< Portugiesische Sprichwörter >

Homem em jejum não ouve nenhum.

Homem endividado, todo o ano apedrejado.

Homem farto as cerejas lhe amargam.

Homem folgazão, no trabalho sonolento.

Homem governado pela mulher nunca dá careira certa.

Homem grande não desce a coisas baixas.

Homem grande, besta de pau.

Homem honrado não há mister gabado.

Homem honrado não há mister ser gabado.

Homem honrado no cível demanda, no crime é demandado.

Homem honrado, antes morto que injuriado.

Homem irado abre a boca e fecha os olhos.

Homem lento jamais tem tempo.

Homem magro e não de fome, foge dele, que é mau homem.

Homem magro e não de fome, guarda-te dele como de outro homem.

Homem magro, sem ser de fome, vale por dois homens.

Homem mentiroso larga a honra a pouco preço.

Homem mesquinho depois de comer há frio.

Homem mesquinho depois de comer tem frio.

Homem morto mau encontro, homem vivo grande perigo.

Homem morto não fala.

Homem morto não ganha soldo.

Homem na praça, e mulher em casa.

Homem não é pipoca, mas dá seus pulinhos.

Homem não se mede por palmo e sim pelas atitudes.

Homem narigudo, poucas vezes cornudo.

Homem necessitado, cada ano apedrejado.

Homem néscio dá às vezes bom conselho.

Homem ocupado nem cuida coisas más, nem as faz.

Homem ofendido nunca desmemoriado.

Homem palreiro faz o seu amigo mudo.

Homem para a cova, rendeiro para a cadeia.

Homem peludo, ou forte ou amorudo.

Homem pequenino malandro ou dançarino.

Homem pequenino, embusteiro ou bailarino.

Homem pequenino, ou sacana ou bailarino.

Homem pequenino, ou velhaco ou bailarino.

Homem pequenino, ou velhaco ou bom dançarino.

Homem pequeno fole de veneno.

Homem pequeno só serve para apanhar ponta de cigarro e beber resto de copo.

Homem pequeno só serve para montar em carneiro e catar carrapato em jegue.

Homem pequeno, coração ao pé da boca.

Homem pequeno, fole de veneno.

Homem pequeno, saco de veneno.

Homem perdido a tudo se agarra.

Homem perdido não quer conselho.

Homem pobre a dobrado custo come.

Homem pobre com bem pouco se agasta.

Homem pobre com pouco se alegra.

Homem pobre com pouco se contenta.

Homem pobre depois de comer há fome.

Homem pobre e honrado morre o tempo que viveu.

Homem pobre não a pode pagar bem.

Homem pobre, meia de seda, caldeirão de cobre.

Homem pobre, nem quieto nem calado.

Homem pobre, taça de prata, caldeira de cobre.

Homem precatado, homem dobrado.

Homem prevenido a custo é vencido.

Homem prevenido é dificil ser cozido.

Homem prevenido vale por dois.

Homem provido não vive mesquinho.

Homem que anda a cavalo, vive pouco, e o que anda a pé contam por morto.

Homem que bate no peito, velhaco perfeito.

Homem que chora e mulher que não chora, perto deles nem uma hora.

Homem que com sua honra não sonha, vem-lhe de ter pouca vergonha.

Homem que fala como mulher, livre-me Deus dele.

Homem que faz gosto a macho, é barbeiro.

Homem que madruga, de algo tem cura.

Homem que não tem barba, não tem vergonha.

Homem que turra por dá cá aquela palha.

Homem que zomba, tem mau coração.

Homem quebrado às vezes saldou e sarou.

Homem queremos ver, que os vestidos são de lã.

Homem reina, mulher governa.

Homem rezador e que chora, o Deus nele mora.

Homem rico com a fama casa seu filho.

Homem rico nunca é feio.

Homem ruivo e mulher barbuda saudam-se de longe.

Homem ruivo e mulher barbuda, de longe os saúda.

Homem ruivo, um se faz, outro se cuida.

Homem se casa quando quer, mulher se casa quando Deus é servido.

Homem sem abrigo, pássaro sem ninho.

Homem sem cunho nem cruzes.

Homem sem dinheiro é um violão sem cordas.

Homem sem dinheiro, morto que caminha.

Homem sem ofício nem benefício.

Homem sem proveito é mel no dedo.

Homem velhaco, três barbas ou quatro.

Homem velho é cipó seco.

Homem velho e mulher nova tem filhos até á cova.

Homem velho e mulher nova, filhos até a cova.

Homem velho e mulher nova, ou corno, ou cova.

Homem velho, saco de azares.

Homem veloso, ou valente, ou luxurioso.

Homem vergonhoso, o demo o trouxe ao paço.

Homem, antes quebrar que torcer.

Homem, tendo a mulher feia, tem a fama segura.

Homens bons e pichéis de vinho apazíguam o arruído.

Homens e não montanhas se cruzam.

Homens honestos casam cedo, e os prudentes nunca se casam.

Homens queremos ver, que os vestidos são de lã.

Homens se cruzam, e não montanhas.

Homens, três por nove ruas.

Honra ao bom para que te honre, e ao mau para que não te desonre.

Honra demais é orgulho.

Honra e bom proveito não cabem em saco estreito.

Honra é dos amos o que se faz aos criados.

Honra e proveito não cabe no peito.

Honra e proveito não cabem em saco estreito.

Honra e proveito não cabem num saco.

Honra e proveito não fazem jeito.

Honra é sem honra, alcaide de aldeia e padrinho de boda.

Honra o bom para que te honre, e o mau para que não te desonre.

Honra que embaixo amigo se procura, pouco dura.

Honra sem proveito é mel no dedo.

Honra sem proveito faz mal ao peito.

Honra te fazem, onde te conhecem.

Honrarás pai e mãe.

Hora a hora Deus melhora.

Hora a hora, Deus melhora.

Hora de morrer não tem retardo.

Hora de trabalhar pernas pro ar que ninguem é de ferro.

Horizonte puro, com fuzis brilhando, terás dia brando, com calor seguro.

