< Portugiesische Sprichwörter >

Muda de terra, mudarás de fortuna.

Mudado o tempo, mudado o conselho.

Mudado o tempo, mudado o pensamento.

Mudado o tempo, muda-se o tento.

Mudam os tempos, mudam os pensamentos.

Mudam os ventos, mudam os pensamentos.

Mudam os ventos, mudam os tempos.

Mudam-se os tempos, mudam-se as idéias.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades.

Mudam-se os tempos, mudam-se os costumes.

Mudam-se os tempos, mudam-se os pensamentos.

Mudança de tempo, bordão de néscios.

Mudança de tempos, bordão de intrigantes.

Mudança descansa.

Mudança, só para o céu.

Mudar a água para outro moinho.

Mudar de costume, parelha da morte.

Mudar de fato e cabana.

Muda-te, mudará a ventura.

Muita água correrá debaixo da ponte.

Muita água passará debaixo da ponte.

Muita carne do acém não é para quem filhos tem.

Muita cera queima a igreja.

Muita cobiça e muita diligência, pouca vergonha e pouca consciência.

Muita confiança, pouco respeito.

Muita conversação é causa de menosprezo.

Muita diligência espanta a fortuna.

Muita fumaça, pouca chama.

Muita fumaça, pouco fogo.

Muita gente junta não se safa.

Muita gente junta não se salva.

Muita mão é beijada que se quisera ver cortada.

Muita Maria há na terra.

Muita memória, pouco juízo.

Muita onda para pouca maré.

Muita palha e pouco grão.

Muita palha e pouco pão.

Muita palha, pouco grão.

Muita palha, pouco trigo.

Muita papa e pouco chorume.

Muita parra e pouca uva.

Muita parra pouca uva.

Muita parra, pouca uva.

Muita riqueza, muita pobreza.

Muita riqueza, pouco saber.

Muita saúde, pouca vida, porque Deus não dá tudo.

Muita trovoada, sinal de pouca chuva.

Muita unha e pouca pena, depressa se depena.

Muita vez, ao que tem ouro, falta o que sobra ao esmoler.

Muita vez, se não fosse o galo cantar, gambá não achava a capoeira.

Muita zoada é sinal de pouca coisa.

Muitas cabeças muitos concelhos.

Muitas coisas faltam à pobreza; à avareza, todas.

Muitas coisas sabe a raposa, e o ouriço-cacheiro uma só.

Muitas covas sabe a raposa, e o ouriço-cacheiro uma só.

Muitas filhas em casa, tudo se abrasa.

Muitas graças a Deus, porém poucas graças com Deus.

Muitas graças a Deus, poucas com Deus.

Muitas leis, pouca justiça.

Muitas maçarocas fazem a teia, que não uma cheia.

Muitas mãos e poucos cabelos, asinha são depenados.

Muitas mãos e poucos cabelos, asinha se depenam.

Muitas mãos tornam a obra leve.

Muitas mãos tornam leve o trabalho.

Muitas pessoas amam a igualdade, mas é subindo: para descer não há ninguém que a deseje.

Muitas terras e poucas paveias fazem andar um homem por terras alheias.

Muitas vezes à cadeia, é sinal de forca.

Muitas vezes se diz melhor calando do que falando em demasia.

Muitas vezes, a má folha esconde o melhor fruto.

Muitas vezes, a pobreza apaga a coragem e o brio.

Muitas vezes, as dores aumentam com os favores.

Muitas vezes, lazerá o justo pelo pecador.

Muitas vezes, não é feliz quem o diz.

Muitas vezes, não é feliz quem se diz.

Muitas vezes, o pouco enche a bolsa.

Muitas vezes, o remédio vem donde não se supõe.

Muitas vezes, se perde por preguiça o que se ganha por justiça.

Muitas vezes, volta-se o feitiço contra o feiticeiro.

Muitas vozes, poucas nozes.

Muito abarcas, pouco abraças.

Muito ajuda quem não atrapalha.

Muito alcança quem não cansa.

Muito ameaça quem de medroso não passa.

Muito amor, muito perdão.

Muito aparato, muito recato.

Muito arroto para pouca comida.

Muito atura quem precisa.

Muito barulho por nada.

Muito beber faz esquecer.

Muito cego é o que não vê através duma peneira.

Muito come o tolo mas mais tolo é quem lho dá.

Muito come o tolo mas mais tolo é quem não come.

Muito come o tolo, mas mais tolo é quem lho dá.

Muito come o vilão, se lho dão.

Muito comer, pouco rezar e nunca pecar levam a gente a bom lugar.

Muito como o tolo, mais tolo é quem lo dá.

Muito corre quem bem corre, mas mais corre quem bem foge.

Muito custa a um pobre viver e a um rico morrer.

Muito custa a um pobre viver, mas mais custa a um rico morrer.

Muito dá quem dá o que pode.

Muito dana o mau falar e aproveita a cortesia.

Muito dar também dói.

Muito deve doer a torcedura da razão.

Muito dinheiro fará teu filho cavaleiro.

Muito diremos e muito faremos, mas mal vai o barco sem rumo.

Muito e bem não faz ninguém.

Muito e mal é geral, muito e bem há pouco quem.

Muito e mal, é geral; muito e bem, há pouco quem.

Muito esquece a quem não sabe.

Muito fala quem ouve de muitos.

Muito falar e pouco saber, muito gastar e pouco ter, muito presumir e pouco valer, é a ordem do mundo.

Muito falar enrouquece e muito falar escose.

Muito falar, muito errar.

Muito falar, pouco acertar.

Muito falar, pouco pensar.

Muito falar, pouco saber.

Muito faremos e muito diremos, mas mal vai o barco sem rumo.

Muito fastio, longe do meu paiol.

Muito filho, mãe gulosa.

Muito folga o lobo com o coice da ovelha.

Muito fumo, pouca chama.

Muito fumo, pouco fogo.

Muito gabado, muito cagado.

Muito gasta o que vai e vem, e mais o que se detém.

Muito insolente é quem o diz, e mais quem mo traz a nariz.

Muito longe vai quem não sabe para onde vai.

Muito luxo, pouco bucho.

Muito mal conhece os homens quem aspira a governá-los.

Muito mal se pode fazer dizendo pouco.

