< Portugiesische Sprichwörter >

Não há boda sem torna-boda.

Não há boi cansado, nem cantor bem medrado.

Não há bom caldo só com água.

Não há bom pano sem seu avesso.

Não há bom que não possa ser melhor, nem mau que não possa piorar.

Não há bonito sem senão, nem feio sem condão.

Não há botica sem receitas.

Não há cabeça a que falte carapuça.

Não há cabeça a que não falte a carapuça.

Não há cabeças mais duras que as cabeças vazias.

Não há cabeças mais duras, que as cabeças vazias.

Não há cabra bom, nem doce ruim.

Não há caminho tão plano, que não tenha algum barranco.

Não há cantiga sem seu lé-lé-lé.

Não há cão nem gato que não o saiba.

Não há capuz por mais santo em que o diabo não possa meter a cabeça.

Não há cárceres bonitos, nem amores feios.

Não há carne sem osso, nem farinha sem caroço.

Não há carne sem osso, nem fruta sem caroço.

Não há carta sem resposta.

Não há casa boa sem gado nem coroa.

Não há casa boa sem galo nem coroa.

Não há casa farta onde a roca não anda.

Não há casa onde não haja "cala-te, cala-te".

Não há casa sem Maria.

Não há casamento pobre nem enterro rico.

Não há casamento pobre nem mortalha rica.

Não há cavalo que não tropece.

Não há cavalo sem senão.

Não há cavalo sem tacha.

Não há cavalo, por bom que seja, que não tropece.

Não há cego que se veja, nem torto que se conheça.

Não há cego que se veja, nem torto que se enxergue.

Não há ceia sem toucinho, nem sermão sem Santo Agostinho.

Não há cerradura, se de ouro é a gazua.

Não há cheia no rio sem que lá entre água turva.

Não há cinzas sem lua nova (= Após o carnaval).

Não há coisa dificultosa aos homens.

Não há coisa encoberta, senão aos olhos da toupeira.

Não há coisa mais barata que a que se compra.

Não há coisa mais bonita que chegar á missa e topa-la dita.

Não há coisa mais difícil de dizer aos homens que a verdade.

Não há coisa mais leal que o coração.

Não há coisa que tanto pegue como a silva.

Não há coisa rogada que não seja cara.

Não há coisa velha, se é dita a seu tempo.

Não há comida abaixo da sardinha, nem burro abaixo do jumento.

Não há como a mulher para fazer do homem quanto quer.

Não há como um dia depois do outro.

Não há conta que não se pague.

Não há crime sem lei.

Não há cunha melhor que a do mesmo pau.

Não há de faltar uma hora para a gente morrer.

Não há defunto rico, nem noivo pobre.

Não há defunto sem choro, nem cachorro sem dono.

Não há desgraçado sem amparo.

Não há despesa maior que a de tempo.

Não há dia sem tarde, nem gosto sem desgosto.

Não há dia sem tarde.

Não há direito a que não corresponda um dever.

Não há ditado velho, se a gente o diz em tempo.

Não há doido que se conheça.

Não há dois altos sem uma baixa no meio.

Não há dois sem três.

Não há domingo sem missa, nem segunda-feira sem preguiça.

Não há duas sem três.

Não há efeito sem causa.

Não há entrudo sem lua nova, nem páscoa sem lua cheia.

Não há esperança sem temor, nem amor sem receio.

Não há esperto que não encontre outro.

Não há espirituoso a quem não vença o discreto.

Não há estômago um palmo maior que outro.

Não há fala maldita se não fora retraida.

Não há fechadura tão forte que uma gazua de ouro não possa abrir.

Não há fechadura, se de ouro é a gazua.

Não há feio sem sua graça, nem bonito sem seu senão.

Não há festa sem comer.

Não há filho que avalie quanto deve ao pai.

Não há filho único que não seja preguiçoso.

Não há fogo sem fumo.

Não há fome que não dê em fartura.

Não há fome que não traga fartura.

Não há fome sem fartura.

Não há formosa sem senão, nem feia sem sua graça.

Não há formosura sem ajuda.

Não há formosura sem senão.

Não há fumaça sem fogo.

Não há fumo sem fogo.

Não há função, nem brincadeira, que não acabe por bebedeira.

Não há funfum sem funeta.

Não há galinha gorda por pouco dinheiro.

Não há ganhos mais seguros que os da economia.

Não há gato e cão que não o saiba.

Não há gato nem cachorro que não saiba.

Não há gato que mie sem nascer.

Não há geração sem mau nem rio sem vau.

Não há geração sem rameira ou ladrão.

Não há glória sem inveja.

Não há gosto que não custe.

Não há gosto que não se compre a poder de paciência.

Não há gosto sem desgosto.

Não há grande causa que dispense ajuda.

Não há grande peso sem contrapeso, nem subida sem descida.

Não há guerra de mais aparato que muitas mãos no mesmo prato.

Não há homem feliz sem mérito, nem infeliz sem culpa.

Não há homem mais homem do que outro.

Não há homem que possa saber tudo.

Não há homem sem homem.

Não há homem sem nome, nem nome sem sobrenome.

Não há homem sem senão.

Não há honra sem trabalho.

Não há inimigo pequeno.

Não há ladrão sem capa.

Não há ladrão sem consentidor.

Não há ladrão sem encobridor.

Não há ladrão sem o santo de sua devoção.

Não há légua pequena, nem quartilho grande.

Não há livro tão mal que não tenha algo bom.

Não há livro tão ruim, que não tenha alguma coisa boa.

Não há louco sem acerto, nem sábio sem loucura.

Não há luar como em Janeiro nem lenha como a de azinho, e não há filho de padre que não chame ao pai padrinho.

Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.

Não há luar como o de janeiro, nem amor como o primeiro.

Não há luar mais bonito que o de Agosto.

Não há lucro sem trabalho.

Não há luz com a da manhã, nem comer como com fome.

Não há má palavra, se a puserem no seu lugar.

Não há má palavra, se não for mal tomada.

Não há madeira sem nó.

Não há madeira tão verde que não ateie.

Não há madre como a que pare.