Horta com pombal é paraíso terreal.

Horta e celeiro, não quer companheiro.

Horta e torto, moço e potro e mulher que mira mal, querem-se saber tratar.

Horta para passa-tempo, posta com tempo.

Horta sem água, casa sem telhado, cavalo aguado, de graça é caro.

Horta sem água, casa sem telhado, marido sem cuidado, de graça é caro.

Horta sem água, casa sem telhado, mulher sem amor e marido descuidado, de graça é caro.

Horta sem água, casa sem telhado.

Horta, moinho e quilha, é para quem a trilha.

Hortelão sem hortelã, não tem horta amanhã.

Hóspeda formosa dano faz à bolsa.

Hóspeda formosa, despesa famosa.

Hóspede com sol há honor.

Hóspede com sol, ao lavor.

Hóspede de mão vazia, ande la via.

Hóspede de três dias dá azia.

Hóspede de três dias fede a cavalo morto.

Hóspede e peixe com três dias fede.

Hóspede e pescada, aos três dias enfada.

Hóspede em casa é dia santo.

Hóspede jejuador, bem-vindo seja!.

Hóspede que jejua e não ceia, bem-vindo seja.

Hóspede que se convida, despede-se asinha.

Hóspede tardio não vem vazio.

Hóspede, criado e peixe aos três dias aborrece.

Hóspede, criado e peixe, aos três dias enfada.

Hóspedes em casa, dia santo é.

Hóspedes, jeiram? Senhores se farão.

Humano é pecar, diabólico é perseverar.

Humildade é caminhar na verdade.

Ia o cravo atrás da rosa.

Ida boa, tornada nunca.

Ida de João Gomes: foi em sela, torna em alforjes.

Ida sem vinda, como potro à feira.

Idade e experiência valem mais que adolescência.

Idade não é documento.

Ide pelo meio, e não caireis.

Ide, comadre, à feira, e vereis como vos vai nela.

Ignora as causas, quem se pasma dos efeitos.

Ignora o caminho que levaram os livros.

Ignorante é aquele que sabe e se faz de tonto.

Ignoro se me insulta ou se pede para as almas.

Igreja, ou mar, ou casa real.

Imita a formiga, se queres viver sem fadiga.

Importa-me cá!.

Impossível é desculpa de mau pagador.

Impossível é Deus pecar.

Impossível é ensinar rato a subir de costas em garrafa.

Impossível é o rato fazer ninho na orelha do gato.

Impossível é rato fazer ninho em orelha de gato.

Impossível é um quadrado ser redondo.

Impossível é uma palavra apenas encontrada no dicionário dos tolos.

Ínclito nauta, explorador das ondas.

Inconstância, teu nome é mulher.

Inda isto há de dormir muitas noites fora de casa.

Inda que entres na vila e soltes o gabão, se não trabalhares, não te darão pão.

Independe se foi a faca que caiu no melão ou se foi o melão que caiu sobre a faca, o melão irá sofrer.

Indo por caminho reto, de longe se faz perto.

Indo por caminho reto, o longe se faz perto.

Inês é morta.

Inês! As três o diabo fez.

Infeliz ao jogo, feliz aos amores.

Infeliz da raposa que anda aos grilos.

Infeliz do rato que só conhece um buraco.

Infeliz no jogo, feliz no amor.

Ingratidão não se pode sofrer.

Ingrato é o que não paga o que deve.

Inimigo batido ainda não é vencido.

Inimigo dividido, meio vencido.

Inimigo é amigo tardio.

Inimigos, nem de palha.

Injúria pede injúria.

Insensata é a ovelha que se confessa ao lobo.

Intenção sem ação é ilusão.

Intentar todos os meios.

Intriga de família, fogo de monturo.

Intriga de irmão, intriga de cão.

Inveja matou Caim.

Invejada é melhor que lastimada.

Invejado é melhor que lastimado.

Invejoso e inimigo é o oficial do teu ofício.

Ir a Braga a cavalo numa cabra.

Ir à guerra e caçar, não se deve aconselhar.

Ir à guerra e casar, não se deve aconselhar.

Ir à lã e ser tosquiado.

Ir a lã e ser tosquiado. ignorante é aquele q sabe e se faz de tonto.

Ir a Roma e não ver o Papa.

Ir buscar lã e sair tosquiado.

Ir buscar lã e ser tosquiado.

Ir buscar lã e vir tosquiado.

Ir buscar lã e voltar tosquiado.

Ir com muita sede ao pote.

Ir com vento em popa.

Ir de bispo a moleiro.

Ir de Herodes para Pilatos.

Ir de mal a pior.

Ir de paz e de guerra.

Ir de vento em popa.

Ir do monte ao mar.

Ir num pé e voltar noutro.

Ir o carro adiante dos bois.

Ir pela estrada real.

Ir pelo caminho das carretas.

Ira com poder é raio.

Ira de irmãos, ira de diabos.

Ira de irmãos, ira do diabo.

Ira de vilão, perda de sua casa.

Ira e cobiça não queiras havê-las por companheiras.

Irmão de balseiro não paga passagem.

Irmão de barqueiro não paga passagem.

Irmão maior, pai menor.

Irmãos, lavadura de mãos.

Ir-se-ão os hóspedes, comeremos o pato.

Isca de cana, mais come que ganha, mas quando a dita corre, mais ganha que come.

Isso ainda é do tempo do onça.

Isso dá água na boca.

Isso é briga de cachorro grande.

Isso é cantar a um surdo.

Isso é conversa para boi dormir.

Isso é cravina d'Ambrósia.

Isso é do tempo do onça.

Isso é do tempo em que se amarrava cachorro com lingüiça.

Isso é lágrima de crocodilo.

Isso é o carro adiante dos bois.

Isso é ouro de lei.

Isso é outra história!.

Isso é trigo sem joio.

Isso eu faço com o pé nas costas.

Isso existia já antes de haver pardais.

Isso farei eu num salto de pulga.

Isso lá é outra coisa!.