Muito mel em casa é estrago de farinha.

Muito mente quem muito dá com a língua no dente.

Muito padece quem ama.

Muito pão e má colheita.

Muito pão ou pouco pão, as colheitas o dirão.

Muito pão tem Castela, mas que o não tem, lazeira.

Muito pede o sandeu, mas mais o é quem lhe dá o seu.

Muito pediu o sandeu, mas mais o foi quem lhe deu.

Muito peido é sinal de pouca bosta.

Muito pensar, pouco falar, menos escrever.

Muito pior que um inimigo é um falso amigo.

Muito pior que um inimigo é um mau amigo.

Muito pode a velha para o seu moinho.

Muito pode a velha para sua casa.

Muito pode a velhinha para a sua casinha.

Muito pode o galo em seu poleiro.

Muito pode o galo em seu terreiro.

Muito pode o gato no seu fato.

Muito pode o gato no seu lar.

Muito pode o homem em sua casa.

Muito pouco sabe quem muito se gaba de saber.

Muito pouco sabe quem muito se jacta de saber.

Muito prometer é sinal de pouco dar.

Muito prometer é uma espécie de negar.

Muito prometer é uma maneira de enganar.

Muito prometer, sinal de pouco dar.

Muito rezar e pouco pecar.

Muito riso é sinal de pouco siso.

Muito riso, pouco juízo.

Muito riso, pouco siso.

Muito roncar antes da ocasião é sinal de dormir nela.

Muito sabe a raposa, mas mais quem a toma.

Muito sabe a raposa, mas mais sabe quem a toma.

Muito sabe o rato, mas mais o gato.

Muito sabe o rato, mas mais sabe o gato.

Muito sabe quem não sabe, se sabe calar.

Muito saber leva a Deus.

Muito se apressa em construir quem dinheiro não tem.

Muito se engana quem julga.

Muito se engana quem muito julga.

Muito se gasta e o pouco abasta.

Muito tem Deus para dar e ainda está onde soía.

Muito trabalha um burro nunca passa de burro.

Muito trigo tem meu pai em um cântaro.

Muito trovão é sinal de pouca chuva.

Muito trovão, pouca chuva.

Muito vai de alhos a bugalhos.

Muito vai de Pedro a pedra.

Muito vai de Pedro a Pedro.

Muito vai de uma coisa a outra.

Muito vai em dar coice em ventre de dona.

Muito vale e pouco custa, ao mal falar boa resposta.

Muito vale quem bem manda.

Muitos "Diabos te levem!" botam uma alma no inferno.

Muitos a um tiram-lhe a virtude.

Muitos abraçam seus inimigos para os sufocar.

Muitos alhos num gral se pisam mal.

Muitos amigos em geral, e um em especial.

Muitos animais comem palha, e só o burro disso tem fama.

Muitos anos viva o correio-mor, que nos pôs de cavalo.

Muitos brados cabem no cu do lobo.

Muitos cães entram no moinho, mais pelo que acham dentro.

Muitos cães entram no moinho, mais pelo que lambem.

Muitos cães matam a lebre.

Muitos comandantes levam o navio pela encosta acima.

Muitos concertadores desconcertam a noiva.

Muitos conhecidos, poucos amigos.

Muitos cozinheiros estragam a sopa.

Muitos cozinheiros.. estragam a sopa.

Muitos dias tem o ano.

Muitos dizem mal da guerra e não deixam de ir a ela.

Muitos entram lambendo e saem mordendo.

Muitos estudos fazem um sábio.

Muitos falam e exortam, e poucos obram.

Muitos filhos, muitos cadilhos.

Muitos morrem na guerra, mas mais vão a ela.

Muitos padeiros não fazem bom pão.

Muitos poucos fazem muito.

Muitos poucos fazem um muito.

Muitos preferem o amanhecer ao entardecer.

Muitos sabem muito, mas ninguém sabe tudo.

Muitos sabem tudo, mas de si não sabem nada.

Muitos são os amigos, e poucos os escolhidos.

Muitos são os chamados e poucos os aproveitados.

Muitos são os chamados e poucos os eleitos.

Muitos são os conhecidos, poucos os amigos.

Muitos trazem tirsos e poucos são Bacos.

Muitos vão ao mercado, cada um com o seu fado.

Muitos vão buscar lã e saem tosquiados.

Muitos vão buscar lã e voltam tosquiados.

Mula asneira, macho eguariço.

Mula mofina, ou má ou fina.

Mula que faz "him" e mulher que fala latim raramente há bom fim.

Mula que faz "him" e mulher que sabe latim raras vezes têm bom fim.

Mula que faz "him" e mulher que sabe latim, ambas terão seu mau fim.

Mulato em burro é lacaio.

Mulher (honrada/séria) não tem ouvidos.

Mulher à vela, marido ao leme.

Mulher andeja diz de todos e todos dela.

Mulher andeja fala de todos e todos dela.

Mulher arrenegada é pior que víbora assanhada.

Mulher barbuda ovelha corunda.

Mulher barbuda, de longe a saúda.

Mulher barbuda, Deus nos acuda!.

Mulher barbuda, navalha na mão.

Mulher barbuda, uma faz, outra cuida.

Mulher beata, homem santarrão, criado cortês, olhá-los pelo través.

Mulher beata, mulher velhaca.

Mulher beata, pobre que muito reza, e homem muito cortês, é fugir de todos os três.

Mulher bem casada não tem sogra nem cunhada.

Mulher boa é prata que soa.

Mulher boa vale uma coroa.

Mulher boa, ave rara.

Mulher boa, prata é que muito soa.

Mulher bonita e dinheiro só se vê na mão dos outros.

Mulher bonita e homem valentão têm muita extração.

Mulher bonita nunca é pobre.

Mulher calada é pior que boi sonso.

Mulher casada deita-se singela e acorda dobrada.

Mulher casada é pior que boi sonso.

Mulher casada não desbarba.

Mulher casada no monte é alojada.

Mulher chorosa, mulher fogosa.

Mulher ciosa tende a ociosa.

Mulher ciumenta, menino chorão, casa que goteja, e burro topão, são tormentos dum cristão.

Mulher com bigóde, nem o Thunder pode.

Mulher como a franga, que caiba na manga.