Não há maior amigo do que Julho com seu trigo.

Não há maior dificuldade que pouca vontade.

Não há maior feitiço que o bom serviço.

Não há maior louco do que o que tem obrigação de ter juízo.

Não há maior mal que o descontento de cada qual.

Não há maior prometer que o que não tem que dar.

Não há maior prova do delito que o papel escrito.

Não há maior surdo do que aquele que não quer ouvir.

Não há maior tolice que viver pobre para morrer rico.

Não há mais amigo que Deus e dinheiro na algibeira.

Não há mais bronze que anos onze.

Não há mais bronze, que anos onze.

Não há mais difícil em tudo que o bem começar.

Não há mal que bem não traga.

Não há mal que cem anos dure, nem bem que os ature.

Não há mal que muito dure, nem bem que ature.

Não há mal que o tempo não cure.

Não há mal que sempre dure nem bem que não acabe.

Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe.

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca se acabe.

Não há mal que sempre dure, nem bem que sempre ature.

Não há mal que sempre dure.

Não há mal sem bem, cata para quem.

Não há mal sem bem.

Não há mal tão lastimeiro como falta de dinheiro.

Não há manjar que não enfastie, nem vício que não enfade.

Não há mão que agarre o tempo.

Não há mau ano por muito pão.

Não há mau ano por pedra, mas guai de quem acerta.

Não há mau pão para boa fome.

Não há mau piloto, quando o tempo é bom.

Não há mel sem fel.

Não há melhor adail para desmandados que os mesmos mouros.

Não há melhor bocado que o furtado.

Não há melhor cirurgião que o bem acutilado.

Não há melhor espelho que amigo velho.

Não há melhor espelho que o amigo velho.

Não há melhor experiência que a tomada em cabeça alheia.

Não há melhor juiz que o tempo.

Não há melhor mestra que a necessidade e a pobreza.

Não há melhor mestra que a necessidade.

Não há melhor molho que o apetite.

Não há melhor mostarda que a fome.

Não há melhor parente que amigo fiel e prudente.

Não há melhor rapaz como o que diz e faz.

Não há mês que não volte outra vez.

Não há mestre como o mundo.

Não há mister espada quem mata só com a bainha.

Não há moço doente nem velho são.

Não há montanha sem nevoeiro, nem mérito sem calúnia.

Não há morte rica nem casamento pobre.

Não há morte sem achaque.

Não há morte sem pranto nem casamento sem canto.

Não há morte sem pranto, nem casamento sem canto.

Não há mortório sem pranto, nem casório sem canto.

Não há mulher formosa no dia da boda senão a noiva.

Não há mulher sem graça, nem festa sem cachaça.

Não há nada como a fome para dar sabor ao pão.

Não há nada como o preto no branco.

Não há nada como um dia depois do outro.

Não há nada de novo debaixo do sol.

Não há nada de novo sob o sol.

Não há nada em que o tempo não dê jeito.

Não há nada mais barato, do que aquilo que se compra.

Não há nada mais eloqüente do que a bolsa bem quente.

Não há nada que o ouvido do ciúme não ouça.

Não há nada sem algum defeito.

Não há nada tão contagioso como as moléstias da alma.

Não há nada tão contagioso como o exemplo.

Não há nada tão decisivo como a ignorância.

Não há nada tão forte que não o derrube a morte.

Não há nada tão forte, a que não derrube a morte.

Não há nada tão pequeno que não possa ser veneno.

Não há nada tão ruim que não traga algum bem.

Não há nada, por mais antigo que seja, que não fosse já novo.

Não há néscio que saiba calar.

Não há ninguém mais surdo do que aquele que não quer ouvir.

Não há ninguém necessário neste mundo.

Não há ninguém que não carregue sua cruz.

Não há ninguém que se conheça.

Não há ninguém sem o seu pé de pavão.

Não há ninguém tão feliz, que seja feliz em tudo.

Não há ninguém tão grande que não necessite de ajuda, nem tão pequeno que não possa ajudar.

Não há novelos sem trapos.

Não há obra-prima sem suor.

Não há obrigação de obedecer, senão a quem tem o direito de mandar.

Não há ofício sem beneficio.

Não há olha sem chouriço.

Não há olha sem toucinho, nem sermão sem Santo Agostinho.

Não há onde o filho fique bem como no colo da mãe.

Não há ouro sem fezes.

Não há palavra mal dita, se não for mal entendida.

Não há pancada de vara que amadureça azeitona.

Não há panela feia que não ache seu cobertouro.

Não há panela sem testo, nem penico sem tampa.

Não há panela sem testo.

Não há panela tão feia que não ache seu cobertouro.

Não há panos para mangas.

Não há parto sem dor.

Não há passarinho nem passarão que não goste do seu ramerrão.

Não há pássaro que ache ruim o seu ninho.

Não há pastor sem rebanho.

Não há paz entre gente, nem entre as tripas do ventre.

Não há paz onde canta a galinha e cala o galo.

Não há paz onde canta a galinha e canta o galo.

Não há pecado que não mereça perdão.

Não há pecado que não possa ser perdoado.

Não há pecado sem perdão.

Não há pechincha por pouco dinheiro.

Não há penico sem tampa.

Não há pequeno inimigo.

Não há pequeno que não possua veneno.

Não há pequeno tão pequeno, que não possa ser veneno.

Não há pior água que a mansa.

Não há pior cego que o que não quer ver.

Não há pior cunha que a do mesmo pau.

Não há pior despeito que o de pobre enriquecido.

Não há pior despeito que o do pobre orgulhoso.

Não há pior gente de tratar do que a do pouco saber.

Não há pior ribeira de passar que a de ao pé da porta.

Não há pior surdo que aquele que não quer ouvir.

Não há pior surdo que o que não quer ouvir.

Não há pior vizinho que o de junto ao pé da porta.

Não há pior zombaria que a verdade.

Não há pobre sábio, nem rico tolo.

Não há pobreza pior que o dever.

Não há prazer onde não há comer.

Não há prazer onde não há comida.

Não há prazer que não enfade, e ainda mais se vem de graça.

