< Portugiesische Sprichwörter >

Em Abril, águas mil, coadas por um mandril.

Em Abril, águas mil.

Em Abril, carrega a velha o carro e o carril.

Em Abril, mau é descobrir.

Em Abril, queimou a velha o carro e o carril; e uma cambada que ficou em Maio a queimou.

Em Agosto toda a fruta tem gosto.

Em Agosto, ardem os montes; em Setembro, secam as fontes.

Em Agosto, candeeiro posto.

Em Agosto, frio no rosto.

Em Agosto, toda a fruta tem gosto.

Em alheia ciranda só o dono manda.

Em alheio souto, um pau ou outro.

Em almas, não há rei que mande.

Em amor de jumento, entram coices e dentadas.

Em amor, como em política, não há tratado de paz: tudo são tréguas.

Em amores, bolsa aberta.

Em animal xucro todo defeito assenta.

Em ano bom, o grão é feno, e no mau, a palha é grão.

Em ano chuvoso, o diligente é preguiçoso.

Em ano de fome não há ruim pão.

Em ano de muita neve, paga o lavrador o que deve.

Em ano de nozes, guarda lenha para o Inverno.

Em ano geado, não há pão dobrado.

Em árvore sem fruto não se atira pedra.

Em bainha de ouro, espada de chumbo.

Em boa hora.

Em boa mão está o pandeiro.

Em boa mão jaz o pandeiro.

Em boa ou má demanda, escrivão por minha banda.

Em boas mãos está o pandeiro.

Em boca calada não entra mosca.

Em boca cerrada não entram moscas.

Em boca fechada as moscas não têm entrada.

Em boca fechada não entra (mosca/mosquito).

Em boca fechada não entra mosca.

Em boca fechada não entram moscas.

Em boca fechada, as moscas não têm entrada.

Em bom ou mau ano, aveza bem teu papo.

Em bom pano cai a nódoa.

Em bom pano caíram as nódoas.

Em bons dias, boas horas.

Em bons dias, boas obras.

Em briga de branco, negro não se mete.

Em briga de branco, preto não entra.

Em briga de branco, preto não se meta.

Em briga de cachorro grande, quem mete a mão acaba mordido.

Em briga de irmão, não se dá opinião.

Em briga de irmãos, não metas a mão.

Em briga de marido e mulher não mete a colher.

Em briga de marido e mulher ninguém deve meter a colher.

Em briga de marido e mulher ninguém mete a colher.

Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher.

Em brigas, valer de pés.

Em broa enxertada todos querem tirar uma côdea.

Em cada casa comem favas, e na nossa, às caldeiradas.

Em cada parte, há bocado de mau caminho.

Em cada parte, há pedras na estrada.

Em cada prado, uma vinha, e em cada bairro, uma tia.

Em cama estreita, deitar no meio.

Em cama estreita, deitar primeiro.

Em cama pequena, deitar no meio.

Em caminho longo, até uma palha pesa.

Em caminho longo, palha pesa.

Em campo todos estão no mesmo pé de igualdade.

Em capoeira de sertão não se planta maxixe.

Em casa alheia depressa se guisa a ceia.

Em casa alheia, brasa no seio.

Em casa bem regrada, ao meio-dia, a olha, e à noite, a salada.

Em casa bem regrada: ao meio dia a olha, à noite a salada.

Em casa bem regrada: ao meio-dia a olha; à noite a salada.

Em casa cheia, asinha se prepara a ceia.

Em casa cheia, depressa se faz a ceia.

Em casa de abade sempre há abundância.

Em casa de cavaleiro, vaca e carneiro.

Em casa de doente, o lugar não se aquente.

Em casa de enforcado, não fales em corda.

Em casa de enforcado, não nomeies o baraço.

Em casa de enforcado, não se fala de corda.

Em casa de ferreiro espeto de pau.

Em casa de ferreiro o espeto é de pau.

Em casa de ferreiro, arma de pau.

Em casa de ferreiro, espeto de pau.

Em casa de ferreiro, espeto de salgueiro.

Em casa de ferreiro, o espeto é de pau.

Em casa de ferreiro, o pior apeiro.

Em casa de ferreiro, só tem ferro.

Em casa de Gonçalo mais pode a galinha que o galo.

Em casa de Gonçalo manda mais a galinha que o galo.

Em casa de Gonçalo, canta a galinha, não canta o galo.

Em casa de homem honrado carne gorda pão delgado.

Em casa de ladrão não fales em baraço.

Em casa de ladrão não lembrar baraço.

Em casa de ladrão não se fala de corda.

Em casa de ladrão, não fales de forca.

Em casa de letrado nunca faltam razões.

Em casa de letrado tanto se paga de pé como sentado.

Em casa de letrados nunca faltam razões.

Em casa de Maria Parda, uns comem leite, e outros, nata.

Em casa de Maria Parda, uns comem tudo, e outros, nada.

Em casa de Maria Parda: uns comem tudo e outros nada.

Em casa de maribondo, não se mexe com vara curta.

Em casa de minha tia, mas não todo dia.

Em casa de mouro não fales algaravia.

Em casa de mulher rica, ela manda, ela grita.

Em casa de mulher rica, fala o marido e ela grita.

Em casa de músico, até os gatos miam por solfa.

Em casa de papudo, não se fala em papo.

Em casa de papudos, não falam os papos.

Em casa de parida ou doente, o lugar não se aquente.

Em casa de paridas ou doentes, o assento não esquentes.

Em casa de pobre, ao meio-dia, mosca faz samba debaixo da panela.

Em casa de tangedor, cada um é bom bailador.

Em casa de tangedor, cada um é bom dançador.

Em casa de teu inimigo, a mulher tem por amigo.

Em casa de tia, mas não cada dia.

Em casa de vilão,não há gato nem cão.

Em casa deste home, quem não trabalha não come.

Em casa deste homem quem não trabalha não come.

Em casa do Gonçalo canta a galinha e cala o galo.

Em casa do Gonçalo canta a galinha e não canta o galo.