Mulher composta seu marido tira de outra porta.

Mulher de alfeloeiro, quando não vende, come.

Mulher de bigode não é pagode.

Mulher de bigode nem o diabo pode.

Mulher de bigode pode mais que o homem.

Mulher de bigode quer mais que o que pode.

Mulher de bigode, nem o diabo pode.

Mulher de boa vida não tem medo de homem de má língua.

Mulher de bom recado enche a casa até o telhado.

Mulher de bondade, outrem fale e ela cale.

Mulher de buço, nem qualquer lhe apalpa o pulso.

Mulher de cabelo na venta nem o diabo agüenta.

Mulher de cego, para quem se enfeita?.

Mulher de cego, se é direita, não se enfeita.

Mulher de escudeiro, grande bolsa e pouco dinheiro.

Mulher de escudeiro, toucas alvas, coração negro.

Mulher de fidalgo, pouco dinheiro e grande trançado.

Mulher de igreja, Deus nos proteja!.

Mulher de janela diz de todos, e todos dela.

Mulher de janela fala de todos, e todos dela.

Mulher de janela não cuida da panela.

Mulher de janela, amora de estrada.

Mulher de janela, nem costura, nem panela.

Mulher de mais má pinta é a que mais a cara pinta.

Mulher de mercador que fia, escrivão que pergunta pelo dia, oficial que vai à caça, não há mercê que Deus lhe faça.

Mulher de nariz arrebitado é levada ao diabo.

Mulher de outro marido e burra com burrinho, nunca se mete a caminho.

Mulher de padre, cachorro cotó, cavalo cabano, e paraibano, aproveita-se um por engano.

Mulher de padroso e vaxa de codesoso não se dá em todo o barroso.

Mulher de pelo na venta, nem o diabo agüenta.

Mulher de perto, criada de longe.

Mulher do velho reluz como espelho.

Mulher doente, mulher para sempre.

Mulher e a lima, a mais lisa.

Mulher e a mula, o pau as cura.

Mulher e cachorra, a que mais cala é a melhor.

Mulher e cão de caça procuram pela caça.

Mulher e cão de caça, procurai-os pela raça.

Mulher e chita, cada um acha a sua bonita.

Mulher é como abelhas, ou dá mel, ou ferroada.

Mulher é como espelho: para se sujar, basta o bafo.

Mulher é como estrada, quanto mais curva, mais perigosa.

Mulher é como relógio, depois do primeiro defeito, não anda mais direito.

Mulher e dinheiro, mostrado está em véspera de roubado.

Mulher e dinheiro, nem escondido.

Mulher e galinha são bichos interesseiros: galinha por milho, mulher por dinheiro.

Mulher e horta não querem mais de um dono.

Mulher e lima, a mais lisa.

Mulher e mula, o pau as cura.

Mulher e pescada, quer-se da mais alentada.

Mulher e relógio não se emprestam a ninguém.

Mulher e sardinha, quer-se da mais pequenina.

Mulher e vidro estão sempre em perigo.

Mulher feia é casta por natureza.

Mulher feia quer-se sem candeia.

Mulher formosa, doida ou presunçosa.

Mulher formosa, vinha e figueiral mui maus são de guardar.

Mulher honesta, ter o que fazer é sua festa.

Mulher honrada deve ser calada.

Mulher honrada é a menos falada.

Mulher honrada em casa, de perna quebrada.

Mulher honrada não tem espada e, se a tem, não mata.

Mulher honrada não tem ouvidos nem olhos.

Mulher inteira cose ao sábado e lava à segunda-feira.

Mulher janeleira raras vezes encarreira.

Mulher janeleira, namorada ou rameira.

Mulher janeleira, nem poupada nem ordeira.

Mulher janeleira, uvas de carreira.

Mulher janeleira, uvas na parreira.

Mulher louca dar-se quer à vida vã.

Mulher louçã dar-se quer à vida vã.

Mulher louca pela vista compra touca.

Mulher magra sem ser de fome, foge dela, que te come.

Mulher mal toucada, ou formosa ou mal casada.

Mulher mesquinha debaixo da escama acha espinha.

Mulher mesquinha detrás do lar acha espinha.

Mulher mundana por diante te lambe, por trás te arranha.

Mulher não se enceleira, ou se casa, ou vai ser freira.

Mulher no volante, perigo constante. Sogra ao lado, perigo dobrado.

Mulher nobre, muito fausto e pouco cobre.

Mulher palradeira nunca é grande tecedeira.

Mulher palradeira, fraca fiandeira.

Mulher palreira de tudo fala, e todos dela falam.

Mulher palreira diz de todos, e todos dela.

Mulher palreira, fraca fiandeira.

Mulher panosa, criança formosa.

Mulher parida, nem farta, nem limpa.

Mulher pariu, quer galinha.

Mulher polida, casa suja, porta varrida.

Mulher que a dois ama, a ambos engana.

Mulher que a dois ama, ambos engana.

Mulher que ao deitar diz "ah" e ao levantar diz "upa", guarde-a Deus de minha roupa.

Mulher que assobia a sorte lhe desva.

Mulher que assobia e galinha que canta, faca na garganta.

Mulher que assobia e galinha que canta, pau nela.

Mulher que bem se arreia, nunca é feia.

Mulher que cose à segunda-feira e lava ao sábado, para porca falta-lhe o rabo.

Mulher que cria, nem é farta nem limpa.

Mulher que dá no homem, na terra do demo morre.

Mulher que do homem se fia no jurar, o que ganha é ter de chorar.

Mulher que em jura de homem se fia, chora de noite e de dia.

Mulher que fala latim e burra que faz "him", sai-te para lá, meu cavalim.

Mulher que fala latim, burra que faz "him" e carneiro que faz "mé", líbera nos, domine.

Mulher que foi, cavalo que há de ser, não me façam ver.

Mulher que foi, cavalo que há de ser, não me venham ver.

Mulher que mete a mão na consciência, não fala mal da vizinha.

Mulher que muito bebe, tarde paga o que deve.

Mulher que muito se mira, pouco fia.

Mulher que muito se mira, pouco fiado tira.

Mulher que não perde festa, pouco presta.

Mulher que não se enfeita, por si se enjeita.