Não há prazer que não enfade, e mais se houver debalde.

Não há prazer sem amargura.

Não há prazer sem sofrer.

Não há prazer sem trabalho.

Não há prazo que não acabe, nem dívida que não se pague.

Não há prazo que não se vença.

Não há pressa em que Deus não esteja.

Não há primeiro sem segundo.

Não há prisões lindas, nem amores feios.

Não há prova do delito como o papel escrito.

Não há proveito sem custo.

Não há proveito sem susto.

Não há puta sem alcoviteira.

Não há quarenta sem zero.

Não há que espantar: tudo há no mundo.

Não há que fiar em Deus no tempo de inverno.

Não há quem não se pague, se acha por onde.

Não há quem se acostume com a morte.

Não há quinze anos feios.

Não há rainha sem sua vizinha.

Não há regra que não falhe.

Não há regra sem exceção.

Não há regra sem exepção.

Não há rei sem privado, nem privado sem ídolo.

Não há rico que não possa receber, nem pobre que não possa dar.

Não há rifão velho, se é dito a propósito.

Não há rio sem vão, nem regra sem exceção.

Não há rio sem vau, nem geração sem mau.

Não há roca sem seu fuso.

Não há romeiro que diga mal do seu bordão.

Não há rosa sem espinho.

Não há rosa sem espinhos, nem amores sem ciúmes.

Não há rosa sem espinhos, nem formosa sem senão.

Não há rosa sem espinhos, nem mel sem abelha.

Não há rosa sem espinhos, nem mel sem abelhão.

Não há rosa sem espinhos, nem mel sem abelhas.

Não há rosa sem espinhos.

Não há rosas sem espinhos, nem amores sem ciúme.

Não há rosas sem espinhos.

Não há sábado sem sol, domingo sem missa nem segunda sem preguiça.

Não há sábado sem sol, nem alecrim sem flor, nem menina bonita sem amor.

Não há sábado sem sol, nem domingo sem missa, nem segunda sem preguiça.

Não há sábado sem sol, nem rosmaninho sem flor, nem casada sem ciúme, nem solteira sem amor.

Não há sábado sem sol, nem velha sem dor, nem Maria sem amor.

Não há sábado sem sol, nem velha sem dor, nem menina sem amor.

Não há sábado sem sol, nem velha sem dor, nem menina sem moço.

Não há sábado sem sol.

Não há saber que baste para contrafazer muito tempo mentiras.

Não há sábio nem douto que de louco não tenha um pouco.

Não há sábio sem loucura.

Não há santidade sem candeia.

Não há santidade sem candeias.

Não há sapateiro sem dentes, nem escudeiro sem parentes.

Não há sapato bonito que não dê em chinelo feio.

Não há sapato bonito que não dê em chinelo velho.

Não há sapo sem sua sapa.

Não há seda que não venha ter à cozinha.

Não há segredo que tarde ou cedo não seja descoberto.

Não há semana com dois domingos, nem ano com dois verões.

Não há semana sem quinta-feira.

Não há sermão sem Santo Agostinho, nem panela sem toucinho.

Não há sermão sem Santo António, nem panela sem toucinho.

Não há sogra que se lembre que já foi nora.

Não há subida sem descida.

Não há tal doutrina como a da formiga.

Não há tal filho como o nascido.

Não há tal venda como a primeira.

Não há tão mau tempo, que o tempo não alivie o seu tormento.

Não há tão ruim terra, que não tenha alguma virtude.

Não há tempero tão bom como a fome.

Não há tempestade sem bonança.

Não há terra tão brava, que resista ao arado, nem homem tão manso, que queira ser mandado.

Não há tolo que não encontre um mais tolo que o admira.

Não há tolo que não tenha sua esperteza.

Não há tolo que não tenha sua habilidade.

Não há tonto para seu proveito.

Não há torto nem direito que não tenha seu jeito.

Não há trabalho sem trabalhos.

Não há traição como a dos amigos.

Não há trigo sem joio.

Não há trigo tão joeirado que não tenha alguma ervilhaca.

Não há uma sem duas, nem duas sem três.

Não há uste que não custe.

Não há veneno pior que o da língua.

Não há vício ou manjar que não enfade.

Não há vício que a si mesmo não se puna.

Não há vilão sem ser ruim, nem ruim sem ser vilão.

Não haja dó de quem tem muita roupa e faz má cama.

Não hajas compaixão de quem tem cama e dorme no chão.

Não hajas dó de quem tem muita roupa e faz má cama.

Não hajas dó de quem tem muito.

Não hajas medo de quem vai preso pelo pelo.

Não haveria má palavra, se não fosse mal tomada.

Não hei medo ao frio nem à geada, senão à chuva porfiada.

Não houve filho desperdiçado, que não tivesse pai aproveitado.

Não houve pai desperdiçado que não tivesse filho aproveitado.

Não importa, não importa, e deu com sete navios à costa.

Não jogo aos dados, mas faço outros piores baratos.

Não julgues a casa pela fronteira.

Não julgues da montada pelo arreio.

Não julgues ninguém pelos teus próprios atos.

Não julgues os cabos pelos começos.

Não julgues pelas aparências.

Não julgues rápido de ninguém, nem para mal, nem para bem.

Não junta reais quem não poupa tostões.

Não junta tostão quem não poupa reais.

Não levantes espada contra quem peça perdão.

Não levantes lebre que outrem leve.

Não lhe chega à sola dos pés.

Não lhe dá pelo bico do sapato.

Não lhe vivo no casal.

Não louves até que proves.

Não louves o homem enquanto vive.

Não mates a galinha que põe ovos de ouro.

Não mates mais do que podes salgar.

Não me apraz chave que em muitas portas cabe.

Não me apraz chave que em muitas portas serve.

Não me apraz porta que muitas chaves faz.

Não me aquenta nem me arrefenta.

Não me chames bem-fadada até me veres enterrada.

Não me contenta nada moça com leite, nem borracha com água.

Não me contes bulas.

Não me dês que fazer, dá-me que comer.

Não me empacho com tais frioleiras.

Não me enganas a mim, que sou cão velho.