Em casa do Gonçalo, manda mais a galinha que o galo.

Em casa do letrado, tanto se paga de pé como sentado.

Em casa do mesquinho, mais pode a mulher que o marido.

Em casa do mouro, não fales algaravia.

Em casa do sisudo, se faz pão a miúdo.

Em casa escura não entra alegria.

Em casa não tens sardinha, na alheia pedes galinha.

Em casa onde falta o pão, todos brigam, ninguém tem razão.

Em casa onde não há farinha, tudo é moinha.

Em casa onde não há pão, até as migalhas vão.

Em casa onde não há pão, todos gritam e ninguém tem razão.

Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.

Em casa que mulher manda, até o galo canta fino.

Em casa, como uma galinha, na rua, como uma rainha.

Em casa, nem fumo, nem goteira, nem mulher tarameleira.

Em casamento e mortório sempre há falatório.

Em caso de necessidade, casa a freira com o frade.

Em casório ou mortório há sempre falatório.

Em cavalo ruim até as éguas dão coice.

Em chão de couce, quem não puder andar, que choute.

Em cim de patada, coice.

Em cima da queda, coice.

Em coisa suja nunca bulas.

Em coisas de amor, o que se diz não se escreve.

Em coisas de el-rei e da inquisição, chitão.

Em coisas de el-rei e da inquisição, chitar.

Em comprar cavalo e escolher mulher, fecha os olhos e encomenda-te a Deus.

Em conselho, as paredes ouvem.

Em conselho, ouve o velho.

Em dar e tomar, é fácil errar.

Em desterro, a pobreza dá maior tormento.

Em desterro, dá a pobreza mais tormento.

Em Deus, não há prover sem provar.

Em Dezembro, a uma lebre, galgos cento.

Em Dezembro, descansar, para em Janeiro trabalhar.

Em Dezembro, lenha no lar e pichel a andar.

Em Dezembro, treme de frio cada membro.

Em dia de calor, arroupa-te melhor.

Em dia de festa, barriga testa.

Em dia de S. Lourenço, vai à vinha e enche o lenço.

Em dia de S. Martinho, vai à adega e prova o vinho.

Em dia de viagem não se sente cansaço.

Em dias bons, boas obras.

Em duras camas dormem-se alegres sonos.

Em esperanças se gastam vidas.

Em falta de farinha, crueira serve.

Em falta de farinha, curera serve.

Em fandango de galinha, barata não se mete.

Em feira de gado, palavra é dinheiro.

Em ferreiro, não pegues; em farmácia, não proves; em sapateiro, não sentes.

Em festa de formiga não se elogia tamanduá.

Em festa de jacaré, nambu não entra.

Em festa de jacaré, não entra inhambu.

Em festa de jacu, inhambu não pia.

Em festa de jacu, nambu não entra.

Em festa de jacu, não entra inhambu.

Em festa sem comer não há gaita temperada.

Em Fevereiro sobe a um outeiro. Se vires verdejar põe-te a chorar, se vires terrejar põe-te a cantar.

Em Fevereiro, chega-te ao lameiro.

Em Fevereiro, chuva; em Agosto, uva.

Em fimbro de cafre não pára milhafre.

Em fiúza de parentes, busca que merendes.

Em França, como francês; em Roma, como romano.

Em frente de arca aberta, o justo peca.

Em gado novo ninguém perde.

Em gado tratarás, e medrarás.

Em grande determinação não lembra inconveniente.

Em grande rio, deixa passar derradeiro.

Em guerra e em paz, quem mal sai, mal jaz.

Em havendo má fortuna, não há carro que não tombe.

Em homem deitado não se bate.

Em homem deitado não se dá.

Em Janeiro sobe ao outeiro. Se vires verdejar põe-te a chorar, se vires terrear, põe-te a cantar.

Em Janeiro sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.

Em Janeiro uma hora por inteiro e quem bem contar hora e meia há-de encontrar.

Em Janeiro, cada pinga mata seu grãeiro.

Em Janeiro, seca a ovelha no fumeiro.

Em Janeiro, sete capelos e um sombreiro.

Em Janeiro, sete casacos e um sombreiro.

Em Janeiro, sobe ao outeiro. Se vires verdejar, põe-te a chorar; se vires terrear, põe-te a cantar.

Em Julho fazer vasculho.

Em Julho, ceifa o trigo e faz o debulho. E, em o vento soprando, vai-o limpando.

Em Julho, ceifo o trigo e o debulho.

Em Julho, prepara o vasculho.

Em Julho, reina o gorgulho.

Em Junho focinha em punho.

Em Junho foucinha no punho.

Em Junho, foice no punho.

Em Junho, perdigotos como punho.

Em lagoa com piranha,jacaré nada de costas.

Em lagoa que tem piranha, jacaré nada de costas.

Em lagoa que tem piranha, macaco bebe água de canudo.

Em lágrimas a dor se irá sumir.

Em linhagens longas, alcaides ou pregoeiros.

Em loja de tendeiro não devas dinheiro.

Em longa geração há conde e ladrão.

Em longa geração, há conde e há ladrão.

Em louvor de Santa Marta quem quiser que o parta.

Em lugar escuro não entra alegria.

Em lugar realengo faze teu assento, e em terra de senhorio não faças teu ninho.

Em má hora depressa nasce e depressa melhora.

Em má hora nasce quem má fama cobra.

Em má inclinação não pode haver bom saber.

Em Maio comem-se as cerejas ao borralho.

Em Maio, comem-se as cerejas ao borralho.

Em Maio, nem à porta saio.

Em manqueira de cão e lágrimas de mulher não há que crer.

Em Março tanto durmo como faço.

Em Março, chove cada dia um pedaço.

Em Março, onde quer passo.

Em Março, tanto durmo como faço.

Em matéria de ofender, antes réu que autor ser.

Em meio a obra vê, quem bem a começa.

Em melhor pano, há maior engano.

Em melhor pano, há melhor engano.

Em mesa redonda não há cabeceira.

Em minha casa o deixas, meu é o asno.

