossa casa, nossa brasa.

Nossa idade é a das nossas artérias.

Nosso Senhor te dê Deus, que ele te dará saúde.

Nossos cachorros não caçam juntos.

Nota a palha no olho alheio e não a trave no próprio.

Notícia boa corre, notícia ruim voa.

Notícia ruim chega depressa.

Notícia ruim chega voando.

Notícia ruim corre depressa.

Notícia ruim quase sempre é verdade.

Notícia ruim sempre é certa.

Notícia, se a boa corre, a ruim avoa.

Notícias dianteiras são sempre as mais verdadeiras.

Nove meses de Inverno, três de inferno.

Novilha prometida não diminui a boiada.

Novilho de novilha, potro de égua velha.

Novo rei, nova lei.

Novos tempos, novos costumes.

Nozes e trigo merenda de amigo.

Num abrir e fechar d'olhos.

Num volver de olhos ao mau vento, volve-lhe o capelo.

Numa casa se põe o ramo, noutra se bebe o vinho.

Numa hora cai a casa.

Numa hora não se ganhou Samora.

Numa mulher não se bate nem com uma flor.

Numa porta se põe o ramo, e noutra se vende o vinho.

Nunca a estopa fez boa camisa.

Nunca à fiandeira cuidadosa faltou camisa.

Nunca à fiandeira vigilante faltou camisa.

Nunca a inveja medrou nem quem ao pé dela morou.

Nunca abandones a partida.

Nunca abra a janela do carro quando o boi estiver próximo.

Nunca as mãos te doam.

Nunca boa olha com agraço.

Nunca bom cão ladrou em vão.

Nunca bom ganhador é pródigo gastador.

Nunca bom gavião de francelho que vem à mão.

Nunca coloques todos os teus ovos no mesmo cesto.

Nunca de bom mouro, bom cristão, nem de bom cristão, bom mouro.

Nunca de bom mouro, bom cristão.

Nunca de corvo, bom ovo.

Nunca de má árvore, bom fruto.

Nunca de mau mouro, bom cristão.

Nunca de rabo de porco bom virote.

Nunca de ruim árvore, bom fruto.

Nunca de ruim gaiteiro, bom sanfoneiro.

Nunca deites foguetes antes da festa.

Nunca dês conselho, senão a quem o pedir.

Nunca dês louvor, senão a quem não o pedir.

Nunca desprezes as dádivas de hoje pelas promessas de amanhã.

Nunca Deus fecha uma porta que não abra outra.

Nunca Deus fez a quem desamparasse.

Nunca diga desta água não beberei.

Nunca diga Nunca!.

Nunca diga; Desta água não beberei.

Nunca digas desta agua beberei.

Nunca digas desta água não beberei (e deste pão não comerei).

Nunca digas desta água não beberei.

Nunca digas o que fazes sem saber o que dizes.

Nunca digas: desta água não beberei.

Nunca digas: deste pão não comerei, desta água não beberei.

Nunca é tarde para aprender.

Nunca é tarde para nos corrigirmos.

Nunca é tarde para o bem.

Nunca esperes que o teu amigo faça o que tu puderes.

Nunca esperes que te faça o amigo o que tu puderes.

Nunca esperes que te faça o teu amigo o que pedires.

Nunca esperes que te faça o teu amigo o que tu puderes.

Nunca eu faria tal por todo o ouro do mundo.

Nunca faças nada sem consultar a almofada.

Nunca faças um buraco para tapar outro.

Nunca falta camisa à fiandeira cuidadosa.

Nunca falta carapuça a quem tem cabeça.

Nunca falta rei que nos governe, nem papa que nos excomungue.

Nunca falta sopa a tão pouca boca.

Nunca falta testo para uma panela.

Nunca falta um cão que nos ladre.

Nunca falta um cão que vos ladre.

Nunca falta um chinelo velho para um pé cansado.

Nunca falta um chinelo velho para um pé doente.

Nunca falta um chinelo velho para um pé manco.

Nunca falta um paspalhão para uma paspalhoa.

Nunca falta um paspalhão para uma paspalhona.

Nunca falta um texto para uma panela velha.

Nunca faltou casa ao vivo nem cova ao morto.