Não me fio em soldado que as armas caem da mão.

Não me fio nem da camisa que trago vestida.

Não me fio nem da mãe que me pariu.

Não me importa que a burra jogue: eu quero é que os arreios agüentem.

Não me importa que a burra pinoteie: eu quero é que os arreios me agüentem.

Não me leves, ano, que eu te irei alcançando.

Não me olhe de banda, que eu não sou quitanda, nem me olhe de lado, que eu não sou melado.

Não me pago do amigo que come o seu só e o meu comigo.

Não me pesa de meu filho enfermar, senão pelo costume que lhe há de ficar.

Não me pesa de rogar, senão que te queres desquitar.

Não me pesa do que meu filho enfermou, mas da ruim manha que lhe ficou.

Não me venta muito bem por esse lado.

Não medra a maledicência contra as virtudes viris.

Não medram galinhas em casa de raposas.

Não medram galinhas onde a raposa mora.

Não merece o doce quem não prova do amargo.

Não merece o doce quem não provou do amargo.

Não metas a foice em seara alheia.

Não metas a mão em prato onde te fiquem as unhas.

Não metas a mão entre a bigorna e o martelo.

Não metas a mão onde te fiquem as unhas.

Não metas as mãos em pratos onde te fiquem as unhas.

Não metas dinheiro em saco, sem veres se tem buraco.

Não metas em casa quem dois olhos haja, senão trigo e cevada.

Não metas foice em seara alheia.

Não metas na tua casa quem dela te tire.

Não metas o bedelho onde não fores chamado.

Não metas o nariz onde não és chamado.

Não metas o nariz onde não fores chamado.

Não metas o nariz onde não foste chamado.

Não meterei com ele pé em barca.

Não meterei com ele pé em barco.

Não mexas em casa de marimbondos.

Não mexas no santo, que borras a pintura.

Não mexe um pé sem pedir licença ao outro.

Não mistures alhos com bugalhos.

Não morde a abelha senão a quem trata com ela.

Não morde a abelha senão a quem trata dela.

Não morde a abelha, senão a quem trata com ela.

Não mores em despovoado, nem esmoles do furtado.

Não morram os devedores, que as dívidas logo se pagam.

Não mostres em comunidade a tua habilidade.

Não mostres o fundo nem da bolsa, nem da alma.

Não mover uma palha.

Não mudes de moleiro sem lhe pagar primeiro.

Não nasci ontem.

Não negues o louvor, senão a que o pedir.

Não negues o louvor, senão a quem to pedir.

Não nos devemos fiar em mulher morta.

Não o façais, não vo-lo dirão.

Não o hei pelo ovo, senão pelo foro.

Não o levou por mal cozinhado.

Não o pariu sua mãe.

Não o quero, não o quero, deita-mo neste avental.

Não o tenha e não o deva.

Não o tive pelo ovo, senão pelo foro.

Não ocupa mais pés de terra o papa que o sacristão.

Não ofende quem quer, mas quem pode.

Não ofende, muitas vezes, o que se diz, senão o modo de dizê-lo.

Não onde nasces, mas onde pasces.

Não onde nasces, senão onde pasces.

Não passes o pé além da mão.

Não peças a quem pediu, não devas a quem deveu, nem sirvas a quem serviu.

Não peças a quem pediu, não devas a quem deveu, nem sirvas a quem serviu; pede a quem o herdou, que não sabe o que lhe custou.

Não peças a quem pediu, nem sirvas a quem serviu.

Não peças aquem pediu não sirvas a quem serviu.

Não peças auxílio de outrem no que puderes fazer só.

Não peças por favor o que podes haver por força.

Não pede louvor quem o merece.

Não pendures o chapéu onde a mão não alcança.

Não peques na lei, não temerás rei.

Não percas o siso pelo doido do teu vizinho.

Não perde o ano por farto.

Não perde um sem outro ganhar.

Não perde venda, senão quem não tem que venda.

Não perder por esperar.

Não perdoa o vulgo tacha de ninguém.

Não permitas à língua que se perca o equilíbrio dos pés.

Não pode colher pepinos quem semeia tomates.

Não pode o cego distinguir cores.

Não pode o corvo ser mais negro que as asas.

Não pode o filho de Adão sem trabalho comer pão.

Não pode o olmeiro dar peras.

Não pode ser amado quem sempre quer ser irado.

Não pode ser meu amigo o amigo do meu inimigo.

Não pode ser socorrido quem não é dócil ao conselho.

Não podemos gozar sem sofrer: o mal é ocasião de inumeráveis bens.

Não podemos ser livres sem sermos escravos das leis.

Não podendo o caluniador emparelhar com o homem de bem, trata, difamando-o, de chegá-lo a si.

Não poder com um gato pelo rabo.

Não poder nem com uma gata pelo rabo.

Não põe Deus tempo em mudar tempo.

Não ponhas dúvidas, nem faças contendas sem que saibas a quem te diriges.

Não ponhas o carro à frente dos bois.

Não ponhas o carro adiante dos bois.

Não ponhas o chapéu onde a mão não alcança.

Não ponhas todos os ovos debaixo da mesma galinha.

Não ponhas todos os ovos na mesma cesta.

Não ponhas todos os ovos no mesmo cesto.

Não por causa do abuso ser repreensível deixa o uso de ser lícito.

Não posso assobiar e chupar cana.

Não posso ter a boca cheia d'água e assoprar no fogo.

Não posso ter a boca cheia de água e assoprar no fogo.

Não poupa a morte nem o fraco, nem o forte.

Não preparar a cama sem ver a noiva.

Não procures chifre em cabeça de cavalo.

Não procures sarna para te coçar.

Não prometas a pobre e não devas a rico.

Não provam bem as senhoras que se metem a doutoras.

Não proves amigo em coisa de interesse.

Não proves o amigo em coisa de interesse.

Não provou bocado em todo o santo dia.

Não pude passar o mar sem da fortuna me queixar.

Não quebra por delgado, senão por gordo e mal fiado.

Não quedar asno por besta, nem besta por letra.

Não queira o sapateiro tocar rabecão.