Em morrer o asno não perde o lobo.

Em mouro morto, grande lançada.

Em muito gado não há que escolher.

Em mulher não se bate, nem mesmo com uma flor.

Em noite de núpcias, fia-te na virgem.

Em Novembro, prova o vinho e semeia o cebolinho.

Em Outubro manda o boi para o palheiro e o barco para o muro.

Em Outubro pega tudo.

Em Outubro, o sisudo colhe tudo.

Em Outubro, pega tudo.

Em Outubro, sê prudente: guarda pão e semente.

Em paço escuro não entra alegria.

Em palpos-de-aranha.

Em pau caído todo o mundo faz graveto.

Em pé de pobre é que o sapato aperta.

Em pé de pobre é que sapato aperta.

Em pé de pobre todo sapato serve.

Em pequena caixa está bom ungüento.

Em pequena fonte se bebe à vontade.

Em pequena hora Deus melhora.

Em pequeno corpo, coração grande.

Em pessoa de cetro não há vício secreto.

Em pintura e poesia, não se admite mediania.

Em poder do homem está o lugar, que não o tempo.

Em pombal caído, por demais é deitar trigo.

Em pouco muito se diz.

Em pouco, muito se diz.

Em povo seguro, não há mister muro.

Em qualquer hora cai a casa.

Em qualquer parte, há um pedaço de mau caminho.

Em que pensas, porco? Na bolota.

Em quem nada sabe poucas dúvidas cabem.

Em questão de gosto, não há disputa.

Em questões de amor e bravura, os que mais roncam são os que menos fazem.

Em ralhações não se dizem virtudes.

Em rio grande, passar derradeiro.

Em rio que tem piranha, jacaré bebe água de canudo.

Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas.

Em Rio que tem piranha,jacaré nada de costas.

Em rio quedo não metas o dedo.

Em rio sem peixe não deites a rede.

Em rios onde não há peixe, é inútil deitar redes.

Em Roma sê romano.

Em Roma, como os romanos.

Em Roma, como romano.

Em Roma, faça como os romanos.

Em Roma, sê romano.

Em ruim corpo se esconde bom senhor.

Em ruim gado não há que escolher.

Em ruim vila, briga cada dia.

Em sabendo de quem vens, sei o mal e o bem que tens.

Em Setembro secam montes e fontes ou leva açudes e pontes.

Em Setembro vai-se colhendo, em Outubro colhe-se tudo.

Em Setembro, ardem os montes e secam as fontes.

Em Sevilha o fizeste, em Sevilha o pagaste.

Em sítio de pobre, o chuvisco é temporal.

Em sua casa governa o carvoeiro como o galo em seu poleiro.

Em sua casa não ter sardinha, e ir na alheia pedir galinha.

Em sua casa, cada qual é rei.

Em sua casa, cada um é rei.

Em tal lugar, não quero colher nem semear.

Em tal signo nasci, que mais quero para mim do que para ti.

Em te dando uma vitela, logo vai por ela.

Em tempo de figos há amigos.

Em tempo de figos, há muitos amigos.

Em tempo de figos, não há amigos.

Em tempo de guerra e peste é mentira como terra.

Em tempo de guerra não se limpam armas.

Em tempo de guerra voam mentiras por mar e por terra.

Em tempo de guerra, as leis são mudas.

Em tempo de guerra, calam-se as leis.

Em tempo de guerra, chapéu à terra.

Em tempo de guerra, mentira é como terra.

Em tempo de guerra, mentiras como terra.

Em tempo de guerra, mentiras por mar, mentiras por terra.

Em tempo de guerra, não se limpam armas.

Em tempo de guerra, qualquer buraco é trincheira.

Em tempo de muda jacu não pia.

Em tempo de murici, cada qual cuida de si.

Em tempo de seca, de bicho de cabelo, só quem escapa é a escova; de bicho de fôlego, só quem escapa é o fole; de bicho de pena, só quem escapa é o espanador; de animal de quatro pés, só fica vivo o tamborete.

Em tempo e lugar, o perder é ganhar.

Em tempo nevado, o alho vale um cavalo.

Em tempo, lugar e sazão, o dar é ocupação.

Em terra de cego que tem olho é rei.

Em terra de cego, quem tem um olho é caolho/zarolho).

Em terra de cego, quem tem um olho é caolho/zarolho.

Em terra de cego, quem tem um olho é rei.

Em terra de cego, quem tem um olho vê cada coisa..

Em terra de cego, quem tem um olho vê cada coisa?.

Em terra de cegos, o torto é rei.

Em terra de cegos, quem tem um olho é rei.

Em terra de cobra, sapo não chia.

Em terra de gavião, galinha não vinga pinto.

Em terra de lobos uiva-se como eles.

Em terra de lobos, uiva-se como eles.

Em terra de mouros, cristão é mouro.

Em terra de padeiro, farinheiro faz sucesso.

Em terra de papudos, quem não tem papo é defeituoso.

Em terra de passarinho pobre, a galinha chega primeiro.

Em terra de Saci todo chute é uma voadora. (Liu Kang).

Em terra de saci, calça comprida dá pra dois.

Em terra de saci, calça jeans cabem dois.

Em terra de saci, quem dá rasterira também cai.

Em terra de sapo, cuidado com o veneno deles.

Em terra de sapo, de cócoras como ele.

Em terra de sapo, mosquito não dá rasante.

Em terra de sapos, de cócoras como eles.

Em terra onde a gente não vai, banana dá na rama e feijão dá na raiz.

Em terra onde não há carne, espinha de peixe é lombo.

Em terra onde não há galinha, inhambu é frango.

Em terra onde não há galinha, urubu é frango.

Em terra onde não há onça, veado escaramuça.

Em terra pequena tudo se sabe.

Em terra que não tem carne, espinha de peixe é picanha.

Em terreiro de galinha, barata não tem razão.

Em terreno de galinha, barata não tem razão.

Em time que está ganhando, não se mexe.

Em time que está vencendo, não se mexe.