Nunca fiar de quem uma vez te enganar.

Nunca fies, nem porfies, é a melhor regra que viste.

Nunca fiques devendo a quem te serviu.

Nunca foi bom amigo quem por pouco quebra a amizade.

Nunca foi bom amigo quem por pouco quebrou a amizade.

Nunca houve segredo que enfim não se descobrisse.

Nunca julgues os cabos por os começos que vires.

Nunca lavei cabeça que não me saísse tinhosa.

Nunca lobo mata outro lobo.

Nunca lobo mata outro.

Nunca louvarei capitão que diga "não cuidei".

Nunca mates a galinha que põe ovos de ouro.

Nunca me dê Deus contenda senão só com quem me entenda.

Nunca metas escaravelho por cozinheiro.

Nunca mostres o fundo, nem da bolsa, nem da alma.

Nunca muito custou pouco.

Nunca ninguém se enforcou com uma bolsa ao pescoço.

Nunca o castigo tarda a quem o tempo avisa e não se guarda.

Nunca o invejoso medrou nem quem ao pé dele morou.

Nunca o invejoso medrou, nem quem a par dele morou.

Nunca o invejoso medrou, nem quem ao pé dele morou.

Nunca o invejoso medrou, nem quem junto dele morou.

Nunca o raro pediu ao basto.

Nunca o vi mais gordo.

Nunca passou por mau tempo a chuva da Primavera e do Advento.

Nunca passou por mau tempo a chuva da primavera.

Nunca queiras do teu amigo mais do que ele fizer contigo.

Nunca queiras do teu amigo mais do que ele quiser contigo.

Nunca ruim por compadre.

Nunca sabe o mato onde irá fazer lenha.

Nunca sabe o mau onde irá fazer lenha.

Nunca se agradece com tanto fervor, como quando se espera um novo favor.

Nunca se conhece o bem senão depois de perdido.

Nunca se é tão bem servido que por si mesmo.

Nunca se é velho para aprender.

Nunca se matou o ouriço-cacheiro às punhadas.

Nunca se matou o porco-espinho aos socos.

Nunca se matou o porco-espinho às punhadas.

Nunca se perde o bem-fazer.

Nunca se queixe do engano, quem pela amostra compra o pano.

Nunca se vence um perigo sem outro.

Nunca se viu cigano tirar sorte de cigano.

Nunca se viu rua de valentão, nem fortuna de jogador.

Nunca sonha o porco senão com a pia.

Nunca tal burra albardei.

Nunca tal burro albardei.

Nunca te julgues velho demais para aprender.

Nunca te tornes descontente com o destino.

Nunca terás bom gavião de francelho que vem à mão.

Nunca troques o caminho velho pelo novo.

Nunca troques o certo pelo duvidoso.

Nunca um lobo matou outro.

Nunca urines à porta da tua casa.

Nunca vai mau tempo, senão quando vai vento.

Nunca vi grande prazer que não tenha os cabos tristes.

Nunca vi veado baleado que não fosse grande e gordo.

Nuvem comprida que se desfia sinal de grande ventania.

Nuvens aos pares, paradas, cor de cobre, é temporal que se descobre.

Nuvens espessas e acumuladas, ventanias certas e continuadas.

Nuvens finas, sem ligação, bom tempo, brisas de feição.

Nuvens pequenas, altas e escuras são chuvas certas e seguras.

O "não" é melhor que o digam as leis que os reis.

O "não" é melhor que o digam leis que reis.

O "quase" e o "talvez" encobrem muita mentira.

O "se eu soubera" anda sempre atrás.

O "se eu soubesse" é santo que nunca valeu para ninguém.

O abade donde canta daí janta.

O abade onde canta, daí janta.

O abandono é quase sempre a sorte dos infelizes.

O abismo chama o abismo.

O abuso das riquezas é pior que a falta delas.

O abuso destrói o uso.

O abuso ensina o verdadeiro uso.

O abuso não é costume.

O abuso não tira o uso.

O abuso vem do costume.

O acaso é pai dos grandes acontecimentos.

O acaso é uma palavra inventada pela ignorância.

O acaso não é senão a causa ignorada de um efeito conhecido.

O acautelado guarda sempre um cantinho para o que der e vier.