Não queiras nunca do teu amigo mais do que ele quiser contigo.

Não queiras potro, nem mulher doutro.

Não queiras ser cuspe antes de ser catarro.

Não quer quem tarde quer.

Não querer nem por sombra.

Não quero bácoro com chocalho.

Não quero bácoro nem o chocalho.

Não quero escudela de ouro em que haja de cuspir sangue.

Não quero gabão, se me há de encher de cabelos.

Não quero rabos de palha, nem cão com guizo.

Não quero saber quem fui, quero saber quem sou.

Não quero saber se peba põe: quero ver é a ninhada.

Não quero um tostão, quero meus cinco vinténs.

Não quero, não quero, meta-mo aqui neste capelo.

Não rasgues um lençol para remendar outro.

Não receia dar brado quem tem o direito do seu lado.

Não responder é resposta.

Não ruge, nem muge.

Não sabe a mão direita o que faz a esquerda.

Não sabe da missa a metade.

Não sabe falar, quem não sabe calar-se.

Não sabe governar quem a todos quer contentar.

Não sabe governar quem não sabe obedecer.

Não sabe mandar quem nunca soube obedecer.

Não sabe o asno que coisa são alféloas.

Não sabe o couro onde aperta o sapato.

Não sabe o homem a hora em que morre.

Não sabe o mato em que há de ir fazer lenha.

Não sabe o que é doce quem nunca experimentou o amargo.

Não sabe qual a sua mão direita.

Não saber é mau, e não querer saber é pior.

Não saber o sinal da cruz.

Não saber para onde se virar.

Não saber para que lado se virar.

Não sai farinha branca dum saco de carvão.

Não saias ao luar, que não sabes quem te quer bem e quem te quer mal.

Não saias de casa sem capa e merenda, para que ao fim do dia não te arrependas.

Não saias fora da tua esfera.

Não saiba a mão esquerda o que faz a direita.

Não saiba a tua mão esquerda o que faz a direita.

Não são as formosas para os formosos.

Não são as pulgas dos cães que fazem miar os gatos.

Não são boas as leis porque mandam, mas porque se guardam.

Não são homens todos os que mijam na parede.

Não são iguais os dedos da mão.

Não são os empregos que honram os homens, mas os homens que honram os empregos.

Não são os tacões que fazem o gigante.

Não são todos os dias iguais.

Não são todos os homens que mijam à parede.

Não se adquire o supérfluo, senão à custa do necessário.

Não se afoga no mar o que lá não entrar.

Não se amarra cachorro com lingüiça.

Não se apanham moscas com vinagre.

Não se apanham pássaros velhos com redes novas.

Não se apanham trutas com as barbas enxutas.

Não se apanham trutas com as bragas enxutas.

Não se aprecia o que se vê a cada dia.

Não se aquenta água para o chimarrão dos outros.

Não se arrancando a silveira, padece a videira.

Não se arrancando a silveira, perece a videira.

Não se arrancando a silveira, sofre a videira.

Não se atiram pedras senão às árvores que têm frutos.

Não se bate em homem deitado.

Não se bate em homem morto.

Não se bebe sem ver, nem se assina sem ler.

Não se bota anel de ouro em focinho de porco.

Não se briga com quem usa saia.

Não se caça a moça boa na praça.

Não se caçam lebres tocando tambor.

Não se chora antes do tempo.

Não se chora pelo leite derramado.

Não se come manteiga sem melar a mão.

Não se comem trutas a barbas enxutas.

Não se comem trutas a bragas enxutas.

Não se compra galinha gorda por pouco.

Não se conta com os ovos na barriga da galinha.

Não se contraria a opinião duma pessoa, quando o interesse é exclusivamente dela.

Não se correm duas lebres a um tempo.

Não se corta o galho onde se está sentado.

Não se cospe no prato em que se come.

Não se cutuca onça com vara curta.

Não se dá murro em ponta de faca.

Não se dá passo maior que a perna.

Não se deita vinho novo em odres velhos.

Não se deite à albarda a culpa do burro.

Não se deixa caminho por atalho.

Não se deixa estrada por atalho.

Não se deixa o certo pelo duvidoso.

Não se deixa para amanhã o que se pode fazer hoje.

Não se deseja o que o olhar não veja.

Não se deseja, o que o olhar não veja.

Não se deve aumentar a aflição do aflito.

Não se deve bater na mulher, nem com uma flor.

Não se deve botar o carro adiante dos bois.

Não se deve cantar vitória antes de ter vencido.

Não se deve casar mulher sem servir um amo nem homem sem servir o rei.

Não se deve confundir licença com liberdade.

Não se deve contar com o ovo na bunda da galinha.

Não se deve contar com o ovo no cu da galinha.

Não se deve contar com o ovo no rabo da galinha.

Não se deve contar com os ovos dentro das galinhas.

Não se deve deixar o certo pelo duvidoso.

Não se deve desdenhar o que se recebe graciosamente.

Não se deve despir um santo para vestir outro.

Não se deve ensinar o padre a rezar missa.

Não se deve ensinar o padre-nosso ao vigário.

Não se deve falar ao mestre do que ele ensina mal.

Não se deve fazer de uma via dois mandados.

Não se deve fazer nem tudo o que se pode, nem tudo o que se quer.

Não se deve festejar o santo antes de seu dia.

Não se deve ir contra a corrente.

Não se deve julgar o merecimento de um homem por suas grandes qualidades, mas pelo uso que faz delas.

Não se deve julgar pelas aparências.

Não se deve matar a galinha dos ovos de ouro.

Não se deve meter a foice em seara alheia.

Não se deve mexer com o cão que dorme.

Não se deve misturar alhos com bugalhos.

Não se deve pôr o carro na frente dos bois.

Não se deve ser mais realista do que o rei.

Não se deve tapar o sol com a peneira.

Não se deve ter o olho maior do que a barriga.

Não se deve tomar remédio em vários copos.

Não se deve trocar o certo pelo duvidoso.

Não se deve vender a pele do lobo antes de o matar.

Não se devem arriscar todos os trunfos de uma só vez.

Não se devem fazer as coisas pela metade.