Isso me dá barbeiro, que o odreiro tudo é tosquiar cabelo.

Isso não chega nem à sola do pé.

Isso não é nada comparado com a eternidade.

Isso não é nenhum peixe podre.

Isso não é o fim do mundo.

Isso não é para quem quer, é para quem pode.

Isso não vale dez réis de mel coado.

Isso não vale um caracol.

Isso não vale uma sardinha frita.

Isso não vale uma sardinha.

Isso quer Martinho: sopas de vinho.

Isso são cocôs de meninos.

Isso são contos.

Isso tem dois vês.

Isto demanda mais água.

Isto é falar português claro.

Isto é jogo de meninos.

Isto é muito tresler.

Isto é soltar palavras ao vento.

Isto sabem-no cães e gatos.

Isto vos há de dar na cabeça.

Já a burra jaz no pó.

Já a formiga quer ter catarro.

Já a formiga tem catarro.

Já come o pão aos meninos.

Já correu muita água sob a ponte.

Já morreu por quem tangiam.

Já não é quem ser soía.

Já não está aqui quem falou.

Já não somos quem ser soíamos.

Já não sou quem soía, mudei qual da noite ao dia.

Já não sou quem soía, tenho o sangue frio.

Já no mar, já na terra.

Já o corvo não há de ter as asas mais negras.

Já o corvo não há de ter asas negras.

Já o gato quer enguias, e nem espinhas lhe dão.

Já o rei é pouco para lhe guardar os porcos.

Já os mortos não são nossos, nem os vivos bons amigos, quando a pobreza nos bate à porta.

Já passou o dia em que eu talhava e cosia.

Já que a água não vai ao moinho, vá o moinho à água.

Já que a montanha não vai a Maomé, Maomé vai à montanha.

Já que Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé.

Já que não comeu a carne, beba ao menos o caldo.

Já sabes mais do que eu, vai buscar a tua vida.

Já São Sebastião enjeita defuntos.

Já tendes fantasia, mancebinho verdoso.

Jabuti não pega ema.

Jabuti não sobe em árvore.

Jacaré é para quem é, e não para quem quer.

Jacaré que dorme, vira bolsa.

Jacaré, jacaré, quanto mais rabo, pior é.

Jamais confie em puxa-sacos.

Jamais serão bons a couve requentada e a mulher a casa tornada.

Janeiro faz a falta, e março leva a culpa.

Janeiro frio e molhado enche a tulha e farta o gado.

Janeiro geadeiro nem boa meda nem bom palheiro.

Janeiro geadeiro, Fevereiro rego cheio, Março coreiro, Abril águas mil caibam todas num barril, Maio amoroso, Junho calmoso e Julho ventoso, fazem o ano formoso.

Janeiro molhado não é bom para o pão, mas é bom para o gado.

Janeiro vai, janeiro vem, feliz daquele que vê seu bem.

Janeiro, fora uma hora.

Janeiro: geeiro.

Janelas fechadas são olhos de cego.

Jantar sem vinho, escopeta sem pólvora.

Jantar tarde e cear cedo tiram a merenda de permeio.

Jantar tarde e cear cedo, tiram merenda de premeio.

Jantares muito regados têm sempre convidados.

Jarras quebradas, mar bonançoso.

Jasmim murcho perde sua companha.

Jegue coberto de ouro tudo alcança.

Jegue com fome cardos come.

Jejua, galego, que não há pão cozido.

Jejua, pato, que já foste farto.

Jejuai galegos, que não há pão cozido.

Jejuar o dia, guardar a véspera.

Jerimum se guarda, mas melancia, se não comer logo, apodrece.

Jibóia não corre, mas pega veado.

João Garanhão, focinho de cão, vai com a ceira ao camarão.

Jogador não tem palavra.

Jogar com os trunfos todos na mão.

Jogar com pau de dois bicos é perder ambos depois.

Jogar com pau de dois bicos.

Jogar o mel fora e comer a abelha.

Jogar parede, um meio é de furtar.

Jogar verde para colher maduro.

Jogar verde pra colher maduro.

Jogar verdes para colher maduras.

Jogarás, pedirás, furtarás.

Jogo de mão, jogo de vilão.

Jogo e bebida, casa perdida.

Jogo fogoso, jogo perigoso.

Jogo franco, cartas na mesa.

Jogo roubado não vai ao cabo.

Jogo, mulher e bebida, casa perdida.

Jornada de mar não se pode taxar.

Jornal de obreiro entra pela porta e sai pelo fumeiro.

Judeu pela mercadoria, frade pela hipocrisia.

Judeu, dona e homem de coroa, jamais perdoa.

Judeus em páscoas, mouros em bodas, cristãos em pleitos gastam os seus dinheiros.

Juiz da guerra, o fim dela.

Juiz de aldeia, quem o deseja que o seja.

Juiz de aldeia, um ano no mando, outro na cadeia.

Juiz piedoso faz o povo cruel.

Juízo apressado, arrependimento dobrado.

Julga mal, em muitos casos, quem julga os outros por si.

Julga o ladrão que todos o são.

Julga pelas ações, e não pelos dobrões.

Julgam os namorados que todos têm os olhos fechados.

Julgamos aos outros por seus atos e a nos mesmos por nossas intenções.

Julga-se a onça sempre maior do que ela é.

Julga-se sempre o lobo maior do que ele é.

Julho abafadiço: abelhas no cortiço.

Julho quente, seco e ventoso: trabalha sem repouso.

Jumento não topa duas vezes na mesma pedra.

Jumento para o pó, rocim para o lodo, macho para o todo.

Jumentos e filhos de padre são poços de manha.

Junho abafadiço, sai a abelha do cortiço.

Junho calmoso, ano formoso.

Junho calmoso: ano formoso.

Junho chuvoso: ano perigoso.

Junho floreiro, paraíso verdadeiro.

Junho floreiro: paraíso verdadeiro.

Junta o útil ao agradável.

Junta palha como ouro, e terás ouro como palha.

Juntam-se as comadres, (descobrem-se/ouvem-se/sabem-se) as verdades.