Em toda casa há roupa suja.

Em toda parte está o perigo.

Em toda parte há pedras na estrada.

Em toda parte há um pedaço de mau caminho.

Em toda parte se come pão.

Em todo rebanho há uma ovelha negra.

Em todos os tempos os peixes grandes comerão os pequenos.

Em todos os tempos peixe grande come peixe pequeno.

Em traseira de mula e dianteira de frade ninguém se fie.

Em traseira de mula e dianteira de frade, ninguém se fie.

Em tua casa não tens sardinha, e na alheia pedes galinha.

Em tua casa não tens sardinha, e na dos outros pedes galinha.

Em tudo assenta o tomateiro, menos no café e no chocolate.

Em tudo convém medida.

Em tudo se conhece a educação.

Em uma guerra civil, até a vitória é uma derrota.

Em uma hora cai a casa, e não cada dia.

Em uma hora não se ganhou Samora.

Em vão os cães ladram à lua.

Em vão sabe quem não sabe para si.

Em vão se muda de governo, se os homens e os costumes não se mudam.

Em velha gamela também se faz boa sopa.

Em viúva de parentes busca que merendes.

Em vossa casa ninguém assista, porque hóspede em casa é testemunha de vista.

Em zanga de marido e mulher não se mete a colher.

Embarcar em canoa furada.

Embora vás mal, onde te põem bom cabeçal.

Embriagar-se, é enlouquecer por gosto.

Embuça-te no capote, conforme a direção do vento.

Emenda de jogador e prognóstico de médico serão o que for.

Emenda em ti o que te desagrada em mim.

Emente dura o pão da boda nada falta.

Ementes dura vida doçura.

Emprega bem o teu tempo, se queres merecer descanso.

Empreitada quer-se vigiada.

Emprenha de ar, parirás vento.

Emprestaste e não cobraste; se cobraste, não tanto; se tanto, não tal; se tal, inimigo mortal.

Enchida a pança, vamos à dança.

Encomenda sem dinheiro esquece no primeiro rigueiro.

Encomenda sem dinheiro fica no tinteiro.

Encomendar a Deus, botar a nadar.

Encomendas sem dinheiro esquecem ao primeiro ribeiro.

Encomendas sem dinheiro ficam na toca de um sobreiro.

Encomendas sem dinheiro ficam no cais do Aveiro.

Encomendas sem dinheiro ficam no tinteiro.

Encomendou-se a um bom santo.

Encostar-se ao bem parado.

Encurta desejos, alongarás a vida.

Encurtar a ceia é alongar a vida.

Encurtar ceia, alongar a vida.

Enfeitai o cepo, parecerá mancebo.

Enfeitai o cepo, parecer-vos-á mancebo.

Enfeitam-se os altares por causa dos santos.

Enfeitar-se com as penas alheias.

Enfeitar-se com as penas do pavão.

Enfermo impaciente faz o médico cruel.

Enfiar a carapuça.

Enfiar o rabo entre as pernas.

Engana meninos e chupa-lhe o pão.

Engana-me embora no preço, mas não no que merco.

Engana-me no preço e não no que compro.

Enganaste-me uma vez, nunca mais me enganarás.

Engarrafar fumaça.

Engatinhando se aprende a andar.

Engolir a pílula.

Engolir sapos.

Engolir um boi e engasgar com um mosquito.

Engorda o menino para crescer, e o velho para morrer.

Engou a velha os bredos, souberam-lhe bem, lambe-lhe os dedos.

Engou a velha os bredos, souberam-lhe bem, lambeu os dedos.

Enojar-se doutro é ferir-se no rosto.

Enquanto a erva cresce, o cavalo morre.

Enquanto a gente dorme, dormem-lhe os cuidados.

Enquanto a grande se abaixa, a pequena varre a casa.

Enquanto a pedra vai e vem, Deus dará do seu bem.

Enquanto a pedra vai e vem, Deus dirá do seu bem.

Enquanto chove, trabalha Deus.

Enquanto descansa, carrega pedras.

Enquanto descansas, carrega pedras.

Enquanto disputam os cães, come o lobo a ovelha.

Enquanto dorme o amo, folgam os fâmulos.

Enquanto dormem os gatos, comem os ratos.

Enquanto dormem os gatos, correm os ratos.

Enquanto dura, vida e doçura.

Enquanto dura, vida e doçura; em acabando, gemendo e chorando.

Enquanto existir bobo, malandro não morre de fome.

Enquanto ferve a panela, floresce a amizade.

Enquanto ferve a panela, há amigos.

Enquanto fui nora, nunca tive boa sogra.

Enquanto fui nora, nunca tive boa sogra; enquanto fui sogra, nunca tive boa nora.

Enquanto há dinheiro, há amigos.

Enquanto há dívidas, não há herança.

Enquanto há figos há amigos.

Enquanto há figos, há amigos.

Enquanto há saúde, quedos estão os santos.

Enquanto há vento, molha-se a vela.

Enquanto há vida há esperança.

Enquanto há vida há esperança/doçura.

Enquanto há vida, há esperança.

Enquanto houver cavalos, São Jorge não andará a pé.

Enquanto houver homens, haverá vícios.

Enquanto mija o cão, vai-se o lobo.

Enquanto não acabes, não te gabes.

Enquanto não é tempo de muda, caçai comigo aos perdigotos.

Enquanto o amo bebe, o criado espera.

Enquanto o burro bebe, bebe também o almocreve.

Enquanto o diabo esfrega um olho.

Enquanto o gato anda pelo telhado, anda o rato pelo sobrado.

Enquanto o mar bonança, todos são bons pilotos.

Enquanto o marido cavar, deve a mulher fiar.

Enquanto o ouro luz, os inimigos são de truz.

Enquanto o pau vai e vem folgam as costas.

Enquanto o pau vai e vem, a gente folga as costas.

Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.

Enquanto o vinho desce, as palavras sobem.

Enquanto os cães brigam, o lobo leva a ovelha.

Enquanto se capa, não se assobia.