O açoite boa mezinha é.

O açor e o falcão, na mão.

O afobado come cru.

O afogado agarra-se a qualquer palha.

O afogado agarra-se a uma palha.

O afogado agarra-se até em corda podre.

O afogado agarra-se em qualquer galho.

O africano nunca vê a sombra de seu próximo.

O Agosto será gaiteiro, se for bom o Janeiro.

O Água mole em pedra dura tanto bate até que falta água.

O Água mole em pedra dura, tanto dá até que fura.

O Águas passadas já passaram.

O Águas verdadeiras, por S. Mateus as primeiras.

O alcaide e o sol, por onde quer, entram.

O alheio chora por seu dono.

O alheio não bota ninguém para diante, mas ajuda a gente a viver até o da gente chegar.

O amanhã pertence àqueles que se preparam hoje.

O amante sabe o que deseja, mas não vê o que lhe cumpre.

O ambicioso porfia e não confia.

O ameaçador faz perder o lugar da vingança.

O amigo certo se conhece nas horas incertas.

O amigo do meu inimigo não é meu amigo.

O amigo do meu inimigo não pode ser meu amigo.

O amigo e o cavalo, é aproveitá-lo.

O amigo e o genro não se acham pelo inverno.

O amigo fingido, conhecê-lo-ás no arruído.

O amigo há de se levar com sua tacha.

O amigo que fala verdade, é espelho são.

O amigo que nos incomoda, pouco dista do inimigo.

O amigo se conhece na adversidade.

O amor a ninguém dá honra e a muitos dá dor.

O amor ajuda os atrevidos.

O amor cria o mundo, o dever governa-o.

O amor da glória faz os heróis; o seu desprezo faz os grandes homens.

O amor das mulheres e a rosa passam com o bom tempo.

O amor de amos e a água em cesto entram tarde e saem prestos.

O amor de Deus vence, todo o al perece.

O amor dói, mas é melhor ter dor no amor do que não amar.

O amor dos asnos entra a coices e sai a bocados.

O amor dos asnos entra aos coices e sai aos bocados.

O amor e a ambição são dois hóspedes mui turbulentos.

O amor e a fé nas obras se vê.

O amor e a fé, nas obras se vê.

O amor é a mais forte das paixões, porque ataca ao mesmo tempo a cabeça, o coração e o corpo.

O amor e a morte vencem o mais forte.

O amor é cego, mas vê muito ao longe.

O amor é cego.

O amor é coisa séria.

O amor é como a lua, quando não cresce, é forçoso que diminua.

O amor é como a lua, quando não cresce, míngua.

O amor é como o sol, a nuvem o cobre, mas ele não se apaga.

O amor é como sarampo: todos temos de passar por ele.

O amor é como um incêndio: quanto maior é, menos atura.

O amor é como um menino, começa brincando e acaba chorando.

O amor é doce no começo, mas amargo no fim.

O amor é eterno enquanto dura.

O amor é forte como a morte.

O amor é na mocidade o que a mocidade é na vida, o que a vida é na eternidade, isto é, um relâmpago.

O amor e o dinheiro, é chocalheiro.

O amor e o menino começam brincando e acabam chorando.

O amor e o reino não querem parceiro.

O amor e reino, não quer parceiro.

O amor entra pela janela e sai pela porta.

O amor entra pelos olhos.

O amor faz milagres.

O amor faz muito, e o dinheiro, tudo.

O amor faz passar o tempo, e o tempo faz passar o amor.

O amor move o mundo.

O amor não conhece lei.

O amor não tem lei.

O amor no velho traz culpa e no mancebo, fruto.

O amor novo vai e vem, mas o velho se mantém.

O amor parece-se com a lua: quando não cresce, é forçoso que diminua.

O amor pode muito, o dinheiro pode tudo.

O amor pode muito.

O amor, ainda que cego para ver, é lince para adivinhar.

O amor, como o menino, começa brincando e acaba chorando.

O amor-próprio é o maior inimigo da verdade.

O amor-próprio ofendido não perdoa nunca.

O anão, quanto mais alto sobe, menor parece.

O ânimo é o sustentáculo na adversidade.

O apetite é o melhor dos temperos.