Mulher que não vela, não faz grande teia.

Mulher que nas juras de homem se fia, chora de noite e de dia.

Mulher que pariu, quer galinha.

Mulher que perde a vergonha, nunca a cobra.

Mulher que pouco fia, sempre faz ruim camisa.

Mulher que sabe latim e burra que faz "him" raras vezes têm bom fim.

Mulher que sabe latim mula que faz him arrenegá-las até ao fim.

Mulher que sabe obedecer, em casa reina a valer.

Mulher que sempre ri, homem que sempre chora, e mancebo cortês, merda para todos três.

Mulher que te quiser, não dirá o que em ti houver.

Mulher ri quando pode e chora quando quer.

Mulher rixenta, nem o diabo agüenta.

Mulher rogada e casta raro se acha.

Mulher sabida é mulher perdida.

Mulher sardenta, mulher rabugenta.

Mulher se queixa, mulher se dói, enferma a mulher quando ela quer.

Mulher sem cabelo e panela sem asa, com ela fora de casa.

Mulher sem marido, barco sem leme.

Mulher sem vergonha, pior que peçonha.

Mulher séria não tem ouvidos.

Mulher só chora, quando se casa, porque isso não foi há mais tempo.

Mulher só faz tudo; duas fazem pouco, e três, nada.

Mulher tagarela fala de todos, todos falam dela.

Mulher virtuosa boa prata é que muito soa.

Mulher, ainda que rica seja, se é pedida, mais deseja.

Mulher, arma e cavalo de andar, nada de emprestar.

Mulher, cachaça e bolacha em toda a parte se acha.

Mulher, cavalo e cachorro de caça, se escolhe pela raça.

Mulher, cavalo e cão, nem se emprestam, nem se dão.

Mulher, de bom juízo; faca, de bom corte; cavalo, de boa boca; onça, de bom peso.

Mulher, fogo e mares são três males.

Mulher, mula, muleta, tudo se escreve com a mesma letra.

Mulher, quanto mais fala, mais mente; quanto mais mente, mais jura.

Mulher, quanto mais olha a cara, tanto mais destrói a casa.

Mulher, tempo e ventura, asinha se muda.

Mulher, vento e ventura são de pouca dura.

Mulher, vento e ventura, asinha se muda.

Mulher, vento e ventura, presto se muda.

Mulher, vento, tempo e fortuna presto se muda.

Mulheres há como as serpentes, formosas, mas venenosas, insignificantes, mas traiçoeiras.

Mulheres quando se jundam para falar da vida alheia, começam em noite de lua nova e acabam em noite de lua cheia.

Mulheres, mulas e muletas, todas se escrevem com as primeiras três letras.

Mulheres, mulas e muletas, tudo se escreve com a mesma letra.

Mulheres, quando se juntam a falar da vida alheia, começam na lua nova e acabam na lua cheia.

Mulherzinha de janela diz de todos e diz dela.

Mulherzinha de janela diz de todos, e todos dizem dela.

Mulo ou mula, asno ou burra, rocim nunca.

Muro bem alto, sapel de gaiato.

Muro que cria barriga, está para cair.

Música com baba e latim com barba.

Mutuca é pequenina, mas faz o boi correr.

Mutuca é que tira boi do mato.

Mutuca é que tira o boi do mato.

Na adversidade é que se conhecem os amigos.

Na adversidade é que se prova a amizade.

Na adversidade se conhece a amizade.

Na água envolta pesca o pescador.

Na água revolta, pesca o pescador.

Na água turva é que se apanha o bargue.

Na aldeia que não é boa, mais mal há que soa.

Na almoeda, tem a bolsa queda.

Na arca aberta, até o justo peca.

Na arca aberta, o justo peca.

Na arca do avarento, o diabo jaz dentro.

Na ausência do senhor é que se conhece o servidor.

Na ausência do senhor se conhece o servidor.

Na barba do néscio alvar é que se aprende a rapar.

Na barba do néscio aprendem os outros a rapar.

Na barba do néscio se aprende a rapar.

Na barba do néscio todos aprendem a rapar.

Na barba do tolo aprende o barbeiro novo.

Na bigorna se prova o ferro, e na bebida o homem.

Na boca de quem não presta, quem é bom não tem valia.

Na boca do cão não busques o pão, nem no focinho da cadela a manteiga.

Na boca do discreto o público é secreto.

Na boca do discreto o público se faz secreto.

Na boca do mentiroso o certo se faz duvidoso.

Na boca do saco é que está a regra e o resguardado.

Na boca do saco é que está o atilho.

Na boca do saco é que vai o governo.

Na boda dos pobres são mais as vozes do que as nozes.

Na boda dos pobres tudo são vozes.

Na boda dos pobres, tudo são vozes.

Na briga de branco, não se meta o negro.

Na cadeia e no hospital vês quem te quer bem e quem te quer mal.

Na cadeia e no hospital, todos temos um lugar.

Na cama que farás, nela te deitarás.

Na cama se quebram as pernas.

Na capa se conhece o dono.

Na cara do tolo aprende o barbeiro novo.

Na cara se vê quem tem maleitas.

Na casa cheia, asinha se faz a ceia.

Na casa cheia, depressa se faz a ceia.

Na casa de Gonçalo mais pode a galinha que o galo.

Na casa de Gonçalo, a galinha canta de galo.

Na casa de quem joga, alegria pouca mora.

Na casa de quem joga, pouca alegria mora.

Na casa do bom homem quem não trabalha não come.

Na casa do bom, o melhor lugar é para o infeliz.

Na casa do Gonçalo a galinha canta de galo.

Na casa do Gonçalo a galinha manda mais do que o galo.

Na casa do Gonçalo canta a galinha e cala o galo.

Na casa do rei, todo lugar é honrado.

Na casa do vizinho nunca há fastio.

Na casa em que falta o pão, todos gritam e ninguém tem razão.

Na casa onde falta pão, faltam os amigos.

Na casa onde há dinheiro, deve haver um só caixeiro.

Na casa onde não há pão, todos pelejam e ninguém tem razão.

Na cauda é que está o veneno.

Na companhia de estranha gente, o silêncio é prudente.

Na confiança está o perigo.

Na corcunda do tamanduá tatu agüenta sol.