Enquanto se conta, não se erra.

Enquanto se descansa, se carrega pedra.

Enquanto se tem saúde, quedos estão os santos.

Enquanto se tem saúde, quietos estão os santos.

Enquanto se vive, se tem esperança.

Enquanto tolos emprestam, ajuizados não compram.

Enquanto um vai e outro vem, Deus dá do seu bem.

Enquanto um vai e outro vem, não está o caminho sem ninguém.

Enquanto uns batem o mato, outros apanham a caça.

Enquanto vai e vem, alma tem.

Enquanto vai e vem, não está parado.

Enquanto venta, é molhar a vela.

Enquanto venta, molha-se a vela.

Enquanto vinhas com o fubá, minha broa já estava cozida.

Enquanto zoa a carvalheira, não saias da tua fogueira.

Ensaboar a cabeça do asno é perda de sabão.

Ensaboar a cabeça do asno é perder sabão.

Ensaboar cabeça de burro é perder tempo.

Ensaboar os queixos do burro.

Ensinando é que se aprende.

Ensinar o padre-nosso ao vigário.

Ensinar o pai a fazer filhos.

Ensinar padre-nosso ao vigário.

Ensinar rato a subir de costas em garrafa.

Então como então, agora como agora.

Então que tal?Antes assim que mais mal.

Entende primeiro e fala derradeiro.

Entende primeiro, fala derradeiro.

Enterrado, perdoado.

Entra o beber, sai o saber.

Entrada de leão, saída de cão.

Entrada de leão, saída de sendeiro.

Entradas de leão, saídas de (sendeiro/cordeiro).

Entradas de leão, saídas de cordeiro.

Entradas de leão, saídas de sendeiro.

Entra-lhe por um ouvido e sai pelo outro.

Entram as palavras por um ouvido e saem pelo outro.

Entrar com o pé direito.

Entrar como Pilatos no credo.

Entrar em Aveiro sem sapatos.

Entrar lambendo e sair mordendo.

Entrar por um ouvido e sair por outro.

Entre a boca e a mão, vai o bocado ao chão.

Entre a cruz e a água benta.

Entre a cruz e a caldeirinha.

Entre a honra e o dinheiro, o segundo é o primeiro.

Entre a pedra e o mar, quem se ferra é o mourisco.

Entre a pêra e o queijo (=no final da refeição).

Entre amigos e soldados, cumprimentos são escusados.

Entre amigos honrados, cumprimentos são escusados.

Entre amigos não se sofre coração dobrado.

Entre amigos, vista basta.

Entre as virtudes é mais de louvar sofrer injúrias e depois perdoar.

Entre couve e couve, alface.

Entre dez homens, nove são mulheres.

Entre dizer e fazer, muita coisa há a meter.

Entre dois dentes molares, nunca metas os polegares.

Entre duas pedras, não metas as mãos.

Entre duas verdes, uma madura.

Entre falar e fazer, muito há que dizer.

Entre falar e fazer, muito há que meter.

Entre gado ruim há pouco que escolher.

Entre gente honesta basta a palavra.

Entre guerra e paz, quem mal sai, mal jaz.

Entre honra e dinheiro, o segundo é o primeiro.

Entre ignorantes, mais dano faz o cobiçoso que o ladrão.

Entre irmãos não metas as mãos.

Entre judeus, judeu como eles.

Entre marido e mulher (não metas/não se mete/nunca metas) a colher.

Entre marido e mulher não metas a colher.

Entre marido e mulher não se mete a colher.

Entre marido e mulher ninguém meta a colher.

Entre marido e mulher ninguém mete a colher.

Entre marido e mulher nunca metas a colher.

Entre menino e Tomé, três dias é.

Entre morte e casamento, cessa arrendamento.

Entre mortos e feridos alguém há-de escapar.

Entre mortos e feridos, alguém há de escapar.

Entre mortos e feridos, algum há de escapar.

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Entre muitos, falar pouco.

Entre o dizer e o fazer há um longo caminho a percorrer.

Entre o malho e a bigorna.

Entre o martelo e a bigorna.

Entre o princípio e o fim, há sempre um meio.

Entre o prometer e o dar, tua filha hás de casar.

Entre o vencedor e.

Entre os dois, venha o diabo e escolha.

Entre os mortos e feridos algum há de escapar.

Entre os Santos e o Natal é Inverno natural.

Entre pai e irmãos, não metas as mãos.

Entre pais e irmãos, não metas as mãos.

Entre parentes e irmãos ninguém meta as mãos.

Entre ponto e ponto, mordedura de asno.

Entre ricos e pobres não há parentesco.

Entre santa e santo, parede de cal e canto.

Entre um quente e dois fervendo.

Entre vencedor e vencido, fica um nu e outro vestido.

Enxame de Junho nem que seja como punho.

Enxame de Março apanha-o no regaço.

Enxugar gelo.

Éramos trinta, pariu nossa avó.

Erguem-se as tripeças, abatem-se as cadeiras.

Errados começos, dificultosos fins.

Errando é que se aprende.

Errar é de humanidade.

Errar é dos homens.

Errar é humano, perdoar é divino.

Errar é humano, perseverar é diabólico!.

Errar é humano, persistir no erro é burrice!!.

Errar é humano, persistir no erro é burrice.

Errar é humano.

Errar é humano.Persistir no erro é burrice.

Errar é próprio do homem.

Erro da cabeça é pago pela cabeça.

Erro é pôr em perigo quem não é para se pôr nele.

Erro não paga dívida.

Erros de filhos, culpas de mães.

Erros de médico, a terra os cobre.

Erros é por igual: não sabendo, responder, e sabendo, perguntar.

Erudito sem obra é nuvem sem chuva.

Erudito sem obras é nuvem sem chuva.

Erva crua, deitá-la na rua.

Erva daninha depressa cresce.

Erva má cresce depressa.

Erva má mata a boa.

Erva má sempre vingará.

Erva má, não a cresta a geada.

Erva má, não a empeça a geada.

Erva má, não lhe empece a geada.