Juntam-se as comadres, descobrem-se as verdades.

Juntaram-se seis para o peso de três.

Juntaram-se três para o peso de seis.

Junta-se a fome com a vontade de comer.

Junta-te a um bom e serás bom como ele.

Junta-te aos bons e serás como eles; junta-te aos maus e serás pior que eles.

Junta-te aos bons, serás como eles, junta-te aos maus, serás pior do que eles.

Junto à panela que ferve não faltam amigos.

Junto da urtiga nasce a rosa.

Junto de mim gente ruim não faz rancho; se fizer de manhã, de tarde eu desmancho.

Juntos sim, porém à parte.

Juntou-se a fome com a vontade de comer.

Juntou-se a vontade com o desejo.

Jura apaixonada nem obriga, nem vale nada.

Jura de homem é riso de cão.

Jura má sobre pedra vá.

Jurado têm as águas das negras não fazerem alvas.

Juramento de quem ama mulher, não é para crer.

Juramento de quem ama não dá para crer.

Juramentos de amor, juramentos de um dia.

Jurarás, jurarás, e não serás crido.

Justiça extrema, extrema injustiça.

Justiça na sua porta, não há quem queira.

Justiça não é lei, mas invenção.

Justiça, mas não na minha casa.

Justo como a calça do Augusto.

Juventude leviana faz velhice desolada.

Juventude preguiçosa, velhice piolhosa.

Lá cai o sino e o sacristão.

Lá é ponto de solfa.

Lá me leve Deus onde estão os meus.

Lá o lê, lá o entende.

Lá onde fumega, há fogo.

Lá para o dia de São Sereijo.

Lá se avenha Deus com o seu mundo.

Lá se foi o melhor boi do meu arado.

Lá se foi tudo quanto Marta fiou.

Lá se haja Marta com seus doilos.

Lá se haja Marta com seus polos.

Lá te arreda ganho, não me dês perda.

Lá te vás emprestado, donde venhas melhorado.

Lá um dia a casa cai.

Lá vai a língua, onde dói a gengiva.

Lá vai a língua, onde dói o dente.

Lá vai a língua, onde grita o dente.

Lá vai o mal, aonde comem o ovo sem sal.

Lá vai o mal, onde comem ovo sem sal.

Lá vai o russo e as canastras.

Lá vai quanto Maria fiou.

Lá vai tudo quanto Marta fiou.

Lá vão as leis aonde as querem os reis.

Lá vão as leis onde as querem os reis.

Lá vão as leis onde querem os cruzados.

Lá vão as leis onde querem os reis.

Lá vão leis onde querem cruzados.

La vão leis onde querem reis.

Lá vão leis para onde querem os reis.

Lá vão os pés onde quer o coração.

Lábios de mel, coração de fel.

Ladram os cães, e a caravana passa.

Ladrão de agulheta, asinha sobe à barjuleta.

Ladrão de tostão, ladrão de milhão.

Ladrão endinheirado não morre enforcado.

Ladrão endinheirado nunca morre enforcado.

Ladrão não furta ladrão.

Ladrão não rouba a ladrão.

Ladrão que anda com frade, ou o frade será ladrão, ou o ladrão frade.

Ladrão que furta a ladrão tem cem anos de perdão.

Ladrão que não é apanhado, passa por homem honrado.

Ladrão que rouba a ladrão tem 100 anos de perdão.

Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de (perdão/prisão).

Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão.

Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de prisão.

Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão.

Ladrão que rouba pobre, só leva susto.

Ladrão só, puta só.

Ladrãozinho de agulheta depois sobe à barjuleta.

Ladrar à lua.

Ladrar não é morder.

Ladre-me o cão embora, mas não me morda.

Ladre-me o cão, mas não me morda.

Ladre-me o cão, não me morda.

Lagartixa é que sabe por que não gosta de vara.

Lagartixa sabe em que pau bate a cabeça.

Lagartixa, de tanto cumprimentar, deslocou a cabeça.

Lagartixa, de tanto cumprimentar, perdeu a cabeça.

Lágrimas abrandam penhas.

Lágrimas com pão, ligeiras (passageiras) são.

Lágrimas com pão, ligeiras são.

Lágrimas com pão, passageiras são.

Lágrimas de crocodilo.

Lágrimas de herdeiro são sorrisos disfarçados.

Lágrimas de herdeiro são sorrisos forçados.

Lágrimas de herdeiro, risos secretos.

Lágrimas de herdeiro, risos sorrateiros.

Lágrimas de herdeiros, risos secretos.

Lágrimas de herdeiros, risos sorrateiros.

Lágrimas de mulher valem muito e custam-lhe pouco.

Lágrimas de mulher, fonte de malícia.

Lágrimas de mulher, têmpera de malícia.

Lágrimas de noiva são como chuva de estio, que alegra e não dura.

Lágrimas de sermão e chuva de trovoada caem na terra e não valem nada.

Lágrimas não pagam dívidas.

Lágrimas nos olhos, riso no coração.

Lágrimas nos olhos, risos no coração.

Lágrimas quebrantam penhas.

Lágrimas são melhor enxutas com nossas próprias mãos.

Lamúrias, faltas e queixas só aos de casa se dizem.

Lançar a corda atrás do caldeirão.

Lançar a luva a alguém.

Lançar a pedra e esconder a mão.

Lançar água na fervura.

Lançar foguetes, fazer a festa e apanhar as canas.

Lançar o pé além da mão.

Lançar pedras preciosas aos porcos.

Lançar pérolas aos porcos.

Lancei-lhe logo o arpéu na proposta.

Laranja antes de Natal livra de catarral.

Laranja de manhã ouro á tarde prata á noite mata.

Laranja madura em beira de estrada, ou é azeda ou está bichada.

Laranja madura em beira de estrada, ou é azeda ou tem marimbondo.

Laranja madura na beira da estrada está azeda ou tem maribondo.

Laranja madura na beira da estrada, ou é podre ou é bichada.

Laranja madura na beira da estrada, ou é podre ou tem marimbondo.