Na corte, cada um por si.

Na corte, menos ciência que paciência.

Na corte, os que estão de pé, não levantam os que caíram.

Na desconfiança é que está a segurança.

Na desconfiança está a segurança.

Na desconfiança, é que está a segurança.

Na dúvida, abstém-te.

Na dúvida, não faças.

Na escola da adversidade, aprende-se a prudência.

Na escola da vida, não há férias.

Na face e nos olhos se lê a letra do coração.

Na face e nos olhos se vê a letra do coração.

Na falta de capão, cebola e pão.

Na falta de um grito, morre um burro no atoleiro.

Na falta de um grito, vai-se embora uma boiada.

Na fazenda fina é que a mancha pega.

Na festa sem comer, não há gaita temperada.

Na fonte em que hás de beber, não deites pedras.

Na guerra como na guerra.

Na guerra e no amor vale tudo.

Na hora aflita é que a gente apita.

Na hora da aflição todo o mundo se lembra de Deus.

Na hora da morte não vale a pena tomar remédio.

Na hora da onça beber água.

Na lareira uma pedra só não aguenta a marmita.

Na margem do atoleiro se conhece o cavaleiro.

Na mesa cheia, bem parece fogaça alheia.

Na mesa cheia, bem parece iguaria alheia.

Na mesma bainha não cabem duas espadas.

Na mesma morada raras vezes cabem o saber e o ter.

Na minha horta não quero ratões como hortelões.

Na morte e na boda verás quem te honra.

Na morte e na boda, verás quem te honra.

Na morte ninguém finge nem é pobre.

Na necessidade se prova a amizade.

Na noite envolto, pesca o pescador.

Na noite involta, pesca o pescador.

Na ocasião se vê o que cada um é.

Na ocasião se vê quem cada um é.

Na ponta do vento, molha-se a vela.

Na ponte e no vau, criado à frente e amo atrás.

Na porta do forno se queima o pão.

Na primeira quem quer cai na segunda cai quem quer.

Na primeira quem quer cai, na segunda cai quem quer, na terceira quem é parvo.

Na primeira quem quer cai, na segunda cai quem quer, na terceira quem é tolo.

Na primeira quem quer cai, na segunda cai quem quer.

Na primeira quem quer cai; na segunda cai quem quer; na terceira quem é parvo.

Na prisão e no hospital vês quem te quer bem e quem te quer mal.

Na renda de pedir, ninguém perdeu.

Na seda mais fina é que a nódoa pega.

Na sela é que o burro conhece o cavaleiro.

Na sombra da galinha, o cachorro bebe água.

Na subida há muitos amigos, na descida, nenhum.

Na taberna enquanto bebes, na igreja enquanto rezas.

Na tardança está o perigo.

Na terra aonde eu não fui, dendê dá na raiz.

Na terra barrenta, a areia é estrume.

Na terra de cego o torto é rei.

Na terra do bem fazer, faze o que vires fazer.

Na terra do bom viver, faze como vires fazer.

Na terra do cego, quem tem um olho é rei.

Na terra dos cegos quem tem um olho é rei.

Na terra dos papudos quem não tem papo é defeituoso.

Na terra onde fores viver, faze como vires fazer.

Na terra onde vieres ter faz como vires fazer.

Na terra para onde vás, assim como vires, assim farás.

Na variedade é que está o bom gosto.

Na vida nem tudo são rosas.

Na vila, pergunta primeiro pela mãe, depois pela filha.

Nabiça quer unto; grelo, azeite, e nabo, presunto.

Nada acabar é nada fazer.

Nada como a posição social do indivíduo!.

Nada como um dia depois do outro.

Nada cura como o tempo.

Nada custa mais caro que o que custa rogos.

Nada de contas com parentes, nem de dívidas com ausentes.

Nada dói mais do que a verdade.

Nada duvida quem nada sabe.

Nada é bom para os olhos.

Nada é difícil para quem quer.

Nada é eterno, nem mesmo nossos problemas.

Nada é mais fácil de fazer do que aconselhar e repreender.

Nada é mais fácil que mentir e mais difícil que mentir bem.

Nada é mais incompatível com o estudo, do que o sono e o cansaço.

Nada é seguro.

Nada é tão bem empregado, como aquilo que se dá aos que precisam.

Nada em excesso.

Nada enfurece tanto o homem como a verdade.

Nada escapa aos homens senão o vinho que as mulheres bebem.

Nada fazer é fazer mal.

Nada há mais difícil em tudo, que o bem começar.

Nada há mais eloqüente que uma bolsa bem quente.

Nada há mais importuno que os cumprimentos, quando são excessivos.

Nada há perfeito neste mundo.

Nada há tão contagioso, como o medo.

Nada há tão encoberto que não se venha a saber.

Nada há tão encoberto que tarde ou cedo não seja descoberto.

Nada há tão fatigante como a vivacidade sem espírito.

Nada impõe tanto respeito ao tolo como o silêncio; nada o anima como o responder-lhe.

Nada mais caro que o rogado.

Nada mais certo que a morte; nada mais incerto que a hora da morte.

Nada nos afronta quem diz mal de nós, mentindo.

Nada sabe tanto como o fruto proibido.

Nada se compara à liberdade.

Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

Nada se cria, nada se perde.

Nada se dá com tanta liberalidade como os conselhos.

Nada se dá com tanta liberalidade como os conselhos. (Portugal.

Nada se faz neste mundo que não se descubra.

Nada se faz sem tempo.

Nada seca mais depressa que as lágrimas.

Nada tem quem não se contenta com o que tem.

Nada tem um ar mais nobre do que a moderação.

Nada tem, quem nada lhe basta.

Nada teme, quem não teme a morte.

Nada vale senhoria sem companheiro ou amigo.

Nada valem as palavras se fazes ao contrário.

Nadar contra a corrente.

Nadar contra a maré.

Nadar contra a veia da água.

Nadar, nadar, e ir morrer à beira.

Nadar, nadar, e ir morrer na praia.

Namorados arrufados, casamentos contratados.

Namorados de ai, ai, não são papas nem sal.

Namoro é ramo de souto, vai um e vem outro.

Não á regra sem excepção.

Não acabar é não fazer.

Não acendas tua candeia de dia, se queres que dure de noite.