Erva ruim asinha arrebenta.

Erva ruim asinha rebenta.

Erva ruim cresce muito.

Erva ruim cresce rápido.

Erva ruim geada não mata.

Erva ruim não a cresta a geada.

Erva ruim não a queima a geada.

Erva ruim não a queima o sol.

Erva ruim, a geada não mata.

Erva ruim, não a queima a geada.

És como o José da Adriça, quanto vê, quanto cobiça.

És como o ripanço, que só serve de ano a ano.

És como o ripanço, que só serve de uma coisa.

És pobre? Não tenhas gosto.

Escapei do trovão e dei no relâmpago.

Escasso é quem das palavras tem dó.

Escoa-se o tempo, sem o sentirmos.

Escolhe a dança quem paga o músico.

Escorregar não é cair, é meio caminho andado.

Escorregar não é cair, mas é meio caminho andado.

Escorregar não é cair.

Escravo e besta muar se hão de poupar.

Escreve antes que dês, e recebe antes que escrevas.

Escreve as injúrias sobre a areia e grava os benefícios sobre o mármore.

Escreve Deus às vezes o direito com letras tortas.

Escreve devagar, que eu tenho pressa.

Escrevem-se na areia os favores e gravam-se no metal as ofensas.

Escreveu não leu, o pau comeu.

Escreveu, não leu, o pau comeu.

Escrivão, ladrão.

Escusas de mau pagador, ouvidos de mercador.

Escuta cem vezes, e fala uma só.

Escuta mil vezes, e não fales mais que uma.

Escuta os conselhos dos outros e segue o teu.

Escutando, falando e errando é que se aprende a falar.

Escutar com orelha de palmo.

Esfalfar-se até deitar os bofes fora.

Esfolar a enguia pelo rabo.

Esfolar alguém com usuras.

Esfregar os olhos, só com os cotovelos.

Esmola a Mateus, esmola aos teus.

Esmola com brevidade, pouca importunidade.

Esmola só é mercê para quem pede.

Esmola, quando é muita, o santo desconfia.

Esmolando Mateus, esmolou para os seus.

Esmolou Mateus, esmolou pelos seus.

Esmolou São Mateus, esmolou para os seus.

Espada na mão do sandeu, perigo de quem lha deu.

Espada na mão do sandeu, perigosa para quem lha deu.

Espada por espada, lança por lança.

Espancar cachorro morto.

Espantalho sem avesso, nem direito.

Espantar a caça.

Espera a morte para louvar a vida e a tarde para louvar o dia.

Espera de teus filhos o que a teus pais fizeres.

Espera de teus filhos o que fizeres a teus pais.

Espera do filho o que fizeste ao pai.

Espera morto que cozam as couves.

Espera o melhor e prepara-te para o pior.

Espera que a comida lhe caia do telhado.

Espera que as cotovias lhe caiam já assadas na boca.

Espera quem serve, e teme quem ama.

Esperai embora muito, mas contentai-vos com pouco.

Esperança no ganho diminui canseira.

Esperando marido e cavaleiro, chegam-me as tetas ao bragueiro.

Esperar é virtude do forte.

Esperdiçar não é grandeza.

Esperdício de rico é economia de pobre.

Espertar o cão que dorme.

Esperteza, quando é muita, vira bicho e come o dono.

Espinho piniquento de pequeno já traz ponta.

Espinho que há de picar não é tão fácil de arrancar.

Espinho que há de picar vem logo de bico para cima.

Espinho que pinica, de pequeno traz a ponta.

Espiou-se a roca, acabou o linho.

Espírito sem bondade é abelha sem mel.

Esposo aborrecido poucas vezes fica honrado.

Esposo aborrecido pouco fica honrado.

Esquece donde vem, cuidando donde vai.

Esquecemo-nos dos bens de que gozamos e só nos ocupamos e queixamos dos males que sofremos.

Esquecer-se do bem, lembrar-se do mal.

Esquivança aparta amor.

Essa boa e escolhida que é seguida e não vencida.

Essa casa é farta e cheia como uma colmeia.

Esse é meu amigo, que mói no meu moinho.

Esse é rei, que não conhece lei.

Esse louva o nu, que não tem nenhum.

Esse mal farás, que andes e não comerás.

Esse modo de proceder vos há de dar na cabeça.

Está a Candelária a chorar, está o inverno a passar.

Está a Candelária a rir, está o inverno para vir.

Está a carne no garavato, porque não há gato.

Está a chover e a fazer sol, e a raposa a encher o fole.

Está a chover e fazer sol e a raposa a encher o fole.

Está a tinir (=Está sem dinheiro).

Está duro.

Está farta e cheia como uma colmeia.

Está mais perdido que cego em tiroteio.

Está mais por fora que mão de afogado.

Está mais por fora que umbigo de vedete.

Está na cadeia, mas não foi por roubar nada a ninguém.

Está na cara.

Está na hora da onça beber água.

Está nas últimas.

Esta vida são dois dias e o Carnaval são três.

Esta vida são dois dias, e o carnaval são três.

Esta vida são dois dias.

Estado real não tira amor natural.

Estalajadeiro à porta, sinal de poucos fregueses.

Estalar a castanha na boca.

Estalar por saber uma coisa.

Estamos todos no mesmo barco.

Estando alegre, não leias carta logo, para que não nasça cuidado novo.

Estão verdes.

Estar a balança pela fieira.

Estar a olhar para qualquer coisa como um boi para um palácio.

Estar às moscas.

Estar azul de fome.

Estar careca de saber.

Estar cheio de si.

Estar com alguém como o cão com o gato.

Estar com as mãos na massa.

Estar com o pé na cova.

Estar com o sentido em Caparica.

Estar com o sentido em França.

Estar com os pés na cova.

Estar com um abacaxi para descascar.

Estar com um pé no caixão.

Estar com um pepino na mão.

Estar com uma batata quente nas mãos.

Estar com uma mão sobre a outra.

Estar comendo brisa.

Estar como ferro na frágua.