Não se devem misturar alhos com bugalhos..

Não se é bom juiz em causa própria.

Não se é feliz senão moderando as próprias paixões.

Não se encomendam botas aos alfaiates.

Não se endireita a sombra duma vara torta.

Não se entra em briga que não se pode ganhar.

Não se entretêm os leões na caça dos tubarões.

Não se fala de corda em casa de enforcado.

Não se fala em corda em casa de enforcado.

Não se farta a cobiça com a riqueza.

Não se faz fritada sem quebrar ovos.

Não se faz omelete sem quebrar ovos.

Não se faz tudo de pancada.

Não se fez Roma em um dia.

Não se fia nem da camisa que traz vestida.

Não se ganha boa fama em cama de penas.

Não se ganham trutas a bragas enxutas.

Não se ganhou Samora em uma hora.

Não se guarde verdade ao mentiroso.

Não se há de dar com a barca no monte por qualquer coisa.

Não se há de festejar o santo antes do seu dia.

Não se há de lançar a corda atrás do caldeirão.

Não se há de levar tudo ao cabo.

Não se há de meter os tomentos todos num buraco.

Não se ladre, se não se pode morder.

Não se lembra a sogra que foi nora.

Não se lembra a sogra que já foi nora.

Não se malha em ferro frio.

Não se manda aladura senão a quem tem corpo.

Não se me dá que o meu menino tenha mal, mas da manha que lhe há de ficar.

Não se mente, quando se vai morrer.

Não se mete o nariz onde não se é chamado.

Não se metem os pés em duas jangadas.

Não se muda de cavalo no meio do banhado.

Não se olha o pelo de cavalo dado.

Não se pega em sapato de defunto.

Não se pescam trutas a bragas enxutas.

Não se pode abraçar o mundo com as duas mãos.

Não se pode agradar a gregos e troianos.

Não se pode agradar a todos e a seu pai.

Não se pode assobiar e chupar cana ao mesmo tempo.

Não se pode assobiar e chupar cana.

Não se pode assobiar e tocar flauta ao mesmo tempo.

Não se pode bater o sino e carregar o andor.

Não se pode cavar a um tempo na vinha e no bacelo.

Não se pode chupar cana e assobiar ao mesmo tempo.

Não se pode chupar cana e assobiar.

Não se pode comer o bolo e guardar o bolo.

Não se pode dar passo maior do que a perna.

Não se pode deixar de atirar carne às feras.

Não se pode despir um homem nu.

Não se pode dizer o muito em pouco.

Não se pode exigir que uma goiabeira dê laranjas.

Não se pode fazer a par - comer e assoprar.

Não se pode fazer a par comer e assoprar.

Não se pode fazer a par: comer e assoprar.

Não se pode fazer nada diante de menino.

Não se pode nadar contra a correnteza.

Não se pode pegar o que passou.

Não se pode pôr três homens em quatro filas.

Não se pode repicar e ir na procissão.

Não se pode ser burro em tempo de moscas.

Não se pode ser e ter sido.

Não se pode ser juiz com tais mordomos.

Não se pode ser juiz em causa própria.

Não se pode ser moeda de vinta patacas para agradar a todos.

Não se pode ser sensível ao prazer e insensível à dor.

Não se pode servir a Deus e ao diabo ao mesmo tempo.

Não se pode servir a dois senhores.

Não se pode servir a um tempo a dois senhores.

Não se pode ter sol na eira e chuva no nabal.

Não se pode ter tudo.

Não se pode tirar leite de pedra.

Não se pode tocar sanfona e bailar a marca.

Não se pode tocar sino e acompanhar a procissão.

Não se pode ver o bosque por causa das árvores.

Não se pode viver de vento.

Não se pode viver sem amigos.

Não se pode voar sem asas.

Não se põe remendo velho em roupa nova.

Não se ponha o carro adiante dos bois.

Não se preocupe, se ocupe!

Não se preocupe, se ocupe!' (Brasil).

Não se queixe do engano quem pela amostra compra o pano.

Não se recupera o tempo perdido.

Não se tem inveja a defuntos e apartados, senão a vizinhos e a chegados.

Não se tira leite de pedra.

Não se tiram dois proveitos de um saco só.

Não se tomam trutas a bragas enxutas.

Não se triunfa da calúnia, senão desprezando-a.

Não se troca de cavalo no meio do banhado.

Não se vence perigo sem perigo.

Não se vive de vento.

Não sei o que faça, se case, ou se assente praça.

Não sei que faças, se filhós, se papas.

Não sei, não quero saber e tenho raiva de quem sabe.

Não sejas forneira, se tens cabeça de manteiga.

Não sejas mais papista que o papa.

Não sejas mel, que as abelhas te comem.

Não sejas pobre, morrerás honrado.

Não sejas preguiçoso, não serás desejoso.

Não sejas preguiçoso, não serás invejoso.

Não sejas vaidoso nem orgulhoso, pois o orgulho e a vaidade custam mais caro do que a fome e a sede.

Não separe o homem o que Deus uniu.

Não ser pai de pançudo.

Não ser peixe nem carne.

Não serás abastado, se primeiro não fores honrado.

Não serás amado, se de ti só tens cuidado.

Não serás amado, se em ti só tens cuidado.

Não serve de nada deitar pérolas a porcos.

Não sirvas a quem serviu.

Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.

Não soltes foguetes antes do tempo.

Não somos tudo o que queremos, porque não nos atrevemos a tudo o que podemos.

Não sou camaleão, que me mantenha com vento.

Não sou mineiro, nem compro bonde.

Não sou rio por não tornar atrás.

Não sou rio, para não voltar atraz.

Não suba o sapateiro além da canela.

Não suba o sapateiro além da chinela.

Não subas, sapateiro, acima da sandália.

Não sujes a água que hás de beber.

Não sustenta cão, quem não lhe sobeja pão.

Não sustente cão, quem não lhe sobeja pão.

Não sustente cão, quem não lhe sobeje pão.

Não tapes a boca ao boi que debulha.

Não tarda quem vem, nem tarda quem arrecada.

Não tarda quem vem.