Laranja: de manhã ouro, à tarde é prata, de noite mata.

Laranjeira azeda não dá laranja-lima.

Laranjeira carregada à beira da estrada, ou tem maribondo ou frutas azedas.

Laranjeira doce é que apanha varada.

Largas areias, pequenas mancheias.

Largos dias têm cem anos.

Lastimado como o pródigo, aborrecido como o avarento.

Latim com barba e música com baba.

Latir para a lua.

Lava mais água suja do que mulher asseada.

Lavar a roupa suja.

Lavar-se as mãos.

Lavaste, estragaste.

Lavra a terra enquanto o preguiçoso dorme, e terás trigo para vender e guardar.

Lavra com tempo e vá por ambos.

Lavra pelo S. João: terás palha e grão.

Lavrador antes sem orelhas que sem ovelhas.

Lavrador carreteiro não é fazendeiro.

Lé com lé, cré com cré, cada qual com os de sua ralé.

Lé com lé, cré com cré, cada um com os da sua ralé.

Lé com lé, cré com cré.

Leão moribundo, cachorro lhe mija.

Lebre foge, galgos a seguem.

Légere et non intellígere est burrígere.

Lei de reinar é como a de amar: uma só.

Lei dura é a necessidade.

Leitão de mês cabrito de três mulher de 18 homem de 23.

Leitão de um mês, e marreco de três.

Leitão de um mês, e pato de três.

Leite de cabras, queijo de ovelhas e manteiga de vaca.

Leite de vaca não mata bezerro.

Leite sem pão até a porta vai.

Leite sem pão até à porta vai.

Lembra aos rapazes o que ao (diabo/demos) esquece.

Lembra aos rapazes o que ao demo esquece.

Lembra aos rapazes o que ao diabo esquece.

Lembra-se mais o credor do que o devedor.

Lembra-te, sogra, que foste nora.

Lenha de figueira rica de fumo, fraca de madeira.

Lenha de figueira, rija de fumo, fraca de madeira.

Lenha no ar e pichel a andar.

Lenha verde é que faz fumaça.

Lenha verde e velho gogo, muito fumo e pouco fogo.

Lenha verde mal se acende.

Lenha verde mal se acende; quem muito dorme, pouco aprende.

Lenha verde nem se queima, nem se acende.

Lenha verde pouco acende e quem muito dorme pouco aprende.

Lenha verde pouco acende, e quem muito dorme pouco aprende.

Lento varão, cachorro lhe mija.

Ler e não entender é negligenciar.

Ler e não entender o que foi lido é tempo perdido.

Ler é saber.

Ler sem entender é caçar sem colher.

Ler sem entender é olhar e não ver.

Lesto o pé, que tempo é.

Leva couro e cabelo.

Levanta, sacode a poeira, e dá a volta por cima.

Levantar a lebre.

Levantar questões por dá cá aquela palha.

Levantas a lebre para que outrem medre.

Levanta-te às seis, almoça às dez, jantarás às seis, deita-te às dez, viverás dez vezes dez.

Levantou-se a torta e pôs-se ao espelho.

Levantou-se o preguiçoso a varrer a casa e pôs-lhe fogo.

Levar a todos pela mesma esteira.

Levar água a outro moinho.

Levar água ao mar.

Levar água ao seu moinho.

Levar as mãos às fogueiras é a mãe das frieiras.

Levar ferro a Biscaia.

Levar má noite e parir filha.

Leve a fortuna tantas agulhas ferrugentas.

Leve é a dor que o rico encobre.

Leve é a dor que o siso encobre.

Liberdade sem juízo é pólvora em mãos de menino.

Lida de dia, à noite alegria.

Limpaduras da minha eira valem mais que trigo da tulha alheia.

Limpo horizonte que relampeja, dia sereno, calma sobeja.

Linda cara, meio dote.

Lindos olhos, feio bicho.

Língua ajuizada é sempre moderada.

Língua comprida é sinal de mão curta.

Língua comprida, mão curta.

Língua comprida, mentira maior.

Língua comprida, sinal de mão curta.

Língua de mel, coração de fel.

Língua do maldizente e ouvido do que ouve, são irmãos.

Língua é que fala, corpo é que paga.

Língua longa, mão curta.

Língua longa, sinal de mão curta.

Língua não tem osso, mas quebra caroço.

Língua não tem osso, mas quebra osso.

Língua não tem osso.

Língua que fala, corpo que paga.

Língua solta, pés ligeiros.

Linhas tortas, letras mortas.

Linho apurado dá lenço dobrado.

Linho, focinho e bico nunca fizeram homem rico.

Lisboa é praça de armas, Coimbra dos estudantes, Porto dos mercadores, Vila Real dos amantes.

Liso e chão como a palma da mão.

Lisonjas ouvir, orelhas abrir.

Livra-te da fruta mal sazonada, que é peste disfarçada.

Livra-te de dever, que o pagar é certo.

Livra-te de dever, se queres em paz viver.

Livra-te de fruta mal sazonada, que é peste disfarçada.

Livra-te de mau vizinho e de excesso de vinho.

Livra-te de questões, se queres viver em paz.

Livra-te do homem que não fala e do cão que não ladra.

Livra-te do sereno como do veneno.

Livra-te dos ares, eu te livrarei dos males.

Livra-te dos casos, livrar-te-ei dos azos.

Livre-me Deus dos amigos, que eu me livrarei dos inimigos.

Livre-me Deus dos meus amigos, que dos inimigos me livrarei eu.

Livros cerrados não fazem letrados.

Livros e amigos devem ser poucos, mas bons.

Livros e amigos, poucos e bons.

Livros fechados não fazem letrados.

Livrou-nos do embaraço sem lhe dar pé nem mão.

Lobo com a goela cheia não morde.

Lobo em pele de cordeiro.

Lobo faminto não tem assento.

Lobo na serra ou mata-lo ou mante-lo.

Lobo não come lobo com prazer.

Lobo não come lobo.

Lobo não mata lobo.

Lobo nunca come lobo.