Estar como o Belchior, cada vez pior.

Estar como o pato na lama.

Estar como o vilão em casa de seu sogro.

Estar como peixe fora d'água.

Estar como peixe n'água.

Estar como vilão em casa de seu sogro.

Estar em Aveiro sem sapatos.

Estar em guerra aberta com alguém.

Estar em palpos-de-aranha.

Estar entre a cruz e a caldeirinha.

Estar entre a espada e a parede.

Estar entre o martelo e a bigorna.

Estar entre talas.

Estar fora de si.

Estar mais contente que gato com trambolho.

Estar mais perdido do que cego em tiroteio.

Estar na aldeia e não ver as casas.

Estar na berlinda.

Estar na horta e não ver as couves.

Estar na igreja e não ver os santos.

Estar nas graças de alguém.

Estar no mato sem cachorro.

Estar no mesmo barco.

Estar o diabo feito vaca à porta do açougue.

Estar por fora.

Estar por um fio.

Estar sempre com a caninha na água.

Estás mais contente que o gato com trambolho.

Estas-te a rir ou queres cá vir?.

Estava a lua atrás do forno.

Este conselho só: causa inveja, não causes dó.

Este é amigo, que mói no meu moinho.

Este é meu amigo, quem mói no meu moinho.

Este homem não teme que o teto o esmague.

Este mundo dá mais voltas do que cobra em areia quente.

Este mundo é de quem mais apanha, e o outro é de quem o ganha.

Este mundo é um fandango, e tolo é quem não o dança.

Este mundo é um rebolo.

Este mundo é uma bola, e quem anda nele é que se amola.

Este mundo é uma bola, tanto anda como desanda.

Esteja a maçã e amadureça, lá virá quem a mereça.

Esteja a pera na pereira, não caia, nem apodreça, não faltará quem a mereça.

Esteja eu quente, ria-se a gente.

Estejam as tripas cheias, que elas levam as pernas.

Estende as pernas conforme o tapete.

Estende o pé conforme o lençol.

Estende-se como vilão em casa de seu sogro.

Estende-se o pé conforme o lençol.

Estende-te, perna, lá virá quem te governe.

Esticar as canelas.

Estômago agradecido não é bom amigo.

Estômago vazio não tem ouvidos.

Estopas ao pé do fogo não estão seguras.

Estorninhos e pardais, todos querem ser iguais.

Estorninhos e pardais, todos somos iguais.

Estou falando com o coração nas mãos.

Estou falando com o dono da porcada, e não com os porcos.

Estrada aberta é caminho.

Estrada batida, estrada sabida.

Estrada de mil léguas começa-se por uma passada.

Estrada de valentão é o caminho do cemitério.

Estraga o fubá e poupa o farelo.

Estropiar o canastro a alguém.

Estuda e saberás, guarda e terás.

Estuda e saberás, trabalha e terás.

Eu bem te dizia Maria que papas à noite faziam azia.

Eu cá não tenho pevides na língua para lhe cuspir.

Eu como tu, tu como eu, o diabo nos juntou.

Eu como tu, tu como eu, um a outro o diabo nos prendeu.

Eu conheço a farinha torrada para o meu feijão.

Eu conto o caso como o caso foi.

Eu duro e tu duro, quem levará o maduro?.

Eu e o meu cavalo, ambos temos um cuidado.

Eu me escondo do amigo que, comendo o seu sozinho, quer comer o meu comigo.

Eu não guardo mágoas mas não sofro de amnésia.

Eu poderei pouco, ou dirão que não sou louco?.

Eu quero, eu posso, eu sou!.

Eu senhora e tu menina, quem há de varrer a casa?.

Eu sou você amanhã.

Eu te ensinarei quem é o Libório.

Eu te farei ver quem é o Libório.

Evitai as aparências do mal.

Exagero é acreditar todos e, erro, não acreditar ninguém.

Excesso de justiça, excesso de injustiça.

Excessos são demasias.

Exemplos farão mais que doutrina.

Exército bem provido tarde ou nunca é vencido.

Existem pessoas que nascem sorrindo, vivem fingindo e morrem mentindo.

Existir, é sofrer.

Experiência que não dói, pouco ou nada aproveita.

Experimentar em cabeça alheia.

Expiraram-lhe as palavras nos lábios.

Faca de parentes não tem fio.

Faca na barriga dos outros não dói.

Faça o que digo, não faça o que faço.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.

Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.

Faça o que tiver de fazer, mas não faça errado.

Faca que corta, dá talho sem dor.

Faça que nem rádio velho, nem ligue.

Faça seu sermão, mas não bata no púlpito.

Faça-as como quiser, quem as paga é minha mulher.

Faça-as quem as fizer quem as paga é a minha mulher.

Faça-se justiça, embora desabem os céus.

Faça-se o milagre, embora o faça o diabo.

Fácil é ao sabedor aprazer ao mau, se quiser errar.

Fácil é louvar o que não se há de invejar.

Fácil no amar, fácil no aborrecer.

Facilmente acreditamos aquilo que queremos.

Fados e lados fazem ditosos os desgraçados.

Fala a boca o que sente o coração.

Fala baixo que as paredes têm ouvidos.

Fala de lisonjeiro, sempre vã e sem proveito.

Fala do lisonjeiro, sempre vã e sem proveito.

Fala pouco e bem, serás alguém.

Fala pouco e bem, ter-te-ão por alguém.

Fala pouco, diz a verdade, gasta pouco, e não devas.

Fala Roldão, e fala por seu mal.

Fala, para que eu te conheça.

Falai aos vossos e guardai o vosso.

Falai do ruim e olhai para a porta.

Falai no lobo, ver-lhe-eis a pele.

Falai no mal que ele sempre aparece.

Falai no mau que ele sempre aparece.

Falai no mau, aparelhai o pau.

Falai no mau, aprontai o pau.

Falai no mau, preparai o pau.

Falai no mau, que ele sempre aparece.

Falai no Mendes, à porta o tendes.

Falai no Mendes, aqui o tendes.