Não acharás um avarento que não viva num tormento.

Não acordar o cão que dorme.

Não acordes a má sorte, quando ela está dormindo.

Não acordes o cão que dorme.

Não acordes o cão, quando ele está dormindo.

Não acordes o leão que dorme.

Não adianta chorar o leite derramado.

Não adianta chorar sobre o leite derramado.

Não adianta contrariar o destino.

Não adianta enxugar gelo.

Não adianta gritar por São Bento depois que a cobra mordeu.

Não adianta remar contra a maré.

Não adianta tapar o sol com a peneira.

Não adiante chorar depois do leite entornado.

Não alimentes burro a pão-de-ló.

Não alimentes burros a pão-de-ló.

Não ama o muito aquele que despreza o pouco.

Não amanses potro, nem tomes conselho de louco.

Não anda descalço quem semeia tojos.

Não anda o pião sem a baraça.

Não ande descalço quem semeia espinhos.

Não andeis passarinhando.

Não apostes num cavalo só.

Não arrendes ao contado rendas nem cavalo.

Não arrisques tudo de uma vez só.

Não ata nem desata.

Não atires foguetes antes da festa.

Não basta ir ao rio com vontade de pescar; é preciso levar rede.

Não basta numa nação a força sem a união.

Não basta ser boa, senão parecê-lo.

Não bastam estopas para calar tantas bocas.

Não batas em homem morto.

Não bater prego sem estopa.

Não bebas coisa que não vejas, nem assines carta que não leias.

Não bebas em botica nem pegues em ferreiro.

Não bebe na taberna, mas folga nela.

Não bulas baralhas velhas, nem metas mãos entre duas pedras.

Não bulas em casa de maribondo.

Não busques o figo na ameixeira.

Não busques o pão no focinho do cão.

Não busques para amigo nem rico nem nobre, mas o bom, ainda que seja pobre.

Não cabe na bainha.

Não caber em si de contentamento.

Não caber na pele de contentamento.

Não caber na pele de contente.

Não cabíamos ao fogo, e vem meu sogro.

Não caça do coração senão o dono do furão.

Não cai o mosteiro por falta de um frade.

Não cantes ao asno, que te responde a coices.

Não cantes glória antes que chegue a vitória.

Não cantes vitória antes do tempo.

Não cases filho alheio, que não sabes qual sairá.

Não cavalgues em potro, nem gabes tua mulher a outro.

Não caves a própria sepultura.

Não chameis grande um homem, senão depois de ele deixar de existir.

Não chegues à forca, que não te enforcarão.

Não coiceies contra o aguilhão.

Não coloque todos os ovos em uma mesma cesta.

Não com quem nasces, senão com quem pasces.

Não comas cardos com dentes emprestados.

Não comas cru, nem andes com o pé nu.

Não comas figo nem mel onde água não houver.

Não comas lampreia que tem a boca feia.

Não comas lampreia, que tem a boca feia.

Não comas mel onde água não houver.

Não comas muito queijo, nem de moço esperes conselho.

Não comas quente, não perderás o dente.

Não comer por ter comido não é doença de perigo.

Não comer por ter comido não é mal de sentido.

Não comprar bonde.

Não compreender bulhufas.

Não compres a quem comprou.

Não compres burro de recoveiro, nem cases com filha de estalajadeiro.

Não compres com as orelhas, mas com os olhos.

Não compres com os ouvidos, mas com os olhos.

Não compres de ladrão, nem faças fogo de carvão.

Não compres de lobo a carne.

Não compres de regateira, nem te descuides em mesa.

Não compres malhada, nem vinha desamparada.

Não compres mula manca, cuidando que há de sarar, nem cases com mulher má, cuidando que se há de emendar.

Não compres nabos em saco.

Não compres o gato no saco.

Não compres o que não precisas, por mais barato que seja.

Não compres objetos inúteis, a pretexto de que são baratos.

Não concorda com o velho a moça.

Não confies em flores que desabrocham em Março, nem em mulher que não tem vergonha.

Não confundir Zé Germano com gênero humano.

Não conhecer bulhufas.

Não conhecer patavina.

Não consultes tua riqueza com quem está em pobreza.

Não contes com o amigo que se casa.

Não contes com o ovo no cu da galinha.

Não contes com o ovo no oveiro da galinha.

Não contes com o ovo no rabo da galinha.

Não contes com um amigo que se casa.

Não contes os pintos senão depois de nascidos.

Não contes tua pobreza a quem não te há de dar da sua fazenda.

Não contes tua pobreza a quem não te há de fazer rico.

Não convém ao porco contender com Minerva.

Não convém trocar o certo pelo duvidoso.

Não corre mais o que caminha, mas sim o que imagina.

Não corre mais o que mais caminha, mas sim o que mais imagina.

Não cortes o que puderes desatar.

Não coso morto nem vivo, coso isto que está descosido.

Não coso vivo nem morto, coso aquilo que está roto.

Não creais, marido, o que vedes, senão o que vos digo.

Não cresce erva em caminho batido.

Não cresce o rio com água limpa.

Não cria cão nem gato aquele que é velhaco.

Não crie cão a quem não sobeja pão.

Não crie cão quem não lhe sobeja pão.

Não crie cão quem não lhe sobra pão.

Não crie cão, quem não lhe sobeje pão.

Não cries galinha onde a raposa mora, nem creias em mulher que chora.

Não cuides em filho alheio, que não sabes qual sairá.

Não cuides em filho alheio, que não sabes qual seja.

Não cures de ser picão, nem traves contra razão, se queres lograr tuas cãs com tuas queixadas sãs.

Não cuspas no poço cuja água bebas.

Não cuspas no prato em que comeste.

Não cuspas para cima, que te cai na testa.

Não cuspas para o ar, que te pode cair o cuspo na cara.

Não custa ir a pé, quando se leva o cavalo à rédea.

Não dá morcela senão quem mata borrega.

Não dá nem tem, senão quem quer bem.

Não dá o frade o que bem lhe sabe.

Não dá para um buraco de dente.

Não dá quem quer, senão quem tem.

Não dá quem tem, dá quem quer bem.

Não dá quem tem, senão quem quer bem.

Não dar por burro nem por albarda.