Lobo que presa toma, ainda que se vai, não cerra a boca.

Lobo tardio não torna vazio.

Lobo velho não cai em armadilha.

Lobos não são para o povoado.

Lógica de bacamarte.

Logo é logro.

Logo que Outubro venha, prepara a lenha.

Logra tu do teu pouco, enquanto mais busca o louco.

Longa amizade, pouca intimidade.

Longa ausência, esquecimento breve.

Longa corda tira quem por morte alheia suspira.

Longa é a arte, curta a vida.

Longas práticas fazem pequena a noite.

Longas viagens, longas mentiras.

Longas viagens, maiores mentiras.

Longas vias, longas mentiras.

Longe (da vista/dos olhos), longe do coração.

Longe da cidade, longe da sanidade.

Longe da cidade, perto da sanidade.

Longe da vista, longe do coração.

Longe da vista, mas perto do coração.

Longe das minhas colmeias semelham zangão.

Longe de mim mulher que sabe latim e burra que faz "him".

Longe do amigo que come o seu só e o meu comigo.

Longe do olhar, longe da alma.

Longe dos olhos, longe do coração.

Longe estejas donde te desejas.

Longe vá o teu agouro, se não é de ouro.

Longe vá o teu agouro.

Longo e estreito como o ano mau.

Longo e estreito como o caminho mau.

Louco é quem deixa o sossego para meter-se em questão.

Louco é quem quer o que não pode haver.

Loucura breve, longo arrependimento.

Loucura é breve, longo é o arrependimento.

Loucuras não remedeiam loucuras.

Louva o mar e fica em terra.

Louvarás o lírio, mas plantarás batatinhas.

Louvar-se num cego, para julgar das cores.

Louvor em boca própria é menosprezo.

Louvor em boca própria é vitupério.

Louvor humano é puro engano.

Lua à tardinha com seu anel, dá chuva à noite ou vento a granel.

Lua à tardinha com seu anel, dá chuva à noite ou vento a granel..

Lua com circo traz água no bico.

Lua com circo, água traz no bico.

Lua com halo de grande aparato, é molha certa prá gente de quarto.

Lua deitada marinheiro em pé.

Lua deitada, marinheiro de pé.

Lua deitada, marinheiro em pé.

Lua deitada: marinheiro em pé.

Lua empinada, maré repontada.

Lua fora, lua posta quarto de maré na costa.

Lua inclinada não leva nada.

Lua nova de Agosto carregou, lua nova de Outubro trovejou.

Lua nova setembrina sete luas determina.

Lua nova trovejada 30 dias é molhada.

Lua nova trovejada ou vem seca ou vem molhada.

Lua nova trovejada trinta dias é molhada.

Lua nova trovejada trinta dias é molhada; e, se venta, noventa.

Lua nova trovejada, oito dias é molhada. se ainda continua, é molhada toda a lua.

Lua nova trovejada, trinta dias é molhada.

Lua Nova, Lua Cheia preia Mar às duas e meia.

Lua posta, baixa-mar na costa.

Lua, a de janeiro, e amor, o primeiro.

Lua, com circo ao largo: chuva ao perto.

Luar de Janeiro não tem parceiro, mas o de Agosto dá-lhe no rosto.

Lugar de dia perdido nunca é preenchido.

Lugar ventoso, lugar sem repouso.

Lume ao pé da estopa vem o diabo e sopra.

Lume faz cozinha, e não mulher fraldida.

Luta a onda com o rochedo, quem o paga é o mexilhão.

Má cama faz a noite longa.

Má chaga sara, má fama mata.

Má é a árvore que só dá fruto a poder de trato.

Má é a obra, se a sua publicidade nos envergonha.

Má erva depressa nasce e depressa envelhece.

Má erva mata a boa.

Má hora vá contigo.

Má notícia sempre vem a cavalo.

Má notícia voa.

Má pele não muda.

Má vizinha à porta é pior que lagarta na horta.

Maçã madura na beira da estrada, ou tá podre, ou tá bichada.

Macaco consegue o que a onça não alcança.

Macaco mexeu, quer chumbo.

Macaco não briga com o pau onde sobe.

Macaco não enjeita banana.

Macaco não enjeita coco.

Macaco não enxerga o seu rabo, mas enxerga o da cutia.

Macaco não olha para o próprio rabo.

Macaco não olha para o seu rabo.

Macaco que muito mexa, merece chumbo.

Macaco que muito mexe, quer chumbo.

Macaco que sobe muito, mostra o rabo.

Macaco ri do rabo da cutia e não olha o seu.

Macaco senta no toco para ver o rabo dos outros.

Macaco só não fala porque tem preguiça de remar.

Macaco só vê o rabo da cutia.

Macaco velho não aprende arte nova.

Macaco velho não dá pulo em galho seco.

Macaco velho não mete a mão em cumbuca.

Macaco velho não mete a mão na cumbuca.

Macaco velho não põe a mão em cumbuca.

Macaco velho não põe pé em galho seco.

Macaco velho não pula em galho seco.

Macaco velho não se acostuma com coleira.

Macaco velho não trepa em galho seco.

Macaco velho não trepa em ramo seco.

Macaco velho, Manduca, não mete a mão em cumbuca.

Macaco vestido é sempre macaco.

Macaco, olha teu rabo!.

Macaco, quando acha galho, trepa e balança.

Macaco, quando anda, nunca olha para o seu rabo.

Macaco, quando não pode comer banana, diz que está verde.

Macaco, quando não quer comer banana, diz que está verde.

Macaco, quando se coça, quer chumbo.

Macacos me lambam.

Macacos me mordam.

Macóc' ca ta oiá sê rób'.

Madeira verde faz fogueira alta.

Madrasta e enteada sempre andam em batalha.

Madrasta, nem de pasta.

Madrasta, o diabo arrasta.

Madrasta, o nome lhe basta.

Madrinha, fazei o topete e ulo o cabelo? (=onde está).

Madruga e verás, trabalha e terás.

Madruga e verás.

Mãe acautelada, filha guardada.

Mãe aguçosa, filha preguiçosa.