Falai no Mendes, e à porta o tendes.

Falai no ruim, logo aparece.

Falam em alhos, responde em bugalhos.

Falamos muito por ver e saber.

Falando do diabo ele aparece.

Falando do diabo, aparece o rabo.

Falando no bom, prepara-lhe o pão.

Falar a ponto e favas contadas.

Falar bem não custa a ninguém.

Falar bocados de ouro.

Falar com sete pedras na mão.

Falar de coração e bofes lavados.

Falar de farto.

Falar de palanque.

Falar do arnês e nunca o vestir, todos o fazemos.

Falar é despender, escutar é adquirir.

Falar é fácil, fazer é que é difícil.

Falar é fôlego.

Falar é prata, calar é ouro.

Falar grego.

Falar mais que o preto do leite.

Falar mais que pobre no sol.

Falar mal dos outros é fácil, difícil é falar bem.

Falar não enche barriga.

Falar no diabo, e o diabo aparecer.

Falar no mau e aparelhar o pau.

Falar no mau, aprontar o pau.

Falar no mau, olhar para a porta.

Falar no mau, preparar o pau.

Falar pelos cotovelos.

Falar pelos sete cotovelos.

Falar português claro.

Falar português velho e relho.

Falar português.

Falar sem cuidar é atirar sem apontar.

Falar sem pensar é atirar sem apontar.

Falar verdade a mentir.

Falar, falar, não enche barriga.

Falas a gaguejar, estás-me a enganar.

Falas de mel, coração de fel.

Fala-se no diabo e aparece-lhe o rabo.

Falas-me a guaguejar, estás-me a enganar.

Fale embora o mentiroso uma verdade, que parece falar sempre debalde.

Falem cartas, calem barbas.

Falem mal de mim, mas falem.

Falo-lhe em alhos, responde-me em bugalhos.

Falo-lhes em alhos, respondem-me com bugalhos.

Falou o boi e disse "béu".

Falou o boi e disse "um".

Falso amor umas vezes dá alegria, outras, dor.

Falso como manta de retalhos.

Falso por natura, cabelo negro e barba ruiva.

Falso por natureza, cabelo negro, barba ruiva.

Falta de azeite, consumição das torcidas.

Falta de azeite, desgraça das torcidas.

Falta de notícias é boa notícia.

Falta de notícias, boas notícias.

Faltando a familiaridade, falta a amizade.

Falta-nos ainda muito por ver e saber.

Falta-nos muito por ver e saber.

Fama sem proveito faz dor de peito.

Fama sem proveito faz mal ao peito.

Família cresceu, economia em casa.

Família criada, paz arrasada.

Farás primeiro aos meus, depois aos alheios.

Farás primeiro aos teus, depois aos alheios.

Fardel de pedinte nunca é cheio.

Fardel de pedinte nunca está cheio.

Farei primeiro aos meus, então aos alheios.

Farejar e não dar com a toca.

Farinha apurada, não ta veja sogra nem cunhada.

Farinha é que levanta parede.

Farinha gabada, não ta veja sogra nem cunhada.

Farinha pouca, meu pirão primeiro.

Farinha ruim não dá bom pão.

Farinha seca não é de comer.

Farnel de pedinte nunca é cheio.

Fartar, gatos, que é dia de entrudo.

Farta-te gato que é dia de Entrudo.

Farta-te, gato, que é dia de entrudo.

Far-te-ei a barba, far-me-ás o topete.

Farto está o carneiro, quando marra o companheiro.

Fartura de lobo três dias dura.

Fartura faz bravura.

Fatos e não palavras.

Favas as primeiras, cerejas as últimas.

Favas das mais baratas, cerejas das mais caras.

Favas me fartam, favas me matam.

Favas o Maio as dá, o Maio as leva.

Favas, as primeiras; cerejas, as últimas.

Favas, das mais caras; cerejas, das mais baratas.

Favor ao comum, favor a nenhum.

Favor ao comum, favor ao nenhum.

Favor recebido, favor esquecido.

Favores alegados pagos estão.

Faz a tua ceara onde cante a cigarra.

Faz bem jejuar depois de jantar.

Faz bem jejuar, depois de jantar.

Faz contas com a hóspeda e verás o que te fica.

Faz e barato, venderás por cem.

Faz e barato, venderás por quatro.

Faz mais quem quer do que quem pode.

Faz muito quem faz bem o que faz.

Faz o bem não olhes a quem.

Faz o que deves, e sê o que podes.

Faz o que eu digo, mas não faças o que eu faço.

Faz o que eu te digo e não faças o que faço.

Faz o que quiseres, por isso te responderá a lata.

Faz o que te digo, não faças o que eu faço.

Faz por ser boa, que o teu nome ao longe soa.

Faz por ter, vir-te-ão ver.

Faz que faz, mas não faz, como o Tomás.

Faz que nem gato: dá unhada e esconde a unha.

Faz que nem morcego: morde e sopra.

Faz rasto sem pôr pegada.

Faz trabalhar a cabeça e dá feriados à língua.

Faz tudo o que deves fazer, suceda o que suceder.

Faze a teu filho teu herdeiro e não teu despenseiro.

Faze a tua seara onde canta a cigarra.

Faze bem à gata, saltar-te-á na cara.

Faze bem a quem te desagrada, Deus e ele te recompensarão.

Faze bem a vilão, morder-te-á a mão; castiga o vilão, beijar-te-á a mão.

Faze bem ao bom varão, haverás galardão.

Faze bem e acautela-te.

Faze bem, não cates a quem.

Faze bem, não temerás ninguém.

Faze boa farinha e não toques buzina.

Faze conta com a hóspeda e verás o que te fica.

Faze da noite noite, e do dia dia, viverás com alegria.

Faze de boa vontade o que fizeres, e nunca te cansarás.

Faze o bem e não olhes a quem.

Faze o bem, sem olhar a quem.

Faze o bem, sem olhares a quem.

Faze o mal, e espera outro tal.

Faze o que deves fazer, suceda o que suceder.

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