Não darei por isso um figo podre.

Não de olhos que choram, senão de mãos que trabalham.

Não deites azeite no fogo.

Não deites fogo à casa para matares os ratos.

Não deites pérolas a porcos.

Não deixar escapar camarão pela rede.

Não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.

Não deixar pedra sobre pedra.

Não deixar udo nem miúdo.

Não deixe escapar camarão pela rede.

Não deixe para amanhã o que você pode fazer depois de amanhã.

Não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje.

Não deixes a estrada real para seguir o atalho.

Não deixes a ovelha a guardar ao lobo.

Não deixes caminho por atalho.

Não deixes nunca o certo pelo duvidoso.

Não deixes o certo pelo duvidoso.

Não deixes para amanhã o que hoje puderes fazer.

Não deixes para amanhã o que podes beber hoje.

Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.

Não deixes para amanhã o que puderes fazer hoje.

Não dês a morcela a quem mata borrega.

Não dês a ovelha a guardar ao lobo.

Não dês a ovelha para o lobo guardar.

Não dês a todos teu braço a torcer.

Não dês coice contra o aguilhão.

Não dês conselho a quem não pede.

Não dês murro em ponta de faca.

Não dês nunca teu braço a torcer.

Não dês o dedo ao vilão, porque te tomará a mão.

Não dês o peixe; ensina a pescar.

Não dês ovelhas a guardar ao lobo.

Não dês passo maior do que a perna.

Não dês ponto sem nó, nem fales sem confiança.

Não desejes mal a ninguém, que o teu pelo caminho vem.

Não desespera quem já nada espera, porque já não tem inquietações.

Não desesperes do adjutório divino, nem da mulher de teu vizinho.

Não despendas o teu dinheiro antes de o teres ganho.

Não despertes o cão que dorme.

Não destrua a árvore, para depois ter seu fruto.

Não deve falar o roto do remendado.

Não deve falar o sujo do mal lavado.

Não deve o cavaleiro andar mais que o cavalo.

Não deves dar mal por mal, nem creias em oficial.

Não diga a língua o que pague a cabeça.

Não diga a língua por onde pague a cabeça.

Não diga ao homem que te carrega que ele fede.

Não digas "Desta água não beberei; deste pão não comerei".

Não digas ao velho que se deite, nem ao menino que se levante.

Não digas do burro antes de passar o atoleiro.

Não digas mal da mulher por ser brava.

Não digas mal de el-rei nem entre dentes, porque em toda parte tem parentes.

Não digas mal do ano até que seja passado.

Não digas mal do teu vizinho, pois podes encontrá-lo pelo caminho.

Não digas o que sabes, sem saber o que dizes.

Não digas segredo ao teu amigo, porque ele outro tem.

Não digas tudo o que sabes, nem creias tudo o que ouves, nem faças tudo o que podes.

Não dispas um santo para vestir outro.

Não diz a bota com a averdugada.

Não diz a gota com a perdigota.

Não diz a língua o que sente o coração.

Não diz mais a língua que o que sente o coração.

Não diz o pau com a bordoada.

Não dizer coisa com coisa.

Não dormir de touca.

Não dou por isso um figo podre.

Não dura muito o homem rico e poderoso, é semelhante ao gado gordo que se abate.

Não duvida quem não sabe.

Não é a fortuna que falta aos homens, mas o juízo em aproveitá-la, quando ela os visita.

Não é amado quem só de si tem cuidado.

Não é batendo com a esponja que se prega prego em parede.

Não é belo o que é belo, mas é belo o que agrada.

Não é boa a coisa, se passarinho não cheira.

Não é boa a fala que todos não entendem.

Não é bom bocado para a boca do asno.

Não é bom fugir em socos.

Não é brava a mulher que cabe em casa.

Não é cada dia Páscoa nem vindima.

Não é carne, nem peixe.

Não é com palha que se apaga o fogo.

Não é com vinagre que se apanham moscas.

Não é culpa do espelho, se ele reflete um macaco.

Não é dama quem não ama.

Não é de agora o mal que não melhora.

Não é do governo.

Não é em pia grande que o porco come à vontade.

Não é esta bota para o seu pé.

Não é esta forma para o seu pé.

Não é fácil o caminho do céu.

Não é forma de seu pé.

Não é grande esforço mostrar coragem na prosperidade.

Não é homem são o que não sabe dizer não.

Não é má a mulher que faz o que deve.

Não é mato donde saia coelho.

Não é meu parente, que se arrebente.

Não é muito que percas direito, não sabendo fazer teu efeito.

Não é nada de assustar; é fumo que faz chorar.

Não é nada, que de fumo chora.

Não é nada, se não queimaras meu marido.

Não é nenhum fura-paredes.

Não é no seu fojo que se apanham os javalis.

Não é o bater das asas que faz a águia.

Não é o bom bocado para a boca do asno.

Não é o cabrito para o mesquinho.

Não é o demo tão feio como o pintam.

Não é o diabo tão feio como o pintam.

Não é o emprego que eleva o homem; é o homem que eleva o emprego.

Não é o fim do mundo.

Não é o mel para a boca do asno.

Não é o mesmo prometer e cumprir.

Não é o pão para a boca do asno.

Não é o sol que faz a sombra.

Não é pancada de vara que amadurece azeitona.

Não é pega nem gavião.

Não é peixe nem carne.

Não é pelas grandes orelhas que o burro vai à feira.

Não é pelo galo cantar que há de madrugar.

Não é pobre o que tem pouco, mas o que muito cobiça.

Não é pobre o que tem pouco, salvo o que deseja muito.

Não é pobre o que tem pouco, senão o que cobiça muito.

Não é pobre o que tem pouco, senão o que muito quer.

Não é pobre o que tem pouco, senão o que se tem por pobre.

Não é por muito madrugar que amanhece mais cedo.

Não é preciso saber muito para ser sábio.

Não é regra certa caçar com besta.

Não é sábado sem sol nem domingo sem missa nem segunda se preguiça.

Não é sangria desatada.

Não é sisudo o juiz que tem jeito no que diz e não acerta no que faz.

Não é só nos anos que estão os enganos.

Não é tacha beber por borracha, quando não há taça.

Não é tão bravo o leão como o pintam.