O aplauso dos néscios é, para os sábios, assuada.

O apressado come cru.

O ar que cada um se quer dar, não vale o que procura deixar.

O arado barbudo, e o lavrador barbado.

O arrependimento lava a culpa.

O arroz está queimando.

O artista dá às graças um vestido.

O asno agüenta a carga, mas não a sobrecarga.

O asno para o pó, o rocim para o lodo, e o macho para todos.

O áspide e a víbora se emprestam peçonha.

O ausente nunca tem razão.

O avarento é o guardião de sua fortuna.

O avarento e o necessitado gastam dobrado.

O avarento é o verdugo de si mesmo.

O avarento não é dono, mas escravo da riqueza.

O avarento não tem parente nem amigo.

O avarento não tem, e o pródigo não terá.

O avarento rico não tem parente nem amigo.

O avarento, onde tem o tesouro, tem o entendimento.

O avarento, por cinco réis, perde um cento.

O avarento, por um real, perde cem.

O avarento, por um real, perde um cento.

O avaro é causa da sua miséria.

O avaro não tem, o pródigo não terá.

O azar anda acompanhado.

O azeite e a verdade andam sempre ao de cima.

O azeite é meio serralheiro.

O bacalhau quer alho.

O bácoro, a fome e o frio fazem grande arruído.

O barato sai caro.

O barro e o gado deitam água por uma frincha.

O barulho não faz bem e o bem não faz barulho.

O bater do ferro é que faz o ferreiro.

O bem é mal conhecido, enquanto não é perdido.

O bem e o mal se harmonizam de tal modo, que deles resulta a renovação e perpetuidade deste mundo.

O bem ganhado se perde, e o mal, seu amo e ele.

O bem ganhado se perde, mas o mal, ele e seu dono.

O bem guisado abre a vontade de comer.

O bem não dura e o mal chega.

O bem não é conhecido senão depois que é perdido.

O bem não é para quem o busca.

O bem não se conhece, senão depois que se perde.

O bem nunca enfada.

O bem pensado nunca sai errado.

O bem que não fizeres, dos teus não esperes.

O bem que se faz, nunca foi perdido.

O bem roubadinho, bem poupadinho, vale tanto como o bem ganhadinho.

O bem saber é calar, até ser tempo de falar.

O bem se deve crer de todos e de ninguém o mal sem provas.

O bem só é conhecido depois de perdido.

O bem só se conhece quando se perde.

O bem soa, e o mal voa.

O bem tarda e foge, e o mal chega e dura.

O bem, como a pintura, de longe é que se procura.

O bem-fazer floresce, e todo o al perece.

O bem-fazer floresce, e todo o mal perece.

O bem-fazer não se perde.

O besouro também ronca, vai-se ver, não é ninguém.

O bobo, se é calado, por sisudo é respeitado.

O bocado é para quem o come, e não para quem o faz.

O bocado não é para quem o faz, e, sim, para quem o logra.

O bocado não é para quem o faz, mas para quem o come.

O boi bravo na terra alheia se faz manso.

O boi bravo, mudando a terra, é mudado.

O boi come a palha, e o rato, o trigo.

O boi da tua vaca, e o moço da tua braga.

O boi e o home puxam do que come.

O boi é que sofre, o carro é que geme.

O boi luzidio nunca tem fastio.

O boi pega no arado, mas não do seu grado.

O boi pega no arado, mas não por seu grado.

O boi pega-se pelos chifres, o homem, pela palavra.

O boi pela ponta, o homem pela língua.

O boi pela ponta, o homem pela palavra.

O boi sabe em que cerca se encosta.

O boi solto bem se lambe.

O boi trava no arado, mas não do seu grado.

O boi, estando em terra alheia, até as vacas lhe dão.

O bom amigo é o parente mais próximo.

O bom amo faz o criado.

O bom aparelho faz o bom oficial.

O bom cão não ladra em falso.

O bom cão não ladra em vão.

O bom cavalo guia o cavaleiro.

O bom chefe anima sempre, todo o rigor está na lei.

O bom coração quebranta má ventura.

O bom coração sofre, e o bom siso ouve.

O bom criado é malfadado.

O bom da verdade não admite suspeita.

O bom da viagem é quando se chega em casa.