Mãe cuidadosa, filha preguiçosa.

Mãe e filha vestem uma camisa.

Mãe e filhos, por dar e tomar são amigos.

Mãe é tudo igual, só muda de endereço.

Mãe há só uma.

Mãe não temeste, pai não tiveste, diabo te fizeste.

Mãe preguiçosa faz a filha opiniosa.

Mãe só há uma.

Mãe velha e camisa rota não desonram.

Mãe, a gente só tem uma.

Mãe, casai-me logo, que se me enruga o rosto.

Mãe, que é casar? Filha, é fiar, parir e chorar.

Magalhães, esfola gatos, mata cães.

Mágoa é: vê-lo-ás e não o paparás.

Magreza não é beleza.

Magricela come sempre, come tudo, tudo, tudo.

Magro e mirrado, como prego na ponta.

Magro, mas sem coleira.

Maio couveiro não é vinhateiro.

Maio frio e junho quente: bom pão, vinho valente.

Maio hortelão: muita palha e pouco grão.

Maio pardo e Junho claro podem mais que os bois e o carro.

Maio pardo e ventoso faz o ano farto e formoso.

Maio pardo faz o ano farto.

Maio pardo, Junho formoso faz o ano fartoso.

Maior a altura, maior a queda.

Maior bem-aventurança é dar que receber.

Maior é o ano que o mês.

Maior é o perigo onde maior é o medo.

Maior o dia maior a romaria.

Maior ventura é obrar bem que deixar de fazer mal.

Mais abranda o dinheiro que palavras de cavaleiro.

Mais ajuda a igreja com orações do que cavaleiros com armas.

Mais alto é aquele que mais tem.

Mais alto é um campônio em pé que um fidalgo de joelhos.

Mais amor, menos confiança.

Mais anda quem tem bom vento do que quem muito rema.

Mais apaga boa palavra que caldeira d'água.

Mais apertado que sardinha em lata.

Mais arde o fogo quando tem mais lenha.

Mais asinha se apanha um mentiroso que um coxo.

Mais asinha se pega o mentiroso que o coxo.

Mais atormenta o suspeitado que o sabido.

Mais barato é o comprado que o pedido.

Mais bota para fora de casa a mulher com uma agulha do que o homem para dentro com um gancho.

Mais caga um boi que cem andorinhas.

Mais caro é o dado que o comprado.

Mais chora quem faz mal do que quem faz bem.

Mais come o boi de uma lambida que a ovelha em todo o dia.

Mais come o boi de uma lambida que cem andorinhas.

Mais comem os olhos que a boca.

Mais consegue o salteador que o honrado rogador.

Mais corre a ventura que cavalo ou mula.

Mais cresce a árvore, mais sombra dá.

Mais criam dias que meses.

Mais cura a dieta que a lanceta.

Mais custa a mecha que o sebo.

Mais custa abrir a boca para pedir do que fechá-la para falar.

Mais custa mal fazer que bem fazer.

Mais custa o mal fazer que o bem fazer.

Mais custa o rogado que não o mercado.

Mais custa o rogado que o comprado.

Mais custa ser rico que riquíssimo.

Mais custa sustentar um vício que educar um filho.

Mais dá o cru que o nu.

Mais dana a língua do adulador que a espada do perseguidor.

Mais dana a língua do adulador que mão e espada do perseguidor.

Mais dana a língua do adulador que todas as armas do perseguidor.

Mais dano fazem amigos néscios do que inimigos descobertos.

Mais depressa morre um cordeiro que um carneiro.

Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo.

Mais depressa se apanha um mentiroso que um coxo.

Mais depressa se bebe um trago do que se conta uma história.

Mais depressa se encontra um mentiroso que um coxo.

Mais depressa se pega um mentiroso do que um coxo.

Mais depressa vai o frade para ladrão do que o ladrão para frade.

Mais descobre uma hora de jogo que um ano de conversação.

Mais devoção e menos coração.

Mais dias há que lingüiças.

Mais do que o dado, vale a maneira de o dar.

Mais dura a memória das injúrias recebidas que dos benefícios.

Mais estreita quem mais tem.

Mais fácil acender uma vela que amaldiçoar a escuridão.

Mais fácil é ao burro perguntar que ao sábio responder.

Mais fácil é o burro perguntar do que o sábio responder.

Mais fácil é repreender que imitar.

Mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu.

Mais faz a vista do amo que as suas mãos.

Mais faz diligência que dinheiro.

Mais faz quem quer do que quem pode.

Mais fazem os anos que os livros.

Mais fere a língua do adulador que a espada do perseguidor.

Mais fere a língua do adulador que todas as armas do perseguidor.

Mais fere a má palavra que a espada afiada.

Mais fere má palavra que espada afiada.

Mais gasto que proveito.

Mais guarda a vinha o medo que o vinhateiro.

Mais há na amarra que fazê-la e furá-la.

Mais há na mulher boa que ser casta.

Mais há quem suje a casa que quem a varra.

Mais homens se afogam no copo que no mar.

Mais honra à alma que à barba.

Mais honra há que a barba.

Mais irrita o falso prometer que o pronto recusar.

Mais lhe dói o alheio bem do que o mal que tem.

Mais lucra quem sabe calar do que quem sabe falar.

Mais mata a gula do que a espada.

Mais matou a ceia que curou Avicena.

Mais matou a ceia que sarou Avicena.

Mais moscas se apanham com mel do que com fel.

Mais mula e menos gualdrapa.

Mais nobre é pobreza honrada que nobreza aviltada.

Mais nobreza é ter para dar.

Mais obras e menos palavras.

Mais peixe, menos salsa.

Mais perde em amizades quem mais teima nas verdades.

Mais perdido que cachorro em dia de mudança.

Mais perdido que cego em tiroteiro.

Mais perto estão os dentes que os parentes.

Mais pode a amizade que a ousadia.

Mais pode Deus ajudar que velar e madrugar.

Mais pode Deus que o diabo.

Mais pode quem Deus ajuda que quem muito madruga.