Não é tudo verdadeiro o que diz o pandeiro.

Não é unha de santo.

Não é vilão o da vila, senão o que faz vilania.

Não embarco nessa.

Não embarga dever para comprar fiado.

Não embarques em canoa furada.

Não ensebes as botas ao vilão; dirá que lhas fazes num tição.

Não ensines o padre a rezar missa.

Não ensines o padre-nosso ao vigário.

Não entender bulhufas.

Não entender patavina.

Não entendo flamengos à meia-noite.

Não entra a bola por torcida argola.

Não erra quem aos seus semelha.

Não escapa de ladrão o que se paga por sua mão.

Não escondas a candeia debaixo do alqueire.

Não escupas para o ar que te cai no nariz.

Não espantes o cão que dorme.

Não esperdice o fubá quem aproveita o farelo.

Não esperdices o tempo, porque ele é o estofo da vida.

Não esperes por sapato de defunto.

Não esperes que o teu amigo te faça o que tu podes fazer.

Não esperes que te faça o amigo o que tu puderes.

Não esperes ser muito amado, se só de ti tiveres cuidado.

Não está fora de canseira quem os pés muda para a cabeceira.

Não está sempre na mão de cada um o ser feliz, mas está o merece-lo.

Não estendas as pernas além do cobertor.

Não esteve em mim que isso não se atalhasse.

Não esteve por mim que isso não se atalhasse.

Não estou para dar migas a um gato.

Não exagerarem o nosso valor é nos ofender.

Não faça passos largos quem tem pernas curtas.

Não faças a outrem o que não quererias que te fizessem.

Não faças a outrem o que não queres que te façam.

Não faças aos outros o que não desejas para ti.

Não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti.

Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti.

Não faças bem a beleguim, nem te fies em vilão ruim.

Não faças bem a vilão ruim, nem te fies de beleguim.

Não faças bem, não te virá mal.

Não faças de uma mosca um elefante.

Não faças hoje o que podes deixar para amanhã.

Não faças horta em sombrio, nem casa ao pé do rio.

Não faças mal à conta de te vir bem.

Não faças mal a teu vizinho, que o teu vem pelo caminho.

Não faças nada sem consultar a almofada.

Não faças nada, sem consultar a almofada.

Não faças o mal, se não queres que te façam.

Não faças o mal, se não queres receber igual.

Não faças perguntas e não ouvirás mentiras.

Não faças vinho em terra de senhorio.

Não fale de rabo quem tem rabo.

Não fales como doente, nem mores entre vil gente.

Não fales do que não entendes.

Não fales mais que a boca.

Não fales sem ser perguntado e serás estimado.

Não falta pé inchado para sapato velho.

Não falta quem sempre vem.

Não faltará rei que vos mande, nem papa que vos excomungue.

Não fartes o criado de pão; não te pedirá requeijão.

Não faz a vestidura quartapisada ao gato.

Não faz passo largo quem ter perna curta.

Não faz pouco quem sua casa queima, que espanta os ratos e aquenta-se à lenha.

Não faz pouco quem sua culpa deita a outro.

Não fazer as coisas pela metade.

Não fazer o que os outros fazem não é pecado.

Não fede nem cheira.

Não ferir nem matar não é covardia, mas bom natural.

Não festa sem comer, não há gaita bem temperada.

Não fez Deus a quem desamparasse.

Não fiar do cão que manqueja.

Não fiar no cão que manqueja.

Não fiarei dele um figo podre.

Não ficar pedra sobre pedra.

Não fies nem um tostão de quem põe os olhos no chão.

Não fies, nem confies, nem filho de outro cries.

Não fio nada até amanhã.

Não foge quem retira.

Não foi ele que inventou a pólvora.

Não foi feito para marcar grandes passos, mas pequenos que levam aos grandes triunfos.

Não foi morte de homem, nem casa queimada.

Não foi morte de homem, nem roubo de igreja.

Não furtes uma agulha, que depois furtarás ouro.

Não gabes a égua na subida.

Não gabes um dia bom sem lhe veres o fim.

Não gastes cebo com ruins defuntos.

Não gastes cera com mau defunto.

Não gastes cera com ruim defunto.

Não gastes cera com ruins defuntos.

Não gosta do doce quem não prova do amargo.

Não gozar para não sofrer é segredo de bem viver.

Não gozes com o mal do teu vizinho, porque o teu vem a caminho.

Não guardes para amanhã o que hoje podes fazer.

Não guardes para amanha o que podes fazer hoje.

Não há abelhas, não há mel.

Não há abeto, por muito pequeno, que não aspire ser cedro.

Não há água mais perigosa do que a que não soa.

Não há alegria sem dor.

Não há amante discreto, nem louco que saiba aconselhar.

Não há amigo nem irmão, não havendo dinheiro na mão.

Não há amigo ruim, nem pequeno.

Não há amizade no cobiçoso.

Não há amor como o primeiro, nem pão como o alvo, nem carne como o carneiro.

Não há amor como o primeiro.

Não há amor sem amargor.

Não há amor sem ciúme.

Não há ano, afinal, que não tenha o seu natal.

Não há asas mais leves que as do medo.

Não há atalho para o êxito.

Não há atalho sem trabalho.

Não há ausentes sem culpas nem presentes sem desculpas.

Não há banquete por mais rico, em que alguém não jante mal.

Não há banquete, por mais rico, em que alguém não jante mal.

Não há barbeiro mudo nem cantor sisudo.

Não há bela sem senão, nem feia sem a sua graça.

Não há bela sem senão, nem feia sem sua graça.

Não há bela sem senão.

Não há bem que cem anos dure, nem mal que a eles ature.

Não há bem que sempre ature, nem mal que não acabe.

Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe.

Não há bem que sempre dure, nem mal que muito ature.

Não há bem que sempre dure, nem mal que não acabe.

Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.

Não há bem que sempre dure, nem mal que sempre ature.

Não há bem que sempre dure.

Não há bem-estar como em casa estar.

Não há besta fera que não se alegre com a sua companheira.

Não há besta fera que não se alegre com a sua companhia.

Não há boa terra sem bom lavrador.

Não há boas leis porque mandam, mas porque se guardam.

Não há boas razões para os tolos.

Não há boda pobre, nem mortório rico.

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