O bom dado é prevenir ao desejo.

O bom dia, mete-o em casa.

O bom dizedor antes perde um amigo que um bom dito.

O bom é bom, mas o melhor vence.

O bom e o bem nunca enfadam.

O bom e o bem, nunca enfadam.

O bom filho à casa paterna volta.

O bom filho a casa torna.

O bom filho à casa torna.

O bom fruto vem da boa semente.

O bom ganhar faz o bom gastar.

O bom guisado abre a vontade de comer.

O bom homem goza o fruto de o ser.

O bom juiz ouve o que cada um diz.

O bom julgador julga os outros por si.

O bom julgador por si se julga.

O bom junto ao pequeno fica maior, e junto ao mau fica pior.

O bom marinheiro se conhece na tempestade.

O bom marinheiro se conhece no mau tempo.

O bom médico é o do terceiro dia.

O bom modo e o bom falar a todos agrada sem nada custar.

O bom mosto sai ao rosto.

O bom mosto salta ao rosto.

O bom nadador acaba afogado.

O bom nadador é que se afoga.

O bom namorado dissimulado engana.

O bom não quer mal ao mau.

O bom pagador da bolsa alheia é senhor.

O bom pagador é herdeiro no alheio.

O bom pagador não receia pena.

O bom pai ame-se e o mau sofra-se.

O bom pai ame-se, o mau sofra-se.

O bom pano na arca se vende.

O bom passadio faz o homem sadio.

O bom passarinho ama o seu ninho.

O bom pastor tosa as ovelhas, mas não as esfola.

O bom pastor tosquia, mas não esfola o seu rebanho.

O bom patrão conhece-se no amo e no cão.

O bom peso faz vender o pão.

O bom por si se gaba, o mau por si se acaba.

O bom por si se gaba.

O bom princípio é a metade.

O bom princípio, às vezes, é mau fim.

O bom saber é calar até ser tempo de falar.

O bom sofre que o mau não pode.

O bom soldado, tira-o do arado.

O bom vinho a venda traz consigo.

O bom vinho alegra o coração do homem.

O bom vinho arruína a bolsa, e o mau, o estômago.

O bom vinho escusa pregão, o bom peso faz vender o pão.

O bom vinho escusa pregão.

O bom vinho faz bom sangue.

O bom vinho faz o homem desapercebido.

O bom vinho faz sangue.

O bom vinho não há mister ramo novo.

O bom vinho não há mister ramo.

O bom vinho traz a venda consigo.

O bom vinho traz consigo a ventura.

O bom-bocado não é para quem o faz, mas para quem o come.

O bom-bocado não é para quem o faz.

O braço do rei e a lança longe alcança.

O braço do rei e a lança longe alcançam.

O braço quer peito, e a perna quer leito.

O branco na sela, o negro na garupa, o cavalo é do negro.

O bravos não conhecem calendário.

O brilho intelectual é moeda corrente.

O buraco chama o ladrão.

O buraco desafia o ladrão.

O burro adiante, para que não se espante.

O burro come da carga.

O burro disse que tanto nevasse, que até as ventas se lhe arreganhasse.

O burro do meu vizinho só sabe o que eu lhe ensino.

O burro e a mulher, a pau se quer.

O burro e o burrinho, é mau meter a caminho.

O burro em cada feira vale menos.

O burro não é tão burro como se pensa.

O burro nem por grandes orelhas.

O burro sempre vai na frente.

O cabedal de teu inimigo ou em dinheiro ou em vinho.

O caçador de lebres tem de ser coxo.

O calado é o melhor.

O calado ganhou sempre.

O calado vence tudo.

O calado vence.

O calar e o falar não cabem em um lugar.

O caldo é para os pobres.

O caldo em quente, a injúria em frio.

O caldo quer-se ao gosto do doente.

O caldo, quente; a injúria, fria.

O caminho do inferno é pavimentado de boas intenções.

O cantar bem é de poucos.

O cantar quer hora, e o comer, descanso.

O cantar quer hora.

O cão com raiva a seu dono morde.

O cão é meu amigo, meu inimigo a mulher, e o filho meu senhor.

O cão e o gato comem o mal guardado.

O cão é o melhor amigo do homem.

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