Não tardo mais em armar-me do que enquanto a briga se acaba.

Não te abaixes por pobreza, nem te levantes por riqueza.

Não te aconselhes sobre tua riqueza com quem está em pobreza.

Não te alegres com meu doilo, que quando o meu for velho, o teu será novo.

Não te alegres com meu mal, que quando o meu for velho, o teu será novo.

Não te alegres do meu luto; quando ele for velho, o teu será novo.

Não te arrependas nunca de ter comido pouco.

Não te arrisques a nadar onde pé não podes achar.

Não te assanhes com o castigo, que não te dá teu inimigo.

Não te dê Deus mais mal que muitos filhos e pouco pão.

Não te deixes enganar pelas aparências.

Não te deves fiar senão daquele com quem já comeste um moio de sal.

Não te direi que te vás, mas far-te-ei obras para isso.

Não te eleves com a riqueza, nem te aviltes com a pobreza.

Não te enchas, não arrebentarás.

Não te envaideças do que sabes e repara no que fazes.

Não te exaltes pela riqueza, nem te abaixes por pobreza.

Não te faças de alfenim.

Não te faças mel, que as moscas te comem.

Não te faças pobre a quem não te há de fazer rico.

Não te faças pobre com quem não te fará rico.

Não te fies de cantigas, nem fales de raparigas.

Não te fies em água que não corra, nem em gato que não mie.

Não te fies em cantigas.

Não te fies em céu estrelado, nem em amigo reconciliado.

Não te fies em favores de grandes senhores.

Não te fies em homem que não fala, nem em cão que não ladra.

Não te fies em mulher que não fala, nem em cão que não ladra.

Não te fies em quem uma vez te enganou.

Não te fies em vilão, nem bebas água de charqueirão.

Não te fies, se não queres ser enganado.

Não te hás de fiar, senão com quem comeres um moio de sal.

Não te hás de fiar, senão com quem tiveres comido um moio de sal.

Não te importes com moitas que não são do teu alqueive.

Não te laves com urgebão, que te crescerão os cabelos até ao chão.

Não te metas a comprar o que não possas pagar.

Não te metas em camisas de onze varas.

Não te metas em casa alheia; bate de fora e espera.

Não te metas em contenda; não te quebrarão a cabeça.

Não te metas entre martelo e bigorna.

Não te metas na réstia sem ser cebola.

Não te metas no que não te diz respeito.

Não te metas onde não és chamado.

Não te ponhas à porfia com quem semeia e cria.

Não te ponhas a soalhar com quem tem forno e pé de altar.

Não te rias do vizinho, que o mal vem pelo caminho.

Não te vanglories da tua mocidade; ela passará como uma flor.

Não tem eira nem beira, nem ramo de figueira.

Não tem espinha nem osso.

Não tem fubá, quem foge do moinho.

Não têm inveja a defuntos e apartados, senão os vizinhos chegados.

Não tem letras, mas tem tretas.

Não tem nada a noite escura com a surra do moleque.

Não tem nada quem nada lhe basta.

Não tem o homem mais siso que o que querem os meninos.

Não tem onde cair morto.

Não tem osso nem caroço.

Não tem pé e dá coice.

Não tem pé e quer dar coice.

Não tem pés e promete coices.

Não tem pés nem cabeça.

Não tem preço coisa muito oferecida.

Não tem que comer e assenta-se à mesa.

Não tem real nem ceitil.

Não tem sal, nem onde o deitar.

Não tem seguro o seu estado o rei desarmado.

Não temas mal incerto, nem confies de bem certo.

Não temas mancha que sai com água.

Não temas sem ouvir a trombeta.

Não tenhas mais olhos (do) que barriga.

Não tenhas mais olhos do que barriga.

Não tenhas mais olhos que barriga.

Não tenhas medo de quem vai preso pelo ourelo.

Não tenhas medo de quem vai preso pelo pelo.

Não tenhas os olhos maiores do que a boca.

Não tenho filho barbado.

Não tenho nada com o sabão, e sim com a roupa lavada.

Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho.

Não ter azeite na lâmpada (=não ter energia).

Não ter eira nem beira, nem raminho de figueira.

Não ter eira nem beira.

Não ter faz a ovelha correr.

Não ter mãos a medir.

Não ter nem pés nem cabeça.

Não ter onde cair morto.

Não ter papas na língua.

Não ter pé nem cabeça.

Não ter pés nem cabeça.

Não ter senso comum, eis a mais perigosa moléstia.

Não ter tempo para se coçar.

Não tira bom resultado, quem vai onde não é chamado.

Não tires espinhas onde não há espigas.

Não tires espinhos onde não há espigas.

Não troques o certo pelo duvidoso.

Não troques o certo pelo incerto.

Não tuge, nem muge.

Não uses apenas os olhos para escolher uma mulher.

Não vá o carro adiante dos bois.

Não vá o diabo tecê-las.

Não va o sapateiro além da chinela.

Não vai mal à face onde a espinha carnal nasce.

Não vai pelo caminho de seus pais.

Não vai tirar o pai da forca.

Não vale a pena.

Não vale as coplas da sarabanda.

Não vale o traque de uma gata.

Não vale um bazaruco.

Não vale um caracol.

Não vale um chavo galego.

Não vale um figo podre.

Não vale um peido de gato.

Não valem leis sem costumes; valem costumes sem leis.

Não valer um vintém furado.

Não vás com muita sede ao pote.

Não vás sem borracha a caminho, e quando a levares, não seja sem vinho.

Não vê a trave que tem no olho e vê um argueiro no do vizinho.

Não vejas por extremos, nem chores por dós alheios.

Não vejo mata donde saia coelho.

Não vejo moita donde saia coelho.

Não vem tanto à alma quanto passa.

Não vendas a pele do urso antes de matá-lo.

Não vendas a pele do urso antes de o matar.

Não vendas a teu amigo, nem de rico compres trigo.

Não vive mais o leal que quanto quer o traidor.

Não vos apresseis a fazer amigos novos nem a deixar os antigos.

Não vos apresseis a fazer amigos, nem a deixar os antigos.