Mais prejudicial é o amigo fingido que o inimigo descoberto.

Mais pró faz o ano que o campo bem lavrado.

Mais produz culta tapada que herdade mal amanhada.

Mais próximos estão dentes que parentes.

Mais puxa moça que cabrestante.

Mais puxa moça que corda.

Mais puxa moça que soga.

Mais que uma valem duas seguranças.

Mais quer a ceia que toalha fresca.

Mais quer a ceia que toalha seca.

Mais quer o menino à mãe que o amima do que ao pai que o doutrina.

Mais quero asno que me leve que cavalo que me derrube.

Mais quero estar trabalhando que chorando.

Mais quero menino mamoso que formoso.

Mais quero para os meus dentes que para os meus parentes.

Mais quero pedir à minha peneira um pão apertado que à minha vizinha um emprestado.

Mais quero que me tenham inveja do que compaixão.

Mais quero quem me adoce do que quem faça com que chore.

Mais quero quem me adore do que quem faça com que chore.

Mais quero velho que me honre que moço que me assombre.

Mais realista que o rei.

Mais respeito, menos confiança.

Mais ricos são os que nada desejam que os que muito possuem.

Mais ricos são os que não desejam que os que muito possuem.

Mais sabe o diabo por ser velho que por ser diabo.

Mais sabe o tolo no seu que o avisado no alheio.

Mais sabe o tolo no seu que o sisudo no alheio.

Mais sabes do que eu te ensinei.

Mais são as vozes que as nozes.

Mais são os ameaçados do que os acutilados.

Mais são os casos que as leis.

Mais se arrepende quem fala do que quem cala.

Mais se deve temer a língua do adulador que todas as armas do perseguidor.

Mais se ganha no paço às barretadas do que no campo às lançadas.

Mais se sabe por experiência que por aprender.

Mais se tira com amor que com dor.

Mais se toma o pulso ao haver que ao saber.

Mais sê-lo do que parecê-lo.

Mais sofrível é inimigo prudente que amigo impertinente.

Mais sujo que pau de galinheiro.

Mais tem Deus para dar que o diabo para levar.

Mais tem Deus para dar que o diabo para vender.

Mais tem Deus para me dar que o diabo para me tomar.

Mais tem o rico quando empobrece que o pobre quando enriquece.

Mais tiram tetas que calabre de nau.

Mais três dias na nossa habitação e sofrem decomposição.

Mais vale "bem fiz eu" do que "por aqui fiquei".

Mais vale "bem fiz eu" do que "se eu soubera".

Mais vale "din" de moeda que dom sem renda.

Mais vale a água do céu que todo o regado.

Mais vale a fé que o pau da barca.

Mais vale a língua do mudo que a do mentiroso.

Mais vale a língua do mudo que a língua do mentiroso.

Mais vale a mecha que o sebo.

Mais vale a paciência que o saber.

Mais vale a prática que a gramática.

Mais vale a quem Deus ajuda do que quem muito madruga.

Mais vale a saúde que o dinheiro.

Mais vale a velha com dinheiro que moço com bom cabelo.

Mais vale a versão que o fato.

Mais vale acertar que escolher.

Mais vale adormecer sem ceia do que acordar com dívidas.

Mais vale agradecer com a verdade do que ofender com a lisonja.

Mais vale agradecer com a verdade, que ofender com a lisonja.

Mais vale água do céu que todo o regado.

Mais vale ameaça de néscio que abraço de traidor.

Mais vale amigo na praça do que dinheiro da caixa.

Mais vale amigo na praça que dinheiro em caixa.

Mais vale amigo na praça que dinheiro na arca.

Mais vale amigo próximo que parente afastado.

Mais vale amigo que parente ou primo.

Mais vale andar neste mundo em muletas que no outro em carretas.

Mais vale andar no mar alto, que nas bocas do mundo.

Mais vale andar só que mal acompanhado.

Mais vale ano tardio que vazio.

Mais vale aprender velho que morrer néscio.

Mais vale às vezes favor que justiça ou razão.

Mais vale assalto de mata que rogos de homens bons.

Mais vale astúcia que força.

Mais vale azenha parada que amigo moleiro.

Mais vale barriga cheia que barbas untadas.

Mais vale bem comer que bem vestir.

Mais vale bem de longe que mal de perto, sim tardio que não macio, e ter fome que fastio.

Mais vale bem de longe que mal de perto.

Mais vale boa esperança que ruim posse.

Mais vale boa fama que dourada cama.

Mais vale boa nomeada que cama dourada.

Mais vale boa palavra que ouro de boa lavra.

Mais vale boa queixa que mau pago.

Mais vale boa regra que boa renda.

Mais vale bom administrador que bom trabalhador.

Mais vale bom amigo que parente ou primo.

Mais vale bom conselho que fortuna.

Mais vale bom estômago que bom cozinheiro.

Mais vale bom folgar que mal trabalhar.

Mais vale bom girador que bom trabalhador.

Mais vale bom governo que boa renda.

Mais vale bom guardador que bom ganhador.

Mais vale bom vagar que má pressa.

Mais vale bom vizinho que parentesco.

Mais vale burro vivo do que sábio morto.

Mais vale burro vivo que doutor morto.

Mais vale burro vivo que sábio morto.

Mais vale cair em graça do que ser engraçado.

Mais vale cair em graça que ser engraçado.

Mais vale cair em graça, do que ser engraçado.

Mais vale calar que falar.

Mais vale calar que mal falar.

Mais vale cão vivo que leão morto.

Mais vale casar que abrasar.

Mais vale casar sem dentes que sem cabelo.

Mais vale cautela que arrependimento.

Mais vale cavar com a língua que com a enxada.

Mais vale cedo que tarde e tarde que nunca.

Mais vale cedo que tarde, e tarde que nunca.

Mais vale cedo que tarde.

Mais vale comer na rua que morrer de fome em casa.

Mais vale comer palha que comer nada.

Mais vale comprar a rir que comer a chorar.

Mais vale crédito na praça do que dinheiro em caixa.

< operone >