Não vos fieis nas aparências.

Não vos fieis nas cantigas.

Não vos metais na eira alheia.

Não vos metais onde não vos chamam.

Não vos tenhais a tenças alheias.

Não vou ao vosso brinquedo, não vo-lo devo.

Não vou em canto de cigarra.

Não vou lá, nem faço falta.

Não vou nem venho, mas qual siso tive, tal casa tenho.

Não vou no bote.

Narceja levanta a caça, outrem a mata.

Narceja não é gavião, dizem e dirão.

Nariz de cão e cu de gente não se quer quente.

Nariz não é feição.

Nas barbas do homem astroso se ensina o barbeiro novo.

Nas cabeças dos dedos é que estão as unhas.

Nas coisas árduas cresce a glória dos homens.

Nas coisas duvidosas vai muito a ousadia.

Nas costas da lagartixa, lagarto bebe água.

Nas costas de uns vêem-se as dos outros.

Nas costas dos outros vejo as minhas.

Nas empresas arrojadas, o êxito depende do primeiro impulso.

Nas enchentes é que pitu larga os dentes.

Nas enxurradas é que pitu larga a boca.

Nas grandes dores vêem-se poucas lágrimas.

Nas maiores pressas Deus acode.

Nas más pernas nascem as frieiras.

Nas mulheres acaba a amizade onde começa a rivalidade.

Nas mulheres pelejam mais as línguas que os braços.

Nas ocasiões é que se conhecem os amigos.

Nas ocasiões é que se conhecem os homens.

Nas ocasiões é que se conhecem os maus e os bons.

Nas têmporas de S. Mateus, não peças chuva a Deus.

Nas têmporas de S. Mateus, pede bom tempo a Deus.

Nas unhas e nos pés mostrarás de onde vens.

Nasce a erva em Março, ainda que lhe dêem com o maço.

Nasce na horta o que não semeia o hortelão.

Nasce o trigo conforme o semeiam.

Nasce-lhe erva à porta.

Nascem paus para serem queimados, outros para serem adorados.

Nasceu com o cu para a lua.

Nasceu com os pés para trás.

Nasceu, padeceu, morreu.

Nasci nu, estou vestido; para morrer pelado não custo.

Nascido em boa hora.

Nascido em má hora.

Natal à lareira: Páscoa na soalheira.

Natal em casa, páscoa na praça.

Natal em casa: Páscoa na praça.

Natal molhado: ano melhorado.

Natal na praça e páscoa em casa.

Natal na praça, Páscoa no borralho.

Natural e figura, até a sepultura.

Nau grande pede mar fundo.

Navegar com todos os ventos.

Navegar é preciso, viver não é preciso.

Navio sem leme, naufrágio certo.

Neblina acaba uma feira.

Necessidade aguça o engenho.

Nega, ladrão, não te enforcarão.

Negar a luz ao meio-dia.

Negar uma falta é cometer outra maior.

Negociante e porco, só depois de morto.

Negócio bem começado está meio acabado.

Negócio é negócio.

Negócio que não dá ganho e faca que não corta, inda que o diabo os leve, pouco importa.

Negócio que não dá, faca que não corta, pano que não rende, por si se vende.

Negócio, palavra de pedra e cal.

Negócios que são de todos não são de ninguém.

Negra a galinha, negro o carneiro.

Negra é a ceia em casa alheia e mais negra para quem a ceia.

Negra é a ceia em casa alheia, e mais negra para quem a ceia.

Negra é a ceia em casa alheia.

Negra é a mercê que tarda e mal agradecida.

Negra é a pimenta, e todos comem dela.

Negro comendo com branco, a comida é do negro.

Negro é o carvoeiro, branco é o seu dinheiro.

Negro é o carvoeiro, e branco o seu dinheiro.

Negro é o carvoeiro, porém branco o seu dinheiro.

Negro ensaboado, tempo perdido, sabão esperdiçado.

Negro furta, e branco acha.

Negro quando pinta, três vezes trinta.

Negro que furta, é ladrão; branco que furta, é barão.

Negro velho quando pinta, três vezes trinta.

Negro, em festa de branco, é o primeiro que aparece e o derradeiro que come.

Negro, negra, negrinha, negrão.

Nem a camisa seja ciente do que a tua alma sente.

Nem a chocarreiro, nem a frade fora do mosteiro, dês o teu dinheiro.

Nem a homem calado nem a mulher barbada dês pousada.

Nem a oficial novo, nem a barbeiro velho.

Nem a todos dar, nem com todos guerrear.

Nem a todos dar, nem com todos porfiar.

Nem a todos dar, nem com tolos porfiar.

Nem a todos é dado chegar a Corinto.

Nem amigo lisonjeiro, nem frade sem mosteiro.

Nem amigo reconciliado, nem manjar duas vezes guisado.

Nem ante rei armado, nem ante povo alvoroçado.

Nem ao menino o bolo, nem ao santo o voto.

Nem as donas em sobrado, nem as rãs em charco, nem as agulhas em saco, podem estar sem deitar a cabeça de fora.

Nem ausente sem culpa, nem presente sem desculpa.

Nem barbeiro mudo, nem cantor surdo.

Nem barriga cheia é fartura.

Nem bebas da lagoa nem comas mais do que uma azeitona.

Nem bebas da lagoa, nem comas mais duma azeitona.

Nem boda sem canto, nem morte sem pranto.

Nem bois à noite, nem mulheres à candeia.

Nem bom Pedro, nem bom burro negro.

Nem bonita que abisme, nem feia que faça medo.

Nem brigues com zombador, nem com teu maior.

Nem cada dia rabo de sardinha.

Nem caldo retardado, nem criado voltado.

Nem cão negro, nem moço galego.

Nem casa em ladeira, nem mulher bailadeira.

Nem César, nem João Fernandes.

Nem com açúcar.

Nem com cada mal ao médico, nem com cada dúvida ao letrado.

Nem com cada mal ao médico, nem com cada trampa ao letrado.

Nem com o mar contar, nem a muitos fiar.

Nem com tanta fome ao prato, nem com tanta sede ao pote.

< operone >